quarta-feira, 20 de novembro de 2013

No dia da Consciência Negra, a diva: Makota Valdina

"A nossa negritude sempre foi exportada como algo mágico, como algo folclórico e não como a cultura de um povo. Mesmo porque nós ainda lutamos contra racismo, preconceito e discriminação. Quando me tornei uma ativista e que comecei a falar de uma outra maneira, mostrando o candomblé, mostrando o sujeito de quem vive, eu me dei conta que nós éramos objeto de pesquisa, alguém falava sobre nós. Então foi intencional empunhar essa bandeira religiosa para desconstruir uma série de estereótipos e teorias desenvolvidas sobre nós e que eu considero ainda inverdades. É preciso que cada vez mais sejamos sujeitos de nossa fala, nossa escrita, de nossa história. É preciso parar de ser objeto. É preciso dar essa voz, dar esse espaço. Nesse ponto eu acho importante o fato da Flica me convidar, porque eu acho importante eles me darem um espaço para poder falar sobre isso, além de estar em uma mesa junto com Pepetela e, por meio dessa oportunidade, desconstruir essa imagem", completou a educadora.

Sobre a visão da vida, comunidade e religião, Makota acredita que nada vive em separado. Tudo para ela é uma relação única. Uma das lutas da educadora é que o Candomblé precisa ser mais respeitado no Brasil.

“Candomblé é vida para qualquer ser humano. Religião não é feita de lenda e mito. A essência está aí. Está chovendo, é água, é Oxum. A folha está aí, a terra está aí. É preciso que a gente olhe a realidade. Não é preciso que todas as pessoas sejam de candomblé, existem outras formas de se interagir com o mundo. Fico com medo de me esbarrar com brigas por conta da fé, que na verdade é uma briga política, de poder, e colocam o nome de Deus na frente de tudo isso. Só tem um Deus, mas tem muitos caminhos para se chegar até ele”.
Sobre as lutas que impulsionam o seu dia, Makota completa. "Nunca deixei de ser a educadora que sempre fui. Luto até hoje e até o final da minha vida, enquanto eu tiver força e enquanto eu tiver motivo por lutar, eu lutarei. Por Justiça, igualdade, paz e pela liberdade".
Conheça os escritores da mesa "Ndongo, Ngola, Angola, Bahia"
Makota Valdina: Natural de Salvador, é professora aposentada da rede pública municipal, educadora, ativista política e membro do Conselho de Cultura da Bahia. Valdina Pinto ocupa o cargo de Makota, assessora da Nengwa Nkisi, Mãe de Santo do Tanuri Junsara, Terreiro de Candomblé Angola, em Salvador.
Durante os mais de cinquenta anos de ensinamentos e atividades em prol da preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro, Makota Valdina recebeu diversas condecorações como o Troféu Clementina de Jesus (UNEGRO), Troféu Ujaama, Medalha Maria Quitéria e Mestra Popular do Saber.

Mulheres do Cariri

Valéria Carvalho, Jeane Brito, Valéria ´Peixoto

Amélia Coelho

Karla Silva

Claudia Rejanne
Nivia Uchôa

Pâmela Soares

sábado, 16 de novembro de 2013

Guerrilha do Ato Dramático, encerramento! Por: Lifanco

Próxima quinta-feira estaremos novamente juntos e também a Janinha Brito, festejando por esse ano o prazeroso dever cumprido da Guerrilha do Ato Dramatico, agradecendo a todas as Cia´s e artistas que brilhantemente nos presentearam com sua arte e ao fundamental apoio do prefeito Ronaldo, Cristiano, Luis Carlos Saraiva, Soraya Piancó, Secretaria de cultura e a tod@s que se fizeram presentes aos espetáculos. Venham festejar conosco na próxima quinta-feira!(Estamos abertos a criticas construtivas e elogios pra Guerrilha 2014 rrsrs) Lifanco.


Quem emocionou a galera no MIMC:

Só agradecendo tanto carinho:

Elisa Moura, que foi lindamente acompanhada por Sidim!

