quarta-feira, 30 de março de 2011

APELO DA AFAC - ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO

A AFAC-ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO, solidaria à situação das famílias cratenses que perderam seus pertences na ultima enchente, apela para a solidariedade dos cratenses residentes em Fortaleza, e pede a doação de lençóis, toalhas, roupas usadas, alimentos não perecíveis e/ou cestas básicas.

As doações poderão ser entregues nos endereços abaixo:
AUDITECE Associação dos Auditores Fiscais do Tesouro do Estado do Ceará
Rua Frei Mansueto Nº 106 (entre a Av. Abolição e Av. Beira Mar)
Bairro Meireles
Fortaleza – CEARÁ

CASA DO LEÃO – Lyons Clube de Fortaleza
Rua João Cordeiro 2181 (entre as ruas Padre Valdevino e Av. Antônio Sales)
Bairro Aldeota
Fortaleza – CEARÁ

As doações serão enviadas, APÓS A SEMANA SANTA, para o CORPO DE BOMBEIROS EM CRATO-CE para distribuição entre famílias cadastradas pela Defesa Civil do Município.

CONTATOS DA AFAC:

Wilton Soares: (85) 9613-3936
Graça Barreto: (85) 9959-5242
Amarillo Santana: (85) 9621-6702
Luis Santos: (85) 9621-7016
Pedro Jorge: (85) 8785-6582
Cicera Policarpo: (85) 3246.3662


A AFAC AGRADECE A AJUDA DE TODOS

REPASSE ESSA INFORMAÇÃO PARA OS SEUS AMIGOS

FESTA DA MENTIRA - Patrocinadores



Aqui gostaríamos de agradecer imensamente aos nossos parceiros e patrocinadores. Acreditamos no nosso trabalho, mas sabemos que são eles os maiores responsáveis pelo sucesso dos nossos eventos. Sem os seus apoios teríamos muitas dificuldades para concretizar o que planejamos. Dessa forma, queria homenageá-los com esse convite para que todos vocês conheçam as marcas que valorizam a nossa cultura e eventos de qualidade, o que tem sido sempre a nossa luta, e, claro, juntamente com todos os apoios de empresas e empresários sensíveis e que querem, junto conosco, fazer acontecer eventos cada vez melhores no nosso Cariri. Valorizem essas marcas.

SÃO ELAS:
- CIDRAL - Materiais de Construção.
- CONSTRUTORA JUSTO JUNIOR
- GRÁFICA ECOPRINT
- STARCRED
- CITROEN ARLES
- SAGIAN
- PAPEL HIGIÊNICO PIMPO
- ECOURO - Revestimento em couro
- ZIN VIDROS -
- HERMES - Yara Cristina - franqueada e distribuidora
- PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO
- SECRETARIA DE CULTURA, ESPORTE E JUVENTUDE DO CRATO

Sertão Pop Produções
Kaika Luiz

TEATRO PARA CRIANÇAS NESTE FINAL DE SEMANA

ESPETÁCULO INFANTIL NO TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Crato-Cariri-Ceará

terça-feira, 29 de março de 2011

Até o sol Raiá...

Lembrei muito do meu amigo Severo, espero que ele veja...
 Animação em 3d muito interessante!

Rivotrill, conheçam!

Grupo pernambucano que conta com a presença de um cratense, Eluísio jr, conheçam!O grupo, formado por Eluizo Júnior (flauta, saxofone e teclados), Rafael Duarte (contrabaixo) e Lucas dos Prazeres (percussão), vem mostrando criatividade e inovação em suas composições. Além disso o trio vem solidificando seu nome como um dos mais inteligentes e talentosos projetos em música instrumental do nosso país, o que contribui para que essa trajetória seja longa e intensamente produtiva.  A partir das influências desses três jovens músicos, enovelam-se de forma coesa, instigante e sensível vários elementos musicais, que vão desde a mais alta liberdade jazzística, trafegando pelo rock progressivo dos anos 70, por ritmos latinos e afro-brasileiros, até a presença de nuances da nossa música tradicional nordestina. Tudo isso composto a partir do “triálogo” entre a esperteza e sagacidade da flauta de Eluizo, a intensa ebulição percussiva de Lucas e a precisão e balanço do contrabaixo de Rafael.  Vigor e suavidade são traços que se complementam e se harmonizam em performances de tirar o fôlego de qualquer platéia. Nessa música, tem-se uma sensação de liberdade grandiosa e de um virtuosismo deliciosamente degustado e sempre presente em cada som criado por esses três músicos. Com algumas excelentes participações em importantes eventos musicais como o RecBeat 2007, o XVII Festival de Inverno de Garanhuns, o Festival de Música Instrumental de Guarulhos e a Feira da Música de Fortaleza, o Rivotrill foi conquistando respeito da crítica especializada e consolidando cada vez mais o seu trabalho como uma grande e feliz novidade no cenário da música instrumental contemporânea.  Em março de 2007, a equipe formada pelos três músicos e mais toda a produção técnica e artística se aloja numa casa, que foi escolhida para ser o estúdio de gravação do disco. A idéia era fazer tudo à sua maneira, com liberdade de criação suficiente e que pudesse dar vazão ao turbilhão de idéias e mirabolâncias que essa turma se propunha a partir de então. Além disso, o disco conta com a participação de vários convidados, que dão um requinte todo especial ao trabalho. Naná Vasconcelos, Maestro Spok, Renata Rosa e Fabinho Costa e o Yuri Queiroga que assina a produção musical, compõem o time que participa de Curva de Vento. Neste seu álbum de estréia, o grupo traz um trabalho inovador no que diz respeito à concepção de música instrumental, de grande inspiração, criatividade e qualidade. O resultado só vem confirmar o potencial do Rivotrill e de seu som como algo denso e carregado de originalidade, capaz de despertar um olhar diferenciado sobre a música.
Por Leonardo Vila Nova - Músico e Jornalista
http://www.myspace.com/bandarivotrill

Projeto Cine Sesi Cultural encerra programação no Cariri


Projeto já foi visto por mais de 2,8 milhões de pessoas em mais de 400 cidades no País

