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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

No dia da Consciência Negra, a diva: Makota Valdina

"A nossa negritude sempre foi exportada como algo mágico, como algo folclórico e não como a cultura de um povo. Mesmo porque nós ainda lutamos contra racismo, preconceito e discriminação. Quando me tornei uma ativista e que comecei a falar de uma outra maneira, mostrando o candomblé, mostrando o sujeito de quem vive, eu me dei conta que nós éramos objeto de pesquisa, alguém falava sobre nós. Então foi intencional empunhar essa bandeira religiosa para desconstruir uma série de estereótipos e teorias desenvolvidas sobre nós e que eu considero ainda inverdades. É preciso que cada vez mais sejamos sujeitos de nossa fala, nossa escrita, de nossa história. É preciso parar de ser objeto. É preciso dar essa voz, dar esse espaço. Nesse ponto eu acho importante o fato da Flica me convidar, porque eu acho importante eles me darem um espaço para poder falar sobre isso, além de estar em uma mesa junto com Pepetela e, por meio dessa oportunidade, desconstruir essa imagem", completou a educadora.

Sobre a visão da vida, comunidade e religião, Makota acredita que nada vive em separado. Tudo para ela é uma relação única. Uma das lutas da educadora é que o Candomblé precisa ser mais respeitado no Brasil.

“Candomblé é vida para qualquer ser humano. Religião não é feita de lenda e mito. A essência está aí. Está chovendo, é água, é Oxum. A folha está aí, a terra está aí. É preciso que a gente olhe a realidade. Não é preciso que todas as pessoas sejam de candomblé, existem outras formas de se interagir com o mundo. Fico com medo de me esbarrar com brigas por conta da fé, que na verdade é uma briga política, de poder, e colocam o nome de Deus na frente de tudo isso. Só tem um Deus, mas tem muitos caminhos para se chegar até ele”.
Sobre as lutas que impulsionam o seu dia, Makota completa. "Nunca deixei de ser a educadora que sempre fui. Luto até hoje e até o final da minha vida, enquanto eu tiver força e enquanto eu tiver motivo por lutar, eu lutarei. Por Justiça, igualdade, paz e pela liberdade".
Conheça os escritores da mesa "Ndongo, Ngola, Angola, Bahia"
Makota Valdina: Natural de Salvador, é professora aposentada da rede pública municipal, educadora, ativista política e membro do Conselho de Cultura da Bahia. Valdina Pinto ocupa o cargo de Makota, assessora da Nengwa Nkisi, Mãe de Santo do Tanuri Junsara, Terreiro de Candomblé Angola, em Salvador.
Durante os mais de cinquenta anos de ensinamentos e atividades em prol da preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro, Makota Valdina recebeu diversas condecorações como o Troféu Clementina de Jesus (UNEGRO), Troféu Ujaama, Medalha Maria Quitéria e Mestra Popular do Saber.

Mulheres do Cariri

Valéria Carvalho, Jeane Brito, Valéria ´Peixoto

Amélia Coelho

Karla Silva

Claudia Rejanne
Nivia Uchôa

Pâmela Soares

sábado, 16 de novembro de 2013

Guerrilha do Ato Dramático, encerramento! Por: Lifanco

Próxima quinta-feira estaremos novamente juntos e também a Janinha Brito, festejando por esse ano o prazeroso dever cumprido da Guerrilha do Ato Dramatico, agradecendo a todas as Cia´s e artistas que brilhantemente nos presentearam com sua arte e ao fundamental apoio do prefeito Ronaldo, Cristiano, Luis Carlos Saraiva, Soraya Piancó, Secretaria de cultura e a tod@s que se fizeram presentes aos espetáculos. Venham festejar conosco na próxima quinta-feira!(Estamos abertos a criticas construtivas e elogios pra Guerrilha 2014 rrsrs) Lifanco.


Quem emocionou a galera no MIMC:

Só agradecendo tanto carinho:

Elisa Moura, que foi lindamente acompanhada por Sidim!

Julio Jamayca que veio de longe nos honrar com a presença!

Quebra Tranca, banda super elogiada e de bom gosto!

Rinaldo Barreto, músico consagrado das noites Caririenses
Maxwell fazendo tributo à Cazuza, contagiante!

GODIVAS ROCK, TOCANDO O CORAÇÃO DA GALERA!


Luiz Eduardo que fez o projeto : Selva!

Janinha Brito, Sidinho e Weskley, inseparáveis!

Esse era o clima!

General Band e Calazans Calou

Fatinha Gomes e Fabrício da Rocha, enriquecendo o movimento com qualidade musical!

Mary Jane que abriu com chave de ouro a Segunda feira!

Gafieira Black Vibe arrasando sempre!

Carlos Corda e os Intrusos, participação mais do que linda!

Missão Miranda, quem faz história do reggae Cariri, merecem todo respeito e homenagem!

Nazirê, essa banda deu o que falar, lindas, talentosos...

Lifanco, que humildemente mostrou engajamento e mente aberta aos novos talentos, história e patrimônio da nossa música!

