quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Nossa homenagem à uma figura do bem que se foi nesse 28 de janeiro de 2014!

ADRIANO FEITOSA , "COCÃO"

POR ALÊ BANDEIRA:

Em agosto de 1999, conheci Adriano, ele era uma cara timido mas mto divertido, inteligente, começamos a namorar e logo engravidei, nosso filho nasceu em junho de 2000.
Lutei durante anos e tentei tudo que pude para ajuda-lo a parar de beber, a bebida apesar de aparecer em propagandas como algo legal, festa e mulheres bonitas, ela destroi vidas, familias, sonhos, nos separamos em agosto de 2008, quando vi que não poderia mais lutar com isso.
Nossa separação foi traumatica, e toda vez que nos encontravamos o clima era tenso.
Em novembro do ano passado ele foi demitido por cortes de gastos, encontrei com ele e ate tentei ajuda-lo mas ele não quis, vi meu filho sofrer mto em ver o pai alcoolatra, sem podermos fazer nada.
Chegamos domingo de ferias e Filipi foi ver o pai e os avos, chegou feliz pois o pai estava bem
Infelizmente ontem apos um dia de bebedeira adriano decidiu tomar uma overdose de remedios e pos fim a vida dele.
40 anos, dez anos apos o irmão dele, Helim, desencarnar.
Por mim eu acho que deveria vir nos rotulos de bebidas os mesmos avisos que vem nas carteiras de cigarro, pois pior do que o cigarro é a bebida,nunca soube de ninguem matar ninguem por cigarrro, mas bebida? Todo dia morre um.
Enfim faço esse relato para quem sabe ajudar a conscientizar as pessoas do grande mal que é o alcool e a grande doença que é o alcoolismo.
Pense nisso, se vc sofre procure ajuda!



Descanse em paz Adriano!
Saudade e tristeza 

O enterro será as 10:00h da manhã, no cemitério local
Crato!

Blog Cultura no Cariri volta as suas atividades normais!

Depois de um período sem postagens regulares, o blog retoma o fôlego e promete inovar, trazer mais história, arte e poesia, e olha só a agenda desse finalzinho de Janeiro!
Cariri Abençoado:


Dia 30 de janeiro às 20h no Terreiro da Mestra Margarida.
Ingressos á venda no Sac do SESC Juazeiro.
Entrada: Comerciário 2kg de alimentos/ Usuário R$ 10 + 2 kg de alimentos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A FESTA DA SANTA CRUZ DA BAIXA RASA



Artigo de Cacá Araújo¹ 
Baseado em relatos populares

Um vaqueiro vindo do Pernambuco atravessava a Floresta do Araripe. Chegando à Baixa Rasa parou para descansar. Exausto, faminto e fraco, resolveu ali ficar, à espera de que alguém passasse e pudesse lhe ajudar, saciando-lhe a fome e a sede. Sua valentia de sertanejo ainda o ajudou a resistir por alguns dias.

O corpo sem forças. O desespero e a agonia já o dominavam quando, mesmo com a vista turva, conseguiu ver um grupo de homens montados em burros, que seguiam em comboio, certamente transportando mercadorias. Tentou gritar, mas sua voz, quase apagada pela tirania da fome e da sede, produziu apenas um fraco sussurro. Não foi ouvido e os homens seguiram seu destino rumo ao Crato.

Repentinamente um dos comboieiros, numa avivada de consciência, disse aos camaradas que lá para trás tinha visto um homem caído bem na beira da rodagem. Resolveram voltar para ajudá-lo, mas ele já havia morrido. Morte silente, testemunhada pelos pássaros e pelas plantas que pareciam chorar diante daquele quadro de desventura. Encontraram-no sobre folhas secas, a cabeça escorada numa raiz de árvore, os olhos abertos ainda reclamando um sopro de misericórdia. Fecharam-lhe os olhos. Libertaram sua alma. Seu corpo foi enterrado ali mesmo, no palco encantado de seu teatro de agonia. Com varas da mata fizeram a cruz que cravaram em sua cova. Isso aconteceu, segundo relatos, nos idos de 1880. Nascia, assim, o mito da Santa Cruz da Baixa Rasa.

