quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Romantik und das ewige Selbst*

O Romantismo por excelência (Clássico) entende-se do movimento ocorrido na Alemanha na metade do século XVIII, onde a idéia ‘contra a crença iluminista do império darazão e do progresso’ é substituída pelo conceito da razão subjetiva (metafísica). Onde o olhar sobre o homem é voltado para si, isto é, para a razão de seus sentimentos. Pois o Romantismo alemão teria sido o único dos movimentos que fora capaz de assumir-se como filosofia de vida, garantindo assim seu destaque diante dos demais movimentos românticos.

O filosofo francês Rousseau, a partir das publicações de seus livros: Confissões e Os Devaneios do Caminhante Solitário, ele contrapunha toda a realidade racional da época do Iluminismo. Investigou de forma subjetiva, uma perspectiva antes abandonada por variados filósofos, à concentração e apuração do Eu.

A natureza (entende-se por razão dos sentimentos) era o ponto de partida para a fortificação do movimento romancista alemão. Acreditava Rousseau, que ao voltar-se para si, o homem construiria a sua base de conhecimento de sua realidade intrínseca perante o mundo exterior e seus conflitos:

‘Deixei, pois, de lado a razão, e consultei a natureza, isto é, o sentimento interior, que se dirige a minha crença, independentemente da razão. ’ (GUINSBURG. J, p.80, O Romantismo (.) ROUSSEAU, Carta de 1758 a Vernes)

Sendo assim o sentimento se constituiria como a razão do individuo. Já que esta necessitaria primeiramente do sentimento para existir, ou seja, é preciso o homem sentir primeiramente para depois racionalizar. Acreditando assim que o desenvolvimento do homem se daria a partir do conhecimento interior.

O grande dilema do Romantismo seria as idéias filosóficas de Johan Gottlieb Fichte, no livro intitulado, Fundamentos de toda Teoria da Ciência. Onde a explicação para a realidade tinha um viés metafísico, não podendo ser considerado um fato estático, mas dinâmico capaz de induzir o individuo a uma ação concreta. O que Fichte denominava de ‘Eu, uma autoconsciência pura. ’

Este Eu se tratava, da pura subjetividade do homem, em especial da época romântica. Considerado como divino, infinito e absoluto, já que partia da pura criação interior sem influências extramentais. Ele acreditava que a realidade de cada ser era singular e individual.

O que nos permite dizer que se tratava de um princípio, no qual permitia compreender a realidade do eu (intrínseca) ao do mundo (exterior) a partir do esforço de conhecer a si mesmo internamente.

*O romantismo e o seu eu eterno
http://cronicascp.blogspot.com
Texto produzido pelo estudante do 5º período de Letras da Universidade de Pernambuco, Wagner Bezerra Pontes

terça-feira, 29 de novembro de 2011

GUERRILHEIROS DO CARIRI PUBLICAM MANIFESTO



Combatentes seguem conquistando o coração do grande público na mais ousada e legítima vitrine das artes cênicas produzidas no Cariri cearense.
  
A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um foco de resistência e afirmação cultural, tendo o teatro, a dança e o circo como linguagens centrais, e se realiza a partir da ação conjunta e gestão compartilhada entre grupos e companhias da região. Nossa terceira edição, que se estendeu de 3 a 27 de novembro de 2011, foi prestigiada por um público de mais de 5.000 pessoas durante sua vasta programação.

O Cariri tem um grande potencial artístico que, de certo modo, vem sendo desprestigiado por instituições promotoras de grandes eventos, seja privilegiando caça-níqueis ou produções do Sul e Sudeste, numa atitude deplorável de negação da arte e do artista local. Não somos contrários ao intercâmbio, mas defendemos que este deve ser concebido em via de mão dupla. Afinal, não podemos ser confinados à condição de meros espectadores, quando temos uma rica e diversificada produção a ser mostrada, apreciada e valorizada.

A Guerrilha foi criada, portanto, como uma espécie de insurreição contra o abandono e a negação praticados no seio de grandes mostras realizadas na região. Contra a excludência! É um pólo gerador de vivência e integração, provocador de oportunidades para os novos e de visibilidade para os que pelejam há mais tempo.

Somos companhias de teatro, dança e circo do rico universo Cariri, com linhas de pesquisa e comportamento estético muito peculiares, o que nos garante um quadro diversificado de espetáculos. A Guerrilha reuniu, em 2011, artistas-guerrilheiros das seguintes companhias: Cia. Cearense de Teatro Brincante, Cia. Wancylu’s Gat Produções, A2 Cia. de Dança, Cia. Fazendo Arte de Teatro, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Comunidade Oitão, Grupo Ninho de Teatro, Cia. Teatral Curumins do Sertão, Cia. André de Andrade, Luciom Caeira e Cia., Grupo Tio G e sua trupe, Alysson Amâncio Cia. de Dança, Cia. Teatral Os Trapilhões, Circo-Escola Alegria, Cia. Yoko de Teatro, Cia. Desabafo de Teatro, Dakini Cia. de Dança e Teatro, Cia. Teatral Arriégua, Cia. Entremeios de Teatro, Grupo Centauro de Teatro, Grupo Máscaras da SCAC, Cia. kanoistravezdenovo, Grupo Cícera de Experimentos Cênicos, Cia. Elas de Teatro.

Neste dia em que celebramos o êxito do nosso movimento, aprovamos e publicamos o presente manifesto, que carrega nossa voz, nosso coração e nossa alma. 

Guerrilha permanente

Pleiteamos que todas as instituições que fomentam as artes cênicas no Cariri se irmanem no financiamento, difusão, formação, intercâmbio e circulação permanentes do que é produzido na região...

Vemos que vários bons espetáculos de outros estados e de diversos países são mostrados no Cariri, mas é revoltante perceber que as mesmas instituições que promovem essa oportunidade, negam-se a desenvolver ações que valorizem e mostrem nossos espetáculos em outros estados e países. 

Intercâmbio responsável e democrático

Somos defensores de um intercâmbio que propicie a verdadeira integração e vivência entre as mais diversificadas e distintas experimentações e realizações cênicas, respeitando as opções estéticas e abolindo o preconceito, o mercenarismo, a subserviência, o colonialismo. 

