
seja um seguidor da CULTURA CARIRI
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Auci Ventura - A artista de Cara pro mundo

terça-feira, 3 de abril de 2012
O som do Geraldo Junior, nosso Caboclo de Asas!
Ela me dará outra canção?
Meu peito involuntário se contrai
Aguardando em paciência e oração
Ela me consome o coração
Mas o que construí
Não se desfez
(Ai!) Não se desfaz
E ha de não se desfazer jamais!
O passado, os ancestrais
Deuses tortos
O Horto, um cais.
Da igreja da sé à matriz do juazeiro
É o caminho de um mundo inteiro
A partida, a chegada
O reencontro, o confronto
O crescendo na orquestra!
Eu fico tonto.
Me prometeste uma existência longa e de prazer
Viver o amor, a bel felicidade
Warakidzã, o sonho, o rito de passagem
Rompendo os ciclos de nossa imortalidade
Que nos atrai
E se refaz
E nos disfarça
Só para nos reconhecermos mais
Ancestrais!
Minha menina, te dou tudo o que quiser!
Porque por ti, conheço o perfume da flor
Sou cariri minha sina me fez cantador
Vi a mãe d’água! Sei teus segredos, mulher!
Ela me dará outra canção?...
Mas o que construí
Não se desfez
Ah! Não se desfaz
E ah de não se desfazer jamais!
Funarte lamenta a morte da ‘Rainha do Chorinho’
Publicado em 29 de março
Consagrada como a maior intérprete do choro, Ademilde Fonseca nasceu em Pirituba, no Rio Grande do Norte, e desde os três anos já cantava choro seresteiro. Ainda na infância, Ademilde aprendeu com um colega de escola a letra de “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu.
A cantora, que veio para o Rio de Janeiro em 1941, logo se destacou como a nova intérprete do choro, gênero que até então era pouco cantado. E fez um sucesso sem precedentes ao gravar “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo e Pereira da Costa. Na série Seis e Meia, no Rio, a artista conquistou um novo público: os jovens que não conheciam seu talento.
Em 2009, Ademilde Fonseca foi homenageada pelo programa Estúdio F, da Funarte.Em 1977, ela foi uma das atrações do Projeto Pixinguinha, com apresentações pelo Brasil ao lado do clarinetista Abel Ferreira
Chiclete com Banana cobra R$ 2000 por um abadá e abandona seu primeiro guitarrista, doente e na miséria.
Agonizante o primeiro guitarrista espera a morte morando de favor numa favela
Olhando apenas a foto acima talvez você não reconheça, mas ele já foi um dos maiores símbolos da alegria e da irreverência no carnaval baiano. Ele é João Fernandes da Silva Filho, o Cacik Jonne, ex-guitarrista da banda Chiclete com Banana. Ele acreditava estar em uma família depois de 20 anos junto com os Chicleteiros
O índio que por 20 anos empunhava a guitarra do Chiclete com Banana, sendo inclusive autor de diversos sucessos da banda hoje é um homem com 46 anos, pai de uma menina de 15 anos e que vive de favor na casa de parentes. Com uma aposentadoria que não chega a R$ 1.500,00, onde metade é comprometida com a compra de remédios ele tenta sobreviver em meio ao caos. Ainda mais triste é imaginar que com o valor integral de sua aposentadoria ele não conseguiria sequer comprar um abada da banda que ele fundou e depois foi abandonado. Portador de uma doença degenerativa ele diz sentir saudade dos ‘amigos’.
Em 2000 antes de uma apresentação Jonne passou mal e não pôde subir ao palco. Submetido a uma bateria de exames descobriu que era portador da Ataxia Cerebelar, depois desde dia sua vida nunca mais foi a mesma. De ídolo do Axé transformou-se em vítima do esquecimento e da crueldade humana.
Sua doença é caracterizada pela falta de coordenação dos movimentos podendo afetar a força muscular e o equilíbrio. São visíveis os sinais de perda de massa muscular e da dificuldade na fala. Em se tratando de uma doença degenerativa o cenário é o mais cruel possível. Em poucos meses ele pode perder integralmente sua conexão consciente com o mundo e definhar até a morte. Apesar de um cenário tão caótico seus ex-colegas de banda preferem ignorar o sofrimento deste ex-fundador da banda mais popular da história do carnaval baiano.