Julio Jamayca que veio de longe nos honrar com a presença!

Quebra Tranca, banda super elogiada e de bom gosto!

Rinaldo Barreto, músico consagrado das noites Caririenses
Maxwell fazendo tributo à Cazuza, contagiante!

GODIVAS ROCK, TOCANDO O CORAÇÃO DA GALERA!


Luiz Eduardo que fez o projeto : Selva!

Janinha Brito, Sidinho e Weskley, inseparáveis!

Esse era o clima!

General Band e Calazans Calou

Fatinha Gomes e Fabrício da Rocha, enriquecendo o movimento com qualidade musical!

Mary Jane que abriu com chave de ouro a Segunda feira!

Gafieira Black Vibe arrasando sempre!

Carlos Corda e os Intrusos, participação mais do que linda!

Missão Miranda, quem faz história do reggae Cariri, merecem todo respeito e homenagem!

Nazirê, essa banda deu o que falar, lindas, talentosos...

Lifanco, que humildemente mostrou engajamento e mente aberta aos novos talentos, história e patrimônio da nossa música!

Auci Ventura, trouxe a beleza, energia e luz necessária para o MIMC

Dj Felipe Marley, discotecagem regueira do Cariri


Verde, Amarelo e Vinil, trazendo todo suingue e bom gosto da época  de ouro do Vinil!

Apoio: Herlon Alves, Julius Patrício, Ricardo Miranda, Breda, Dan discotecagem, Rodrigo Moura, Walesvick Pinho

SALVE A MÚSICA!!!!!

Sobre o MIMC:

Um evento espontâneo criado pelos músicos do Cariri, o MIMC veio em 4 dias de evento mostrar um pouco da nossa música em um momento de integração musical e paixão!
Sem fins lucrativos nem interesses de poder, foi surpreendente contar com quase 50 músicos instigados a fazer um som, pois com a retirada musical quase que total da MOSTRA SESC CARIRI da nossa cidade, ficamos no clima de arte que paira sempre nessa região e ociosos pela dificuldade de nos deslocarmos para cidade vizinhas: Criamos então um momento simples e nosso!
Confesso minha surpresa por ter sido maior que o esperado. Muitas bandas nem puderam se apresentar por falta de espaço. Isso demonstra a necessidade de nós, músicos, termos mais organização coletiva  para fazer valer o que é nosso por direito, como cidadãos. E assim foi. Por meio de um diálogo que partiu, neste caso, do poder público, através da Câmara e Prefeitura Municipais, nas pessoas de Luís Carlos Saraiva, Cristiano e Jonh Lennon, que prontamente nos forneceu equipamento de som, também pela Secretaria de Cultura, tendo dado apoio na produção.

Eu, Janinha Brito, passei dias de provações. Fui surpeendida com suspeitas à respeito de  minhas verdadeiras intenções, envolvida num emaranhado de polêmicas, obrigada a ouvir sobre as fragilidades da gestão, das dificuldades...  Não me abalaram, porque o "time" de parceiros, meus amigos de longas datas, sabem de mim, e isso me basta.

Mas hoje, passado o evento venho deixar claro:
Eu amo cultura, arte, e ACREDITO na GESTÃO DE DANE DE JADE, fiz campanha para que a mesma fosse secretária, podendo provar com postagens feitas por mim aqui no blog e minha página pessoal do facebook. Nossa revolta, agora falando não só por mim, é pela falta de diálogo, caracterizando até mesmo antipatia, por parte de alguns membros da equipe atual da Secretaria de Cultura. Não duvidando da competência de nenhum deles, mas na nossa humilde opinião, já que boa parte não é dessa cidade, deveriam ter mais sensibilidade em descobrir quem são os trabalhadores da música, não os consagrados apenas, mas as formiguinhas como eu. Podemos parecer frágeis, mas unidos, temos sim, força.