Dignidade nos cachês e no financiamento

Nossas companhias de teatro, dança, circo, música e folguedos são constituídas de respeitáveis e valorosos artistas, pesquisadores e mestres. E nossas criações são merecedoras da atenção e tratamento distinto por parte de agentes financiadores e órgãos promotores, sejam públicos ou privados.

Somos a expressão verdadeira da identidade deste valoroso pedaço do mundo. Por isso, combatemos a humilhação dos cachês irrisórios e financiamentos insuficientes praticados com as produções locais e reivindicamos a revisão das políticas desenvolvidas no Cariri por todas as instituições atuantes no setor.

Controle social dos investimentos

Propomos que BNB, CEF, BB, SESC, URCA, SEBRAE, SECULT do Estado e dos Municípios, MINC e Funarte, além de outros órgãos, possibilitem a participação dos setores organizados na concepção de programas e deliberação dos investimentos em arte e cultura. 

Dessa forma, teríamos justiça na definição de cachês, criação de intercâmbio verdadeiro e compromisso com o desenvolvimento e fortalecimento das artes e valorização dos artistas caririenses. 

Procedimento este, se extensivo a outras regiões do estado e do país, garantiria o respeito à diversidade e baniria grupos de mercenários que se instalaram no interior e na periferia de Organizações Governamentais (OG's) e Organizações Sociais (OS's), detentoras de imenso capital financeiro de origem pública.

O Cariri é universal

Não entendemos o Cariri como uma ilha isolada do resto do Brasil e do Mundo. Perderia o sentido a sua existência, se assim fosse. Compreendemos nossa região como resultante de uma grande e profunda fusão de culturas, caldeadas em séculos de peleja envolvendo principalmente o ameríndio, o ibérico e o africano. Somos universais!

Lutamos, portanto, para que nosso povo não seja movido a ignorar a si mesmo. Valorizar o Cariri não é negar outras regiões ou países, mas inseri-lo na dinâmica que tempera a existência e o espírito da humanidade.


Crato-Cariri-Ceará-Brasil, em 27 de novembro do ano 2011.


Os Guerrilheiros do Ato Dramático Caririense

Crônica: O homem que virava lobisomem! Por: Wilton Dedê

Visitando páginas antigas, relembrei desse texto do meu amigo Dedê e resolvi postar novamente por ser tão interessante e curioso! "Janinha Brito"

Ele existiu sim. Esse eu conhecí. Foi em meados de 1961 ou 1962, me foge a memória quando fui morar no bairro Pimenta, em Crato. Alí eu o ví pela primeira vez. Ele era um sujeito alto. Aliás, muito alto. Tinha lá seus metro e noventa. Caminhar lento e passos largos. Um típico modelo “etíope”. Tinha a pele enegrecida mais pelo sol que pela cor. Ele era um mulato escuro. Pouca barba e cavanhaque grisalho meio comprido e pontiagudo descendo queixo abaixo. Seus olhos eram caídos, meio mortos, avermelhados e um pouco escondidos pela aba de um chapéu de palha, de abas longas. Ele “tangia” porcos a caminho do matadouro do Crato toda sexta-feira pela manhã, por volta das sete horas. Era essa a hora em que eu saía para a escola. Talvez pela sua ocupação chamavam-no Miguel dos Porcos. Era esse o seu nome. O homem que virava lobisomem.

Quando o ví pela primeira vez, ele me pareceu uma pessoa boa, pacata, calma. Tinha uma voz grossa e rouca, falava lento e sempre me dava um sonooooro, rouco e leeeeento “Bom diiia meniiino”... Na realidade Eu o tinha como um “bom velhinho”.

Até que um dia presenciei uma conversa de algumas pessoas mais velhas.
-Ouví falar que o Miguel dos Porcos vira lobisomem. Será verdade essa história?
-Eu acho que é. Porque eu também já ouví essa mesma história. E dizem que é sempre nos dias de sexta-feira à meia noite. Ele desaparece. E quando ele desaparece... depois da meia noite sempre aparece um lobisomem atormentando as pessoas e correndo atrás dos cachorros.

Meu Deus do céu. Aquilo soou como uma bomba nos meus ouvidos. Eu não queria ter escutado. Não podia acreditar. Como pode um homem tão calmo virar bicho? Se transformar num lobisomem? Como pode acontecer?? Por que acontece isso?? E será que ele mata crianças??

A partir daquele dia o medo tomou conta de mim. Sempre que seguia o meu caminho em busca da escola nos dias de sexta-feira, eu evitava o caminho, ou o encontro com o homem que virava lobisomem. Passei a ter pesadelos terríveis.

Contei a todos os meus amigos, que também passaram a ter medo de Miguel dos Porcos. Surgiram estórias e estórias e estórias de lobisomem, de crianças que foram engolidas vivas por um bicho, de papa-figo, de caipora, etc, etc. Foi o fim dos tempos. Nunca mais tivemos paz. Miguel dos Porcos por muito tempo permeou o universo dos nossos medos e pesadelos.

Aí veio o tempo e essa estória foi caindo no esquecimento dos que ficam adultos. Estórias de quando éramos crianças. No entanto, por curiosidade, um dia eu, conversando com um ex-magarefe, chefe de compras e responsável pela entrada de animais no antigo matadouro do Crato, tocamos em alguns nomes de antigos comerciantes de animais. Entre eles, lá estava Miguel dos Porcos.

Foi aí que me explicaram o motivo da fama de lobisomem. O Miguel dos Porcos era uma pessoa que vivia só. Não tinha família. Pelo menos que se saiba. Não tinha pai, irmãos, filhos, não tinha ninguém. Na sexta-feira, depois de negociados os porcos, o dinheiro arrecadado por Miguel tinha um único caminho: A bodega(pequena mercearia) que ficava em frente ao matadouro. Alí, todo o seu dinheiro era trocado por cachaça. Miguel bebia até o cair da noite.

O prédio do matadouro ficava fora da cidade. Entre o bairro do Pimenta(ultimo bairro) e o matadouro, se passava por um trecho de mato. Assim é que, no seu caminho de volta, já completamente “trêbado”, batia a velha rebordosa da solidão em que vivia.

