sábado, 31 de agosto de 2013

5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense

INSCREVA SEU ESPETÁCULO!




Release

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um evento reconhecido no calendário da cultura cearense e de profunda significação no desenvolvimento das artes cênicas do Cariri, fruto que é da vitalidade e pujança das companhias aqui sediadas. Em 2013, mais uma vez fará brilhar os céus de nossas almas com espetáculos em ruas, praças e palcos. 

O movimento é indispensável à luta em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira a partir da dramaturgia e encenação produzidas no Cariri cearense. Reunirá expressivo contingente de dramaturgos, atores, diretores, produtores e técnicos de companhias de artes cênicas respaldadas pela perseverança e seriedade na pesquisa e realização de seus trabalhos. 

A 5ª edição da Guerrilha do Ato Dramático Caririense tem sua realização prevista para o período de 26 de outubro a 07 de novembro de 2013, no Teatro Ponto das Artes (Sociedade Cariri das Artes, Crato-CE), Casa Ninho (Crato-CE), Teatro Adalberto Vamozi (SESC Crato-CE), Teatrinho da RFFSA (Crato-CE) e em praças e ruas da cidade do Crato-CE.


Regulamento

Apresentação

Artigo 1º - A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um movimento de afirmação da identidade cultural brasileira, a partir da exposição de espetáculos de artes cênicas produzidos e realizados no Cariri cearense, cuja finalidade maior é promover e difundir o teatro, a dança e o circo, contribuindo para seu desenvolvimento, valorização, conquista de plateias e intercâmbio. 

Artigo 2º - A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é uma realização da Sociedade Cariri das Artes em cooperação com companhias e grupos em atividade na região, sendo esta sua 5ª edição.

Artigo 3º - A 5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense acontecerá no período de 26 de outubro a 07 de novembro de 2013, no Cariri, Estado do Ceará, e sua organização e funcionamento são regidos pelo presente Regulamento.

Participação

Artigo 4º - Poderão participar companhias e grupos de teatro, dança e circo em atividade na região do Cariri cearense, com espetáculo de duração mínima de 40 minutos, nas modalidades palco à italiana, espaço alternativo e rua.

Parágrafo Primeiro – Os espetáculos submetidos à seleção terão, obrigatoriamente, que já ter estreado até o ato de sua inscrição, não sendo vedada a participação de espetáculos que tenham sido apresentados em edições anteriores da Guerrilha. 

Parágrafo Segundo – A convite da Comissão Organizadora, sem prejuízo da participação de grupos/companhias locais, companhias e grupos de outras regiões do estado, do restante do país e estrangeiras poderão integrar a programação, como forma de incremento do intercâmbio e compartilhamento de processos criativos.

Inscrição

Artigo 5º - A inscrição na 5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense deverá ser feita EXCLUSIVAMENTE em Encontro de Agendamento, a ser realizada no dia 10 de setembro de 2013 (terça-feira), às 18h, no Teatro Ponto das Artes, Rua Nelson Alencar, n° 420, Centro, Crato-CE, Tel.: (88) 3523.5148 | (88) 8801.0897 | (88) 9960.4466, com a seguinte pauta:

1. História, Princípios e Fundamentos da Guerrilha do Ato Dramático Caririense;
2. Inscrição de espetáculos pelos grupos e companhias presentes;
3. Definição de locais, datas e horários de apresentação;
4. Formatação da Programação Oficial pelo Coletivo de Grupos e Companhias da Guerrilha. 

Parágrafo Primeiro – Não será permitida a inscrição de espetáculo cujo grupo/companhia não esteja representado no referido Encontro de Agendamento. 

Parágrafo Segundo – Para efetivar a inscrição, é obrigatória a apresentação dos seguintes itens:

a. Ficha técnica básica com elenco, corpo técnico e necessidades técnico-operacionais;
b. Sinopse;
c. Mapa e planilha de iluminação;
d. Vídeo completo do espetáculo (ou link de acesso na internet);
e. Até 3 fotos em boa resolução;
f. Relação nominal dos integrantes com nome completo, número de RG, CPF e Registro Profissional (caso tenha);
g. Termo de cessão de direitos/autorização de montagem emitida pelo autor, SBAT ou outro órgão de representação legal;
h. Breve currículo da companhia/grupo. 