Acho interessante o trabalho feito para nossos mestres de REISADO, iniciado inclusive pela outra gestão encabeçada por DANIELLE ESMERALDO, apoiando as vestimentas e incluindo sempre na agenda anual de cultura, já ouvi dizer que cultura não é evento, pois bem, concordo em partes, mas o Crato não pode passar o ano inteiro sem um momento voltado à nós que não somos dotados de talento pra fazer CÔCO DE RAIZ, existe um cenário de reggae forte, de MPB e autoral que precisa ser valorizado, pedimos então por alguém que faça esse diálogo, que tenha aceitação para convocar à nós para fóruns e debates.
No MIMC tivemos a fala de "protesto" de Rodrigo Moura, Baterista renomado, Rinaldo Barreto, músico consagrado, Lifanco, um dos maiores nomes da música Cariri, Auci Ventura que tem história longa, e do Marcelo da banda Missão Miranda, o desabafo deles foi criticado e pessoas acharam desnecessários, mas esse era o nosso momento, e tivemos o protesto por parte da Secretaria, quando NENHUM  dos que integram a gestão participaram do evento e desacreditaram no sucesso do mesmo, ora...os poucos músicos que integram e deveriam nos representar tentaram com sua ausência deslegitimar o movimento, e ainda mais sério, dois deles fizeram picuinhas com comentários infelizes e que ao invés de dar respaldo aos mesmos, os tornaram ainda mais figuras vaidosas e antipáticas, não é para o ego que se deve governar, e sim para o bem comum!

Enfim, o sentimento entre nós músicos que participamos do movimento é de muita satisfação, mesmo com apenas 24 horas pra nos organizar, reunimos muitos nomes, a energia era de engajamento e harmonia, torcemos para que esse seja apenas o primeiro de muitos momentos da nossa música, em favor dela e por ela!
SALVE A ARTE DO CARIRI!


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

BRAVURA INDÔMITA

Cacá Araújo, Janinha Brito


A Guerrilha do Ato Dramático Caririense apóia e se irmana ao MIMC - Movimento Independente Música do Cariri, surgido no mesmo contexto de insubmissão e ousadia que lhe deu origem.

Os guerrilheiros consideram já haver condições subjetivas e objetivas de se construir efetivamente a Confederação das Artes do Cariri, um grande movimento alternativo de afirmação e difusão cultural envolvendo todas as linguagens artísticas (artes cênicas, música, cinema, artes visuais, literatura...)

A Guerrilha
 

Fatinha Gomes, cantora expõe sua opinião sobre o MIMC!



Sobre o MIMC: Mostra Independente da Música Cariri.
Estive lembrando esses dias de algo que ouvi a algum tempo:
" Fatinha,no Cariri sempre produzimos muita arte,muita cultura e nunca deixamos de produzir por falta de grana ou de matéria prima,apoio ou qualquer outra demanda ,em um certo momento só contávamos com nossa boa vontade,talento e resistência. Então porquê precisamos parar agora?" 
Nunca esqueci disso que ouvi de um grande Menestrel e foi por essas palavras que junto com muitos outros artistas nunca paramos de produzir! Maior exemplo de humildade,respeito e resistência pela arte que se faz! Com isso quero deixar aqui minha admiração pela legitimidade do MIMC- Mostra Independente da Música Cariri!
Eu sei e sei muito sobre trabalhar com música no Cariri,os impasses,as inseguranças,as instabilidades técnicas e muitas e muitas outras questões que aqui nem cabem ressaltar,no entanto estamos na ativa,deixando que a música sempre fale mais alto. 
Ações periódicas devem acontecer, como: Oficinas,Rodas de Conversa,Fóruns,Shows,Diálogo entre grupos e apoio maior a Música do Cariri Contemporâneo, pois as vezes tenho a sensação que foram esquecidos! Eu ressalto aqui a importância do apoio aos grupos da Tradição Popular,eu os admiro muito,já tive a honra de trabalhar com alguns deles,no entanto percebo que existe um Cariri Contemporâneo negado,anulado,vilipendiado. A música autoral pede passagem,a diversidade pede passagem, as releituras e tendências mil da música Cariri pedem passagem! Sempre perpassei os universos do Erudito,do Popular e Contemporâneo na música e para surpresa minha,num misto de qualidade,música,intuição,emoção,amor,humanidade, eu encontrei a mim mesma,tenho gostado não somente da Música Cariri e sim da Música que se produz no Cariri. A exemplo disso, o MIMC pode agregar todas essas tendências,com o perdão da palavra,sem frescuras,discriminações, na humildade por uma grande celebração da música! De fato estamos passando um momento delicado em termos de estrutura,caminhos a seguir,mas logo as coisas se ajustam,somos muitos,somos fortes e unidos,qualquer um pode nos excluir,mas não excluímos a nós mesmos,nem ao nosso talento,nossa vontade de ver as coisas acontecerem! Esse movimento musical tem sua legitimidade,autonomia,poder político,sensibilidade e tem garra para perdurar! Eu desejo que haja sempre diálogo entre as instituições e pessoas representativas da cultura do Cariri,que não tenha nada,verba,estrutura,dane-se,mas eu desejo que não haja um distanciamento daqueles que pelo poder nos representa,o momento é de dialogar,crescer e não de excluir! O MIMC foi e representa para mim o maior exemplo de democracia com a nossa música! Obrigado e essa é a minha opinião!Janinha Brito grata por essa força e coragem representativa minha irmã,amiga querida,eu te amo!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