Miguel dos Porcos começava então a chorar. E chorava alto. Choro leeeento, groooosooo, roooucoo, semelhante a uuurrrooo. Quase aos gritos, tomava então o rumo do mato. Fugia para que as pessoas não o vissem chorando suas mágoas, sua solidão talvez. Nessa hora, os transeuntes que ouviam aqueles lentos e roucos gemidos concluíam:
-Parece até que ele tá virando bicho...

O boca a boca se encarregou do resto. Falavam de um homem, negro, alto e feio, que nas noites de sexta-feira uivava dentro do mato. Principalmente em noites de lua cheia. Até chegarem à conclusão de que Miguel dos Porcos virava bicho, virava lobisomem na sexta-feira à noite foi um nada de tempo. Mas ele existiu sim. Eu o conheci.

WILTON DEDÊ

Lamento Sertanejo, vale à pena conferir!

Linda foto do Samuel Gregório, nosso Samuca!



Meu pai me levou numa viagem
Na janela da maria fumaça
Eu era olhos e espanto
Sete anos, setenta sonhos
As paisagens do sertão:
Serras, veredas, rios,
Pontes, tapiocas, pães de ló
De tão danado o trem
Foi parar em juazeiro do norte
As ruas em arco-íris
De um povo em romaria
Não me lembro
Que meu pai tenha me dado
Um presente mais bonito.

Rasta Blues no Recanto da Serra!


    • Quando?
      sábado, 3 de Dezembro de 2011
    • Hora?
      23:00 até 03:30



  • Rasta Blues
    Acontecerá no Recanto da Serra
    (Lameiro,placas indicaram o caminho siga apenas em direção ao Oasis)

    o restaurante RECANTO DA SERRA provem um espaço conveniente para realização de um EVENTO AO AR LIVRE em contato com o solo,uma atmosfera que sem duvida fará você pedir bis ...
    RASTA BLUES será viabilizado ao som de duas grandes bandas aqui da região DE REPENTE BLUES E LEGALIZE'IT bastante irreverente conduzirão  todos a um maravilhoso momento de paz e diversão .

    obs:
    INGRESSOS
    8,00 reais e um brinquedo
    (que ajudará as crianças inseridas no projeto DOCE NATAL de Crato)
    o ambiente contará com ESTACIONAMENTO assegurado para todo publico...


    Um Bom RASTA BLUES para todos ! 
    Por Bruna Oliveira e Manoel Xenofonte e Andressa Diniz

Rodrigo Moura, baterista Caririense!

Rodrigo Moura é um dos nomes mais conhecidos do cenário musical caririense, filho de um também grande baterista que fez história na famosa banda da década de setenta: Azes do Ritmo, carinhosamente conhecido como "Neno". Extrovertido, irreverente, eclético, sua trajetória começou por volta de 1998, em Teresina-PI, passando também por Brasília-DF, é o baterista da banda base do Festival Cariri da Canção, renomado e já consagrado festival  cearense, onde teve a oportunidade de acompanhar músicos como: Fernando Rosa, David Duarte, Mario Soul ,João do Crato e todos os talentos que abrilhantam o evento.
Faz parte do Pró-Jovem na cidade de Juazeiro do Norte, acompanha a orquestra Prisma, a banda de Dudé Casado, um dos mais promissores compositores da região e ex integrante da banda Dr. Raiz. Participa também da banda de Abidoral Jamacaru, o maior ícone da música caririense.
O novo projeto do Rodrigo Moura é a formação de uma banda, na qual ele será o diretor musical e fará um repertório voltado para a época do vinil: Secos e Molhados, Tim Maia, Jorge Ben, Novos Baianos, etc, onde contará com a parceria de Sidney "Cidinho", no violão, Weskley na guitarra, Ricardo de Caldas no baixo, e Janinha Brito no vocal, ainda em fase de ensaio e escolha de repertório, faz agora samba de raiz no Grupo  "Samba de Minuto", Está também aberto à participação em projetos diversos de cantores da região em todos os segmentos.

Rodrigo Moura, Ibertson Nobre e David Duarte na premiação do Festival da canção!

Encerramento da Terceira Guerrilha do ato Dramático Caririense, noite iluminada!

Essa noite foi uma das mais lindas da música do Cariri, o evento foi o encerramento da maior mostra teatral do Cariri, idealizada pelo Comunista e Dramaturgo Cacá Araújo, esse guerreiro que luta não apenas pelo teatro regional, mas principalmente pela valorização da cultura e dos artistas caririenses.
Segundo Cacá Araújo: A Guerrilha é um movimento em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira, especialmente por destacar a dramaturgia e a encenação produzidas no Cariri cearense como fortes elementos identitários do nosso povo. Foi, portanto, pensado a partir do debate com atores, diretores, dramaturgos e produtores, como forma de valorizar a produção dramatúrgica, a encenação e a realização de espetáculos na região, posto ser necessária intervenção de impacto que abra espaços de difusão da arte e do artista caririense, nordestino, brasileiro.
Lifanco é um nome consagrado na música cearense e brasileira, está lançando 3 cd's, Compositor, músico e fundador do reisado Nação Cariri,  foi o comandante da festa ontem, reunindo nomes grandiosos como Dihelson Mendonça, Abidoral Jamacaru, e participações graciosas, charmosas  de cantoras já renomadas do Cariri, citando aqui: Helida Germano, Elisa Moura, Fatinha Gomes, Mônica Monteiro!
Um desejo de todos os artistas é que essa Mostra se estenda à música, tão rica quanto o teatro regional, e que o Cariri seja um pólo cultural resgatando seus antigos valores, dando oportunidade aos talentos que brotam a cada dia naturalmente na nossa terra!
Grande Dihelson Mendonça
Parabéns Cacá Araújo, todos os atores, diretores, músicos e ao público que prestigiou esse evento, que é NOSSO!!!
Gabriela, Mônica, Elisa Moura, Fatinha Gomes, Helida Germano, Kelvia

Marcelo Randemarck, Fatinha Gomes, Lifanco, Pantera

Helida Germano brilhando

Lifanco, o comandante da festa!


