quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fotos do Artista Fidel Charlie




Fidel Charlie-Fotografia

Xilogravura! Por: Revista Arte e Plural

Maércio

Foi em 1999 que Maércio teve seu primeiro contato com a Xilogravura, nesta ocasião, ele talhou esse trabalho usando uma faca e uma tábua que ganhou do poeta e gráfico, Luciano Carneiro. Esta Xilogravura representando a fachada do Seminário São José, compunha seu livreto de Cordel “Breve histórico da fundação do Seminário São José do Crato”. “Apesar de muito grosseiro, o fato de eu “ter aprendido” a fazer xilogravura facilitava o trabalho na gráfica, pois não eram tão fáceis as encomendas com os gravadores de Juazeiro do Norte”, lembra o artista. Na época o único xilógrafo residente em Crato era Walderêdo Gonçalves, mas já não estava trabalhando, devido à idade avançada e os problemas na visão. Um outro xilógrafo chamado Geraldo Maranhão também fazia gravuras para a Academia, mas morava em Santana do Cariri. Então, Maércio, passou a receber encomendas da gráfica “Coisas do meu sertão” pertencente à Academia dos Cordelistas do Crato, o qual prestou serviço como xilógrafo de capa por um ano e meio.


O aprendizado se deu ao longo de anos. No princípio o trabalho de Maércio era feito as pressas, pois além de xilógrafo ele ensinava Filosofia no Seminário São José além de estudar letras na Universidade Regional do cariri – URCA, restando pouco tempo para se dedicar a xilogravura. Admitindo que o tempo fosse minguado, em 2000, ele começou a trabalhar junto com Carlos Henrique que segundo o artista: “é muito habilidoso na escultura e no trato com as madeiras em geral. Dei-lhe apenas algumas dicas, entre as quais a de que a tábua deveria ser uma espécie de carimbo”. Seu trabalho foi logo aceito com entusiasmo. Foi aí que o artista descobriu que uma pequena xilogravura de capa de cordel poderia tomar outros rumos mais detalhados.


Carlos Henrique - CH desenvolveu ferramentas de corte mais apropriadas, deu melhor atenção ao lixamento da madeira, enfatizou o corte preciso e nítido, e isso tudo resultava numa xilogravura que embelezava as capas de cordel. “Então, durante muitos sábados, o dia todo, em sua simplória oficina, tomei valiosas lições de CH, e sob a orientação dele comecei a preparar matrizes de tamanho grande. Mas para atingir o que eu tinha em mente, eu tive de me afastar em alguns pontos dos ensinamentos de CH. Mas sem esse tempo de aprendizado junto a esse artista, meu trabalho não seria possível”, conta Maércio. Durante um tempo o artista chegou a perder o interesse na xilogravura e somente em 2005, através de algumas leituras, tomou consciência da grandeza dessa arte, conhecendo os trabalhos de Alberto Dürer e as gravuras feitas sobre os desenhos de Gustave Doré. Assim ele decidiu se entregar ao aperfeiçoamento dessa técnica.


Para Maércio tudo começou com o cordel. Antes de entrar na arte da xilogravura, vários artistas gravadores arriscam escrever cordéis. Com sucesso, diga-se de passagem. Com o artista Maércio Lopes isso não poderia ser diferente. De 99 para cá, publicou dez cordéis e como membro da Academia dos Cordelistas do Crato assume essa literatura como parte da missão cultural que desenvolve. “Tanto assim, que uma das minhas gravuras, a que eu acho mais significativa, tem por tema a leitura e o cordel”.

O artista participa de coletivas desde 2007. A primeira foi a coletiva “Incisão”, do Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB, em Juazeiro do Norte e a Mostra “O Cariri é aqui”, em Fortaleza, no mesmo ano. Maércio também Expôs com Carlos Henrique e Guto Bitu, no Maria Café, em Crato e na Mostra Desusa de Artes Visuais, da Universidade Regional do Cariri - URCA, trabalho este intitulado “Ao Senhor das Nações”, que inclusive está no cartaz e panfleto do evento.