As cidades de Santana do Cariri, Várzea Alegre e Milagres fazem parte da etapa final do Projeto CINE SESI CULTURAL em abril no Ceará. O projeto é uma verdadeira maratona de filmes em apresentações gratuitas para a população – com direito a pipoca de graça, patrocinado pelo SESI e idealizado pela publicitária Lina Rosa Vieira.
O projeto estará em Santana do Cariri nos dias 1º, 2 e 3/04 (Praça Cel. Felinto Cruz); em Várzea Alegre dias 8, 9 e 10 de abril (no Parque Cívico São Raimundo Nonato); e em Milagres nos dias 15, 16 e 17 de abril, no Parque de Eventos. As sessões acontecem sempre às 19h.
Em cada cidade, são exibidos os filmes “Se Eu Fosse Você – 2”; “Pequenas Histórias”; “A Era do Gelo 3”; além dos curta-metragens “Câmara Viajante”; “Vida Maria” e “Até o sol raiar”.
O projeto vai percorrer, ao total, 14 municípios cearenses até o dia 17 de abril, levando cinema a lugares que não possuem salas de projeção em funcionamento. As projeções acontecem sempre ao ar-livre – em área cedida ao SESI, em acordo com a prefeitura local, podendo ser em uma praça ou local de conhecimento do público, respeitando as exigências físicas e técnicas dos equipamentos.
Os filmes são apresentados em tela alto alvura de 12 x 5 metros, com um projetor de 35 mm. O som possui três vias de dois mil watts e projetor Hi-Light Xenon de dois mil watts, além de cinemascope, o que permite boa visualização e audição a uma distância de até 25 metros. Tudo isso garante o elevado padrão de qualidade técnica e de conteúdo das projeções.
No Ceará, a caravana já aportou nas cidades cearenses de Viçosa do Ceará, Frecheirinha, Ibiapina, Forquilha, Acaraú, Paraipaba, Acarape, Baturité, Senador Pompeu, Acopiara e Novo Oriente.
Mais informações: (85) 3241-5809 e (88) 9903-6964.

Full Time Comunicação e Marketing
Ana Paula Dantas Coêlho – CE 1122 JP
Fortaleza, 22 de março de 2011.
(85) 3246-0188 / 3246-1978 / 9621-6247

Tradição Revisitada!

Com mais de 100 gravuras, a exposição "Xilogravura Nordestina" sintetiza cinco décadas da arte da xilografia na Região Nordeste do Brasil

fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=954736 

Obra de mestre Noza: clássico da xilogravura, presente na exposição do Memorial da Cultura Cearense
 
Resultado de uma longa pesquisa do artista plástico, compositor e escritor Bené Fonteles, a exposição "Xilogravura Nordestina" será aberta amanhã, no Memorial da Cultura Cearense. A mostra rememora as últimas cinco décadas da xilografia na Região, por meio de mais de 100 obras de artistas pioneiros e contemporâneos.

A ideia é mostrar aos próprios cearenses - e, posteriormente, ao público de outros estados - toda a riqueza estética e o vasto universo cultural que marca a xilografia nordestina. Para isso, a exposição resgata trabalhos desde a década de 60, a exemplo de Mestre Noza (Juazeiro do Norte), primeiro xilogravador a ser conhecido no Brasil e no exterior.

Noza foi pioneiro na questão de popularizar a técnica, ao trabalhar por encomenda para a Tipografia São Francisco, que desde os anos de 1930 era a mais importante editora e impressora do Cariri. A gráfica foi rebatizada pelo poeta Patativa do Assaré com o nome de Lira Nordestina, tornando-se por muito tempo a mais tradicional editora de cordel do País.

"Desde os anos 80 pesquiso sobre a xilogravura. Estou produzindo um livro sobre o assunto, que será lançado até o final deste ano" revela o curador Bené Fonteles. "90% das obras que compõem a mostra são da minha coleção, voltada aos artistas mais antigos - como, por exemplo, os de Juazeiro e do Crato, dois celeiros de talentos. Outro destaque é J. Borges, de Bezerros (PE), grande gravador pernambucanos".

Segundo Fonteles, a afinidade com xilogravura há muito faz-se presente no seu trabalho. "Como artista plástico, sempre fui ligado à questão das artes gráficas. Nas décadas de 70 e 80 usava a máquina de xerox como um tipo de prensa de gravura contemporânea", recorda.

Ao todo, integram "Xilogravura Nordestina" mais de 30 artistas, de quase todos os estados da região (exceto Rio Grande do Norte e Piauí), distribuídas pelas duas galerias do Memorial. Entre os nomes estão mestres como Antônio Celestino, Arievaldo Viana, Expedito da Silva, Fracorli, Francisco de Almeida, Gilvan Samico, J. Borges, Cícero Lourenço, Mestre Noza, Nilo, Stênio Diniz (mestre da Cultura), entre outros.

"A ideia era fazer uma síntese da xilografia nordestina ao longo das últimas cinco décadas. Ao mesmo tempo, percebe-se a evolução na trajetória dos mestres, que vão depurando sua estética", esclarece Fonteles.

"Para mim, a edição não foi tão difícil, porque já tinha conhecimento do assunto. Mas havia alguns artistas contemporâneos no Ceará cujos trabalhos não conhecia, pois estou afastado do Estado há algum tempo. Em compensação, nos últimos dois anos entrei em contato com artistas de outros lugares, como Sergipe e Alagoas", destaca o pesquisador.

"A hora de editar tem suas complexidades. Na última hora surge a sugestão de alguém, um artista, um catálogo. A coisa vai crescendo e isso é que é legal na curadoria", observa Fonteles. Depois de Fortaleza, a exposição vai circular pelo Brasil, como uma espécie de prévia do lançamento do livro do curador. A mostra deve passar por Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Salvador e Recife.

Em Fortaleza, além das obras, haverá uma sala onde estará montada uma réplica de um pequeno ateliê de xilogravura. "Pelo vidro os visitantes poderão ver todo o material utilizado, como a prensa", orienta o curador. A exposição traz ainda as matrizes das imagens, para o público tocar, inclusive pessoas com deficiência visual.

Para Fonteles, o mais importante em "Xilogravura Nordestina" é compreender como os artistas "assimilaram" sua cultura, transformaram-na e recriaram-na por meio da xilografia. "Eles invadiram o imaginário popular, especialmente por meio do cordel, porque há algumas décadas a xilogravura era a única forma de o ´povão´ ter contato com suas próprias imagens, suas raízes", observa Fonteles.

Segundo o curador, foi somente depois de inspirar os intelectuais que o trabalho dos xilogravadores passou a ser valorizado. "Até hoje muitos não são conhecidos ou inseridos no mercados. As obras custam muito pouco. No Ceará temos bons pesquisadores, como Gilmar de Carvalho, uma sumidade no assunto. Mas a exposição junta todas as pontas da xilografia no Nordeste", ressalta Fonteles.

MAIS INFORMAÇÕES
Exposição Xilogravura Nordestina. De amanhã até 12 de junho, no Memorial da Cultura Cearense (Centro Dragão do Mar). Acesso livre. Nos dias 31/03 e 01/04, às 19h, haverá visitas guiadas com o curador Bené Fonteles e os artistas José Lourenço e João Pedro (Juazeiro do Norte). Contato: (85) 3488.8600

ADRIANA MARTINS/REPÓRTER

Parque do Sítio Fundão no Crato será entregue nesta terça-feira (29)

FONTE: http://www.ceara.gov.br/index.php/sala-de-imprensa/noticias/2974-parque-do-sitio-fundao-no-crato-sera-entregue-nesta-terca-feira-29
O Presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente, Paulo Henrique Lustosa, juntamente com o Superintendente interino da Semace, Ricardo Araújo, estarão nesta terça-feira (29), na cidade do Crato, no Cariri, para entregar à população do Cariri, às 10 horas, a casa sede do
Parque Estadual do Sítio Fundão. Trata-se de uma área, com resquícios de Mata Atlântica, desapropriada pelo governador Cid Gomes, em seu primeiro mandato como governador, com extensão de 93,54 hectares. Cid, a época, acatou justificativa do então Presidente do Conpam, André Barreto, para transformar o local numa Unidade de Conservação (UC) estadual.