Fatinha Gomes e a voz de fada!

sábado, 26 de novembro de 2011

AGENDA CULTURAL - Grande Show Musical com Diversos Artistas na Praça da Sé, neste Domingo

http://4.bp.blogspot.com/-hoofj4LLIx0/TtGL2dtXfpI/AAAAAAAAb5A/uXBXN3tg00Y/s1600/lifanco01a.JPG


Um ótimo programa para o seu domingo com a família.

Diversos artistas do Cariri estarão se apresentando em um grande show musical na Praça da Sé, em Crato.

O Encerramento da Terceira Guerrilha do Ato Dramático Caririense será feita com muita música de qualidade. Após mais de 15 dias de apresentações de peças teatrais, neste domingo ( 27 ), sob a coordenação do maestro Lifanco, diversos artistas caririenses se apresentarão na Praça da Sé num show dedicado à PAZ.

Dihelson Mendonça e Abidoral Jamacaru estão entre os artistas convidados


O evento tem início às 20:00 e conta com a presença de artistas renomados e de novos talentos do cariri. Nomes como Abidoral Jamacaru, Dihelson Mendonça, Lifanco, Fatinha Gomes, Elisa Moura, Élida Germano, Mônica Moreira, Samara, Grupo Liberdade e Raiz, Grupo Profissionais Liberais, Coral da ponta da serra e Abel Silva, e muitos outros estarão se apresentando, cantando e tocando juntos, numa verdadeira confraternização musical com a participação do público.

SAIBA MAIS

A Terceira Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um evento anual coordenado pelo dramaturgo Cacá Araújo, e se constitui na principal e mais legítima vitrine das artes cênicas produzidas no Cariri cearense. O evento é resultante de construção cotidiana que envolve companhias e grupos de teatro, dança, circo e música, movidos pela necessidade de afirmação, respeito, inclusão, valorização e desenvolvimento, em que se destaca a dramaturgia e a encenação caririenses como fortes e significativos elementos identitários do povo nordestino e brasileiro.

O evento tem apoio do BNB, BNDES e Prefeitura Municipal do Crato, e simboliza o esforço em fomentar oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Monólogos das Flores Violadas", do dramaturgo brasileiro Cacá Araújo, estreia hoje em Portugal

Rita Machado, Paula Carvalho, Kate Camilo e Ana Paula Almeida, atrizes


Baseado numa série de reportagens sobre histórias de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais do Ceará (Brasil), Monólogos das Flores Violadas, do ator, encenador e dramaturgo brasileiro Cacá Araújo, é um drama de fundo social.

Cacá Araújo, dramaturgo
 
Ele revela que os casos são narrados como se cada uma das moças fosse parte de uma única vida, provada e reprovada pelo trágico destino de viver à margem da dignidade. É denso e atormentado o percurso psicológico das personagens: ouvem e repetem as vozes, sentem e repelem as agressões e os odores da violência. É a vida que se arrasta ferindo e manchando a inocência... É morte que, mesmo vindo cedo, demorou demais...

Uma peça para combater a violência contra as mulheres

João Pinho, encenador

João Pinho, ator e encenador português que dirige o espetáculo, informa que, “segundo dados da Anistia Internacional, pelo menos, uma em cada três mulheres já foi vítima de violência. Assim, um grupo de atores do Intervalo Grupo de Teatro, de Oeiras-Portugal, com o apoio da APAV, decidiu levar à cena a peça Monólogos das Flores Violadas, que conta quatro histórias verdadeiras, passadas no interior do Brasil, mas que acontecem por todo o mundo. Em Portugal, a APAV conta cerca de seis mulheres, por semana, que são vítimas de crimes contra a vida. Esta peça alerta para uma dura realidade, através da dor de quatro mulheres violentadas, abusadas e quebradas por um destino, que em nada se assemelha a um conto de fadas. Decidi ter um papel ativo na luta contra este tipo de violência e esse é o principal intuito deste trabalho – despertar consciências para ajudar a travar este flagelo”, enfatiza.

Quatro atrizes dão voz, corpo e alma às estórias de outras tantas mulheres, que sofreram numa qualquer idade e, no dia-a-dia, os abusos monstruosos daqueles que estavam perto, ou até mesmo de estranhos. Mulheres que deixam o seu testemunho, para captar a atenção de uma sociedade global que teima em não ver, e vira as costas a valores morais e Direitos Humanos.

Com o apoio e presença da APAV, a estreia de Monólogos das Flores Violadas será hoje, 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, no Auditório Municipal Lourdes Norberto, Oeiras-Portugal.

SERVIÇO:

“MONÓLOGOS DAS FLORES VIOLADAS”, original de Cacá Araújo (Crato/Ceará/Brasil), adaptado e encenado por João Pinho, com o Intervalo Grupo de Teatro

Interpretação: Ana Paula Almeida, Kate Camilo, Paula Carvalho e Rita Machado
Assistente de Encenação: João José de Castro
Cenografia: João Pinho
Músicas Originais: Luís Macêdo
Desenho e Execução de Luz: Miguel de Almeida
Projeto e Execução de Som: Fernando Dias
Projeção Audiovisual e Fotografias: Luís Herlânder Carvalho
Ilustração do Cartaz: João Macêdo

Datas das apresentações:
25 e 26 de novembro, e 01, 02, 08, 09, 10, 16 e 17 de dezembro de 2011
06, 07, 13 e 14 de janeiro de 2012

Local:
Auditório Municipal Lourdes Norberto, Linda-a-Velha, Oeiras-Portugal

(Fonte: Produção do Espetáculo)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Franciolli Luciano estréia novo espetáculo nesta quarta- feira na Guerrilha


Estreará no próximo dia 24 a comédia escrita e dirigida por Franciolli Luciano, grande nome do teatro e cinema cearense.

A comédia tem o titulo Não Culpa Eles, Culpa Nós e retrata de forma engraçada a vida de um funcionário publico que nunca conseguiu uma promoção no seu trabalho, retratando os seus lamentos, que são acrescidos da presença em sua residência dos seus sogros.