Somente este ano, Maércio conquistou seu reconhecido destaque em duas exposições individuais. A primeira, nos meses de maio e junho, no Espaço Cultural Coletivo Malungo que reuniu dez peças numa exposição “Cenas de um Cariri”. E a segunda chamada “Impressão de Mundos” que reúne 35 xilogravuras e estão em exposição durante este mês de julho na Galeria do SESC-Crato. Esta mostra faz parte do Projeto Moldura Itinerante desenvolvido pelo Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da URCA e consiste no empréstimo de molduras para expor obras de artes visuais.



O que caracteriza a gravura do artista é evidente: o cuidado dado aos detalhes. O artista procura convencer o expectador de que o detalhe é também essencial. Com isso, Maércio deseja causar o deslumbramento, a interrogação, o espanto diante de uma coisa nova e considera a sua arte apologética. Maércio preocupa-se em demonstrar que a gravura em madeira pode ir por caminhos surpreendentes. “Quero que a xilogravura interesse a mais pessoas, cujo gosto não se satisfaz com o nosso modelo tradicional, que, aliás, gosto e admiro. Mas a madeira, no sentido literal, é a “tábula rasa”, onde se pode gravar o que se desejar e atende ao projeto tanto de uma xilogravura clássica como aos requisitos da arte contemporânea”.

Três figuras importantes na cultura da nossa região!

Ibertson Nobre

Ibertson Nobre
Orgulho da música caririense, arranjador, pianista, sanfoneiro, diretor da banda base do Festival Cariri da canção, estudante de música da UFC, um dos meus maiores ídolos!

BETO LEMOS

BETO LEMOS
rabequeiro, violonista, violeiro, sanfoneiro, e compositor!

Jackson Bantim

Jackson Bantim

Cinema no Cariri

Baseado em causos populares o filme “As Sete Almas Santas Vaqueiras” de Jackson Bantim resgata a lenda de um sertanejo que mantinha uma vida desregrada e que a partir de uma tragédia familiar tem a sua história transformada, num misto de magia e de manifestações da cultura do povo.
A produção do Filme teve início em outubro do ano e as filmagens externas foram produzidas no Distrito de Santa Fé, na cidade do Crato e contou com uma produção genuinamente caririense e contou com uma produção genuinamente do Cariri, desde o elenco aos técnicos.
Para o dramaturgo Cacá Araújo, que tem participação no elenco do filme, um dos destaques é o resgate de um causo popular desconhecido do grande público e o envolvimento de artistas, produtores e técnicos da região. Ele ressalta que essa participação demonstra a capacidade produtiva na área artística e cultural do Cariri.
O filme também apresenta uma das ultimas imagens audiovisuais do poeta, artesão, folclorista e músico, o Mestre Correinha que faleceu em dezembro de 2008. O grupo de Coco da Mulheres da Batateira da Mestre Edite Dias e a Lapinha da Mestra Zulene Galdino fazem parte da estética cinematográfica do cineasta Bantim.
Exibição dia 17 de Maio de 2009, as 19h no Cine Teatro Municipal Salviano Saraiva, Patrócinio: Prefeitura Municipal Crato, Secretaria de Cultura do Crato e Universidade Regional do Cariri/URCA.
O filme é resultado de um esforço pessoal em parceria com artistas, produtores e técnicos do audiovisual e o incentivo da Secretária de Cultura do Crato e da Universidade Regional do Cariri/URCA. O filme tem a co-produção do grupo de pesquisa IMAGO/URCA.

O reggae que conquistou o Cariri!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

EXPOANIME Cariri




CRONOGRAMA EXPOANIME CARIRI

SEXTA FEIRA 02/09

ATIVIDADE




HORA

LOCAL
Exibição

18:00
Teatro
Stands

18:00
Patio





SABADO 03/09

ATIVIDADE


HORA

LOCAL
Ofi. Animação

09:00 – 10:00
Teatro
Ofi. Japonês

09:00 – 10:00
Sala 2
Autografo

10:00 – 11:00
Quadra
S. Inscriçoes

09:00 - *
Pátio
Passaportes

09:00 - *
Patio
Gladiador

09:00 – *
Terreiro
Sala de Games

09:00 - *
Sala 1
Sala Informatica

09:00 - *
Sala Inf
Tiro ao Alvo

09:00 - *
Estaciona
Exibições

11:00 – *
Teatro
Worshow(EDU)