Parágrafo Terceiro – A ficha de inscrição aqui tratada, assim como as informações nela indicadas, poderão ser solicitadas pelo endereço eletrônico 

cariridasartes@yahoo.com.br 

ou coletadas no blog 

http://guerrilhadoatodramaticocaririense.blogspot.com.br/

ou, também, na página

https://www.facebook.com/GuerrilhaDoAtoDramaticoCaririense

Parágrafo Quarto – Os grupos/companhias convidados deverão realizar inscrição entregando pessoalmente ou enviando o material elencado no Parágrafo Segundo do presente Artigo, via correios, com Aviso de Recebimento (AR), para o endereço abaixo: 

SOCIEDADE CARIRI DAS ARTES 
5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense 2013 
Rua Nelson Alencar, 420 
Centro, Crato-CE, CEP: 63.100-110 

Cachês

Artigo 6º – Cada grupo/companhia receberá, por espetáculo apresentado, o correspondente ao rateio, em partes iguais, da receita líquida do arrecadado na bilheteria de todos os espetáculos realizados em espaços fechados e dos recursos advindos de patrocínio/s para este fim. 

Parágrafo Único – Entende-se por receita líquida o resultado obtido após a subtração das despesas com energia elétrica, camarim e serviços de terceiros, da arrecadação geral da Guerrilha (bilheteria e patrocínios).

Disposições Gerais 

Artigo 7º – A 5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense será composta de espetáculos selecionados e convidados.

Parágrafo Único – A quantidade de espetáculos será determinada pela Comissão Organizadora, observando o princípio da inclusão e cultural de grupos e companhias do Cariri cearense e a prática de intercâmbio com outras regiões, estados e países.

Artigo 8º – Cada grupo/companhia será responsável por suas despesas referentes a deslocamento, alimentação e hospedagem, sendo o camarim, de responsabilidade da organização da Guerrilha. 

Artigo 9° – A divulgação geral do movimento será de responsabilidade de grupos e companhias integrantes da programação, a partir de material impresso e virtual fornecido pela Comissão Organizadora da Guerrilha.

Parágrafo Primeiro – Caberá aos grupos/companhias a produção de peças de marketing virtual e divulgar seus espetáculos na rede mundial de computadores, podendo, também, às suas expensas, mandar confeccionar divulgação impressa e utilizar-se de outros meios que lhes forem possíveis.

Parágrafo Segundo – Os grupos/companhias deverão, através de seus membros, cooperar na divulgação de cada espetáculo em particular, compartilhando postagens em seus perfis, bem como nas redes sociais e distribuindo releases via mala direta.

Artigo 10 – A Curadoria dos espetáculos selecionados e convidados caberá à Comissão Organizadora designada pela Sociedade Cariri das Artes, ouvindo o Coletivo de Grupos e Companhias da Guerrilha, podendo ser solicitado apoio técnico e consultoria de pessoas com notório conhecimento na área.

Artigo 11 – A data, horário e local de cada espetáculo serão definidos no Encontro de Agendamento, a ser realizado no dia 10 de setembro de 2013, às 18h, no Teatro Ponto das Artes.

Parágrafo Único – A Programação Oficial será publicada até o dia 30 de setembro de 2013.

Artigo 12 - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora da 5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense, depois de ouvido o Coletivo de Grupos e Companhias da Guerrilha. 


Crato-Cariri-Ceará, 29 de agosto de 2013.


A Guerrilha do Ato Dramático Caririense



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Claudia Leitão - A dimensão econômica da cultura precisa avançar


A ex-secretária de Cultura do Estado do Ceará, a  pesquisadora e gestora cultural, Claudia Leitão foi uma das principais formuladoras e incentivadoras da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura. A professora acredita que é avalia que o Brasil avançou na dimensão simbólica e cidadã nos últimos anos, mas ressalta que é preciso avançar no campo econômico da cultura.  

Alexandre Lucas - Quem é Claudia Leitão?

