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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Projeto Lápis de Luz e a "Molhação do Judas, um projeto de amor!






O projeto Lápis de Luz é idealizado pelo artista plástico, artesão e professor Everardo Aguiar, genial no que faz ele entrega com amor seu tempo, energia  e talento no trabalho voluntário às crianças dos bairros menos favorecidos do Crato. Seja na contação de histórias, sempre interpretadas por atores que também se dispõem a ajudar, ou mesmo na época de Natal, onde batalha na arrecadação de alimentos para formar a ceia , e agora no evento da 'Molhação" do Judas no qual as crianças podiam eliminar os grandes vilões das histórias  infantis através da molhação com bexigas  de água, ele surpreende por sua imaginação, criatividade e carinho, um dos momentos mais brilhantes do evento foi a leitura do cordel escrito pelo artista Cacá Araújo, onde a bruxa má fez o testamento dos seus pertences, já que por ter sido "molhada" decidiu despedir-se do Cariri,

*Espelho, batom e ruge
Pras meninas mais vaidosas
A verruga no nariz
É o que herdam as rancorosas
Meu chapéu e minha capa
Pote cheio de garapa
É  a parte das melindrosas

Cacá Araújo

Everardo é a tradução da verdadeira alma do artista, da vontade do fazer.
Esse tipo de iniciativa merece apoio e é louvável, pois além de servir de entretenimento, educa, instiga e dignifica, inserindo as crianças num mundo de imaginação e valorizando nossa cultura, na releitura da tradicional Malhação do Judas.


Além de idealizar o projeto, Everardo confeccina a roupa, as máscaras, bonecos , cenário e fantasias

PARABÉNS A ONG LÁPIS DE LUZ E A PESSOA DO EVERARDO AGUIAR, O CULTURA NO CARIRI APÓIA ESSAS MANIFESTAÇÕES DE SOLIDARIEDADE, CULTURA E AMOR!

A emoção da fantasia


Circo Du Sopé se fazendo presente



Leitura do Codel com Cacá Araújo e Joseane














sábado, 16 de fevereiro de 2013

A comédia da Maldição!


A COMÉDIA DA MALDIÇÃO
Texto e Direção de Cacá Araújo 
Música de Lifanco

| Domingo, 24 de fevereiro de 2013 | 20h |
| Praça da Sé | Crato | Cariri | Ceará | Brasil |

A fantástica e misteriosa história de uma bela jovem que se amancebou com um padre e foi condenada a uma terrível maldição: virar mula-sem-cabeça! Uma das mais tradicionais lendas brasileiras recontada num grande espetáculo de rua para todas as idades...

Elenco:
Jonyzia Fernandes – Ana Expedita
Márcio Silvestre – Vigário Felizberto
Cacá Araújo – Tandô
Orleyna Moura – Viúva Fantina
Joênio Alves – Mãe Luzia e Zulmira
Joseany Oliveira – Beata Carmélia e Leide Zefa
Samara Neres – Irmã Francilina e Ladra
Michelle Lima – Cibita
Henrique Macêdo – Fotógrafo Jorjão
Paulo Fernandes – Dono da Bodega
Emerson Rodrigues – Padre Sebastião
Josernany Oliveira – Brincante da Mula

Músicos:
Lifanco – viola
Jean Alex – rabeca e percussão
Jéssika Bezerra – percussão
Elenco – percussão

Técnica:
Texto e Direção Geral: Cacá Araújo
Assistência de Direção: Orleyna Moura
Cenografia, Sonoplastia e Iluminação: Cacá Araújo
Maquiagem e Figurino: Joênio Alves
Guarda-Roupa: Luciana Ferreira
Operação de Som e Luz: Emerson Rodrigues
Música: Lifanco e Cacá Araújo
Cenotécnica, Fotografia e Vídeo: Wideny Toyota
Produção Executiva: Joseany Oliveira
Produção Geral: Sociedade Cariri das Artes
Realização: Cia. Brasileira de Teatro Brincante


COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA:

DRAMATURGIA MATUTA
Por Oswald Barroso (dramaturgo e encenador)

Li o texto A Comédia da Maldição com atenção e interesse. Trata-se, ao meu ver, de uma dramaturgia matuta, correlata, portanto, à chamada poesia matuta, mais que à narrativa do cordel, embora tenha alguma coisa desta. Ou seja, o texto tem o espírito do gracejo e do imaginário sertanejo, seu dialeto e seu humor. Só um autor que tenha familiaridade com esta cultura matuta seria capaz de escapar ao folclorismo, ao pitoresco e à imitação depreciativa, tão usual entre os que se arriscam neste caminho. Cacá Araújo consegue. Seu conhecimento da linguagem do causo, da lenda, da estória popular sertaneja, o coloca no rastro de um Patativa do Assaré ou de um Zé da Luz, para falar apenas nos que fizeram uma boa poesia matuta.