13:00 – 14:30
Quadra
Ofi. Paper Craft

14:45 - *
Sala 2
Karaoke Livre

14:45 – 16:30
Quadra
Concur. Karaoke

16:30 – 17:30
Quadra
Concur. G Expo

18:00 – 19:00
Quadra
Anime Dance

19:30 – 20:30
Quadra
Concur. Frestep

20:30 – 21:30
Quadra

DOMINGO 04/09

ATIVIDADE


HORA

LOCAL
Ofi. AMV

09:00 – 10:00
Teatro
Ofi. Origami

09:00 – 10:00
Sala 2
Autografo

10:00 – 11:00
Quadra
S. Inscrições

09:00 - *
Pátio
Passaportes

09:00 - *
Patio
Gladiador

09:00 – *
Terreiro
Sala de Games

09:00 - *
Sala 1
Sala Informatica

09:00 - *
Sala Inf
Tiro ao Alvo

09:00 - *
Estaciona
Exibições

11:00 – *
Teatro
Palestra(Herme)

13:00 – 14:30
Quadra
Karaoke Livre

14:45 – *
Quadra
Ofi. Maquiagem

14:45 – 15:45
Sala 2
Fotos cosplay

17:00 – 18:00

Concu. Cosplay

18:00 – 20:00
Quadra
Show

20:30 – 21:30
Quadra

POR DENTRO DA OPUS DEI

OPUS DEI: O EXERCITO DO PAPA
TEXTO DE: Mariana Sgarioni e Mauricio Manuel

MORTIFICAÇÃO CORPORAL
Imagine sua mente sendo monitorada 24 horas por dia. Você está num lugar onde não é permitido ver televisão ou ir ao cinema. Até o jornal chega editado às suas mãos. Ninguém pode ter amigos do lado de fora e o contato com a família é restrito.
Pelo menos duas horas por dia, você tem de amarrar um cilício na coxa – espécie de instrumento de tortura com pontas metálicas que machucam a pele. Quanto maior for o seu desconforto, melhor: isso significa que a instituição está exercendo mais controle sobre você. Se doer demais, tudo bem, você poderá trocar de coxa na próxima vez. O importante é que a experiência não passe em branco. Tem de machucar, deixar marcas. Caso contrário, não “faz efeito”.
Castidade
Se tudo isso já parece um pesadelo, saiba que ainda não acabou. Uma vez por semana, você terá também de golpear suas nádegas ou suas costas com um chicote. E ainda passará pelo que é chamado de “sinceridade selvagem”: contar aos seus superiores cada pensamento que passa pela sua cabeça, principalmente aqueles segredos mais íntimos, sobre os quais não se comenta nem no banheiro, de porta fechada e luz apagada. Se você não revelar tudo, mas tudinho mesmo, estará mantendo um “segredo com Satanás”.
As situações descritas acima não ocorrem nos porões de uma ditadura ou no ritual de alguma seita satânica, muito pelo contrário. Elas são rotina nas residências do “OPUS DEI”, onde vivem os chamados numerários – membros da organização religiosa que fazem voto de castidade e estão ali por opção, para “santificar” o mundo
Como dizia Josemaría Escrivá, fundador do grupo: “Seja santo. Santifique-se em seu trabalho. E santifique os outros com seu trabalho”.
Quem defende a instituição religiosa das acusações de ultraconservadora, totalitária e conspiradora garante que não há nada de errado com suas tradições, muito menos de secreto ou misterioso nas ações de seus integrantes. “Para quem conhece e vivencia o OPUS DEI, acima da pirotecnia fica a verdade: ele é uma entidade da IGREJA CATÓLICA (...) cuja única finalidade é procurar o ideal da vida e de serviço cristão no meio do mundo, mediante a santificação do trabalho profissional, da família e dos deveres cotidianos”, afirma o jurista Ives Gandra Martins, num artigo publicado pelo jornal Folha de S.Paulo em 2005