Claudia Leitão - Uma professora e pesquisadora brasileira, uma gestora cultural apaixonada pela reflexão sobre as políticas públicas de cultura, especialmente, sobre as conexões entre a cultura e o desenvolvimento. 

Alexandre Lucas -  Como se deu sua inserção no campo das Políticas Públicas para Cultura?

Claudia Leitão - Eu me graduei em Direito e, em seguida, em Música. A cultura e o conhecimento científico sempre atravessaram a minha vida. De início, através dos estudos da flauta, no Conservatório Alberto Nepomuceno, em Fortaleza. Depois, graças ao meu  doutorado em Sociologia na Sorbonne, em Paris. A descoberta da cultura, na perspectiva das políticas públicas, acontece dentro da minha trajetória acadêmica na Universidade Estadual no Ceará, quando coordenei a primeira especialização em Gestão Cultural. Mas, certamente, meu grande "mergulho" no universo das políticas públicas da cultura se deu quando fui secretária de cultura do Ceará, entre 2003 e 2006. Esses quatro anos mudaram meu olhar sobre meu Estado mas, também, sobre minha vida acadêmica. E esse "divisor  de águas" se dá quando, no início da minha gestão, inicio com minha equipe o  planejamento da Secult. O Plano, produto desse processo, tornou-se um documento fundador de nossa gestão, uma declaração política da nossa decisão de trazermos para o Estado a tarefa de liderança na formulação, implantação, monitoramento e avaliação de políticas públicas (e não governamentais,!) de cultura. O mais interessante foi a coincidência de termos, naquele momento, chegando ao MinC, o ministro Gilberto Gil. Esse "encontro" foi muito inspirador e resultou em muita cumplicidade entre o Ceará e Brasília durante quatro anos.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Claudia Leitão -  Minha graduação em Direito me levou a fazer mestrado em Sociologia Juríica na USP. Minha licenciatura em Educação Artística me instigou a fazer  doutorado em Sociologia na Sorbonne. Penso que essas formações que parecem díspares, são absolutamente necessárias e afins quando falamos em políticas públicas e gestão cultural.

Alexandre Lucas – Um dos focos da sua área de pesquisa é o desenvolvimento sustentável.  Qual a relação entre cultura e desenvolvimento?

Claudia Leitão - As relações entre cultura e desenvolvimento são antigas, mas a sua compreensão vem se transformando, especialmente, ao longo do século 20. De início, a cultura foi considerada uma variável determinista do desenvolvimento e, por isso, tornou-se praticamente um "fatalismo" a favor ou contra o chamado "desenvolvimento" de povos e civilizações. Essa visão foi responsável por inúmeras intervenções ou projetos equivocados de desenvolvimento, quase sempre "exógenos" e, por isso, distantes dos desejos das populações para quem foram destinados. Nas últimas décadas do século 20 e início do século 21, inicia-se uma etapa mais alvissareira nas relações entre cultura e desenvolvimento. Ela vai dar lugar a uma visão "endógena" do desenvolvimento, ou seja, a um "desenvolvimento com envolvimento" das comunidades e populações. Nesse momento, a cultura deixa de ser uma "condenação" mas passa a ser um a priori para o empoderamento e o protagonismo dos indivíduos. E mais. A cultura passa a ser considerada pela Convenção da Diversdade Cultural, produzida pela Unesco, como o quarto pilar do desenvolvimento, ou seja, a cultura passa a qualificar os modelos de desenvolvimento no novo século.

Alexandre Lucas – Como você avalia a políticas públicas para cultura no Ceará?

Claudia Leitão - Um dos problemas relativos às políticas públicas no Ceará, mas também em todo o pais, sejam essas políticas culturais ou não, é o relativo à continuidade ou à perenidade das mesmas. Políticas de Governo no Brasil ainda são compreendidas e tomadas como políticas de Estado. O resultado é que muitas políticas, programas e ações sofrem com sua descontinuidade. No plano federal, estadual e municipal essa problemática acontece e é danosa para o Brasil.
 
Alexandre Lucas - O que é a Economia Criativa?