O Parque está totalmente cercado e conta com trilhas ecológicas para visitantes. O restauro da casa sede recebeu investimento de R$ 200 mil, provenientes de compensação ambiental. Foram realizados os procedimentos necessários com vistas ao tombamento da edificação como patrimônio histórico cultural concluído pelo técnico Otávio Menezes da Secult/Copahc que está em andamento. A restauração obedeceu fielmente a planta original, construída pelo antigo proprietário, ambientalista Jéferson da Franca Alencar (falecido) em taipa, técnica construtiva vernacular à base de argila (barro) e cascalho com o objetivo de erguer uma parede, única no Estado com dois
andares. O antigo proprietário teve o cuidado de conservar não apenas toda a vegetação (flora e fauna) mas o acervo material, inclusive, um engenho de madeira. O acervo material, disse à imprensa, Francisco Otávio Menezes, responsável pelo processo de tombamento é constituído de uma casa de taipa (a casa-sede), um engenho de madeira, bem conservado e uma barragem de pedra edificada pelos escravos. Já devidamente restaurados todo ele está em processo de homologação de tombamento.

Vitória

Para o Presidente do Conpam, Paulo Henrique Lustosa, a conclusão do projeto do Sítio Fundão "é uma vitória da população do Cariri que agora disporá de uma área de grande valia à sociedade, seja quanto a preservação ambiental, com fauna e flora da região conservados, mas sobretudo constitui-se em verdadeiro oásis dentro da cidade do Crato, por ser uma Unidade de Conservação (UC) urbana". A flora local é bem diversificada e podem ser encontrados ali espécies do cerrado, composição florestal e os remanescentes da mata atlântica, com grande diversidade biológica.


Localizado a apenas 3 quilômetros do centro da cidade, o parque disporá de segurança para proteger os visitantes, alunos secundaristas e universitários que terão no local, ambiente propício às pesquisas relacionadas ao meio ambiente. A entrega da área contará com presenças de autoridades locais dos três municípios da Região do Cariri, diretamente beneficiados - Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha – e doravante, a área passa a ser gerenciada pela Semace, do Crato. Toda e qualquer visitação, em grupo, obrigatoriamente deverá ser guiada, ou seja, acionada junto a gerência do parque. Pesquisadores e pessoas interessadas em conhecer mais uma Unidade de Conservação Ambiental do Estado podem dirigir-se à Semace do Crato para obter melhores informações quanto a sua utilização.

28.03.2011

Assessoria de Imprensa do Conpam
Pedro Gomes de Matos Neto - (085) 8768.2663 ou 3101.1233


 

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Segunda Eva - Em Aquarius

Luiz Domingos de Luna*

Outro dia fui convidado, como de costume, para retornar ao meu planeta Natal Aquarius, depois dos procedimentos já devidamente expostos na Série Aquarianos, peguei a nave e fui ao meu velho Planeta Natal Aquarius, nem precisa dizer que tudo estava do mesmo jeito vez lá o tempo real não existir. Entrei na conferência coloquei o chip Aquariano sentei confortavelmente na minha cadeirinha e á frente o telão em 3D, o tema a girar: A Segunda Eva. Senti logo um dor violenta, talvez a ressonância magnética do Chip terráqueo, as lembranças de Eva no Paraíso lembraram Adão, a serpente, o jardim do Éden me veio logo a mente, acenei para o irmão que o meu processador estava com defeito, pois, a memória do Planeta Terra não tinha sido deletada eu estava em Aquarius, mas a memória terrena sempre a rondar minha imaginação – técnico disse que o meu chip seria virtual e real e eu como sempre, seria um cobaia mais uma vez, no meu querido Planeta natal Aquarius. Ora mensagens aquarianas, ora terrestres e a dor sempre aumentado, na verdade um dor imaginária, visto em Aquarius não existir, o conferencista apareceu todo empolgado, já fui ficando desconfiando, vez em Aquarius não existir emoção, mesmo assim continuei a assistir atentamente a palestra, “Irmãos Aquarianos, nosso planeta, como é de conhecimento dos senhores tem a maior tecnologia do universo somos capazes de viajar a 1000 vez a velocidade da Luz e repor a matéria clara em escura, temos o Bóson de Higgs, para construção de vários universos, somos os melhores no espaço sideral na matéria ou na falta desta. E haja palmas e mais palmas eu já estava tonto de tanta confusão, pois em Aquarius não existe emoção. O Sábio Aquariano pediu a palavra, o conferencista imediatamente repassou “Irmãos Aquarianos o que o conferencista discorreu é uma realidade, outrossim, somos assim, e seremos sempre, pois faz parte de nossa existência, porém não estou entendendo aonde o irmão que chegar?” O Conferencista disse: Eu estava pensando em colocar uma segunda Eva em Aquarius: - Uma segunda Eva em Aquarius? -Sim E a primeira como surgiu? -De uma costela -Você tem uma costela? Nós Aquarianos temos costelas? -Não! -Amigo, ninguém propõe quando não se pode oferecer

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora - Ceará

domingo, 27 de março de 2011

Chrystian Marques – Artista do Cariri Contemporâneo

A contemporaneidade criar artistas inquietos e antenados nas mais diversas poéticas. Chrystian Marques é fruto deste tempo. Ele bebe do universal e regional para compreender uma produção visual que esteja ligada a compreensão do Cariri/CE. Chrystian mescla o seu trabalho entre convencional e as novas tecnologias.

Alexandre Lucas - Quem é Chrystian Marques?

Chrystian Marques - Cratense, persistente, roqueiro, jazzista, regueiro, cristão, ousado no que diz respeito à luta e a arte. Amigo do bem, Aprendendo sempre, sonhando sempre e realizando quando posso.

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Chrystian Marques - Teve início o despertar mesmo para a arte em 1980 quando por ocasião de um curso que fiz aqui no Crato no antigo espaço da Biblioteca Municipal e no Museu de Arte Vicente Leite. Já tinha forte influência de meus pais, principalmente de minha mãe que pintava na sua juventude. E já me via pensando que aquilo seria importante pra mim como algo que fosse realmente profissional. Gostava de pensar que queria ser desenhista, artista num todo. O curso que fiz me ajudou a começar aprimorar a visão dos traços e a visão da arte como algo feito pela contemplação e não apenas como algo de cópia que pudesse imitar. Olhar sinhá D´amora, outros artistas daquele museu riquíssimo, me marcou muito. Aquele artista pediu que amassássemos um papel e que começasse a desenhar do jeito que ficou para aprendermos a ver os traços e as sombras que nasciam com a incidência da luz. Dai logo após outro curso fiz minha primeira exposição no SENAC em Crato, numa coletiva.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Chrystian Marques - Estudo sempre por conta própria e estou sempre a devorar trabalhos e isso significa dizer que temos sempre uma influência, alguém que admiramos, alguém que nos faz sentir fortes emoções ao olhar para um artista como Sinhá D´ámora, Pablo Picasso, Portinari, Chagal, Munch. O expressionismo é uma fonte da qual bebo sempre. Estou ligado as minhas raizes e nesse regionalismo há vários artistas como cearenses importantíssimos como Sérvulo Esmeraldo, Karimai. Cristafari, Coldplay, Chapada do Araripe, Rock, Gilberto Gil, Reggae , amor, revista em quadrinho. Ter uma influência artística não significa dizer que imite tal trabalho, ou movimento. Procuro fazer arte com minha própria visão que venho aperfeiçoando.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória?