JOSEMARÍA ESCRIVÁ
O fundador que virou santo.
Fundador do OPUS DEI, o sacerdote espanhol – falecido em 1975 – hoje é santo. Nascido no ano de 1902, Escrivá teria resolvido dedicar sua vida ao sacerdócio quando, no rigor do inverno europeu, viu um padre caminhando descalço sobre a neve. Segundo a história oficial, o jovem sentiu-se compelido a seguir o exemplo e também oferecer-se a Deus.
Escrivá afirmava ter tido uma visão depois de ordenado, aos 26 anos: homens e mulheres realizando a “Obra de Deus” e mudando os rumos da história. Assim ele teria tido a idéia de criar o OPUS DEI. Depois de fundar a ordem em Madri, no ano de 1928, saiu arrebanhando seguidores. Mas logo esbarraria na Guerra Civil Espanhola, em 1936. Escrivá abandonou a cidade e interrompeu a expansão do Opus, retomando-a só em 1939, com o fim da guerra e a manutenção do ditador Francisco Franco no poder.
POLÊMICO
• Virou santo em tempo recorde, em 2002 (só 27 anos depois de sua morte). Segundo seus críticos, era simpático ao regime totalitário de Franco.
• Foi confessor de Franco e de vários ministros durante a ditadura espanhola.
DISCIPLINA
Chicotadas nas próprias costas é uma das modalidades de autoflagelo à qual os seguidores do Opus Dei recorrem pelo menos uma vez por semana. A pequena corda com nós usada para isso, conhecida como “disciplina”, geralmente não deixa marcas.
NA CARNE
O cilício tem pontas de ferro que penetram na carne. Para a maioria dos numerários, esse tipo de penitência física é uma prática corriqueira: eles passam pelo menos duas horas por dia com esse instrumento de tortura amarrado perto da virilha.
LIVROS PROIBIDOS
O Opus Dei tenta controlar o que seus seguidores lêem. A ordem classifica obras literárias numa escala que vai de 1 a 6: no primeiro nível estão os livros permitidos a todos e no último, os totalmente proibidos. Conheça alguns deles:
• O Capital, Karl Marx
• Além do Bem e do Mal, Nietzsche
• Cândido, Voltaire
• O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago
• O Diário de um Mago, Paulo Coelho
• Presente de um Poeta, Pablo Neruda
• Ulisses, James Joyce
• Madame Bovary, Gustav Flaubert
• Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
A CRUZ E O MUNDO
No símbolo oficial do OPUS DEI, o círculo representa o mundo e a cruz é a marca do cristianismo inserida nele. Trata-se de uma representação do sonho que Escrivá teria tido aos 26 anos de idade: a “Obra de Deus” alcançando cada canto do planeta, pelas mãos de seus seguidores.
JAVIER ECHEVARRÍA
O atual mandachuva.
Este homem é o atual prelado do OPUS DEI – cargo máximo do grupo, vitalício – e não responde a mais ninguém além do papa. Espanhol, nascido em 1932, formou-se advogado, especializando-se em direito civil e direito canônico. Entrou para a organização em 1948, com apenas 16 anos, mas só foi ordenado sacerdote em 1955. Dom Javier, como é chamado, foi secretário de Josemaría Escrivá durante 22 anos. É uma das pessoas que mais conheceu o fundador da organização religiosa na intimidade.
Ao assumir o comando em 1994, nomeado prelado pelo papa João Paulo 2º, Echevarría tornou-se o 3º prelado da ordem desde a sua fundação, em 1928. Ele substituiu Alvaro del Portillo, sucessor direto de Escrivá. Dom Javier é conhecido por viajar o mundo inteiro para divulgar a “Obra” e abrir portas para o diálogo entre crenças e culturas distintas.
MISTERIOSO
• Integra a congregação que controla processos de canonização desde 1981.
• É chanceler da Universidade de Navarra e de outras instituições de ensino.
• Ao contrário de Escrivá, prefere manter sua biografia cercada de mistério.
FONTE: REVISTA SUPER INTERESSANTE
NOVEBRO DE 2008
EDITORA ABRIL

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Corrupção tem vida ?