E pela música, que venha o MIMC!

O que é MIMC?
Movimento Independente Musical do Crato!



Uma iniciativa espontânea que surgiu da necessidade e carência dos músicos cratenses e caririenses para que nessa época do ano acontecesse em Crato o tão desejado movimento musical!
Oportunidade para grupos pequenos, ritmos diversos exporem seus trabalhos, suas composições, e também para nomes consagrados que humildemente irão enriquecer o projeto!
Os músicos e bandas se dispuseram a tocar sem cachê em prol de um sentimento comum que sensibiliza quem é artista de verdade, o do FAZER!
Na busca por apoio encontramos por parte da Prefeitura Municipal de Crato, na pessoa do Prefeito Ronaldo, o Chefe do Gabinete: Cristiano, Luis Carlos Saraiva, Presidente da câmara dos vereadores, e a Secretaria de Cultura na pessoa de Dane de Jade, aval e condições de palco, som e iluminação para realização, agora é só arregaçar as mangas e aproveitar a magia artística que é nata da nossa cidade, fazendo 4 noites a partir de sábado de muito som, harmonia, integração e poesia!

Em meu nome: Janinha Brito, agradeço toda disponibilidade dos órgãos públicos em entrar nessa sintonia conosco,  sentir que temos voz dá conforto e estímulo para seguirmos nossa batalha pela MÚSICA, e é por ela, só por ela todo nosso sentimento!
Mais emocionada ainda, por saber que essa vontade e paixão é compartilhada por tantos que estão na mesma difícil, mas prazerosa vida de artista que eu,  nem sei como agradecer à todos que "viajaram" comigo nessa ideia, os amigos, parceiros musicais, grandes talentos, ídolos meus, todos na leveza e desarmados, só o coração cheio de vontade que tudo dê certo, é dessa gente que eu quero estar cercada...sei que se depender de nós a festa vai ser INESQUECÍVEL!

Helio Santos, Jonh Lennon, Dane de Jade, Janinha Brito



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A Retirada da MOSTRA SESC em Crato, pelo meu camarada Alexandre Lucas!

Estou divulgando esse texto retirado do blog do Alexandre Lucas, por contar com tal liberdade para tanto, sendo ele parceiro de blog, ideias e engajamento, achei o texto interessante e exponho aqui!
Valeu Alê...

Mostra SESC: Sem mortes ou chantagens

Por Alexandre Lucas*
“Uma Mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade” essa celebre e infeliz frase é de um estrategista de comunicação e ex-ministro do Estado Nazista na Alemanha, Joseph Goebbels que serve como elemento reflexivo a conjuntura que envolver a Mostra SESC Cariri deste ano. Desde o dia 05 deste mês, circula nas redes sociais a retirada da programação da Mostra na cidade do Crato sem um pronunciamento oficial da instituição que explique os motivos para tal posicionamento.
Diversas especulações vêm sendo feitas e algumas chegam a assustar de tão marcianas que são.
 