Com elenco formado por Fabio Lemos, Aldenir Barbosa, Paula Amorin e Valdirene Cordeiro.

A apresentação acontecerá no Teatro Rachel de Queiroz, em duas sessões, as 19 e 21 horas, fazendo parte da 3ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense.

Uma boa opção para você que deseja dar boas gargalhadas.

Frases sobre a música!

O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas.
William Shakespeare



A música é o verbo do futuro.
Victor Hugo


Sem a música, a vida seria um erro.
Friedrich Nietzsche


Cantando agente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
Cantando a gente faz história.
Foi gritando que eu aprendi a cantar:sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos.
Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.
Cazuza

Hoje, dia do músico, meu louvor aos grandes mestres da música Cariri!

ABIDORAL JAMACARU

DIHELSON MENDONÇA

PACHELLY JAMACARU

IBERTSON NOBRE

ERMANO MORAIS

DI FREITAS

LIFANCO

Hoje é dia do músico!!!!!!!


História

Santa Cecília é uma santa, considerada pelos católicos a padroeira dos músicos

No início, a música era apenas rítmo marcado por primitivos com instrumentos de percussão, pois como os povos da antiguidade ignoravam os princípios da harmonia, só com o tempo foram acrescentando a ela fragmentos melódicos.Na pré-história o homem descobriu os sons do ambiente que o cercava e aprendeu suas diferentes sonoridades: o rumor das ondas quebrando na praia, o ruído da tempestade se aproximando, a melodia do canto animais, e também se encantou com o seu próprio canto, percebendo assim o instrumento musical que é a voz. Mas a música pré-histórica não é considerada como arte, e sim uma expansão impulsiva e instintiva do movimento sonoro, apenas um veículo expressivo de comunicação, sempre ligada às palavras, aos ritos e à dança.Os primeiros dados documentados sobre composições musicais referem-se a dois hinos gregos dedicados ao deus Apolo, gravados trezentos anos antes de Cristo nas paredes da Casa do Tesouro de Delfos, além de alguns trechos musicais também gregos, gravados em mármore, e mais outros tantos egípcios, anotados em papiros. Nessa época, a música dos gregos baseava-se em leis da acústica e já possuía um sistema de notações e regras de estética.

Por outro lado, a história de Santa Cecília, narrada no Breviarium Romanum, a apresenta como uma jovem de família nobre que viveu em Roma no século III, nos princípios do cristianismo, decidida a viver como monja desde a infância. Mas apesar dos pais a terem dado em casamento a um homem chamado Valeriano, a jovem convenceu o noivo a respeitar-lhe os votos e acabou convertendo-o à sua fé, passando os dois a participar diariamente da missa celebrada nas catacumbas da via Ápia.Em seguida, Valeriano fez o mesmo com o irmão Tibúrcio, e com Máximo, seu colega íntimo, e por isso os três foram martirizados pouco tempo depois, enquanto Cecília, prevendo o que lhe aconteceria, distribuiu aos pobres tudo o que possuía. Presa e condenada a morrer queimada, ela foi exposta ao fogo durante um dia e uma noite, mas como depois disso ainda se encontrava sem ferimentos, um carrasco recebeu ordem para decapitá-la. Mas, seu primeiro golpe também falhou.[1] Isso aconteceu durante o ano 230, no reinado de Alexandre Severo, época em que Urbano I ocupava o papado. Anos depois uma igreja foi erigida pelo papa no local em que a jovem mártir residira, tornando-se a Igreja de Santa Cecília uma das mais notáveis de Roma.

Muito embora o Breviarium Romanum não faça menção alguma às prendas musicais de Cecília, ela se tornou, por tradição, a padroeira dos músicos, da música e do canto, cuja data de comemoração é 22 de novembro, o mesmo dia dedicado à santa. A tradição conta que Santa Cecília cantava com tal doçura, que um anjo desceu do céu para ouvi-la!

Parabéns aos meus amigos músicos:
Geraldo Junior, Beto Lemos, Fatinha Gomes, Helida Germano, Elisa Moura, Cidinho, Neto Menezes, Paulo Façanha II, David Duarte, Dudé Casado, Orquestra Sonata, Manoel Xenofonte, Rodrigo Moura, Weskley Sousa, Ives Pierini, Cristiano Pinho,Di Freitas, Marcos Leonel, Ermano Moraes, Canelão, Ricardo Baixista, Júnior Rivadávio, João do Crato, Abidoral Jamacaru, Carlos Salatiel, Jairo Starkley, Khrystal Saraiva, Curumin E Os Aipins, Mabell Sales, Flauberto Gomes, Claudio Jose Martins Dadinho, Pantico Rocha, Anderson Almeida, Nara Fidelis, Ana Paula Nogueira, Zabumbeiros Cariris, Zona Mecãnica Musica, Morena Raiz, Dihelson Mendonça, Carlos Corda, Junior Casado, ‎Marcelo Randemarck Galvao, Ronaldo Carvalho Ferreira, Ulisses Germano Leite Rolim....todos, tantos....
·

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O nosso Alumioso!!!!!!!!!!!

Francisco Ferreira de Freitas Filho, o Di Freitas, nasceu em Fortaleza (CE), onde estudou violoncelo e violão clássico no centro de formação de instrumentistas de cordas do SESI. De formação erudita, participou de vários festivais de música com renomados professores em Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro. Tocou por vários anos em orquestras profissionais, como a Filarmônica de Goiás, e, em Fortaleza, no Syntagma, grupo que trabalha a relação entre musica antiga e música nordestina. Há sete anos desenvolve, em Juazeiro do Norte (CE), trabalho de experimentação musical com materiais alternativos, pesquisa iniciada com alunos da APAE. Atualmente é coordenador de música da Orquestra de Rabecas do SESC. Em 2007 lançou, ao lado da cantora lírica italiana Francesca Della Mônica, o CD Ultraexistir.