Claudia Leitão - O conceito de economia criativa está em construção, especialmente no Brasil, um país que poderá liderar, na próxima década, a construção de um modelo de desenvolvimento local e regional para o mundo, a partir da formulação de políticas públicas para a criação, produção, circulação, difusão, consumo e fruição de bens e serviços culturais e criativos. A dinâmica econômica dos bens intangíveis não é a mesma da indústria tradicional. E, por isso, carece de estudos e pesquisas, para que sejam produzidos diagnósticos dos setores culturais, em suas especificidades, além da necessidade de se mapear as vocações regionais. Mas, não tenho dúvida que a diversidade cultural brasileira poderá se tornar um ativo econômico importante para a inclusão produtiva em nosso país.

Alexandre Lucas -   Uma das críticas a Economia Criativa é sobre risco de mercantilização da produção artística. Como Você ver essa questão?

Claudia Leitão - A ausência de políticas públicas que intervenham e estabeleçam regras para os mercados, acaba permitindo  que essas mercantilização se dê da forma radical e excludente. Por isso, é tarefa do Estado enfrentar as assimetrias produzidas pelo sistema capitalista, estabelecendo as " regras do jogo" para a economia,especialmente, para a economia da cultura, garantindo, enfim, sua sustentabilidade.

Alexandre Lucas -  A partir da gestão do primeiro Governo Lula o país vive uma nova conjuntura no campo das Políticas Públicas para Cultura, o que gerou um novo protagonismo dos movimentos culturais da cultura. Qual a sua percepção em relação a essa questão?

Claudia Leitão - Penso que a partir do Governo Lula, o Ministério da Cultura alçou novos patamares na formulação de políticas públicas para a cultura. O programa "Cultura Viva" é o exemplo de uma política cultural que privilegia e reconhece a ação dos pequenos, ou seja, daqueles que produzem cultura nos territórios mais longínquos do país. Mas, se o MinC avançou nas dimensões simbólica e cidadã da cultura, considero que a dimensão econômica necessita ainda avançar. Os desafios da Secretaria da Economia Criativa são grandiosos: produzir dados confiáveis sobre o campo cultural e criativo brasileiros, formar profissionais qualificados, oferecer fomento aos empreendedores criativos e definir marcos legais que permitam o florescimento da economia criativa brasileira.

Alexandre Lucas -  Um dos grandes  desafios para as políticas públicas para a cultura  é a criação de um marco legal que garanta a sustentabilidade financeira. Como é o caso da PEC 150 que prevê a garantia de 2% do orçamento da União, 1,5% dos Estados e 1% dos Municípios para a Cultura.  O que representa isso para o desenvolvimento do país?

Claudia Leitão - Aos poucos, o campo cultural vai conquistando garantias jurídicas. Os "direitos culturais", direitos de terceira geração, hoje são considerados direitos humanos fundamentais. A legislação recém aprovada do Sistema Nacional de Cultura é estratégica para o avanço da políticas públicas de cultura no pais. Mas, não acredito que a PEC 150 seja aprovada a curto prazo. De qualquer forma, outros marcos legais precisam ser criados, e talvez sejam mais viáveis a curto ou médio prazos. São marcos trabalhistas, previdenciários, tributários, civis, administrativos, entre outros. Precisamos de uma Frente Parlamentar da Economia Criativa Brasileira, antes que os chineses inviabilizem as dinâmicas econômicas dos nossps bens e serviços culturais.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Toni C - O mano da Nação Hip-Hop


Artista multimídia, autor do romance "O Hip-Hop Está Morto!" e do documentário É Tudo Nosso!, organizador do Hip-Hop a Lápis. Membro da Nação Hip-Hop Brasil e editor audiovisual da TV Vermelho, Toni C é um dos expoentes que vem narrando a história de diversidade e complexidade do Movimento Hip-Hop Brasil.    



Alexandre Lucas - Quem é Toni C?

Toni C - É um cara, como qualquer outra pessoa, que é e faz muitas coisas. Pra facilitar pode ser classificado como multimédia, artista e ativista. Autor de alguns livros sobre Hip-Hop, o mais atual é a biografia de Sabotage, ou seja, sou mais um louco sonhador.


Alexandre Lucas - Como ocorreram os seus primeiros contatos com arte?

Toni C - Desde o nascimento, seguramente. Porém dessa época não tenho muitas lembranças.

