quinta-feira, 31 de maio de 2012

Nossa Agenda Galerinha!

Nossa Agenda galerinha!
Sexta Feira 1 de JUNHO, bar e petiscaria João e Maria
A partir das 21:00h
Fazendo samba, MPB, e Samba Rock com Weskley Sousa, Cidinho e Janinha Brito
Sábado 2 de JUNHO, no Cantinho do Pimenta
Weskley Sousa: Guitarra
Cidinho: Violão
Demetrius Candido: Percussão
Janinha Brito: Voz!
A partir das 20:00h
Samba rock, MPB e samba!!!!!



Sábado 9 de Junho projeto pôr do sol, do SESC Crato, com o grupo SAMBA DE MINUTO, A partir das 17:00 no Cruzeiro da ladeira da integração!




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Izaíra Silvino - Democratizar a educação para democratizar a música

Professora, escritora, poeta, compositora, arranjadora, regente, mulher e aprendiz, Izaíra Silvino tem desempenhado um papel importante na música no Estado do Ceará. Tendo iniciado seus primeiros contatos com o universo musical na infância, Izaíra é contundente ao afirmar que para democratizar a música “é preciso democratizar a educação do povo brasileiro, em todos os níveis e espaços. Feito isto, a democracia é possível, em qualquer ângulo!”.

Alexandre Lucas – Quem é Izaíra Silvino? 

Izaíra Silvino - No momento, estou sendo empresária, trabalhadora de uma das cadeias produtivas da Economia Criativa (editoração e produção). Estou uma das proprietárias da DIZ Editor(A)ção). Estou professora - eventualmente - e estou palestrando sobre as relações da música com a educação. Desafio-me a continuar sendo compositora, arranjadora, escritora e poeta . 

Alexandre Lucas – Com se deu seu contato com a música? 

Izaíra Silvino - Ainda criançinha, minha Mamãe e meu Papai descobriram-me amante da Música (eu cantava desde o berço). Aos cinco anos, já estava frequentando aulas da Professora Amélio Cavalcante (uma pedagoga musical de Iguatu-CE), com quem aprendi a tocar bandolim (1950). Desde então, estou em mergulho musical perene, onde, ainda, aprendo a nadar! Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória: Izaíra Silvino - Fui violinista da Orquestra Sinfônica Henrique Jorge (anos sessenta), fui Professora de Educação Artística (escolas municipais, Fortaleza e Crato, e estaduais - anos setenta), fui professora da FACED- UFC e Regente dos Corais da UFC e FACED-UFC, do Coral da Biodança, do Coral da EMBRATEL, do Coral Santa Cecícia da SOLIBEL - anos oitenta e noventa e Grupo Vocal Moenda de Canto (anos noventa). Assessora da FUNARTE, nos Painéis de Coros, desde 2002. Fiz-me Bacharela em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFC (1969), Licenciada em Música pela UECE (1973), Especialista em Música do Século XX pela UECE (1995), Mestra em Educação pela UFC (1996). 

Alexandre Lucas – Você acredita que a Academia elitiza a música? 

Izaira Silvino - De minha experiência, posso responder NÃO a esta questão. Mas se levarmos em consideração o número de habitantes de um lugar e relacionarmos este número com o número percentual de pessoas que alcançam e vivem e frequentam as atividades fins da academia (conhecimentos vivenciados e construídos a partir do ensino, da pesquisa e da extensão universitária), pode-se falar em ELITE. Mas não em 'elitismo'. Na academia trabalha-se conhecimentos já sedimentados, como, também, trabalha-se com conhecimentos de vanguarda. Vamos dizer que isto seja como a 'nata' da realidade. Mas é bom lembrar que não existe 'nata' sem leite. Então, não existe academia sem uma realidade posta. Isto, a meu ver, desmonta o argumento de elitismo. 

Alexandre Lucas – Como ver essa denominação de música popular e erudita? 

Izaira Silvino - Para mim, esta divisão não existe. Ela foi estabelecida por uma lógica de exclusão. Quem divide, termina por diminuir, não é isto? Música, a gente compartilha, não divide. Milhões de pessoas podem ouvir, ao mesmo tempo, a mesma música. Sem divisões. Claro que, de uma composição para outra composição, há diferenças: estéticas, estilísticas, gramaticais, teóricas, históricas, autorais... mas divisões? Nunca! Tudo é Música. Tudo espaços sonoros-rítmicos, organizados a partir do poder expressivo do compositor. Qualquer idéia de divisão é falsa, elitista, racionalista, manipuladora. 

Alexandre Lucas – É preciso democratizar a produção musical brasileira? 