Auci Ventura, trouxe a beleza, energia e luz necessária para o MIMC

Dj Felipe Marley, discotecagem regueira do Cariri


Verde, Amarelo e Vinil, trazendo todo suingue e bom gosto da época  de ouro do Vinil!

Apoio: Herlon Alves, Julius Patrício, Ricardo Miranda, Breda, Dan discotecagem, Rodrigo Moura, Walesvick Pinho

SALVE A MÚSICA!!!!!

Sobre o MIMC:

Um evento espontâneo criado pelos músicos do Cariri, o MIMC veio em 4 dias de evento mostrar um pouco da nossa música em um momento de integração musical e paixão!
Sem fins lucrativos nem interesses de poder, foi surpreendente contar com quase 50 músicos instigados a fazer um som, pois com a retirada musical quase que total da MOSTRA SESC CARIRI da nossa cidade, ficamos no clima de arte que paira sempre nessa região e ociosos pela dificuldade de nos deslocarmos para cidade vizinhas: Criamos então um momento simples e nosso!
Confesso minha surpresa por ter sido maior que o esperado. Muitas bandas nem puderam se apresentar por falta de espaço. Isso demonstra a necessidade de nós, músicos, termos mais organização coletiva  para fazer valer o que é nosso por direito, como cidadãos. E assim foi. Por meio de um diálogo que partiu, neste caso, do poder público, através da Câmara e Prefeitura Municipais, nas pessoas de Luís Carlos Saraiva, Cristiano e Jonh Lennon, que prontamente nos forneceu equipamento de som, também pela Secretaria de Cultura, tendo dado apoio na produção.

Eu, Janinha Brito, passei dias de provações. Fui surpeendida com suspeitas à respeito de  minhas verdadeiras intenções, envolvida num emaranhado de polêmicas, obrigada a ouvir sobre as fragilidades da gestão, das dificuldades...  Não me abalaram, porque o "time" de parceiros, meus amigos de longas datas, sabem de mim, e isso me basta.

Mas hoje, passado o evento venho deixar claro:
Eu amo cultura, arte, e ACREDITO na GESTÃO DE DANE DE JADE, fiz campanha para que a mesma fosse secretária, podendo provar com postagens feitas por mim aqui no blog e minha página pessoal do facebook. Nossa revolta, agora falando não só por mim, é pela falta de diálogo, caracterizando até mesmo antipatia, por parte de alguns membros da equipe atual da Secretaria de Cultura. Não duvidando da competência de nenhum deles, mas na nossa humilde opinião, já que boa parte não é dessa cidade, deveriam ter mais sensibilidade em descobrir quem são os trabalhadores da música, não os consagrados apenas, mas as formiguinhas como eu. Podemos parecer frágeis, mas unidos, temos sim, força.

Acho interessante o trabalho feito para nossos mestres de REISADO, iniciado inclusive pela outra gestão encabeçada por DANIELLE ESMERALDO, apoiando as vestimentas e incluindo sempre na agenda anual de cultura, já ouvi dizer que cultura não é evento, pois bem, concordo em partes, mas o Crato não pode passar o ano inteiro sem um momento voltado à nós que não somos dotados de talento pra fazer CÔCO DE RAIZ, existe um cenário de reggae forte, de MPB e autoral que precisa ser valorizado, pedimos então por alguém que faça esse diálogo, que tenha aceitação para convocar à nós para fóruns e debates.
No MIMC tivemos a fala de "protesto" de Rodrigo Moura, Baterista renomado, Rinaldo Barreto, músico consagrado, Lifanco, um dos maiores nomes da música Cariri, Auci Ventura que tem história longa, e do Marcelo da banda Missão Miranda, o desabafo deles foi criticado e pessoas acharam desnecessários, mas esse era o nosso momento, e tivemos o protesto por parte da Secretaria, quando NENHUM  dos que integram a gestão participaram do evento e desacreditaram no sucesso do mesmo, ora...os poucos músicos que integram e deveriam nos representar tentaram com sua ausência deslegitimar o movimento, e ainda mais sério, dois deles fizeram picuinhas com comentários infelizes e que ao invés de dar respaldo aos mesmos, os tornaram ainda mais figuras vaidosas e antipáticas, não é para o ego que se deve governar, e sim para o bem comum!

Enfim, o sentimento entre nós músicos que participamos do movimento é de muita satisfação, mesmo com apenas 24 horas pra nos organizar, reunimos muitos nomes, a energia era de engajamento e harmonia, torcemos para que esse seja apenas o primeiro de muitos momentos da nossa música, em favor dela e por ela!
SALVE A ARTE DO CARIRI!


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

BRAVURA INDÔMITA

Cacá Araújo, Janinha Brito


A Guerrilha do Ato Dramático Caririense apóia e se irmana ao MIMC - Movimento Independente Música do Cariri, surgido no mesmo contexto de insubmissão e ousadia que lhe deu origem.

Os guerrilheiros consideram já haver condições subjetivas e objetivas de se construir efetivamente a Confederação das Artes do Cariri, um grande movimento alternativo de afirmação e difusão cultural envolvendo todas as linguagens artísticas (artes cênicas, música, cinema, artes visuais, literatura...)

A Guerrilha
 
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