Alexandre Lucas - Como surgiu o Hip-Hop na sua vida? 

Toni C - Na infância me lembro de ver o break nos programas Raul Gil,  Barros de Alencar também e na São Bento, bem pequeno passeando com meus pais via aqueles malucos...  Ouvia os balanços, que era como a gente chamava o Rap naquele tempo, na escola, com meus primos mais velhos e do som da escola de samba do bairro, a Mocidade Alegre.

Alexandre Lucas -  Fale da sua trajetória: 

Toni C - Estou ainda trilhando essa trajetória, feito à custa de muita sola de tênis, pedaladas de bike, passando por quebradas, escolas públicas, quadras de basquete, movimento estudantil e sem dúvidas o Hip-Hop.

Alexandre Lucas - Como você avalia o Movimento Hip-hop na atualidade? 

Toni C - Rapaz, é complexo essa questão. Tanto que escrevi um livro a respeito, chamado "O Hip-Hop está Morto!" está cultura está passando por uma transição, uma transformação grande com componentes que vão desde o mercado fonográfico até questões geracionais, passando pela discussão de gênero e o regionalismo. Enfim, quer saber mais, leia o livro.

Alexandre Lucas - Você foi um dos responsáveis pela criação da Nação Hip Hop Brasil. O que é mesmo essa Nação?

Toni C - Fui não, sou responsável, tenho orgulho em pertencer a esta organização desde sua fundação. A Nação Hip-Hop é uma rede formada por gente do Hip-Hop de todo o país que percebe dificuldades parecidas em produzir e difundir nossa cultura, ou seja, em Fortaleza ou aqui em São Paulo, e uma vez identificado problemas comuns, podemos encontrar soluções semelhantes. Hoje nossa organização é considerada a maior entidade de Hip-Hop da América Latina.

Alexandre Lucas -  A Nação Hip-Hop vive um processo de reconstrução? 

Toni C - Reconstrução permanente, de si própria, do movimento Hip-Hop e da sociedade. Quer somar nesta construção? Acesse o site da entidade (www.nacaohiphopbrasil.com.br) e venha fazer parte você também.

Alexandre Lucas - Você vem narrando nos últimos anos parte da história do Hip-Hop. Qual a importância desse trabalho? 

Toni C - A história oficial do Brasil não tem a participação dos negros, não tem participação dos verdadeiros brasileiros, que os "descobridores" chamaram de índios, afinal estavam descobrindo a Índia. Pois bem, parafraseando meu parceiro  Hot Black na música É Tudo Nosso:

"Onde está escrito que estou sujeito
a ser nota de rodapé
 
dos livros de história
sem glória"
Sairmos da nota de rodapé para as capas do livro, hoje somos os escritores, os personagens, as fontes, os pesquisadores... A história é sempre contada pelo ponto de vista dos vencedores. Taí duas coisas que precisamos fazer: vencer e escrever a nossa própria história.

Alexandre Lucas - Como você caracteriza o seu trabalho? 
Toni C - Luta. Luta política, luta ideológica e a batalha de ideias é a mãe de toas as batalhas.

Alexandre Lucas - Quais os seus próximos trabalhos?
Hoje meu trabalho é mostrar a todos meu novo filho recém nascido: A biografia de Sabotage: Um Bom Lugar. (www.literaRUA.com.br)




Saiba mais sobre o trabalho de Toni C:
Toni C. é autor do romance "O Hip-Hop Está Morto!" – A História do Hip-Hop no Brasil, organizador dos livros #PoucasPalavras de Renan_Inquérito, Um Sonho de Periferia, Hip-Hop a Lápis e Literatura do Oprimido e colaborador da revista Rap Nacional.

Social
Secretário de cultura da Nação Hip-Hop Brasil e da ORPAS - Obras Recreativas Profissionais, Artísticas e Sociais.

Audiovisual
Diretor do documentário É Tudo Nosso! O Hip-Hop Fazendo História. Editor da TV Vermelho e pesquisador do programa Estação Periferia - TV Brasil.