Chrystian Marques - Vai sendo a cada dia no caminho que planejamos, mas que seguidos por uma transpiração com uma pouca inspiração vou trabalhando. Produzindo sempre.
Vou fazendo arte do meu jeito. Vou fazendo uma trajetória de realização pessoal. Fiz a partir de 1980 exposições, cursos, workshops e não paro por ai. Em 2007 participei de uma coletiva no Centro Cultural dos Correios, Rio de janeiro e em 2008 fui selecionado pelo Centro Cultural BNB com desenhos meus. Participei de 4 edições da Mostra Cariri das Artes. Fui nessa onda apesar dos percalços. Artistas que criavam realmente eram poucos, estavam talvez cansados de exporem seus trabalhos pois preferiam vender a amigos, doar, etc. Acredito que uma turma da qual fazia parte como eu, Augusto Bezerra, Junior Erre, Edelson Diniz, Alexandre, outros se movimentavam na Mostra Sesc , em ateliês, expondo nossos trabalhos mesmo contra a maré da desvalorização. Fiz minha escolha de colocar meus trabalhos não nas praças ou outros lugares a não ser naqueles que o artista é realmente respeitado, como espaços interessantes. Um artista deseja não apenas passar emoções, idéias, mas ganhar dinheiro como uma profissão como qualquer outra. E por isso minha trajetória é essa que vai sendo feita por esse caminho.

Alexandre Lucas – Como você caracteriza seu trabalho ?

Chrystian Marques - Tento, investigo o meu tempo, falar do meu tempo, procuro ser puramente regionalista mesmo que fale do universal.

Alexandre Lucas – Qual a importância do seu trabalho artístico?

Chrystian Marques - A arte feita com uma consciência de discutir, provocar, trazer à superfície da vida elementos do bem, com intuito de falar, trazer o melhor para o homem é um dos motivos pelo qual me baseio. Pra mim isso é importante.

Alexandre Lucas – Como você observa a produção de artes visuais no Cariri?


Chrystian Marques -
Super abundante. Muitos artistas que conheço como Guto Bitu, Junior Erre, outros, estão sempre produzindo. A qualidade de artistas que o Cariri tem é impressionante. O bom disso tudo é que vejo artistas com olhar no cariri, ou seja, ninguém precisa ser bombardeado de culturas de outros territórios sendo moldado conforme essas culturas. Há uma excessiva perda de identidade clara, mas no caso dos artistas vejo regionalismo artístico em seus trabalhos porque estamos falando do que deveríamos discursar mesmo que tenhamos visão universal. Isso se transforma se mistura sem se tornar uma coisa homogenia.

Alexandre Lucas – Como surgiu a idéia de criar o blog de Artes visuais no Cariri?

Chrystian Marques - Surgiu da necessidade de viver, discutir, divulgar, provocar, trazer a discussão e a valorização das artes plásticas no cariri por meio da internet. Assim estamos mais ligados com a arte que acontece nas metrópoles e a que acontece no interior. Seguindo a onda muito forte de criação de blogs de todo os tipos aqui no Cariri, também fui incentivado a isso. O Blog há três anos está online, uns 15 mil acessos já foram registrados. Já foi visto por grandes jornalistas como grandes artistas no sudeste. Assim também é uma forma virtual também de exposição dos nossos trabalhos como uma exposição física. Procuro agregar sempre os artistas nesse blog para juntos levarmos nossa arte pro mundo. Gostaria que muitos participassem dele como comentaristas, publicassem suas idéias, seus trabalhos. Vai ai o link. www.artesvisuaiscariri.blogspot.com.

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?

Chrystian Marques - Arte é uma manifestação que tem sua liberdade própria, não precisa de paradigmas, ela é arte. mas precisamos da política para que a estrutura das organizações possam encaminhar bem projetos, instituições, museus, estado, quando se fala em política honesta e democrática. A arte e a política sempre estão unidas.
Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Chrystian Marques - Estou trabalhando numa série que justamente fala sobre o cariri, um cariri contemporâneo.

www.artmajeur.com/chrystianmarques

quinta-feira, 24 de março de 2011

"MANEL D`JARDIM" ALÉM DA LENDA

Há um convite no ar.
Que vai ALÉM DA LENDA
que se pode criar em torno de algo...
ou de alguém.
Há um cheiro forte de música no ar.
Que vai além da possibilidade
de apenas sonhar...e tocar...e cantar
Uma Fênix que (re) apareceu
Quando tudo era silêncio
Quando tudo era breu
Agora sim. Há um convite no ar...
E há a certeza de que
Não há mais silêncio
E não há mais breu
As cordas acordaram
A luz no tempo voltou
Os acordes soaram
E tudo ainda é harmonia
É Música no ar
Há um homem, um músico,
Em Manel D`Jardim
Ele voou, voou...voou
Trancendeu e já venceu
A lenda que dele brotou
De novo ele nos leva
através da sua música
Muito ALÉM DA LENDA.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Só com a fantasia!

Só com a fantasia !
Só com a fantasia!

Agora é o momento certo
Agora é a hora minha
De abrir os braços ao vento
E entrar na sua harmonia.

Mudar os nomes das coisas
Para o mundo não acabar
E ouvir a sinceridade
Das palavras renovar.

O mêdo agora é odem
O amor agora é Roma
Se vou parar aí
Não levo nada agora.

Voltar com o rio Granjeiro
Reprimido, mas feliz
Para ele atravessar o Crato
Podendo ir e vir
Sem ninguém comentar nada
Nem tampouco, rir.

M.Gabriella Federico
 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Show de Elomar, Por: Daniel Fidélis

Como falar de um show sem platitudes e obviedades? Como iniciar uma frase sobre um brasileiro, nordestino e que faz musica de verdade? Difícil.

Senti-me tão inverso ao que costumo ser, que até fiquei extasiado por quase toda a apresentação.

Indo ao principio da noite, começo com a triste verdade de não poder fotografar Elomar em nenhum momento. Entrando no Teatro Patativa do Assaré, já ouço a passagem do som. Minha mão coçava feito louco para fazer umas fotos. Lá estava ele, sentado bem na minha frente, entre a Flautista Elena Rodrigues e seu filho, o maestro João Omar. La no cantinho estava o violoncelista Marcos Roriz. Por trás do Elomar havia uma cantora lírica, convidada especial, Luciana Monteiro.


