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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nosso soldadinho do Araripe

Soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni), é uma ave passeriforme da família Pipridae. O nome bokermanni é uma homenagem ao zoólogo brasileiro Werner Bokermann. A espécie está ameaçada de extinção.
Foi descoberto em 1996 na Chapada do Araripe, Região Nordeste do Brasil. Segundos os seus descobridores, o soldadinho-do-araripe somente é encontrado nos municípios de Barbalha, Crato e Missão Velha, todos no Ceará.
Também é conhecido como galo-da-mata e lavadeira-da-mata.

O Soldadinho-do-Araripe, ave ameaçada de extinção que se tornou símbolo da campanha contra a degradação dos pés de serra do Cariri, está sendo utilizado como arma de defesa e proteção das fontes perenes da Serra do Araripe. Com base na necessidade de sobrevivência do Soldadinho-do-Araripe, representantes de órgãos ligados ao meio ambiente enviaram ofício à direção do Instituto Chico Mendes, solicitando a criação de uma Unidade de Proteção Integral na encosta da área serrana, com o objetivo de proteger as fontes perenes que se constituem no habitat natural do pássaro.

O documento é assinado por diretores e gerentes da Área de Proteção do Araripe, Secretaria do Meio Ambiente do Crato, Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos, Floresta Nacional do Araripe e Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aqusis), que elaborou um Plano de Conservação do Soldadinho do Araripe.
Segundo o documento, a Unidade de Proteção tem como objetivo fortalecer o apoio a APA-Araripe, que vem sendo degrada nos seus recursos hídricos e bióticos essenciais para a manutenção da qualidade de vida direta de mais de um milhão de habitantes. Para o chefe da Unidade da APA-Araripe, Jackson Antero, “o Soldadinho-do-Araripe será a nossa grande arma em defesa das nascentes e da vida nos pés de serra do Cariri”.
As riquezas e as diversidades naturais e culturais fazem do Cariri um oásis no coração do Nordeste. Frutos da água que se esconde nos reservatórios subterrâneos da Chapada do Araripe até escorrer por suas encostas em forma de nascentes rasgam profundos vales pintados em diversos tons de verde. Desde as matas serranas até o tapete fértil da agricultura nas planícies, trazem vida e prosperidade a seus habitantes. Toda essa riqueza, segundo Jackson, está ameaçada pela ação depredadora do homem
Ele justifica que a encosta da serra possui uma importância ecológica relevante para a região. Daí a necessidade de ser preservada “para que o desenvolvimento humano possa se dar em sua plenitude e de forma sustentável”. A Chapada do Araripe é uma área especial, incluindo a vegetação que recobre o seu topo e suas encostas. O Plano de Conservação ressalta que em toda a encosta da Chapada do Araripe há 348 nascentes que somam cerca de 5 mil metros cúbicos por hora de vazão. A reprodução do Soldadinho do Araripe está na dependência da preservação desse manancial. “A conservação dos cursos de água implica a perpetuação da espécie, o que está ligado à sustentabilidade ambiental”, adverte o Plano.
Características
Habitante das matas úmidas localizadas perto das nascentes dos rios, o Soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni) é uma espécie peculiar dos pés de serra do Crato, Barbalha e Missão Velha que está ameaçada de extinção devido a crescentes pressões de uso e ocupação sobre as encostas vegetadas da porção cearense da Chapada do Araripe — zona considerada, pelo Plano, como importante para a conservação de aves.
“Esse pássaro, com população estimada entre 50 e 250 indivíduos espalhados em 60km, tem alimentação constituída por frutos e, por isso, é um importante lançador de sementes”, diz o documento, acrescentando que “preservar a área pode trazer resultados positivos para a conservação de ecossistemas ameaçados, como nascentes e matas ciliares”. O macho é branco e tem penacho vermelho na cabeça. As fêmeas têm cor verde-musgo. Ambos têm 15cm do bico à cauda.
Mais informações:

Instituto Chico Mendes

(88) 3521.5138

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Uma pequena mostra do que tem sido feito no teatro Miguel Arrais, no Araripe

Sob  coordenação de Hélida Germano, o teatro da pequena cidade do Araripe está com atrações todos os fins de semana, entre reisados, shows musicais, teatro, dança. O público daquele lugar, na maior parte crianças, já está acostumado a esse tipo de entretenimento, formando assim  uma nova realidade, despertando a população daquela cidade para a cultura, a arte.
Difreitas e Simon

Essa nova proposta também tem aberto portas para os artistas do Crato e Juazeiro do Norte se apresentarem em um espaço aconchegante, charmoso e bem estruturado, a prova de que com pouco se faz muito, tudo é uma questão de trabalho, amor e dedicação ao que verdadeiramente deve estar comprometida uma gestão pública: o bem da população!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A LENDA DO PEQUI.



O PEQUI é uma espécia arbórea nativa do cerrado brasileiro. Possui uma grande importância econômica reconhecida tanto pelas populações tradicionais quanto pela pesquisa. Existe uma narrativa bastante interessante que conta como surgui o primeiro pequizeiro.

Foi assim...

Conta a lenda que quando o derradeiro quilombo foi encontrado, houve uma enorme matança de crianças, jovens e velhos. Aqueles que conseguiram fugir, foram implacavelmente perseguidos e sumariamente executados.
Naquela noite, somente uma jovem escrava grávida conseguiu furar o cerco, escapando da chacina, tomando rumo ignorado pelo serrado.
Ela andou dias e noites sem comer, sem beber e sem dormir vindo a falecer sob a sombra de uma frondosa árvore de galhos fortes, fartos de folhas, porém estéril.
O corpo esquálido e jazido daquela mulher se decompôs, transformou-se em húmus e sal da terra, fazendo-se fertilidade àquela árvore.
Desde então, flores da cor do sol brotavam naquele tronco robusto, transformando em frutos redondos e verdes, de segurar com as duas mãos. Frutos estes quando partidos, revelava uma polpa amarelo ouro, em forma de embrião, com aroma indizível e inconfundível paladar.
Assim, os nativos do cerrado deram o nome a este fruto de pequi.
Hoje, conhecidos por pequizeiros todas as árvores mães que geram estes frutos em abundância, garantido sustâncias a quem tem fome e sede, descanso a quem tanto trabalha, restaura a virilidade dos homens e dá vida longa às mulheres que um dia deram a luz.
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fonte:http://silnunesprof.blogspot.com/search?q=pequi
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