Indiscutivelmente o SESC desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da região do Cariri e tem ao longo dos anos contribuído no campo da cultura, a Mostra SESC é um importante instrumento para fortalecer o turismo de eventos e toda a sua cadeia. A Mostra SESC gera renda e favorecer trocas estéticas e artísticas.
 
Vale ressaltar que as ações promovidas pelo SESC é fruto do dinheiro do povo brasileiro, recurso público. Não deve ser encarada como recurso privado. Isso significa que temos o direito de saber e escolher como esses recursos serão gastos. Portanto, não é bondade, favor ou algo parecido o que o SESC faz, mas é e deve ser antes de tudo responsabilidade social.
 
Por entender importância da Programação da Mostra SESC no Crato, não por uma questão de bairrismo, mas por um entendimento econômico, defendo (e não sou o único) a permanência dela na nossa cidade e a ampliação da mesma para outras cidades da região do Cariri. Pensar a retirada Mostra do Crato significa em proporções diferenciadas retirar do Juazeiro do Norte as romarias.                  
   
Nas mesmas redes sociais espalha-se um discurso perigoso de ódio que coloca artistas contras artistas, artistas como vilões. Não comungo, nem fortaleço essa onda desagregadora, prefiro enxergar um desejo amplo de diversos artistas desse território chamado Cariri querendo ser inclusos, querendo pagar o pão de cada dia com o suor da sua criatividade. Querendo ser percebidos e vistos como produtores permanentes e que dão a sonoridade, as cores e as expressões múltiplas deste caldeirão híbrido e efervescente.   
 
É hora de estamos juntos orando na mesma cartilha pela transformação e o desenvolvimento do Cariri sem retirada de conquistas. Queremos a Mostra com a sua programação no Crato como vem ocorrendo há cerca de 20 anos.
 
Um discurso que não condiz com a verdade é que o Governo Municipal do Crato não apoiou a Mostra e por isso a programação prevista para cidade foi retirada. Mentira, mentira, mentira e essa não pode se passar por verdadeira. Estive acompanhando de forma muito próxima os acontecimentos e posso afirmar com convicção que o gestor municipal, Ronaldo Gomes de Matos disponibilizou os serviços de todas as secretarias municipais, dentre elas Cultura, Educação, Segurança Pública (Guarda Municipal e Demutran), Esportes, Meio Ambiente e Controle Urbano, como também os seguintes espaços: todas as praças e Centro Cultural do Araripe. Menos o Teatro Municipal Salviano Arraes que já estava disponibilizado para Guerrilha do Ato Dramático. Vale ressaltar que o mesmo encontrava-se interditado e foi preciso fazer alguns ajustes emergenciais para poder atender a Guerrilha.
 
Destaco que a gestão municipal, da qual me incluo, não tem viseiras e reconhece a importância da Mostra SESC para cidade, tanto do ponto de vista econômico, como do desenvolvimento para o campo das artes e da cultura. É incalculável o prejuízo político e econômico para a cidade. É desprezível e repudiável essa ação contra o povo do Crato.          
 
A Secretaria de Cultura do Crato tem se esforçado para pensar a cultura como vetor de desenvolvimento para a cidade e algumas ações já estão sendo iniciadas neste sentido, como o processo de criação do Sistema Municipal de Cultura que é uma prerrogativa federal que colocará a cultura dos municípios brasileiros em outro patamar.     
 
Neste sentido chamo atenção dos meus companheiros e companheiras de arte que estão há anos na luta em defesa de uma nova perspectiva de gestão da cultura que contemple a demanda local sem esquecer a importância dos intercâmbios e as trocas estéticas e artísticas, esse é um momento de reconhecer o papel imperativo de soberania municipal, que o Governo Municipal do Crato teve ao acolher e defender a manutenção do movimento Guerrilha do Ato Dramático Caririense que contempla não um grupo, mas um conjunto de mais de 20 companhias e instituições, algumas delas que dificilmente passariam pelas curadorias dos grandes eventos, pois estão dentro de outra perspectiva estética e artística. Esse posicionamento comunga com o que muitos de nós defendemos: o atendimento prioritário as demandas locais e regionais, sem perder de vista outras possibilidades e conquistas externas. Esse posicionamento foi acertado e me representa. O que não me representa é a chantagem, o boicote e a exclusão da produção múltipla do Cariri.    
 