Assim, Cacá consegue um texto, ao mesmo tempo surpreendente e cheio de espírito, que sugere uma encenação deliciosa, qualidade que imagino iluminada por sua condição de ator/encenador.

No final, nada de chave de ouro, moralidade fundamentalista, o castigo punitivo, mas a abertura para novas peripécias, o que dá ao texto um sabor de coisa nova, sinais de modernidade. Nem com os castigos do céu, Ana se emendou e já se arrisca em uma nova transgressão, de olho na batina do padre que faz o casório. Tal desfecho nem no cordel estava previsto.

VERSO, MÉTRICA, RIMA E INSPIRAÇÃO
Por Josenir Alves de Lacerda (cordelista)

“A Comédia da Maldição”, peça teatral de Cacá Araújo, chegou-me de forma inusitada, surpreendente como chegam os presentes especiais. E foi um maravilhoso presente que recebi e de imediato usufruí saboreando cada cena.

Se alguém me perguntar se assisti a esta peça, vou responder que sim, sem medo de estar mentindo, pois realmente a “assisti” da forma mais completa com a força plena da imaginação. Ao ler o texto, não fui apenas leitora ou expectadora de platéia... Invadi o palco e misturei-me aos personagens, rindo, chorando e me deixando envolver pela emoção de cada um, tal a força da veracidade que me invadiu. Senti em cada personagem a incorporação do próprio autor, que tal qual pai extremoso e dedicado repassa aos filhos com energia e amor, princípios e ensinamentos.

De parabéns Cacá pelo tema, de essência telúrica, valorizando as nossas raízes, o nosso povo, a nossa crença, resgatando essa cultura tão rica e tão nossa. Como se isso não bastasse, ele ainda põe em tudo isso o toque mágico da poesia e oferece um verdadeiro espetáculo de verso, métrica, rima e inspiração.

Saúdo com louvor o poeta, o escritor, o teatrólogo e tantas outras referências sintetizadas na figura polivalente de Cacá Araújo, cuja trajetória conheço e assisto agora em mais uma realização.


RESGATE DAS TRADIÇÕES
Por Lia Machado e Estela Piancó (professoras)

O Nordeste brasileiro é rico na sua cultura, em virtude da capacidade de perpetuar lendas e mitos onde se misturam crenças as mais diversas.

Conhecedor profundo e amante dedicado de tão preciosa cultura, o autor Cacá Araújo tem dado provas de trabalhador incansável na luta pela preservação, valorização e divulgação dos nossos costumes. Assim é que ele nos premia, mais uma vez, com uma obra da mais fina qualidade.

A peça, intitulada “A Comédia da Maldição”, é popular e profana justamente por tratar da cultura popular do nosso Nordeste, não reverenciando os interesses burgueses, e por poder ser representada onde o povo pode estar: praças, escolas, parques...

O autor expressa a história com tal valor e graça que a torna digna da apreciação de todos, sejam intelectuais ou pessoas simples. Narrada em versos populares (sextilhas, quadras, moirões, decassílabos), todos cuidadosamente metrificados, a peça representa tipos humanos bem demarcados na cultura nordestina: beatas, padres, ciganos, caboclos, cantador, quenga, o bêbado de bodega, umbandistas, católicos, fotógrafos de lambe-lambe, violeiros, tocadores de pífanos e zabumbeiros.

O autor mescla, ainda, tipos extraídos do cotidiano, estereotipados dos vários segmentos sociais, com tipos fantásticos, originários da imaginação popular (mula-sem-cabeça), da religiosidade mítica através de santos, anjos e demônios que simbolizam o Bem e o Mal.

A poesia do texto se expressa em todo o seu teor pelas emoções e linguagem das personagens, dando um colorido quente e humano, bem-humorado, com características próprias do sertão cearense.

“A Comédia da Maldição” é, portanto, um texto que reúne, no seu conjunto, o resgate das tradições de contos pitorescos e a legitimação do poder do imaginário popular na formação do homem.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Encerramento da Terceira Guerrilha do ato Dramático Caririense, noite iluminada!

