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quarta-feira, 4 de agosto de 2010
BURRA!
"Nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida."
José Saramago
O espetáculo de dança contemporânea “Burra (Não é nada disso que você está pensando)” fala do nosso posicionamento como indivíduos perante o coletivo, ou somos manipuladores ou somos manipulados. Não basta abrir os olhos, precisamos saber abrir a boca, os ouvidos, a mente e todos os poros. Se não caminhamos e decidimos os nossos próximos passos inevitavelmente seremos empurrados e atropelados.
A inteligência é descobrir a sua própria trajetória, os seus parceiros, as suas afinidades e construir gradativamente o seu discurso, sem nenhum receio de estar indo contra ou a favor da grande massa. Ser inteligente é buscar a harmonia, saber equilibrar as alegrias e as tristezas, a família, o trabalho, as obrigações e o lazer.
Sabedoria é enxergar o imenso valor das grandes e das pequenas coisas e fazer disso cotidianamente os nossos milagres.
Alysson Amancio
Ficha Técnica
Direção, concepção e Coreografia: Alysson Amancio
Dramaturgia: Jussyanne Emidio e Alysson Amancio
Interpretes- criadores: Alyne Souza, Adriano Modesto,
Barbara Feitosa, Edival Bezerra, João Batista,
Jussyanne Emidio, Luciana Araujo, Kelyenne Maia,
Rosilene Diniz e Socorro Santos.
Assessoria teatral: Duilio Cunha
Figurino: Ariane Morais
Iluminação: Fabio Oliveira
Fotos Divulgação: Diego Linard
Maquiagem para fotos: Malan Amaro
Maquiagem temporada: Fernando Crispim
Web designer: Alexandre Fox
Coord. de Produção: Inspiração, gestão da cultura
Produção: Jota Junior e Luciany Maria
Assistente de Produção: Luiza Lubeck
FONTE:http://cariricult.blogspot.com/
Marcadores:
dança contemporânea
Cariri sediará encontro do PIA
Encontro promete agitar a cena artística local com a participação de artistas de diversos estados brasileiros.
O Coletivo Camaradas realiza entre os dias 17 e 21 de agosto o encontro dos PIAdores no Cariri – “A Cidade Não Pára”. O objetivo é conceder mais força à formação de artistas e desenvolver vivências na cidade. Como público alvo estão focados os jovens das zonas periféricas de Crato. Por meio de uma programação ampla que perpassa intervenções urbanas, oficinas, debates, exibição de vídeos, shows e troca de acervos artísticos dos coletivos, os processos de fazer e pensar artísticos serão postos em cheque.
Para participar
As inscrições poderão ser realizadas no CCBNB e na PROEX da URCA, ou nas escolas públicas parceiras. O número de vagas por manifestações ofertadas é limitado.
Evento: encontro dos PIAdores no Cariri – “A Cidade Não Pára”
Data: 17 a 21 de agosto
Horário e local: ver programação
O que é o Encontro dos PIAdores no Cariri?
A Cidade não Para - Encontro dos Piadores no Cariri - O Coletivo Camaradas promove, dentro da programação do IV BNB Agosto das Artes, o 1º encontro do PIA (Programa de Interferência Ambiental) no Cariri. O PIA é uma plataforma de artistas contemporâneos que agrega integrantes de diferentes coletivos do Brasil. O Encontro constará de intervenções urbanas, vivências, oficinas, debates, exibição de vídeos, shows e troca de acervos artísticos dos coletivos.
Oficinas
PARADO EM MOVIMENTO - Ação-grafite-vídeo-pintura
Ministrante: Tales Bedeschi –MG
Vagas: 10
A oficina-ação que resgata o processo criativo do sul-africano Willian Kentridge e as ações do coletivo BLU. A proposta é resgatar personagens e condições de produção local para criação de um repertório imagético que vai dar origem a uma animação em stop-motion. A animação nada mais é que o registro fotográfico da formação de uma pintura em um painel, que, na verdade, será um muro da cidade.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
INTERVENÇÃO/ OFICINA - AÇÃO DE CINEMA
Ministrantes: Renata Nascimento e Cauê Rocha – BA
Vagas:10
Ação de cinema é uma intervenção que converte espaços vários em local de exibição de filmes buscando resgatar a experiência coletiva de ir ao cinema como exercício coletivo de convivência, não apenas no ato de ver o filme, mas das conversas pós filme, da possibilidade de compartilhar histórias pessoais.
