quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Romantik und das ewige Selbst*

O Romantismo por excelência (Clássico) entende-se do movimento ocorrido na Alemanha na metade do século XVIII, onde a idéia ‘contra a crença iluminista do império darazão e do progresso’ é substituída pelo conceito da razão subjetiva (metafísica). Onde o olhar sobre o homem é voltado para si, isto é, para a razão de seus sentimentos. Pois o Romantismo alemão teria sido o único dos movimentos que fora capaz de assumir-se como filosofia de vida, garantindo assim seu destaque diante dos demais movimentos românticos.

O filosofo francês Rousseau, a partir das publicações de seus livros: Confissões e Os Devaneios do Caminhante Solitário, ele contrapunha toda a realidade racional da época do Iluminismo. Investigou de forma subjetiva, uma perspectiva antes abandonada por variados filósofos, à concentração e apuração do Eu.

A natureza (entende-se por razão dos sentimentos) era o ponto de partida para a fortificação do movimento romancista alemão. Acreditava Rousseau, que ao voltar-se para si, o homem construiria a sua base de conhecimento de sua realidade intrínseca perante o mundo exterior e seus conflitos:

‘Deixei, pois, de lado a razão, e consultei a natureza, isto é, o sentimento interior, que se dirige a minha crença, independentemente da razão. ’ (GUINSBURG. J, p.80, O Romantismo (.) ROUSSEAU, Carta de 1758 a Vernes)

Sendo assim o sentimento se constituiria como a razão do individuo. Já que esta necessitaria primeiramente do sentimento para existir, ou seja, é preciso o homem sentir primeiramente para depois racionalizar. Acreditando assim que o desenvolvimento do homem se daria a partir do conhecimento interior.

O grande dilema do Romantismo seria as idéias filosóficas de Johan Gottlieb Fichte, no livro intitulado, Fundamentos de toda Teoria da Ciência. Onde a explicação para a realidade tinha um viés metafísico, não podendo ser considerado um fato estático, mas dinâmico capaz de induzir o individuo a uma ação concreta. O que Fichte denominava de ‘Eu, uma autoconsciência pura. ’

Este Eu se tratava, da pura subjetividade do homem, em especial da época romântica. Considerado como divino, infinito e absoluto, já que partia da pura criação interior sem influências extramentais. Ele acreditava que a realidade de cada ser era singular e individual.

O que nos permite dizer que se tratava de um princípio, no qual permitia compreender a realidade do eu (intrínseca) ao do mundo (exterior) a partir do esforço de conhecer a si mesmo internamente.

*O romantismo e o seu eu eterno
http://cronicascp.blogspot.com
Texto produzido pelo estudante do 5º período de Letras da Universidade de Pernambuco, Wagner Bezerra Pontes

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