Portanto, não existe disputa de eventos, o povo do Crato, a meu ver não quer escolher entre Mostra SESC ou Guerrilha do Ato Dramático Caririense (Movimento), mas querem sim, os dois. Os dois devem ter vida longa. Não deixemos que as vitrines, os templos e ruas das artes tenham suas mortes anunciadas.  Sejamos todos insubmissos guerrilheiros das artes do Cariri e que nenhuma mentira se torne verdade.
 
*Pedagogo, artista/educador e integrante do Coletivo Camaradas.    

domingo, 3 de novembro de 2013

5ª GUERRILHA COMEÇARÁ DIA 5 DE NOVEMBRO


5ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
Crato | Cariri | Ceará | Brasil | 5 a 20 de novembro de 2013


PROGRAMAÇÃO GERAL

Trincheira Rua
Praça Siqueira Campos

Dia 5 (ter)
19h – Abertura 
20h – PELEJAS DE UM CORAÇÃO (Livre, 40 min, Grupo Cícera de Experimentos Cênicos, Juazeiro do Norte)

Dia 6 (qua) 
20h – O BAÚ DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min, Cia. Arte e Cultura de Teatro, Crato) 

Dia 7 (qui)
20h – APAESHOW - RESGATANDO TRADIÇÕES E VALORES DE NOSSA GENTE (Livre, 50 min, Cia. de Artes da APAE, Juazeiro do Norte)

Dia 8 (sex) 
20h – O BAILE DO MENINO DEUS (Infantil, 50min, Grupo de Teatro Zaíla Lavor, Juazeiro do Norte)


Trincheira Palco
Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva

Dia 9 (sab) 
17h – O BOI DA CARA PRETA (Infantil, 50min, Grupo de Teatro Zaíla Lavor, Juazeiro do Norte)
19h – O HÓSPEDE (12 anos, 50min, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte)
20h30min – QUANDO AS GALINHAS GEMEM (14 anos, 40min, Grupo Teatro em Película / Núcleo Cariri, Crato)

Dia 10 (dom)
17h – PIMPÃO, O PALHAÇO TRAPALHÃO (Infantil, 50min, Cia. Kanoistraveisdinovo de Teatro, Crato) 
19h – A DONZELA E O CANGACEIRO (Livre, 60min, Cia. Brasileira de Teatro Brincante, Crato)
20h30min – MARCAS (12 anos, 50min, Trupe dos Pensantes, Crato)

Dia 11 (seg)
19h – A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min, Cia. Brasileira de Teatro Brincante, Crato)
20h30min – REMINISCÊNCIAS (16 anos, 60min, Grupo de Teatro Ganimedes, Juazeiro)

Dia12 (ter)
19h – O EVANESCENTE CAMINHO (12 anos, 50min, Cia. Engenharia Cênica, Juazeiro)
20h30min – MEMÓRIAS DE UM CABARÉ (12 anos, dança-teatro, Cia. de Dança Vidar’t, Projeto Nova Vida, Crato)

Dia 13 (qua)
19h – ESPERANDO COMADRE DAIANA (Livre, 60min, Cia. Livremente de Teatro, Juazeiro) 
20h30min – MAIS PERTO (14 anos, 50 min, Grupo de Teatro Centauro, Crato) 

Dia14 (qui)
19h – AVISEM QUE FAZ MAL (14 anos, 50min, Coletivo Dama de Vermelho, Juazeiro) / QUERO COMER SEU CORAÇÃO (14 anos, 50min, Grupo de Teatro Duavesso, Crato) 