Em certo momento ficam somente os músicos e Elomar vai ao camarim. Então eu pude entrar em ação. Fiz algumas fotos dos músicos e já fui me sentindo menos baldado.

Aproveitei para dar uma voltinha pelo camarim, tentar alguma coisa... Em vão. Nada de fotos. Pedi para ao menos fazer uma foto minha com ele e o mesmo responde: "Vamos guardar somente o som, é o que importa." Eu dei uma insistida e novamente: "Não vou abrir uma exceção..." e eu já nem ouvia mais o que ele falava.

João Omar
As 20 horas em ponto as portas são abertas e o povo entra. Acomodados, todos esperam ansiosos pelo inicio. As luzes se apagam. Alguns passos são ouvidos naquele silencio... Elomar está no palco. Vestido com uma camisa, botas e chapéu pretos, calça azul. Barba longa e branca.


O silencio imperou entre os espectadores a maior parte do tempo, mostrando o respeito e apreciação a obra de Elomar. Por varias vezes foi ovacionado. Por varias vezes arrancou risos da platéia.

Marcos Roriz
Apos a abertura, Elomar, fala sobre o projeto que assistimos e comenta sobre a falta de cultura de políticos brasileiros. Comenta da rejeição de três prefeituras pela sua apresentação. Detalhe: era grátis.

Elena Rodrigues

Elomar apresenta duas musicas sozinho, tendo a entrada de João Omar somente na terceira musica. Na quarta musica entram Elena Rodrigues (flauta) e Marcos Roriz (violoncelo).



A solista Luciana Monteiro passa a se apresentar com os músicos, agora sem a presença de Elomar. E novamente eu entro em ação com minha câmera... rs. Na ultima música Elomar canta com todos os músicos presentes.

No retorno de Elomar ao palco a conversa é mais filosófica. Elomar canta a vida sertaneja, com suas notas, suas palavras, seu dialeto, seu suor e sonhos. Um homem que vive a musica faz-nos respirar dessa maravilhosa apresentação. Lembra músicos eruditos, filósofos e poetas históricos. Fala sobre os escritos bíblicos e recita Salomão.


Elomar cria imaginação na cabeça de todos ali presentes. As expressões das pessoas ao assistir e apos saírem do teatro é simplesmente algo que não se vê facilmente.

Elomar é peculiar e suficiente.

PROGRAMA:
ABERTURA – Elomar
MULHER IMAGINÁRIA – Elomar e Camerata
RIACHÃO DO GADO BRABO – Elomar e Camerata
LAMENTO DE VAQUEIROS – Elomar e João Omar
ARRUMAÇÃO – Elomar e Camerata
CAMPO BRANCO – Elomar e Camerata
GABRIELA – Elomar e Camerata
DONZELA TIADORA – Elomar e Camerata
O PEDIDO - Camerata e Luciana M. de Castro
SAUDADE DUÍDA - Luciana M. de Castro e Camerata
PATRA VÉA - Luciana M. de Castro e Camerata
II PIDIDO – Luciana M. de Castro e Camerata
CANTIGA DE AMIGO – Elomar e Camerata





Kaika Luiz com João Omar.
foto:Daniel Fidelis



fonte:http://oluminar.blogspot.com/2011/03/ii-galope-estradeiro-com-elomar-e.html#comment-form

Sobrinho de ministra da Cultura pode produzir vídeos de blog de Maria Bethânia

Lula de Hollanda e Marisa Monte
Lula de Hollanda e Marisa Monte
Na última quarta-feira (16), veio à tona a notícia da aprovação do Ministério da Cultura de um projeto da cantora Maria Bethânia para a produção de um blog ao custo de R$ 1,3 milhão, dinheiro que será captado por meio de renúncia fiscal via Lei Rouanet.
O descontentamento de setores da opinião pública com a aprovação do projeto chamou atenção para a possibilidade de a produtora do sobrinho da ministra Ana de Hollanda produzir o conteúdo em vídeo do blog, que mostraria Bethânia interpretando clássicos da poesia, tema alinhado com sua nova turnê, “Bethânia e as Palavras”.
De acordo com Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, existe a possibilidade de os vídeos do futuro blog serem produzidos pela Conspiração Filmes, que tem como sócio Lula Buarque.
“A Conspiração é uma produtora bem-sucedida. Seria injusto dizer que vive do capilé oficial. Não precisaria disso. Mas atenção! Não se deve usar as suas credenciais contra a reputação dos cofres públicos. O fato de que ela pode ter vida independente sem precisar do estado não a perdoa quando se mete num projeto com essas características”, escreve Azevedo.
“Lula Buarque pode ter a genialidade cromossômica da família Buarque, não discuto isso. Mas seria razoável que a tia não estivesse tão próxima de um projeto que interessa à empresa do sobrinho, ainda que ele represente percentual pequeno do faturamento da empresa”, observa o colunista.
No começo da noite desta quinta, o jornalista Ricardo Noblat ironizou em seu Twitter o orçamento do blog: “Há mais de 4 anos que meu blog publica um poema diariamente. Cedo o espaço a Bethânia de graça. O governo economizará em renúncia fiscal”, escreveu.
A discussão sobre a aprovação do projeto gerou uma paródia publicada no YouTube sobre a música “Brincar de Viver”, de Maria Bethânia. “Quem me que blogou? Quem vai querer blogar comigo? Viva o incentivo fiscal e patrocinar as minhas loucas poesias”, diz a letra.       
fonte:http://www.brasilcultura.com.br/cultura/sobrinho-de-ministra-da-cultura-pode-produzir-videos-de-blog-de-maria-bethania/

Por Janinha*

Infelizmente é assim que acontece, quem tem contato, influência é sim beneficiado, na época do Gil ele deu incentivo milionário à Adriana Calcanhoto para uma turnê na Europa, o que isso nos beneficia?
Também liberou uma verba para o circo de soleil "Cirque du Soleil ", maior do que todo o investimento em audio visual anual para o Brasil, evento que poucos e privilegiados financeiramente tiveram oportunidade de assistir, o que isso nos beneficia?
Esses absurdos acontecem desde o poder Municipal até o Federal, a falta de vontade, o despreparo, a falta de consciência em perceber que CULTURA É FUNDAMENTAL SIM, pessoas agindo de má fé e muito "ocupadas" para abrir as portas dos seus gabinetes aos projetos sérios, viáveis e interessantes para os artistas e POVO!
"A cultura, sob todas as formas de arte, de amor e de pensamento, através dos séculos, capacitou o homem a ser menos escravizado."
Enquanto as pessoas não tiverem acesso à educação de qualidade NADA vai mudar, seremos sempre escravos dessa postura arrogante e boçal do poder público em achar que nos faz um favor em nos receber ou ouvir..
COITADA DA CULTURA BRASILEIRA, COITADOS DE NÓS! 

O governo não passa de um aglomerado de burocratas e políticos, que almoçam poder, promoção e privilégios. Somente na sobremesa pensam no ‘bem comum’ 

19 de março, dia de São José, padroeiro do Ceará!


DIA DE SÃO JOSÉ.