De acordo com a reportagem do jornalista Umberto Farias o golpe dos chicleteiros foi ainda mais cruel do que se imaginava. Segundo reportagem publicada no site da Metrópole FM, no início de 2001, meses antes de se afastar oficialmente da banda, Jonne foi convocado para assinar diversos documentos – dentre eles uma procuração –, sob o argumento de que isso facilitaria a criação de novos contratos com a gravadora BMG, assim como permitiria a regularização do pagamento de cachês, além do compromisso assumido pelo Chiclete de arcar com todos os custos que a doença pudesse lhe gerar. Bell Marques ignora as dificuldades de seu ex-companheiro
Confiante no acerto, pois se sentia “lidando com familiares”, e sem suspeitar dos documentos que fora levado a rubricar, Jonne passou os primeiros meses do afastamento da banda recebendo cerca de R$ 6 mil mensais (o valor dependia da quantidade de shows que a banda realizava), e com as preocupações voltadas unicamente para a sua recuperação. Assim foi até o Carnaval de 2002, quando a banda de Bell homenageou o moço do cocar tocando ‘I want to break free’, do Queen, emocionando os foliões no Campo Grande. Enquanto uns sorriem outro chora a dor do esquecimento Àquela altura, a “caveira” de Jonne já havia sido feita na Mazana, empresa que cuida dos negócios do Chiclete. Segundo uma fonte ligada à defesa do guitarrista à época, um ano antes, a procuração assinada por Cacik fora utilizada para dar entrada numa ação judicial (denominada “lide simulada”, prática considerada fraudulenta por muitos juristas), que consistia numa reclamação trabalhista dele contra a empresa, forçando um “acordo” entre as partes. Em 11/7/2001, sem que Jonne soubesse o que se passava, o juiz homologou o acordo e, no final das contas, teve direito a mixos R$ 3 mil, a título de “quitação” das dívidas do grupo. Na prática, Jonne recebeu uma banana do Chiclete.
Após o Carnaval de 2002, quando Bell e banda haviam garantido que o Cacik não havia sido demitido, mas apenas afastado temporariamente, o repasse dos R$ 3 mil foi inexplicavelmente interrompido. Diversas tentativas de contato com os chicleteiros cativos não surtiram efeito. “Bell chegou a ligar aqui para casa, falou com meu pai. Mas disse que não sabia por que o pagamento tinha sido interrompido, que não era com ele”, conta o Cacik.
Fontes: Site http://ubaitabaurgente.com.br
As belas da Música do Cariri!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
OVERDOSE DE ALEGRIA E MARAVILHOSOS ESPETÁCULOS!
--

Programa Cultura SESC Cariri
Cordel de Graça na Praça
Quem gosta de cordel? Os causos contados pelas poesias populares e impressos em livretos apresentam histórias possíveis e impossíveis de acontecerem. Mas também podem falar do Coletivo Camaradas, sobre a Arte ou sobre liberdade. Assim como também podem ser distribuídos na praça! E isto é o que vai acontecer no próximo dia 12 de abril, às 17 horas, na Praça Siqueira Campos, na cidade do Crato.
Os cordéis foram produzidos pelo Coletivo Camaradas, com o apoio do Ministério da Cultura, por meio do Prêmio de Literatura de Cordel - Edição Patativa do Assaré. Durante o lançamento haverá leituras musicadas e dramatizadas de poemas com Jean Alex, Mura Batista, Lilian Carvalho, Edival Dias e brincantes.
Você já pode ir pensando no que vai encontrar nos cordéis. Os títulos que serão lançados no dia 12 são os seguintes: Coletivo Camaradas (Mura Batista), Coletivo: Camaradas (Salete Maria), Quem são esses camaradas? (Nezite Alencar), A arte que humaniza (Adailton Ferreira), Quando a arte humaniza (Maercio Lopes), Libertando através da Arte (Mura Batista) e A brincadeira vai começar (Josenir Lacerda). Os dois primeiros são relançamentos de cordéis já publicados pelos autores.
Os livretos também serão distribuídos durante as ações do Coletivo Camaradas, nas escolas da região e em bibliotecas. Na segunda parte do projeto, a ser realizada em abril, estes sete títulos serão lançados em versão digital. Além dos já lançados em forma impressa, serão adicionados mais dois: A donzela e o cangaceiro (Cacá Araújo) e Auto do Caldeirão (Oswald Barroso).
Venha e conheça mais sobre o Coletivo Camaradas justamente em uma das expressões mais populares da arte: o cordel.