---

Di Freitas, por Antonio Madureira

Conheci Di Freitas em 2005, quando fazia com o Quarteto Romançal o Sonora Brasil, Circuito Nacional de Música do SESC. Foi lá, em Juazeiro do Norte, terra do Padre Cícero, que encontrei Francisco, este grande artista. Sem dúvida um encontro memorável. Na ocasião, conversamos longamente sobre música, pesquisas e sonhos. Di Freitas contou das suas atividades na área pedagógica e que desenvolvia uma original luteria. Muito me tocou sua descrição do trabalho que realizava junto aos alunos da APAE e da criação de uma orquestra de rabecas.

Logo após o nosso concerto, fui à oficina ver de perto sua arte de criar recriar instrumentos musicais. Trabalhando artesanalmente materiais alternativos e recicláveis, age coerentemente com a realidade sócio-econômica do seu campo de ação.

No momento, tenho a oportunidade de conhecê-lo como instrumentista e compositor. Seu disco é um inventário das sonoridades nordestinas. Repertório que segue antigas rotas levando-nos às origens. Seus arcos musicais, por ele mesmo construídos, refazem pontes, religando-nos à nossa ancestralidade.

Os toques da rabeca e do marimbau fazem ressoar um passado mouro; belo momento cantado revisita a tradição ibérica do romanceiro. O pulsar do sangue afro responde ao baque virado do maracatu nação, e a tradição cariri se faz presente nas flautas e pífanos.

O Selo SESC, com maestria, vem garimpando preciosidades da produção musical contemporânea, criando assim um catálogo fonográfico de referência nacional.

Hoje se renovam a alegria e emoção daquele encontro no Ceará. Com este trabalho, Di Freitas mostra a sua forte musicalidade, tecendo um tapete sonoro legítimo de um músico brasileiro.

Antonio Madureira

Compositor e maestro

Regente do Quarteto Romançal
fonte:http://palcomp3.com/difreitas/#!/descendo-a-serra

Daniel Peixoto!

fonte: http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/daniel_peixoto

Natural do sertão do Ceará, Daniel estudou canto, piano e teatro ainda
em sua cidade natal, Crato, a 600 km da capital Fortaleza, se aventurou
pela rádio, apresentou dois programas na Tv Brasileira, trabalhou
como modelo da agencia Ford Models ate voltar a sua maior paixão, a
música.
Em janeiro de 2005 Daniel Peixoto formou o projeto Montage, foi citada pela
revista BIZZ como o projeto que faltava há, no mínimo, 18 anos e eleito o
"melhor show do Brasil" pela da Folha de SP tanto em 2005 como em 2006.
Participou de festivais e dividio palcos com bandas como JUSTICE,
DIGITALISM, BJORK, THE KILLERS, ARTICK MONKEYS, HOT CHIP, SUPERGRASS,
STEREO TOTAL, NEON JUDGMENT, THE CARDIGANS e GANG OF FOUR. Entre outros
feitos, vale citar que foi o 1 nome da América Latina a ter um show
virtual no Second life, tocou em todos os estados Brasileiros e em
outros países do mundo, venceram os premios "London Burning - Melhor
artista de 2007" e "HellCity - Melhor Show de 2008" ambos por juri
popular.
Foi tido como "Maravilhoso, e o novo David Bowie pelo jornalista ingles Peter
Culshaw do jornal The Guardian.
Em 2009, na mesma época em que era elogiado por ninguém menos Justin
Timbalake em seu site pessoal onde define Daniel como "Um encontro entre
Shine toy Guns, Prodigy e a paixão tipicamente brasileira", Daniel
encerra o trabalho como Montage e passa assinar seu propio nome.
apresentando ao mundo o novo pop tropical, misturando electro, Baile
Funk, Forró, Macumba e Tecnobega.

Daniel teve sua estreia oficial na carreira solo abriando a turnê
brasileira da maior banda de musica eletronica do mundo, os Ingleses do
The Prodigy e lançou em seguida o primeiro single "Come
to Me" em um pacote que inclui álbum de remixes, camisetas e um video
clipe resultado de um flash mob na cidade de
Belém do Pará. O clipe teve estreia com exclusividade para
MTV Brasil, onde Daniel sempre colabora em reportagens como convidado
especial da emissora.
Convidado pela parada gay de SP (já a maior do mundo) Daniel gravou o
tema oficial da parada 2010 e fez a faixa "Sinta o amor em mim" cantando
a musica ao vivo para 3.5 milhões de pessoas durante o evento em um
trio eletrico que levou seu nome e teve um line up repleto de novos
nomes da cena eletronica brasileira.

Em abril, Daniel lançou então "Mastigando Humanos" seu album com 14
musicas ineditas e arrancou elogios e revistas como Rolling Stones e
MixMag e de sites como MadDecente do Dj Diplo de NY. Logo apos o
lancamento, Daniel mudou-se para Europa e segue sua carreira agora
focado no publico do velho continente!

domingo, 20 de novembro de 2011



Pela primeira vez no triângulo CRAJUBAR, a BANDA ONE, cover do U2 da cidade de Fortaleza, vem nos brindar com mais um grande evento produzido pela SERTÃO POP PRODUÇÕES. Será uma noite memorável, recheada de muito som, luz, pessoas bacanas e alto astral. Um show que promete acontecer e marcar no calendário de eventos do Cariri. O TERRAÇUS Bar e Petiscaria vai ser o cenário dessa festa. O local já está consagrado como de ótima estrutura para esse estilo de evento.

O primeiro lote de ingressos antecipados estarão a venda a partir de amanhã (19/11), nos seguintes locais:

CRATO:
LOJA LARAS - Esquina da Praça da Sé, em frente ao MUSEU HISTÓRICO.
PRODUTORA SERTÃO POP - Rua Araripe - 163 (beco do Padre Lauro, segundo quarteirão)
TERRAÇUS Bar e Petiscaria

JUAZEIRO
PORÃO DO ROCK - ao lado da Prefeitura Municipal.
AVALON LOCADORA - Rua Padre Cícero, 740 - centro

OS INGRESSOS ANTECIPADOS CUSTAM R$ 15,00

INFORMAÇÕES:
3521.5398 - 9666.9666 - 8824.2131

OBS: O TERRAÇUS Bar e Petiscaria fica localizado no triângulo do Grangeiro, distante 1km do Clube Recreativo Grangeiro.

20 de novenbro: Dia da consciência negra!