Chuva no dia de São José é sinal de fartura, acreditam os agricultores.
Para os produtores nordestinos, a tradição para uma colheita farta é levada a sério: os pedidos e cantorias para o santo começam logo cedo.

Meu divino São José,
Aqui estou a vossos pés.
Dá-nos chuva com abundância,
Meu divino São José.
"O sertão é uma espera enorme",
Dá-nos chuva com abundância,
Meu divino São José.
 
Hoje é dia de São José, o santo a quem os nordestinos recorrem para pedir chuva.
Na cidade de São José do Campestre, localizada no estado brasileiro do Rio Grande do Norte, reza a lenda que se neste dia chover, a festa seguinte - a de São João -, a população local será abençoada com uma farta colheita de milho.

E como São José não é de decepcionar ninguém, depois de muitas rezas e pedidos, o santo mandou a chuva tão esperada pela população.

É sinal de que vamos ter uma festança em junho.

Oba !
A popularidade do santo é tão grande, que no Maranhão (outro estado brasileiro), uma cidade deu até sobrenome para o santo: São José de Ribamar
Contam os historiadores que há 400 anos, os índios revoltados com a colonização entraram na igreja e roubaram as imagens. O grupo entrou no mar, veio uma tempestade muito forte e a canoa acabou virando. 
Todos afundaram, mas as imagens começaram a boiar. 
Por isso o nome "Ribamar" ( riba= em cima).
O santo tão é adorado no estado, que dez por cento do eleitorado maranhense tem o nome dele. Dos 130 mil habitantes de São José de Ribamar, 7 mil assinantes da lista telefônica têm José na nomenclatura. 
De cada dez meninos que nascem lá,
três ou quatro recebem o nome de José Ribamar

Verdade !
........................

Para quem gosta de simpatias, existe a da fruta. 
É assim:

Escreva em  quadradinhos de papel os nomes de todas as frutas que lembrar. Dobre e coloque-os em um potinho. Faça a oração para São José, logo em seguida um pedido e sorteie um papel. 
Para que o pedido seja atendido, você deve ficar um ano sem comer a fruta sorteada. 

Se for justo e merecedor, o pedido será realizado durante o correr do ano.






ORAÇÃO A SÃO JOSÉ



Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de 

Tornar possível as coisas humanamente 

Impossíveis, vinde em nosso auxílio nas 

Dificuldades em que nos achamos. 

Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos 

Confiamos, para que tenha uma solução favorável. 

Ó pai muito amado, em vós depositamos toda a 

Nossa confiança. Que ninguém possa jamais dizer 

Que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis 

Junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que vossa 

Bondade é igual ao vosso poder.



São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais 

Santa família que jamais houve, sede, nós vos 

Pedimos, o pai e protetor da nossa, e impetrai-nos 

A graça de vivermos e morrermos no amor de 

Jesus e Maria.



São José, rogai por nós que recorremos a vós !
 
Fonte: http://silnunesprof.blogspot.com/ 

Carta do Zé Agricultor para Luís da Cidade

A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbasa Melo - foi escrita por Luciano
Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e
empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do
primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.

 
 Carta do Zé agricultor para Luis da cidade.

 
 
    Prezado Luis, quanto tempo. 
 
    Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o
transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha
professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia
légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
 
    Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando
eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a
caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o
pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do
Zé Cochilo você lembra né Luis?
 
    Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que
seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que
estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo
mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
 
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar
de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm
luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro
uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
 
    Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um
homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar
uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né
Luis?
 
    Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de
um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo
direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de
casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do
sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite
das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar
nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param
de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
 
    Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2
cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando
outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem
que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do
Juca.
 
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte
do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado,
mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que
não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque
botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele
e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
 
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e
meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da
cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos
porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
 
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do
chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros . Disse que eu tinha que derrubar
tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha
que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava
certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra
fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os
porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor
disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a
dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio
também pagam multa grande né?
 
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio.
Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata
ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem
fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já
acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou
na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando
pra todo lado.
 
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora
quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!.
Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi
derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
 
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da
capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para
ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal
laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia
chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do
Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o
pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
 
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil
reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa
semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou
para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada
errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
 
Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda
do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que
pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra
levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá
trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a
geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os
criminosos aqui da roça.
 
Até mais Luis.
 
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por
aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.
 

 

 
(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados
verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o
tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio
urbano.)

CANDIDATOS A JUDAS 2011



11ª FESTA POPULAR DA MALHAÇÃO DO JUDAS 2011 - CRATO-CE
“CONVENÇÃO MUNICIPAL DO JUDAS”


CRATO APRESENTA CANDIDATOS A JUDAS 2011

A
Festa Popular da Malhação do Judas, realizada pela Sociedade Cariri das Artes e Cia. Cearense de Teatro Brincante, em parceria com a Prefeitura Municipal do Crato através da Secretaria Municipal de Cultura, é uma das mais significativas ações de resgate, preservação e desenvolvimento da cultura tradicional popular.

Segundo Cacá Araújo, idealizador e coordenador do evento, a realização da 11ª Festa Popular da Malhação do Judas reeditará o êxito das anteriores (2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010) e continuará a preservação de uma tradição secular que se funde com o surgimento da civilização nordestina e brasileira, que herdou dos povos medievais os ritos, festas e cerimônias católicas que trazem consigo um caráter “sacro-profano”. É a reconstrução de imagens que contribuirão para o resgate e fortalecimento da memória histórico-cultural do nosso povo.

Nesta edição, consolida o caráter democrático de promover amplo debate sobre questões importantes da vida do povo. Um Colégio Eleitoral elaborou a lista de candidatos a Judas, que será submetida a votação pública no período de 23 de março a 1º de abril de 2011, com urnas espalhadas em vários pontos da cidade do Crato e da região do Cariri.
 
CANDIDATOS ESCOLHIDOS PELO COLÉGIO ELEITORAL DO JUDAS:

MUAMMAR KADAFI
- Presidente da Líbia, é um dos principais responsáveis pela instabilidade política internacional; ditador; tirano; terrorista; assassino de seu próprio povo (22 indicações).

POLITICUS HYPÓCRITAS CORRUPTUS
- Mentirosos, enganam a população, traindo a confiança do eleitorado; são nocivos ao nosso desenvolvimento (16 indicações).

SUS - Serviço precarizado, nunca serve decentemente ao povo; é incapaz de atender com eficácia, o que provoca um caos na saúde (12 indicações).

OS PARAQUEDISTAS NOS TEMPOS DE ELEIÇÃO
- A cidade do Crato não tem voz nos parlamentos estadual e federal. Candidatos alienígenas recebem o voto, conseguem eleição e fogem do compromisso assumido com a nossa população. Paraquedistas nunca mais. Uma quimera! (10 indicações).

TISSUNAMINUS EXTERMINÓDIUM
- O terror da natureza contra os erros humanos, a supervalorização do poder econômico e o descaso com a segurança, a vida e a paz mundial (10 indicações).

Crato-CE, 20 de março de 2011.