A oficina é parte preparatória para a Ação, em quatro dias os participantes vão experimentar o fazer cinematográfico de forma simples e objetiva produzindo um pequeno trailler da vida, e das histórias da comunidade ou local escolhido, segundo suas próprias perspectivas. No quarto e último dia será realizada a “Ação de Cinema” onde será apresentado algum curta metragem e o trailler produzido na oficina
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
PINTURA EM LENÇÓIS
Ministrantes: Kamila Souza e Angélica Gadelha – Fortaleza/CE
Vagas: 30
Utilizando meios de psicologia transpessoal na vivencia conjunta da prática da pintura como meio de facilitar a fluência de idéias, de palavras metamorfoseadas em meio as cores e as formas que para cada ser presente, para cada olhar, identifiquem suas formas de sentir e identificar o que há na cidade. O que há em termos de sentimento perante o espaço físico e nele introduzir o produto final: Os lençóis pintados.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
STENCIL
Ministrante: Amanda Priscila – Crato/CE
Vagas: 15
A oficina visa discutir a possibilidade do fazer artístico no espaço urbano, através do stencil. Técnica de reprodução de imagens a partir do reaproveitamento de Radiografias, a qual poder ser utilizada em vários suportes com camisas e paredes.
Dias: 18 a 20 de agosto de 2010
Horário: 8h00mim às 11h00min
Local: Centro Cultural do Araripe
CRIPTOGRAFIA
Ministrante: Tatá Nascimento – SP
Vagas: 20
A criptografia trabalha com códigos ou linguagens para inventar maneiras diferentes de combinar códigos para gerar mensagens secretas. De forma lúdica Tatá Nascimento abordará nesta oficina possibilidades de se criar imagens a partir de combinações.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
CADERNOS DE REGISTROS
Ministrante: Gabriela Monteiro – RJ
Vagas: 10
Na oficina Cadernos de Registro os participantes são convidados a criar seus próprios cadernos. Aprenderão uma das técnicas da encadernação tradicional para criar um instrumento que permitirá brincar com a memória, o mundo onde vivem e seus saberes. Além do aprendizado da técnica da encadernação os participantes serão convidados a fazer uso do caderno produzido como um instrumento de registro de suas realidades e sonhos, numa busca por despertar e desenvolver o processo criativo de cada um.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00min às 11h00min
Local: Teatro Raquel de Queiroz
CORPOS D´ÁGUA (Nascente do Crato)
Ministrante: Floriana Brayner - SP
Vagas: 30
Os participantes serão convidados a imergir num processo de investigação-ação sobre os corpos d’água de sua região, ou seja nascentes, córregos e rios. Uma bússola mágica guiará o grupo, servindo de plataforma de lançamento de proposições e sistematização do processo. Dinâmicas de sensibilização e integração do grupo, aliados a estudos de campo e compartilhamento de repertório compõe o processo que culminará na criação de uma intervenção coletiva.
Dia: 18 de agosto de2010
Horário: 13h00min às 18h30min
Local: Balneário da Nascente
GRAFITE
Ministrante: Marlon Torres Crato/CE
Vagas: 15
A partir da reflexão da temática do Encontro “A cidade não pára”, os participantes se aproximarão desta técnica artística que utiliza as paredes das cidades como uma grande galeria aberta ao público.
Dias: 18 a 20 de agosto de 2010.
Horário: 14h00min às 16h30
Local: Centro Cultural do Araripe
Intervenções Urbanas
Dias: 17 a 21 de agosto de 2010.
Momentos inusitados poderão ocorrer na cidade Crato. Durante todos os dias estarão sendo realizadas intervenções urbanas individuais e coletivas, algumas como resultado das oficinas.
Mostra de Vídeos
A Praça Prefeitura do Crato receberá telão para exibição de vídeos e filmes dos coletivos ligados ao PIA e produções de artistas do Cariri.
Dias: 18 e 19 de agosto de 2010.
Horário: 20h00min
Local: Praça da Prefeitura
Seminário do CUCA Cariri
O seminário visa aglutinar acadêmicos e artistas para fortalecer o Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA Cariri e para preparação da caravana do Cariri à Bienal da UNE que pela primeira vez será no Ceará em de 2011.
Dia: 20 de agosto de 2010
Horário: 14h00min às 17h00
Local: Salão de Atos da URCA
Roda de conversa : Arte e Cidade
A cidade não Pára será o mote da roda de conversa que visa discutir o espaço urbano como possibilidade de reflexão estética e social, a partir das experiências dos artistas Tales Bedeshi – MG, Floryana Brayner – SP, Gabriela Monteiro RJ e Alexandre Lucas – CE
Dia: 20 de agosto de 2010.