Relembrando a história da beata Maria de Araújo, que morreu pelo preconceito e racismo da Igreja Católica no enclausuramento!
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Maria de Araújo
Nascimento 23 de maio de 1863
Juazeiro do Norte, CE
Morte 17 de janeiro de 1914
Juazeiro do Norte, CE




Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, mais conhecida como Beata Maria de Araújo, (Juazeiro do Norte, 23 de maio de 186317 de janeiro de 1914) foi uma religiosa brasileira, declarada beata pela devoção popular, mas não pela Igreja Católica.
Era filha de Antônio da Silva Araújo e Ana Josefa do Sacramento.
Desde pequena já levava uma vida árdua, tendo os seus pais falecidos logo cedo. Trabalhava com artesanato, fiando algodão e fazendo bonecas de pano para a venda. Padre Cícero mandava-a ensinar artesanato para outras crianças. Também trabalhou numa olaria com fazendo a contagem dos tijolos.
Em 1885, aos seus 22 anos, passou a usar os hábitos de freira. Passou a ser considerada "beata" pelo povo após um retiro espiritual administrado pelo padre Cícero e pelo padre Vicente Sóter de Alencar. Por ser órfã, passou a residir na casa de padre Cícero, que tinha uma dedicação especial por ela.
O fato mais importante de sua vida foi o milagre da hóstia acontecido em 1 de março de 1889. Ao receber a hóstia, em uma comunhão oficiada por Padre Cícero, na capela de Nossa Senhora das Dores, a "beata" não pôde degluti-la, pois a hóstia transformara-se em sangue. O fato repetiu-se, e o povo achou que se tratava do sangue de Jesus Cristo e, portanto, era um milagre.
O povoado de Juazeiro do Norte passou a ser alvo de peregrinação, pois a multidão queria ver a beata e tratava os panos manchados de sangue como objetos divinos. O jornalista José Marrocos divulgou o fato ocorrido e se tornou um ardoroso defensor do milagre.
A notícia rapidamente chegou aos ouvidos do bispo D. Joaquim José Vieira que chamou o Padre Cícero a Fortaleza para esclarecer o acontecido. O bispo ficou intrigado com o relato ouvido, mas, pressionado por alguns segmentos da Igreja Católica que não aceitaram o relato, enviou dois sacerdotes de sua confiança, os padres Clicério da Costa Lobo e Francisco Pereira Antero, para investigar os acontecimentos. Depois de algumas experiências e de ouvirem relatos de testemunhas, deram o caso como divino.
O bispo não gostou do resultado e convocou uma nova comissão constituída pelos padres Antônio Alexandrino de Alencar e Manuel Cândido, a qual concluiu não haver milagre. O relatório do inquérito foi enviado à Santa Sé, em Roma, e esta confirmou a decisão tomada pelo bispo.
Maria de Araújo passou os últimos anos de sua vida enclausurada até falecer em 1914. O local onde estão seus restos mortais é desconhecido.

DIA NACIONAL DA CONSCIENCIA NEGRA


A Abolição

No caminho que se percorreu até a Abolição da Escravatura, muitos fatos foram de fundamental importância para a concretização deste movimento. As rebeliões, as fugas, os quilombos, os trabalhos mal executados ou não cumpridos eram formas de manifestações dos negros que esbarravam em uma legislação rígida e um aparelho repressivo bem constituído que sufocavam as revoltas e impediam a concretização dos ideais de liberdade dos escravos.
O processo de emancipação aspirado pelos negros só ganhou força a partir da segunda metade do século XIX quando o protesto de alguns setores da classe dominante se juntou à luta dos negros.
Mas, devemos levar em conta que essa política emancipacionista ocorreu de forma progressiva, devido a resistência dos fazendeiros escravocratas que eram a base de sustentação política da monarquia.
O primeiro passo neste processo de liberdade ocorreu em 1871, quando foi aprovada a Lei do Ventre Livre que estabelecia que os filhos de escravos que nascessem no Império seriam considerados livres. Na verdade, esta lei só beneficiava de fato os senhores de escravos já que estes proprietários deveriam criar os menores até os oito anos, quando poderia entregá-los ao Governo e receber uma indenização; ou mantê-los consigo até os 21 anos, utilizando seus serviços como retribuição pelos gastos que tivera com seu sustento. A questão é que esta lei não foi cumprida na realidade, pois poucos escravos eram libertados, fazendo com que a situação dos negros continuasse a mesma e por isso, os fazendeiros que em um primeiro momento atacaram a lei, acabaram defendendo-a depois.
Somente em 1878, tomou corpo o movimento abolicionista, liderado por pessoas como Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, André Rebouças, Luís Gama e Joaquim Serra, ou seja, pessoas que tinham participação dos setores agrários não vinculados à escravidão e da classe média urbana, e principalmente intelectuais, profissionais liberais e estudantes universitários.
Mudanças sociais como a introdução do trabalho assalariado, as atividades industriais e o crescimento da população livre ( por volta de 1890 chegava a 522.000 só no Rio de Janeiro) e a urbanização intensificaram o movimento abolicionista que estava mais concentrado nas cidades. Nelas os abolicionistas promoviam conferências, quermesses, festas beneficentes e comícios em praças públicas. Fundaram jornais, clubes associações encarregadas de difundir suas idéias, como a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, o Clube Abolicionista dos Empregados do Comércio e a Sociedade Libertadora da Escola de Medicina.Além disso, em 1884, a escravidão foi abolida no ceará, no Amazonas, já que estas eram províncias menos vinculadas ao sistema escravista.
Nas províncias de grande concentração de escravos como Rio de Janeiro e São Paulo, as tensões entre senhores e abolicionistas aumentavam. Fato que contribuiu para que em 28 de setembro fosse sancionada pelo imperador a Lei Saraiva-Cotegipe, conhecida também como Lei dos Sexagenários, que concedia liberdade aos escravos com 60 anos ou mais (mas estes eram obrigados a trabalhar para os senhores durante três anos ou até completarem 65 anos) e previa um aumento do Fundo de Emancipação, destinado a promover a imigração.
E somente no dia 13 de maio de 1888 a princesa Isabel, que substituía o imperador, assinou a Lei Áurea, que libertava “incondicionalmente” cerca de 750.000 escravos (cerca de um décimo da população negra do país).
Na realidade, o que vemos é que em termos sociais, a Abolição mais especificamente para os negros não significou liberdade efetiva, pois ela se transformou, entre outras coisas, em preconceito racial e exclusão social.
A regra geral para os ex-escravos foi a não-integração à sociedade burguesa. Ele não tinha condições de concorrer com o imigrante, melhor qualificado tecnicamente. Os planos dos abolicionistas em relação à integração do escravo não se concretizaram. Os negros foram atirados no mundo dos brancos sem nenhuma indenização, garantia ou assistência e a grande maioria deslocou-se para as cidades, onde os aguardavam o desemprego e uma vida
(WWW.unicamp.br)