Prêmios
Ganhador do prêmio Cooperifa, recebeu Menção Honrosa pela Câmara de Marília. É reconhecido como uma das pessoas mais influentes da cultura brasileira, através dos prêmios Tuxáua e Escola Viva, pelo Ministério da Cultura. Foi congratulado pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul com a Medalha Comemorativa da 53ª Legislatura do Estado.

Bibliografia Completa:

Antologias
Hip-Hop a Lápis - O livro (2005)
Hip-Hop a Lápis 2 - Literatura do Oprimido (2010)
Um Sonho de Periferia (2011)

Romance
"O Hip-Hop Está Morto!" - A História do Hip-Hop no Brasil (2012)

Biografia
Um Bom Lugar - Biografia Oficial de Mauro Mateus dos Santos - Sabotage (2013)

Prefácio e comentários
Colecionador de Pedras - Sérgio Vaz (2006)
Trajetória de Um Guerreiro - DJ Raffa (2008)
Rap Dez - O Primeiro rapper dos Quadrinhos -Marcio Baraldi (2011)
Do Conto à Poesia - Alessandro Buzo (2011)
#PoucasPalavras - @RENAN_INQUERITO (2011)

Veja essa e outras entrevistas no Blog das Entrevistas: www.blogdasentrevistas.blogspot.com  



SESC Unidade Juazeiro do Norte apresenta:


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Museu Vivo!


SESC Crato Apresenta:



No último dia do AO GOSTO POPULAR (30/08), uma programação farta a partir das 16 horas no estacionamento do Sesc Crato.

Mostra de cultura e arte:
Grupos do MESA BRASIL e seus convidados: Grupo A Gente do Coco - Mestra Edite; Grupo Cintura Fina - Mestra Zulene Galdino.

E para encerrar o dia, muito forró com Ana Paula Nogueira, às 20 horas!

Vem forrozar!


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A invasão vai Começar!


Pôr do Sol do SESC!


A unidade Sesc Crato em parceria com o CCBNB - Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil, apresentam Música ao Por do Sol do mês de agosto, com Babilak Bah.

"Criador compulsivo e dono do que se pode chamar de “teimosia artística”, Babila...k se autodenomina mais um “propositor” e “um artista do ruído” do que um compositor e o que norteia o seu fazer artístico em 20 anos de carreira é a persistência de construir um trabalho autoral, singular, com identidade própria.
O show conta com novos instrumentos, idealizados por Bah e construídos com o auxílio do músico e compositor Waldo Lima do Valle e com o acompanhamento de Johnny Herno e Tiago."

Dia 17/08, 17h30, na Pracinha do Cruzeiro (Ladeira da Integração).

Não faltem!!!!! \o/

Janinha Brito no Cantinho do Pimenta!

E na Sexta Quinteto, samba de qualidade!


Sesc Crato apresenta: Armazém do Som com A.R.51 "A invasão começou".

A.R. 51 é uma banda de Hard rock e Heavy metal, teve seu inicio em agosto de 2009 e traz em seu som algo bem rebuscado e simples, sendo assim tratado por todos como uma válvula de escape. A banda já passou por algumas formações antes da atual, mas hoje firmes procuram manter a sonoridade E.T. característica da banda, um som com influências do hard rock e do metal contendo em suas letras a realidade da sociedade e da convivência ácida que temos no nosso dia-a-dia. O som da banda tem características vocais do o hard rock/heavy metal contendo screamers e driver forte, guitarras bem distorcidas e com efeitos psicodélicos, baixos com bastante peso, baterias rápidas e pesadas... Tudo isso para fazer o mais perfeito rock n roll.

Dia 15
20h
No teatro do Sesc Crato
Gratuito




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Comunidade se mobiliza para trocaria no Crato


Diversas são as formas de organização e criatividade popular. Na comunidade do Gesso, na cidade do Crato, diversas organizações estão mobilizadas para realização de uma feira de trocas.   A “Trocaria” na Comunidade do Gesso tem como objetivo envolver a comunidade em ações coletivas e solidárias, através da troca de  revistas, livros, roupas, móveis, CDs, objetos de artes, antiguidades, serviços   e até mesmo trocas de experiências e afetos.