Horário: 19h00 às 21h00
Local: Auditório do Centro Cultural do Banco do Nordeste
Grande Festa de Encerramento
Lançamento da Bienal da UNE no Cariri
Os artistas e grupos musicais ocuparam o bairro mais populoso e operário da cidade do Crato, o bairro Seminário para fazer uma grande festa popular com a alegria e a diversidade musical do nosso povo com a participação da Tambozada - Grupo de Cortejo Coletivo Camaradas, Grupo de Dança do Projeto Nova Vida,Grupo de Hip Hop Superação, MC Albeniso, Quarto Estágio, Fatinha Gomes, Liberdade e Raiz.
Casa Atelier
Casa localizada na Rua Cel. Luiz Teixeira, 1208 – Centro –Crato, que servirá para alojar os artistas e será um dos espaços para vivências e troca de experiências estética/artísticas durante o Encontro.
Realização:
Coletivo Camaradas/PIA
Acesso Grátis:
www.coletivocamaradas.blogspot.com
www.piabrasil.wordpress.com
Mais informações
Alexandre Lucas (88)99772082
coletivocamaradas@gmail.com
Parcerias:
CCBNB
Secretaria de Esporte e Juventude de Juazeiro do Norte
Secrataria da Cultura, Esporte e Juventude do Crato
SESC
Sociedade de Cultura Artistica doCrato
PROEX/URCA
Sociedade Cariri das Artes
Companhia Cearense de Teatro Brincante
Projeto Nova Vida
CUCA Carirri
CUCA da UNE
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Um Panorama das Estações de Rádio do Cariri - Por: Dihelson Mendonça
DE LUIZ GONZAGA a LOUIS ARMSTRONG
- Não toca no Rádio
- Não Sai na TV
- Não tocam em Shows
- As novas gerações estão se esquecendo quem foi Luiz Gonzaga, O Rei do Baião.
Hoje é o aniversário de morte do maior ícone cultural do Nordeste, o grande Luiz Gonzaga, compositor, sanfoneiro e acima de tudo, uma voz que está para o Nordeste assim como Louis Armstrong está para os Estados Unidos. A grande pena, é que as novas gerações não irão tomar conhecimento de quem foi LUIZ GONZAGA, porque a música deste não toca mais na grande "Máfia" ( ou Panelinha ) que se formou nas Rádios, que está quase toda vendida ao Cartel do Forró Eletrônico. Se nós entrevistarmos qualquer desses garotos de escola pública, chegaremos à triste constatação de que quase nenhum deles saberá quem foi o Rei do Baião.Prova disso, é que outro dia, minha namorada, que é professora numa escola pública, esteve numa excursão com seus alunos, e durante o trajeto, com uma finalidade até "cultural", tentou colocar um disco do não menos conhecido Gilberto Gil, para eles escutarem ( e vejam que é um cantor costumeiramente bastante aceito e apreciado ), quando muitos dos presentes disseram:
"Tira isso aí, Professora! - Quem é esse cara ?"
"Alunos, esse é o Gilberto Gil, um grande cantor e compositor que vocês precisam conhecer"
E AGORA, A VERDADE, DITA PELA BOCA DOS ALUNOS:
"Professora, bota aviões do Forró, porque esse cara aí não toca "nem" na Rádio, ninguém sabe nem quem é..."
Amigos, a que ponto chegamos! O Cartel do Forró Eletrônico se apoderou por completo da mídia radiofônica e impede que qualquer outro estilo musical seja tocado. As novas gerações crescem ouvindo porcaria e sendo privadas de qualquer conhecimento sobre a grande variedade de música existente no planeta, e os grandes mestres. Estamos formando uma geração sem qualquer juízo crítico, manipulados por meia dúzia de canalhas da mídia radiofônica que controlam o que a plebe rude deve ouvir ou não, privando-os do acesso às artes e à cultura. Ora, um povo que é conduzido como massa de manobra, é um prato cheio para os políticos e o controle social.
Estamos vivendo uma verdadeira DITADURA das estações de Rádio, um pleno MONOPÓLIO, onde as estações, sustentadas por uma estrutura perversa e milionária das Bandas de Forró Eletrônico, cortaram todas as outras opções para o povo. Só tocam mesmo o que ELES quiserem. É uma questão de massificação mesmo, como nunca houve. No cariri, você liga o rádio, e pode acontecer de pegar até 3 estações tocando uma única música. Seria isso de Graça ? Quanto vocês acham que as estações recebem para fazer isso ? Eles não tocam mais músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Paulinho da Viola, nem Rock, nem Reggae, nem praticamente qualquer autor nacional da MPB. Que dirá os pobres compositores e cantores do Cariri, relegados ao centésimo plano...Outro dia, o artista caririense Pachelly Jamacaru foi a uma estação de Rádio local para divulgar o seu novo disco, e foi muito maltratado. Deram-lhe as costas. O apresentador do programa da hora, disse textualmente: "Olha se vocês quiserem botar no programa de vocês, podem tocar. No meu...Tô Fora!"