História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.
(WWW.suapesquisa.com)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

GUERRILHA PERMANENTE


Imaginem se todas as instituições que fomentam as artes cênicas no Cariri se irmanassem no financiamento, difusão, formação, intercâmbio e circulação do que é produzido na região...

Vemos que vários bons espetáculos de outros estados e de diversos países são mostrados na região, mas é revoltante perceber que as mesmas instituições que promovem essa oportunidade, negam-se a desenvolver ações que valorizem e mostrem nossos espetáculos em outros estados e países. 

Circo do Sopé, de Josernany Oliveira e Felipe Tavares (Foto: Gessy Maia)

INTERCÂMBIO 
RESPONSÁVEL E DEMOCRÁTICO

Somos defensores de um intercâmbio que propicie a verdadeira integração e vivência entre as mais diversificadas e distintas experimentações e realizações cênicas, respeitando as opções estéticas e abolindo o preconceito, o mercenarismo, a subserviência. 

DIGNIDADE 
NOS CACHÊS E NO FINANCIAMENTO

Nossas companhias de teatro, dança, circo, música e folguedos são constituídas de respeitáveis e valorosos artistas, pesquisadores e mestres. E nossas criações são merecedoras da atenção e tratamento distinto por parte de agentes financiadores e órgãos promotores, sejam públicos ou privados.

Por isso, combatemos a humilhação dos cachês irrisórios e financiamentos insuficientes praticados com as produções locais e reivindicamos a revisão das políticas desenvolvidas no Cariri por todas as instituições atuantes no setor.

Mulier, de Yarley de Lima (Foto: Gessy Maia)

CONTROLE SOCIAL DOS INVESTIMENTOS

Propomos que BNB, CEF, BB, SESC, URCA, SEBRAE, SECULT do Estado e dos Municípios possibilitem a participação dos setores organizados na concepção e deliberação dos investimentos em arte e cultura. 

Dessa forma, teríamos justiça na definição de cachês, criação de intercâmbio verdadeiro e compromisso com o desenvolvimento e fortalecimento das artes e valorização dos artistas caririenses. 

Procedimento extensivo a outras regiões do estado e do país, seria garantido o respeito à diversidade e banidos grupos de mercenários que se instalaram no interior e na periferia de OG's e OS's.

Leprosos, de Mano Damasceno (Foto: Gessy Maia)

O CARIRI É UNIVERSAL

Não entendemos o Cariri como um pedaço isolado do resto do Brasil e do Mundo. Perderia o sentido a sua existência, assim. Compreendemos nossa região como resultante de uma grande e profunda fusão de culturas, caldeadas em séculos de peleja envolvendo principalmente o ameríndio, o ibérico e o africano. Somos universais!

Lutamos, portanto, para que nosso povo não seja movido a ignorar a si mesmo. Valorizar o Cariri não é negar outras regiões ou países, mas inseri-lo na dinâmica que tempera a existência e o espírito da humanidade.


PROGRAMAÇÃO RESTANTE



18.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Patati Patatá cover (Cia. Teatral Anjos da Alegria, de Crato-CE, Direção de Flávio Rocha, Indicação: Infantil, 45min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


19.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Clarícias – a palavra que treme (baseado na biografia de Clarice Lispector), de Dakini Alencar (Dakini Cia. de Dança e Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Dakini Alencar, Indicação: 14 anos, 40min, Arena) 
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


20.11.2011 (Domingo, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
As Encalhadas, de Willyan Teles (Cia. Teatral Arriégua, de Crato-CE, Direção de Wyllian Teles, Indicação: 14 anos, 80min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


21.11.2011 (Segunda, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
As Anjas, de Ueliton Roccon (Cia. Entremeios de Teatro, de Crato-CE, Direção de Mauro César, Indicação: 12 anos, 80min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


22.11.2011 (Terça, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Psicose, de Sarah Kane (Grupo Centauro de Teatro, de Crato-CE, Direção de Márcio Rodrigues, Indicação: 16 anos, 40min, Arena)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


23.11.2011 (Quarta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O Rapto das Cebolinhas, de Maria Clara Machado (Grupo Máscaras da SCAC, de Crato-CE, Direção de Jardas Araújo, Indicação: Infantil, 60min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


24.11.2011 (Quinta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Não culpa eles, culpa nós, de Franciolli Luciano (Cia. kanoistravezdenovo, de Jati-CE, Direção de Franciolli Luciano, Indicação: 14 anos, 60min, Palco) 
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


25.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Se creres, serás salvo, de Luka Severo (Grupo Cícera de Experimentos Teatrais, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Luka Severo, Indicação: 12 anos, 40min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE) 


26.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O Cravo e a Rosa, de Xico Abreu (Cia. Elas de Teatro, de Crato-CE, Direção de Kelyenne Maia e Carla Hemanuela, Indicação: Infantil, 50min, Palco)  
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


SEMINÁRIO E MÚSICA


27.11.2011 (Domingo)


14h - A Dramaturgia Brasileira Caririense e outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior às companhias e homenageados 
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


20h - Show de Encerramento: Lifanco & Convidados (Indicação: Livre, 120min)
Praça da Sé (Crato-CE)


Cacá Araújo 
Idealizador e Coordenador da Guerrilha do Ato Dramático Caririense
Crato-Cariri-Ceará-Brasil, novembro do ano 2011.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...