Izaíra Silvino - É preciso democratizar a educação do povo brasileiro, em todos os níveis e espaços. Feito isto, a democracia é possível, em qualquer ângulo! Alexandre Lucas – A obrigatoriedade do Ensino de Musicas nas Escolas de Ensino Básico é uma forma de democratizar a diversidade musical? Izaíra Silvino - É uma forma de ampliar a formação do povo brasileiro, portanto, de ampliar os espaços de democratização - de saberes, poderes, vozes, do diverso, do uno, da grandeza, da fartura (no plano individual, como no plano coletivo)! 

Alexandre Lucas – Qual a contribuição social do seu trabalho? 

Izaíra Silvino - Ih!!!!!!!!! Quem sou eu para ter a veleidade de medir se há esta contribuição!? Quando a gente nasce com um corpo e ocupa um espaço neste planeta, a gente já é contribuinte, de vida e da própria vida! Se a gente contribui positiva ou negativamente? Isto, quem sabe é quem recebe e compartilha. Para nós, atores da vida, autores de nossa sina, só resta aprender a AMAR! Alexandre Lucas – A música denominada de Música Popular Brasileira – MPB desempenhou um importante papel no enfretamento a Ditadura Militar no Brasil. Você acredita que os músicos perderam essa viés político na contemporaneidade? Izaíra Silvino - Não sei se perderam... Mas custa-se, hoje, 'achar' a cor deste viés! Da mesma forma como, também, é muito difícil identificar as 'ditaduras' que nos assolam neste momento vivido. 

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos? 

Izaíra Silvino - Aprender, aprender, aprender. Aceitar os desafios da vida! Dizer sim ao amor e ao aprendizado do amor! Viver a corda bamba da adolescência da minha velhice!

Carta de Sobral

Nós, reunidos em Sobral, Ceará, Brasil, de 23 a 26 de maio de 2012, no marco do primeiro “Nossas Américas, Nossos Cinemas”, participamos do primeiro encontro de jovens realizadores da América Latina e Caribe, unindo 16 nações, promovendo um intercâmbio entre gerações. Entendemos a juventude como um estado de espírito em luta, sem preconceitos e aberto e nos reconhecemos como povos irmãos.
Este encontro tem, como objetivo, refletir, compartilhar experiências dos realizadores audiovisuais e gerar ações sobre a linguagem audiovisual, a comunicação, com o fim de manter vivo um movimento integrador da nossa “AbyaYala” (América Latina e Caribe).
Trabalhamos com as heranças milenárias herdadas dos povos originários, transmitida aos povos transplantados, brancos pobres e escravos africanos trazidos por barcos colonizadores, e reinventados pelos povos presentes neste encontro.
Reconhecendo e recusando a ditadura do mercado que oprime nossos povos e seus imaginários culturais, seguiremos os seguintes princípios:
1.       Considerando A “DECLARAÇAO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL”, da UNESCO, entre outros instrumentos internacionais que garantem a identidade e diversidade cultural a partir da produção cultural, entendemos a realização audiovisual como um direito humano;
2.       Exigir e proteger a plena vigência do direito à linguagem cinematográfica e audiovisual dos nossos povos, promovendo legislações que o garantam a cada uma de nossas nações;
3.       Entendemos o audiovisual como um fato político e artístico de ressignificação e transformação sociocultural;
4.       Apoiar os direitos do público com base nos conceitos marcados pela Carta de Tabor (1987), criada pela FICC (Federação Internacional de Cineclubes), para a formação de públicos pela ação dos cineclubes e das salas de cinema cultural, também apoiando e difundindo o dia 10 de maio como o dia do público;
5.       Garantir a alfabetização e educação audiovisual dos nossos povos, na sua dimensão artística e política, encorajando a leitura crítica dos meios de comunicação;
6.       Exigir o direito a livre comunicação, informação, expressão e acesso aos meios audiovisuais para todos os povos da América Latina e do Caribe;
7.       Defender o espectro radioeletrônico e a internet como bens públicos comunitários com a finalidade de preservar o espaço da comunicação sem censuras, tendo como referência a “LEY DE MEDIOS Y SERVICIOS DE COMUNICACION AUDIOVISUAL”, da Argentina, e a nova “LEY DE TELECOMUNICACIONES”, da Bolívia. Também nos declaramos abertamente contra o projeto “ACTA”, a lei “SOPA” e qualquer outro ato que ameace a liberdade de expressão dos povos e nos propomos a fomentar o uso das licenças “creativecommons” e bases operativas como o LINUX, e outros softwares livres;
8.       Acompanhar e estimular os processos já existentes na organização do setor audiovisual, que compartilhem os mesmos princípios levantados por essa Carta, e recomendar a sua criação a níveis locais, regionais e nacionais, onde não existam;
9.       Exigir dos Estados garantias constitucionais para os realizadores que sofrem perseguição e ameaças a sua integridade física e intelectual. Exigimos o tratamento especial diferenciado do realizador e realizadora audiovisual, da mesma forma que recebem os jornalistas com relação à proteção e reserva das suas fontes;
10.    Incrementar espaços e oportunidades de acesso à informação e capacitação integral, bem como tecnologias já existentes e por serem inventadas, com o fim de garantir o direito de produção e circulação do audiovisual dos povos da América Latina e do Caribe;
11.    Promover mecanismos de fomento, sustentabilidade e continuidade dos processos de produção audiovisual dos povos da América Latina e do Caribe;
12.    Promover a integração cultural latino-americana e caribenha, respeitando a nossa diversidade cultural com o fim de exercer um processo de compreensão de uma identidade comum;
13.    Fomentar o pensamento, trabalho e tomada de decisões de maneira coletiva, respeitando as particularidades e construindo nossos laços com base na transparência e horizontalidade;
14.    Estabelecer a regularidade e itinerância deste espaço, de caráter aberto em “AbyaYala”, com rotatividade dos representantes, que devem socializar localmente os debates levantados nos encontros;
15.    Instituímos a rede virtual como meio válido de vinculação e discussão;
16.    Defendemos a liberdade criativa de formatos e estéticas na linguagem audiovisual, respeitando e fomentando a diversidade dos imaginários culturais dos nossos povos e nações latino-americanos e caribenhos, não permitindo nenhuma hegemonia estética imposta;
17.    Promover a solidariedade, a cooperação e o trabalho associativo entre os nossos povos;
18.    Promover a produção audiovisual com atitude critica e superadora sobre os nossos imaginários, realidades, histórias, espaços comuns, semelhanças e contradições;
19.    Gerar uma interação direta entre as produções audiovisuais e os públicos, por meio de todos os formatos e linguagens existentes e por serem criados;
20.    Fomentar o uso das línguas ancestrais dos povos originários, e dialetos da América Latina e do Caribe para ampla difusão dos conteúdos audiovisuais produzidos pelas comunidades, tendo como referência o artigo 16 da “Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas” e outros instrumentos internacionais;
21.    Convocar para este espaço as nações e povos hoje ausentes neste encontro, procurando a integração e representação de todos os povos e nações que habitam os países da América Latina e do Caribe;
22.    Reconhecer como válida a experiência e formação não-acadêmica, acreditando na importância dos conhecimentos vivenciais nas áreas não-pedagógicas;
23.    Fortalecer o eixo fundamental dos espaços de formação e capacitação acadêmicos e não-acadêmicos, de realizadores audiovisuais, no exercício da memória e história de nossos povos;
24.    Cremos importante gerar o intercâmbio e distribuição de obras audiovisuais traduzidas nas línguas faladas no nosso continente. Nesse sentido, comprometemo-nos, de forma colaborativa, a traduzir, dublar e legendar as obras audiovisuais e documentos que produzirmos;
25.    Este processo não obedece a interesses político-partidários. Sendo este grupo multinacional, composto por diversos setores da sociedade civil, entidades governamentais, grupos prontos ao debate e à recomendação de propostas de políticas públicas para o audiovisual e à comunicação dos nossos povos.