Essa é a Realidade da maioria das Rádios Caririenses. Não se enganem. É com muita má vontade, se eles tocarem algo diferente do que o cartel lhes dita. Por isso, brindamos à nossa própria estação, a Rádio CHAPADA DO ARARIPE - INTERNET - 24 Horas. Ela mostra a diversidade da música. Lá, a música de qualidade é sempre o prato do dia. Lá, os artistas do Cariri tem prioridade.
Acessem:
www.radiochapadadoararipe.com
E Fujam da Máfia das Rádios do Cariri.
Dihelson Mendonça
domingo, 1 de agosto de 2010
Crônicas de uma geração: o baile Rock à Fantasia
Samuka, que não foi ao baile, e Blandino, o "promoteur"
Em 1986, quando o Bar de Abidoral cerrou suas portas, depois de um curto, mas intenso período de noites sequiosas e do mais puro(?) hedonismo juvenil, Blandino Lobo abriu aquele que seria o espaço sucessor enquanto novo point da rapaziada: o Lagoinha Bar, localizada no caminho entre Crato e Ponta da Serra.
No Lagoinha Bar havia uma novidade: um dancing, onde a galera rodopiava, pulava e suava aos cântaros ao som de velhos sucessos e hits da época, dentre eles Nos Barracos da Cidade, um embalado reggae de Gilberto Gil. A onda do momento era dançar solto, fazendo as folgadas roupas, os longos cabelos e as indefectíveis miçangas balançarem num espetáculo à parte.
O lugar era distante, cerca de cinco quilômetro do centro do Crato, agravado ainda pela inexistência de transporte coletivo, nem convencional nem alternativo. O jeito era se valer da providencial carona, o que tornava a clientela do bar mais do que selecionada.
A especialidade do Lagoinha Bar era um baião-de-dois com carne assada ou galinha caipira. Blandino sempre foi muito generoso no tamanho das porções e do preço. E o baião-de-dois era feito com arroz integral.
Em outubro de 1986, depois do bar estar consolidado como o mais frequentado espaço da moçada, Blandino resolveu fazer uma festa. Na verdade, um baile à fantasia. Estava-se vivendo o apogeu do rock brasileiro, com várias e interessantes bandas ocupando as paradas de sucesso e as mais altas posições do rancking dos maiores vendedores de discos da música brasileira. Titãs, Blitz, Paralamas, Barão Vermelho, Capital Inicial, Ira, Legião Urbana, Camisa de Vênus, Os Inocentes, Engenheiros, Espírito da Coisa, Magazine, Inimigos do Rei, Biquini Cavadão, Lobão e os Ronaldos, Kid Abelha e outras dezenas ou centenas de banda faziam a trilha sonora daqueles alegres anos oitenta. Portanto, no embalo do “roque tupiniquim”, Blandino decidiu fazer o baile Rock à Fantasia, o primeiro de uma série de três.
Fui convidado para dividir com Blandino a produção executiva da festa. Chamamos Marcos Leonel e Júnior Balu para selecionar e gravar a trilha sonora. O artista plástico e decorador Edelson Diniz fez a ambientação, de inspiração trash. Salatiel gravou a propaganda que foi veiculada nas emissoras de rádio da região. O lema da festa era “neste baile o limite não tem artrite”, por sugestão de Marcos Leonel.
Foi um mês de trabalho pesado, incluindo a confecção artesanal de uma máscara que fazia a vez do bilhete de ingresso. Fizemos mais de mil máscaras-ingressos.
Em 26 de novembro daquele ano bom de 1986, um sábado de lua cheia, precisamente às vinte e duas horas, Salatiel, na função de mestre de cerimonial, deu por aberto o baile, sob o som de... ópera.
Por intermináveis trinta minutos, a música que rolava foi somente erudita, com o público que chegava se impacientando quase às raias da exasperação.
Completado o tempo preliminar previsto desta esquisita abertura, Marcos Leonel e Júnior Balu detonaram o rock Let’s Dance, sucesso de David Bowie, ainda fresquinho na época.
Foi o início de uma longa noite de muita curtição. A festa só acabou quando os primeiros raios do sol acalmaram os renitentes foliões.
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