Cacá Araújo
Professor, Folclorista e Dramaturgo
Diretor da Cia.Cearense de Teatro Brincante
Coordenador Geral

domingo, 20 de março de 2011

Maria Bethania consegue 1.3 milhões de reais do Ministério da Cultura para criar um BLOG - É Mole ???



Bethânia de Blog de milhões
Blogueira tradicional que todos os dias procuro e não vejo os seus posts
Dilma de poesia em Blog de milhões
De cantora-blogueira prestigiada com prêmio liberado
Imposto de renda da renda de milhões
De Mic calado e blogosfera endiabrada com privilégio conferido
Os RastreadoreS também postam poesia de milhares de letras
Vídeos e causos de centenas corrupções
São centenas de rabiscos de valor reduzido
Captação de 1,3 milhões, danada
“Mas, não tem nada haver, o valor é justificável”
A cantora merece!
Moedas que faltam para publicar uma foto
Centavos além da intera para se publicar no YouTube
Bethânia de peixes gordos e fortes faça pelo menos um link
Dos cofres culturais aos pedidos de esmolas dos Blogueiros pobres deste Brasil
Lei Rouanet de Blogueira danada
Imagina quanto será seu Twitter, seu Facebook?
Renuncia fiscal do pobre contribuinte que ficará um milhão sem investimento
Por que um único Blog de milhões não divide a captação com os milhares de Blogueiros na ativa do Brasil?
Ache bom ou ache ruim, rastreamos poesia de graça para a nação de poucos privilegiados, isto!

Fonte: Blog Rastreadores de Impurezas

Fatinha Gomes - Cantora, Comunista e Educadora

Descente dos nativos desta terra, Maria de Fátima Gomes dos Santos, docemente chamada de Fatinha Gomes aprendeu desde cedo como muitas marias nesta vida a perceber o quanto é injusto o capitalismo. Cantora, comunista, educadora, poeta e feminista. Fatinha encontrou na arte uma forma de humanizar e de lutar. (foto: Allan Bastos)

Alexandre Lucas - Quem é Fatinha Gomes?

Fatinha Gomes - Sou Maria de Fátima, brasileira, tenho 30 anos, filha natural da Cidade do Crato, descendente indígena e espanhola. Militante política, cantora, estudante do Curso de Pedagogia da URCA e observadora de todas as linguagens artísticas que vivencio.

Pertenço a uma família que tem como matriarca uma linda sertaneja: Dona Inês.

Curto muito os movimentos sociais, adoro o espaço verde do Cariri, acredito convictamente numa força criadora que rege o universo, sou muito curiosa por assuntos transcendentais ligados a manifestações religiosas afro-descendente, orientais, e pesquisas voltadas para materialismo-histórico-dialético. Rsrsrs!!!

Tenho uma preocupação voltada para a infância, apoio instituições que trilham planos de ação que favoreçam a educação voltada para crianças e jovens, e que tenha como principio a liberdade e a emancipação do ser humano na sua mais plena realização.

Sou louca por povão, por muita gente (...). Identifico-me com pessoas de comunidades periféricas da minha região, aprecio o que é simples. Posso passar horas conversando sobre vários assuntos, fico muito feliz ao poder me comunicar.

Aprecio os conflitos saudáveis do dia-a-dia, aqueles que nos desmascaram, nos fazem mostrar quem realmente somos.

No mais eu vivo intensamente no campo subjetivo das emoções,sou demasiadamente viva,vivo plenamente e admiro a humanidade por sua diversidade cultural,étnica,geográfica,social,tudo enfim.
Sou perdidamente apaixonada por gente, alucinada por história de vida, por trajetórias pessoais dos amigos que me rodeiam.

Sou muito complexa, intensa, tensa, viva e densa!

Alexandre Lucas -
Quando teve inicio seus trabalhos artísticos?

Fatinha Gomes - Muito cedo. Eu tive uma infância muito difícil, ainda criança eu já gostava de cantar, interpretar e dançar, tudo isso para fugir um pouco da realidade em que vivia. Minha casa e a escola onde eu estudava eram os espaços onde manifestava as primeiras inclinações artísticas. Tive meu primeiro curso de dança na SCAC- Sociedade de Cultura Artística do Crato, com a professora Tia Edmar.Foi quando comecei a minha militância com artistas na UEC - União dos Estudantes do Crato onde pude me auto-afirmar através da música,da pintura,da poesia.Nesses primeiros passos pude contar com artistas como Cleivan Paiva,onde vivenciei minhas primeiras aulas de violão e foi com ele também que conheci o CHAMA.Paulinho Lacerda foi meu grande companheiro e incentivador na música.

Alexandre Lucas - Você vem da periferia, isso tem proporcionado um olhar diferente sobre arte?

Fatinha Gomes - Ainda sou de lá, faço parte de tudo o que diz respeito ao meu povo e minhas raízes. Vejo-me em cada um e em cada criança.

O meu olhar se subverteu muito, a arte é o nosso grande estandarte, creio que ela é um importante instrumento de emancipação para todos independente da nossa posição social. A arte pode promover empoderamento intelectual, a arte movimenta nossas possibilidades de sobrevivência e convivência humana. Costumo dizer que não era fácil no meu tempo, mas hoje, com os editais de políticas públicas voltados para arte e para a cultura algumas demandas foram viabilizadas e muitos podem ter na arte um instrumento muito educativo, um intermediador de luta e identidade de um povo.

A periferia é um espaço notável de talento, produção e inspiração artística.

Alexandre Lucas - Quais as suas influências artísticas?

Fatinha Gomes - Muitas. Em se tratando de música eu pude vivenciar do brega, passando pelo baião, jazz...

Hoje posso me deliciar do som da nossa cidade, e em se tratando disso tenho muita admiração pelos grupos populares, o som que vem dos pífanos, dos zabumbas, me remete a ancestralidade, bem como o som dos atabaques e timbres vocais. Tenho respeito por todos os grupos do Cariri, minha maior influência é a resistência de todos eles.

Artistas como você, Ibertson Nobre,João do Crato,Abidoral Jamacaru,Geraldo Júnior,Dihelson Mendonça,André Saraiva,Herdeiros do Rei,Paulinho Lacerda,Luiz Carlos Salatiel,Cleivan Paiva,Zabumbeiros Cariri,Ermano Morais ,Samuel Macedo ,Lifanco,Dr Raiz,Cantigar,Janinha Brito,Di Freitas,os diretores de teatro,os mestres da cultura,os grupos de tradição,os cantores de barzinhos,os artistas visuais como Karimai, Chrystian Marques,Ricardo Campos,Nivia Uchoa,Alan Bastos,os cineastas Franklin Lacerda,Rosemberg Cariri,Rayane,Alanny Brito,Samuel Gomes,Netinho,Diego,são minhas grandes influências e a vocês todo o meu respeito,foram vocês entre tantos outros artistas que me fizeram acreditar que a arte pode permanecer viva em qualquer lugar e pode também ser vivida por qualquer pessoa,desmistificando aqui a ideologia do dom e meu olhar.

Alexandre Lucas - Como você ver o cenário musical do Cariri?