Ações:
Decidimos pela criação de diversos grupos de trabalho responsáveis pelas seguintes ações:

Comunicação:
1.       Criação e manutenção de uma lista de comunicação via internet. O moderador da rede se alternará em cada um dos encontros;
2.       Criação de um Portal;
3.       Criação de um boletim eletrônico mensal.

Intercâmbio e Residência Audiovisual:
1.       Formar um grupo de coordenadores, um em cada país, para o desenvolvimento desta experiência na América Latina e no Caribe, com o compromisso de criar uma lista de anfitriões e residentes;
2.       As modalidades de residência serão definidas pelas partes envolvidas caso a caso.

Declarações:
1.       Declaramos nosso apoio à promulgação da nova lei cinematográfica e audiovisual do Peru, por parte das instituições de que participamos neste encontro, e o faremos, formalmente, por meio de uma carta;
2.       Manifestamos o apoio à criação e aplicação das leis de cinema e audiovisual que estão sendo debatidas no Paraguai, atualmente em etapa de construção;
3.       Expressamos nossa preocupação e exigimos de nossos governos cessar a guerra, o genocídio e a perseguição infligidos aos povos indígenas e afrodescendentes da Colômbia, e deter a onda de violência vivenciada em países como México que limitam o livre desenvolvimento dos direitos a justiça e a comunicação democrática;
4.       Apoio à continuidade e permanência da Jornada de Cinema da Bahia, encontro que já tem 40 anos de atividades e que corre o risco de não se realizar este ano. Ressaltamos que, no seu contexto, nasceu a Lei do curta-metragem no Brasil e a Associação Brasileira de Documentaristas;
5.       Apoiamos a realização do encontro Cariri / Caribe;
6.       Saudamos a designação de 2012 como “Ano Internacional da Comunicação Indígena” e a celebração do XI Festival de Cinema Indígena de cineastas dos povos originários, na Colômbia, em setembro deste ano;
7.       Expressamos nossa profunda preocupação diante do próximo Encontro de Desenvolvimento Sustentável Rio+20, diante da forma autocrática como foi definida sua agenda em muitos casos, e diante do fato de os acordos tomados pelos presentes governos comprometerem gerações presente e futuras;
8.       Solidarizamo-nos com o fim do bloqueio a Cuba;
9.       No mês de novembro deste ano, realizaremos uma reunião na Tríplice-Fronteira, na cidade de Iguazú, Misiones, Argentina, com a finalidade de preparar o segundo encontro de Jovens Realizadores da América Latina e do Caribe, a ser realizado em 2013 no Peru.