O martírio daquele vaqueiro foi divulgado pelo grupo de comboieiros ao povo da região. Tomados pela compaixão e motivados pela forte religiosidade, os moradores dos arredores passaram a frequentar o lugar e rezar por sua alma, a fazer promessas, a suplicar milagres.

São diversas as histórias sobre a origem do mito. Mas o real é que vários milagres são atribuídos à Santa Cruz da Baixa Rasa, dentre eles o atendimento a uma promessa feita por uma senhora, em 1914, quando uma terrível peste espalhou-se por diversos pontos do Nordeste. Ela, com inabalável fé, pediu que a epidemia não chegasse ao Cariri. Foi atendida e o povo da região ficou livre da doença. Essa senhora era conhecida como Vó Pretinha, matriarca da família Estêvão, família que até hoje mantém a tradição de rezar aos pés da Santa Cruz da Baixa Rasa.

Muitas graças foram e são alcançadas e, todo 25 de janeiro, uma grande romaria de devotos acorre ao local, que fica a cerca de 20 quilômetros da cidade do Crato, dentro da Floresta Nacional do Araripe.

Uma clareira aberta no coração da mata virgem. Ventos soprando a ancestralidade de um povo religioso, que ainda tem o privilégio de conviver com a natureza divina, mãe de todas as crenças e mitos e desejos e esperanças. Um oráculo nordestino onde os filhos da terra procuram respostas que lhes livrem da ação implacável da esfinge que a todo tempo lhes apavora com a possibilidade de condenação ao inferno. A Santa Cruz da Baixa Rasa é magia matuta. É a busca incansável da felicidade. É o céu que se insinua aos impuros que buscam a clemência de Deus.

Purgar os pecados, pagar promessas, cantar, rezar pela cura e por querer ser feliz. Aqui, instala-se um ritual misto de sagrado e de profano: missa, devotos, benditos, vaqueiros, bandas cabaçais, reisados, maneiro pau, penitentes, cantadores de viola, políticos de matizes diversos, pesquisadores, curiosos. É o espírito da devoção e da festa, como no princípio, onde o sagrado e o profano eram um só.


¹Cacá Araújo (texto e foto) é professor, dramaturgo e folclorista, diretor da Cia. Brasileira de Teatro Brincante, radicado em Crato-CE.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Águas em Marte


Águas em Marte, Power Trio instrumental ainda  foi  uma das duas propostas musicais do Ceará selecionada para  o  Festival de Artes Rua dos Inventos, que  aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de dezembro em Rio de Contas (BA), que tem por objetivo a  busca  de uma conexão entre arte e vida, promovendo o encontro entre artistas, suas artes e os moradores – fazedores do espaço vivo da cidade. Durante esse período, o município baiano esteve povoado por diversas atividades, todas gratuitas, que aconteceram ao longo dos dias inteiros, da manhã à noite, como oficinas, ações urbanas, shows, exposições, projeções de filmes.
Águas em Marte é uma proposta que tem a frente os músicos, Lituan Sanssara(Bateria), Julius Patricio(Contrabaixo e Loops) e Gilson Sobreira(Guitarras e ambiências).
A quase 1(um) ano os três músicos se reuniram num intuito de dividirem suas experiências  e assim  darem inicio a uma sugestão de música autoral.
Inventariados no instrumental, os meninos que fazem parte da mais nova geração da música Cariri se utilizam dessa ins-piração, criando assim um som denominado por eles: Tempero Experimental Particular. “Música essa que não é rica nem pobre. Notas graves que querem dizer mais que apenas pulsação, ou até sons percussivos que entram derrotando o silêncio psicológico” (Julius Patrício).
O Power trio considera que ter participado do Festival Rua dos Inventos fortaleceu a trajetória de Águas em Marte, proporcionou o intercâmbio entre artistas, produtores e amadureceu a visão de cultura vivenciadas participantes do evento, bem como evidenciou a cena da música autoral do Cariri.
Estamos ansiosos por novas composições, shows, expansão, gravação do primeiro CD, envio de editais, criação da sede da banda.
Lituan Sanssara

Nada melhor que ouvir sua música tocar nos carros de som da cidade.
Gilson Sobreira

Muita valiosa a troca de figurinhas com toda a galera da cena regional da Bahia e novas inspirações e fórmulas para novos sons nesse ano que chega
Julius Patricio.



TEXTO: Fatinha Gomes
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