Luiz Domingos de Luna*

Na fumaça do poder temporal da existência, o tempo se afunila no espaço num carrossel Constante de giros, cada ser, a dar sua voltinha neste palco ilusório, mas com certeza maravilhosa. É impressionante o parque giratório, para uns o todo, para outros, parte do todo e, até os que dizem que este é o visível e que o invisível é mais lindo ainda. Haja teorias, as hipóteses sempre a desafiar a mente humana, Para os humanos é sempre um desafio compreender que a vida está presa e é perecível, pois assim o próprio terá que conviver numa prisão temporária.

Dá um grande prejuízo, quando se prioriza a vida, como vetor básico de estudo, pois se perde muito tempo para definir seres vivos dos seres não vivos, pois começa logo um grande problema “Se a vida gera vida, a vida é um processo continuado, assim vai se buscar a origem da vida na própria vida, que com certeza vão sempre continuar encontrando uma corrente infinitesimal no espaço tempo”.

A definição de vida ligada ao sopro existencial temporal, perecível, portanto, vai de encontro com a paisagem permeada a todos. Senão vejamos: O Planeta Terra está vivo ou está morto? Os ecossistemas estão nascendo ou estão morrendo? A seriedade no trato com a coisa publica está viva ou morta, A Lei está viva ou morta? A corrupção está viva ou morta? É neste ponto que se cria um imbróglio generalizado, pois o que deveria está morto está vivo e o que deveria está vivo está morto. A Dualidade do processo interativo no convívio entre os seres humanos fica sempre o espaço da dialética, que vai sujando a história do homo sapiens.

A Corrupção pela sua própria definição é um ser que em tese deveria ser um ser sem vida, um ser morto – uma abstração, como pode a corrupção invadir as instituições pessoas e, como um corpo vivo, a dilacerar o tecido sociológico e anestesiar todo o tecido vivo de uma sociedade viva, pois o que não dá para dizer é que a sociedade está morta e a corrupção está viva, pois seria negar todo o processo civilizatório existente, bem como negar o conceito do que é vida e do que é morte. Isto seria o fim dos conceitos provados e comprovados pela humanidade à luz da ciência e da razão.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra- Aurora - Ceará

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

NA PRAÇA


NA PRAÇA

(Para Dona Janete Militão) – 26/08/2011


Na praça a graça dos passantes

Antes pássaros cantavam

Encantavam a alma

Armada de desejos

Nos beijos de amores

Odores de ar gostoso

Gosto de pipoca

No nariz

Refiz minhas passadas

Passadas imagens, lembranças

Criança depois homem

Chamem meu tempo


FOTO: Dihelson Mendonça

Rosemberg Cariry!

Rosemberg Cariry
Rosemberg Cariry Estreou em 1986 com o documentário de longa-metragem O caldeirão da Santa Cruz do Deserto. A partir de 1987, contratado pela televisão Verdes Mares, produziu programas culturais e documentários sobre a história e as artes do Nordeste. Em 1993, rodou o segundo longa-metragem, a ficçãoA saga do guerreiro alumioso, prêmio do público no Festival de Brasília. Em 1995, filmou seu terceiro longa,Corisco e Dadá. Formado em filosofia, cearense, nascido em Farias Brito em 1956, exerceu o cargo de secretário de Cultura da cidade de Crato em 1997. A partir de 1999, realizouA TV e o ser-Tao;Pedro Oliveira, o cego que viu o mar e o documentário de longa-metragemJuazeiro, a nova Jerusalém. Em 2002, seu novo longa-metragemLua Cambará, nas escadarias do palácio, teve sua estréia no Festival de Brasília. Publicou quatro livros de poesia:Despretencionismo (1975),Semeadouro (1981),S de Seca SS (1983) eInãron ou na ponta da língua eu trago trezentos mil desaforos (1985). Foi um dos criadores do movimento Nação Cariri e fez direção artística de vários discos de artistas cearenses, com destaque para a coleção Memória Viva do Povo Cearense. Em 2006, foi co-roteirista do curta Dos restos e das solidões, de Petrus Cariry, selecionado para o Festival de Gramado. No mesmo ano, lançou Cine Tapuia, que mistura figuras lendárias da história do Ceará com personagens das obras de José de Alencar. Lança ainda em 2008 o longa Siri-ará, ficção que conta a história da chegada de Dom Pero Coelho e de seu exército nos sertões do Ceará e em 2009, o documentário Patativa do Assaré – Ave poesia
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