A trocaria terá ainda tenda com informações em Educação e Saúde, distribuição de mudas frutíferas, apresentação do espetáculo a Comédia da Maldição da Companhia Brasileira de Teatro Brincante e ensaio aberto do grupo de tambores Zabumbar. A primeira ação acontecerá na tarde do domingo do dia 25 de agosto.      

A Trocaria na Comunidade do Gesso é fruto da parceria do Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA, Coletivo Camaradas, Companhia Brasileira de Teatro Brincante, Projeto Nova Vida, Zabumbar e a comunidade do Gesso.  

A ação será realizada no ultimo domingo de cada mês. A população pode contribuir fazendo doações de objetos e serviços. As doações devem ser entregues no Projeto Nova vida, localizado na Rua São Francisco, 58 – Comunidade do Gesso. Pessoas e grupos interessados em participar do projeto entrar em contato pelo número:   (88)96616516. 




quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Minha Aldeia! Por: Wilton Dedê

Bom dia Minha aldeia
Hoje estou triste 
Acho que você está morrendo
Acho que você Agoniza e dorme
E está indo lenta
Alguns guerreiros ficaram
Mas estranhamente silenciaram
Já não lutam por ti
Os que se foram já não falam
Mas de longe choram
E rezam por por ti
Alguns abandonaram a luta
E assistem de longe a tua lenta agonia
Os mortos não fazem barulho,
Precocemente silenciaram
a Fé hoje é passado,
esvaiu-se entre as salas escuras
e as negociatas impiedosas
Hoje o teu ar
tem cheiro azedo de política.
Há! minha aldeia
Queria ouvir de novo a tua musica
Sentir o teu cheiro
O teu ar
Não quero ouvir o teu réquiem
Há! Minha aldeia
Insisto em dizer que te amo,
No teu chão aprendi a caminhar,
A minha vida embrenhada em ti
Me ensinou o que é paz
Sou prenhe de amor por ti
As vezes penso
que foges de minhas mãos,
Por isso sigo te buscando
e me negando a te abandonar
(IMAGEM:BLOGUEDOPEDRAO.COM)



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Odara-É Proibido Proibir

O TROPICALISMO foi um movimento artístico surgido em 1967, no Brasil, que atingiu as esferas da música, cinema, artes plásticas e poesia. O movimento buscou reinventar as artes brasileiras, sobretudo a música, e romper com as tendências nacionalistas defendidas por setores de esquerda que queriam afastar a arte brasileira da influência norte-americana. O marco inicial foi o Festival de Música Popular realizado em 1967 pela TV Record. Seus principais representantes foram os músicos Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os mutantes e Novos Baianos; o produtor musical Rogério Duprat, o maestro Júlio Medaglia, os escritores José Agrippino de Paula e Torquato Neto, o teatrólogo José Celso Martinez Corrêa e os artistas plásticos como Lygia Clark e Hélio Oiticica, entre outros, fizeram parte de um projeto criativo que resultou no disco-manifesto "Tropicália ou Panis et Circensis". Embora muito criticado, o movimento modernizou a cultura brasileira, incorporando e desenvolvendo novos padrões estéticos.

*ODARA – É proibido proibir*

Dia 09/08 a partir das 22h

AMBIENTE MUSICAL:

--> Verde, Amarelo e Vinil
(Janinha Brito – Voz; Cidinho – Violão; Weskley Sousa – Guitarra; Sávio Sousa – Baixo; Rodrigo Moura – Bateria)

Discotecagem:
- Ramón Kesllen
- Gugga Leroy

AMBIENTE "BABA ANTROPOFÁGICA":

Exibição dos trabalhos dos poetas, artistas plásticos, teatrólogos e maestros que fizeram história na época da tropicália.

Local: Chácara Espaço Eventus (Rodovia Crato-Juazeiro – próximo à passarela/por trás da TV Verdes Mares)

Entrada: R$ 6,00 (até às 23h) / R$ 8,00 (a partir das 23h)

Traje: Tropicália (Opcional)

PISCINA LIBERADA!


Chácara Espaço Eventus

Por trás da TV Verdes Mares


Compartilhe esse cartaz no face e concorra no dia do evento à uma Tatto Permanente  no valor de 100 r$,  da Aero Crazy Tatoo,  Bruno Tavares, sorteio no dia do Evento


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