Dia 15 (sex)
17h – LINDO BALÃO AZUL (Infantil, 40min, Grupo de Teatro Centauro, Crato) 
19h – MALENTENDIDO (14 anos, 50min, Cia. Kanoistraveisdinovo de Teatro, Crato) 
20h30min – AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 80min, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte)

Dia 16 (sab)
17h – A LIÇÃO MALUQUINHA (Infantil, 50min, Grupo Ninho de Teatro, Crato) 
19h – E AGORA NÓS? (12 anos, 50min, Grupo Teatral Loa, Fortaleza) 
20h30min – # HAMLET MÁQUINA (18 anos, 50min, Grupo Plantas Embaixo do Aquário, Crato) 

Dia 17 (dom)
17h – O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (12 anos, 50min, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos) 
19h – OS 3 PORQUINHOS (Infantil, 50min, Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato) 
20h30min – UMA ÚLTIMA VEZ (18 anos, 65min, Cia. Arte e Cultura de Teatro, Crato) 

Dia 18 (seg)
19h – QUANDO NOS ENCONTRAMOS FOI TARDE DEMAIS (14 anos, dança-teatro, 50min, Grupo Cícera de Experimentos Cênicos, Juazeiro do Norte)
20h30min – EMBRIAGADA (14 anos, 50min, Cia. Teatral Moreira Campos, Fortaleza)

Dia 19 (ter)
19h – (S)EM MIM (14 anos, dança-teatro, 40min, Inspire Espaço de Dança, Juazeiro do Norte)

Dia 20 (qua)
19h – O MENINO FOTÓGRAFO O MENINO FOTÓGRAFO (10 anos, 50min, Grupo Ninho de Teatro e Cia. Engenharia Cênica, Crato e Juazeiro)
20h30min – RETRATO (Livre, 50min, Cia. Yoko de Teatro, Crato) 


POLÍTICA CULTURAL E FORMAÇÃO
Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva

RODA DE CONVERSA
- POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A CULTURA NO CONTEXTO DA GUERRILHA
Dia 6 (qua), 15 às 17h (Com Cacá Araújo | Ação Pró-Cooperativa de Artes Cênicas do Cariri) 


MESA REDONDA
- LEGISLAÇÃO DO ARTISTA E AÇÃO SINDICAL
Dia 9 (sab), 15 às 17h (Com Oscar Roney e Itami de Morais | SATED-CE) 

OFICINAS
- CANTO, CENA, CORPOMENTE – PREPARANDO O ATOR/BAILARINO/CANTOR 
De 6 a 10, das 15 às 18h (15h/a | Coordenação de Márcio Rodrigues)
- PERFORMANCE: O CORPO COMO ELEMENTO DE REFLEXÃO SOCIAL
Dia 7 (sex), das 14 às 17h (03 h/a | Com Alexandre Lucas | Coletivo Camaradas)
- AQUILO QUE EU LEMBRO FAZ CORPO EM MIM: OUVINDO A VOZ DOS MOVIMENTOS CORPORAIS
Dias 15 e 16, das 14 às 18h (08 h/a | Grupo Cícera de Experimentos Cênicos) 


RELEASE:

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um evento reconhecido no calendário da cultura nordestina e de profunda significação para o desenvolvimento das artes cênicas no Cariri cearense, fruto que é da vitalidade e pujança das companhias aqui sediadas. 

Realizamos quatro edições (2009, 2010, 2011 e 2012), mobilizando, incluindo e difundindo quase duas centenas de espetáculos de teatro, dança e circo, produzidos e realizados por cerca de 30 companhias em funcionamento na região e prestigiados por milhares de espectadores de todas as idades. Em 2013, com 32 espetáculos que traduzem o talento dos artistas caririzeiros, mais uma vez faremos brilhar os céus de nossas almas. 

Somos um movimento de afirmação e resistência cultural que procura estimular e fortalecer a produção regional em artes cênicas, valorizando artistas e grupos locais como importantes na consolidação da nossa identidade e preparando a região para intercâmbio que não exclua o valoroso patrimônio cênico de nossas gentes.

Cacá Araújo
Idealizador e Coordenador da Guerrilha do Ato Dramático Caririense
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