Essa noite foi uma das mais lindas da música do Cariri, o evento foi o encerramento da maior mostra teatral do Cariri, idealizada pelo Comunista e Dramaturgo Cacá Araújo, esse guerreiro que luta não apenas pelo teatro regional, mas principalmente pela valorização da cultura e dos artistas caririenses.
Segundo Cacá Araújo: A Guerrilha é um movimento em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira, especialmente por destacar a dramaturgia e a encenação produzidas no Cariri cearense como fortes elementos identitários do nosso povo. Foi, portanto, pensado a partir do debate com atores, diretores, dramaturgos e produtores, como forma de valorizar a produção dramatúrgica, a encenação e a realização de espetáculos na região, posto ser necessária intervenção de impacto que abra espaços de difusão da arte e do artista caririense, nordestino, brasileiro.
Lifanco é um nome consagrado na música cearense e brasileira, está lançando 3 cd's, Compositor, músico e fundador do reisado Nação Cariri,  foi o comandante da festa ontem, reunindo nomes grandiosos como Dihelson Mendonça, Abidoral Jamacaru, e participações graciosas, charmosas  de cantoras já renomadas do Cariri, citando aqui: Helida Germano, Elisa Moura, Fatinha Gomes, Mônica Monteiro!
Um desejo de todos os artistas é que essa Mostra se estenda à música, tão rica quanto o teatro regional, e que o Cariri seja um pólo cultural resgatando seus antigos valores, dando oportunidade aos talentos que brotam a cada dia naturalmente na nossa terra!
Grande Dihelson Mendonça
Parabéns Cacá Araújo, todos os atores, diretores, músicos e ao público que prestigiou esse evento, que é NOSSO!!!
Gabriela, Mônica, Elisa Moura, Fatinha Gomes, Helida Germano, Kelvia

Marcelo Randemarck, Fatinha Gomes, Lifanco, Pantera

Helida Germano brilhando

Lifanco, o comandante da festa!


Fatinha Gomes e a voz de fada!

sábado, 18 de dezembro de 2010

CACÁ ARAÚJO NO PORTAL VERMELHO

Em entrevista, Cacá Araújo fala de comunismo e arte no Cariri

A entrevista foi concedida ao Blog Coletivo Camaradas em 2009. Na conversa, cultura popular, comunismo, artes plásticas e política. Leia a seguir a entrevista na íntegra.

Cacá Araújo Cacá Araújo foi aluno do dramaturgo Augusto Boal (falecido recentemente) , fundador do Teatro do Oprimido.

Quem é Cacá Araújo?

Comunista, professor, dramaturgo, ator, diretor de teatro, poeta, folclorista. Filho de José e Joselita. Pai de Diogo Stálin, Carlos Ângelo, Maria Isaura e Lilith. Guerrilheiro permanente em defesa da liberdade, da democracia e do socialismo.

Quando teve início seu trabalho artístico?

Há mais de vinte e cinco anos, no movimento literário, juntamente com os poetas Gênes de Alencar e Domingos Sávio Barroso, criando posteriormente o Grupo Artístico-Cultural poesia, Vida & Sangue, responsável pela edição de vários livros de poesia, em especial a Antologia Poetas do Cariri 1986, da qual participaram novos e consagrados poetas como Saraiva de Sá e Patativa do Assaré.

Quais as influências do seu trabalho?

Minha formação principal é baseada na militância política fundada no marxismo-leninismo, sem desconsiderar que me criei no meio da feira do Crato, alternando com longas estadas no Sítio Riacho Vermelho, de propriedade de meu avô, no Distrito de Santa Fé. Em decorrência disso, de ser orgulhosamente matuto do pé da serra, veio a natural influência das tradições populares, das histórias do campo, da alma sertaneja.

Outra grande influência é a grande oportunidade e privilégio de conviver com os mestres do folclore local, como o Mestre Cirilo, Mestre Aldenir, Mestre Raimundo Aniceto, Mestra Zulene Galdino, Mestra Edite Dias e tantos outros.

Além de Marx, Engels, Lênin, Stálin, Amazonas e os nossos Mestres da Cultura Popular, outros como Brecht, Stanislavski, Augusto Boal, Dario Fo, Plauto, Aristóteles, Sófocles, Eurípedes, Ésquilo, Camões, Garret, Patativa do Assaré, Pedro Bandeira, Eloi Teles, Câmara Cascudo, Suassuna, Seu Joaquim Vicente, Júlia Doida, Miguel Preto, Capela, Sorriso, Incha Tetê, Tandô, entre muitos outros de ontem, transantontem e de hoje.

Como você vê a relação entre arte e política?

São partes de um todo indivisível, apesar de alguns tolos, imbecis e ou mercenários negarem. Arte é resultado da inventividade humana, que deriva de sua existência material, que por sua vez determina sua base espiritual e intelectual.

Seu trabalho segue uma dramaturgia de afirmação cultural? Qual a relação da sua produção com a de Ariano Suassuna?

Erguemos a mesma bandeira política da defesa da soberania nacional tendo a cultura popular como principal elemento identitário do país. As matrizes culturais que, caldeadas, formam a identidade nacional, revelam que nossas raízes são universais ao mesmo tempo em que manifestam a plural singularidade brasileira.