Fatinha Gomes - Crescente, latente, fervoroso, tenho paixão por tudo isso, paixão doida, diga-se de passagem.

Vejo nosso cenário musical como um amplo portal, nosso grande ponto de partida para grandes conquistas. Sou uma sonhadora, vira e meche, eu ainda me vejo numa atmosfera encantadora de tudo isso aqui, custa nada sonhar e de vez em quando perder um pouco o peso das dificuldades que enfrentamos em qualquer que seja a profissão que exercemos. Acredito que a união ainda faz muita diferença em qualquer processo de construção histórica a esse grupo que interessa.

Todo dia eu me surpreendo com a quantidade de grupos musicais que surgem na nossa região, fico tão feliz quando vejo adolescentes montando suas bandas,ensaiando,participando de festivais, com suas mais variadas tendências musicais, com suas mensagens, para mim tudo isso merece uma atenção ainda mais especial do poder público. Seria interessante investir em espaços gratuitos para ensaios, criar grupos que facilite a aproximação entre os artistas, cantores e compositores.

Esse misto de artistas mais renomados com os da nova geração é muito atrativo, um vinculo que fortalece e muito nossa edificação histórica musical,o Cariri é tão respeitado e amado por essas características e eu me orgulho muito de ter nascido aqui e eu quero ainda estar viva para ver meu Cariri avançar ainda mais nesse contexto,sou uma grande entusiasta das causas musicais .

Alexandre Lucas - Seu contato com a política tem inicio no movimento estudantil. O que isso
significou?

Fatinha Gomes - Significou muito, pois só a partir daí eu pude entrar em contato com uma juventude estudantil aguerrida, de escola pública, disposta a compreender transformar uma realidade conjunta. Foi aqui também que me senti inserida, me sentia acolhida, esse foi um divisor de águas na minha vida, pois naquele momento era tudo o que eu queria encontrar; uma galera que estivesse a fim de discutir arte, política,educação e cultura numa perspectiva critica.Consegui adquirir percepções menos ingênuas ao iniciar minha leitura de mundo e da realidade através do movimento estudantil.

Tive a oportunidade de alimentar sonhos de entrar para uma universidade, pintar o sete e desenhar o oito. Experimentei no movimento estudantil a maior de concepção de liberdade que alimentava naquela época.Hoje quero dividir minha experiência com a juventude que consigo manter contato.Eu indico.

Não sei exatamente se adquiri um absoluto amadurecimento político, pois sou inacabada, todos os dias aprendo, ensino,reaprendo,construo e desconstruo algumas das minhas convicções, mesmo assim vou trilhando meu caminho sempre.

Alexandre Lucas - Como você ver relação entre arte e política?

Fatinha Gomes - Livremente ligadas, algum momento elas podem se distanciar, mas muito importante quando se trata de exercer uma arte engajada que contenha forma, conteúdo e, sobretudo desígnios de alteração. Nesse caso seria o antagônico da arte pela arte. Arte e política devem estar alinhadas no intuito de promover a livre expressão critica do artista. Nada que prenda ou que oprima mesmo que esteja ligada a o mais poderoso argumento denunciativo, subversivo ou questionador. Arte-politica e liberdade se fazem necessária. Não necessariamente nessa ordem. Exerça.

Alexandre Lucas - Você acredita que artista deve ter um posicionamento político para ter compreensão do seu papel enquanto artista?

Fatinha Gomes - Desde que essa seja uma escolha dele, ninguém pode ser violentado pelas escolhas que faz ou por aquilo que não escolheu. Todos devem ser respeitados por suas opções e partir para um embate dialético. Nesse momento eu defendo uma arte que politize o sujeito, que faça com que ele sinta a força de transformar o meio em que ele atue, que compartilhe estratégias de superação do processo de desumanização causado pelo sistema capitalista.

Alexandre Lucas - Você tem uma preocupação sobre a ocupação do espaço musical pelas mulheres?

Fatinha Gomes - Tenho. Defendo que essa não é uma guerra pelo poder onde um fica submisso ao outro para que as coisas fluam. Homem e mulher têm o mesmo direito de conquista de espaço, mas em se tratando da mulher, eu defendo primordialmente, pois os meninos tiveram sua vez em muitas iniciativas humanas,mas só a pouco tempo é que a nós afloramos esse desejo de atração de espaço,na música como em qualquer outra escolha, esse é um direito que deve ser respeitado,uma etapa histórica que não deve ser queimada e que sucessivamente nos encontremos num ideal de respeito e igualdade de gênero.Que seja breve.

Na música Cariri eu vejo uma chama constantemente acesa nesse sentido. Muitas cantoras como Elisa Moura,Alci Ventura e Janinha Brito,tiveram um papel revolucionário por fazerem parte de uma das primeiras levas de mulheres que começaram sua profissão em barzinhos da cidade do Crato,sem elas seria muito difícil acreditar numa aceitação atual,essas são mulheres que dizem muito por sua capacidade de ultrapassar limites e barreiras impostas durante tanto tempo por uma tradição que agora ruma a tomar um novo formato cultural.Foi observando elas que comecei a me reconhecer e dizer:Eu também quero,eu também posso.

Cantoras como elas,Amélia Coelho,Mestra Margarida,Mestra Zulene,Dona Maria do Horto,Mestra Edite, fazem parte desse grande “domínio feminino”,( só para provocar,rsrsrs), de guerreiras Cariri .Esse espaço é uma grande miscigenação de estilistas,fotográfas,lavadeiras,cordelistas, modelos,desenhistas,prostitutas,estudantes,políticas, rezadeiras,cineastas e artistas visuais denunciam uma gama de anseios e atenções.

Alexandre Lucas - Depois de muitos anos você tira as suas poesias do baú?

Fatinha Gomes - Pois é. Que baú? Rsrsrsrs! Há pouco mais de um ano que eu tenho vivido muitos momentos poéticos na minha vida, tudo acaba se transformando num implexo de palavras, algo que externalizo para verbalizar as minhas observações. O Cariri é meu grande palco, é aqui que eu vivencio essas experiências. Retiro do meu dia-a-dia, da conivência social todas as coisas que escrevo. Sempre tive esse desejo, mas só agora eu me permito escrevê-las e publicá-las .

Alexandre Lucas - Como você caracteriza sua poesia?

Fatinha Gomes - Híbrida,racional, politizada e romântica imperfeita.

Alexandre Lucas - O que representa o Coletivo Camaradas na sua experiência estética e
artística?

Fatinha Gomes - Representa o plano material das ações, retirar do plano mental um discurso e partir para o campo de batalha.Foi no Coletivo onde reencontrei o desejo de pôr em prática e viver muito do que eu acreditava e desejava que fosse uma arte exercida no campo conceitual.
Ousar iniciativas de trabalhar arte na periferia com o Coletivo Camaradas foi muito interessante, pois foi lá onde tive a oportunidade de trabalhar com crianças e jovens.

O Coletivo Camaradas é minha grande “ escola” artística e que me amplia os horizontes para realizações futuras.

O Coletivo Camaradas é a minha casa.
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