Em 1988, você foi aluno do dramaturgo Augusto Boal (falecido recentemente) , fundador do Teatro do Oprimido. Qual a sua opinião sobre a contribuição deste teórico no campo do fazer teatral?

O Boal é a maior referência teatral das américas e um dos mais importantes nomes mundiais de todos os tempos. Seu teatro é verdadeiramente revolucionário porque propõe a inclusão do espectador no universo cênico, discutindo, analisando e protagonizando soluções na cena, como que ensaiando as transformações que a vida real exige.

Você trabalha com a metodologia do Teatro do Oprimido?

A poética do oprimido é um compêndio político de extrema significação para quem vê no teatro uma forma de manifestar a alma e os anseios populares. Em várias ocasiões trabalho com várias técnicas do TO, seja com grupos específicos (professores, estudantes e comunitários, por exemplo), ou mesmo no dia-a-dia do desenvolvimento dos atores de nossa companhia teatral.

Qual a contribuição do marxismo para o teatro?

O Marxismo é fundamental para a compreensão do mundo e suas implicações políticas, econômicas, sociais e culturais. Oferece o embasamento ideológico para que uma ação, inclusive o teatro, adquira conteúdo revolucionário e contribua na educação das massas para as necessárias transformações sociais.

Qual sua produção em dramaturgia?

Minha dramaturgia “brincante” é toda ela pontuada pela mitologia, causos, história e costumes regionais: “A Comédia da Maldição”, que apresenta o mito da Mula-sem-cabeça; “O Pecado de Clara Menina”, abordando relações de poder e matreirices sertanejas, inspirada em poema anônimo medieval ibérico; “As presepadas de Zé Ozébe”, sugerida pelo cordel A história do cavalo que defecava dinheiro, de Leandro Gomes de Barros; “a Donzela e o Cangaceiro” (premiada pela Bolsa Funarte de Estímulo à Dramaturgia 2007), que traz o mito da Caipora e aborda temas ecológicos; e “O Mapa da Botija”, comédia infantil de aventura que evidencia o mito do “Papa-Figo” e a lenda caririense da “Pedra da Batateira”.

Tenho também textos que abordam temática urbana contemporânea, destacando-se: “Monólogos das Flores Violadas”, baseado em reportagens sobre casos de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais do Ceará; e “Lágrimas no papel”, inspirado na história da militante comunista Helenira Resende, assassinada pela repressão militar na Guerrilha do Araguaia, em 1972.

Como você analisa a atual conjuntura de políticas públicas que vem sendo desenvolvida pelo Ministério da Cultura?

É a expressão prática da democratização de bens e meios de produção culturais, principalmente através do genial programa de Pontos de Cultura, além de outras não menos importantes ações desenvolvidas por meio de editais, patrocínios diretos, estímulo ao mecenato e criação de sistema nacional de cultura envolvendo a totalidade de estados e municípios.

Como você vê a produção teatral na região do Cariri?

Intensa e diversificada. Aqui temos excelentes dramaturgos, atores, encenadores, produtores. Mas a maior virtude do nosso teatro atualmente é o abandono dos clichês globais e da estética ditada pelos grandes centros urbanos do Sul e Sudeste, principalmente através de ações midiáticas criminosas, hegemonistas e preconceituosas. O produto teatral do Cariri tem que ter o aroma, o sotaque, o rebolado, o ritmo, a história, a cultura do nosso povo que, longe de se fechar na região, revela uma avassaladora universalidade.

Entretanto, ainda há equívocos institucionais sérios, quando alguns órgãos, mesmo com dinheiro público, promovem um intercâmbio doutrinador e eliminador da auto-estima, quando desprestigiam a cena local.

Justiça precisa ser feita ao excelente desempenho do Centro Cultural Banco do Nordeste, que, ao longo do ano, atua na formação de platéia através do gosto pela cena produzida na região, fazendo-a circular e ganhar sentido de existir. Isso tem dado excelentes resultados na qualidade da produção caririense, além de gerar renda para os grupos e companhias.

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é uma realidade. O que é e como surgiu a idéia deste evento?

A Guerrilha é um movimento em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira, especialmente por destacar a dramaturgia e a encenação produzidas no Cariri cearense como fortes elementos identitários do nosso povo. Foi, portanto, pensado a partir do debate com atores, diretores, dramaturgos e produtores, como forma de valorizar a produção dramatúrgica, a encenação e a realização de espetáculos na região, posto ser necessária intervenção de impacto que abra espaços de difusão da arte e do artista caririense, nordestino, brasileiro.

Esperamos, na continuidade desse processo, criar uma cooperativa de artes cênicas com o fim de garantir a unidade em defesa de ações formativas, difusão, desenvolvimento e, principalmente, reconhecimento aos artistas e suas produções.

Fonte:
http://www.vermelho.org.br/
17 de Novembro de 2009
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