Sobral, Ceará, Brasil, 26 de maio de 2012.





Agora é samba toda sexta feira na La Favorita!


A La Favorita e a Produtora MC2 promoverão todas as sextas feiras do mês de junho, samba de raiz com o grupo Samba de Minuto, formado por Janinha Brito, Rodrigo Moura, Cidinho, Savio Sousa, Demetrius e  um repertório regado à Chico Buarque, Cartola, Noel Rosa e os grandes mestres do samba, o grupo vem se destacando por relembrar , com muito suingue, a música tradicional  brasileira, acrescentando alegria e vibração  em suas apresentações. Não será cobrado ingresso, é diversão e descontração livre, vamos fazer algo novo das nossas Sextas Feiras?
SAMBAR!!!!!


PRESIDENTE DA FUNARTE IMPÕE LEI DO SILÊNCIO SOBRE EDITAIS‏

FUNARTE, ACESSO À INFORMAÇÃO e Editais 2012

 email recebido pelo: Jesel Gomes!
O presidente da FUNARTE, o ator Antonio Grassi, publicou neste dia 15 de maio PORTARIA onde  determinando que a Instituição, a partir desse momento, considera como RESERVADAS toda e qualquer informações relativas a seus EDITAIS de FOMENTO às ARTES e não de INTERESSE PÚBLICO, contrariando, assim, a LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO do Governo Federal.

TEXTO DA PORTARIA

PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (Funarte), no
uso das atribuições que lhe confere o inciso V do artigo 14 do
Estatuto aprovado pelo Decreto nº. 5.037 de 07/04/2004 publicado
no DOU de 08/04/2004, torna público que, de acordo com o Art.23
inciso VI da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.5527, de 18 de
novembro de 2011) (*), a Funarte classifica como RESERVADAS as
informações relativas a seus editais de fomento às artes, que se
referem a: 1) Conteúdo dos projetos não contemplados nos editais de
fomento; 2) Conteúdo dos projetos contemplados nos editais de fomento até a sua execução (consoante artigo 216, III c/c 216 § 1º, da Constituição Federal). Também se inserem nesta classificação: 3)
Parecer sobre pedidos de recurso de projetos não habilitados na seleção dos editais de fomento, uma vez que não se caracterizam como informação de interesse público, ficando no entanto disponível ao diretamente interessado na decisão.
ANTONIO CARLOS GRASSI


Por LEALDADE, entenda-se o termo como antítese de DES-LE-AL-DA-DE não como fidelidade, esse texto não foi publicado na semana anterior, saiba qual a razão. Era intenção dos autores dessa carta (o dramaturgo, Jair Alves, e a jornalista, Suely Pinheiro)trazer a público já no dia 15 de maio o que se segue, em texto  ao qual denominamos Carolina Dieckmann, Funarte e a Turma da Xuxa veiculado ontem, porém com a viagem do ator Antonio Grassi a Portugal e  Reino Unido, julgamos não seria ético contestá-lo (ainda que de forma respeitosa) sem que o mesmo estivesse presente e em condições de se explicar a quem julgar necessário  (à comunidade artística e literária, por exemplo). Além disso, por precaução, aguardamos publicação e resultado do último Edital para ocupação dos Teatros da Funarte-SP desse semestre, o que ocorreu sexta-feira ultima.

Por mais que se possa considerar modesta a participação na vida nacional desses dois autores é inegável que ao longo de três décadas os mesmos estiveram presentes como coadjuvantes, ao menos naqueles episódios envolvendo as artes (O TEATRO) e seguimentos da IMPRENSA se desatacando aqueles pelo que trouxeram de horrores, e outros por envolvimento de pessoas na luta pela construção de uma sociedade mais justa, igualitária e acima de tudo democrática. Episódios estes que contou inclusive com a participação de Antonio Grassi. Quem conhece Jair Alves e Suely Pinheiro,mesmo às vezes discordando de seus métodos e temperamento sabe de qual lado eles sempre estiveram; equivocados ou não. Com eles não se questiona o item, COERÊNCIA, matéria principal dessa denúncia.

Em matérias anteriores veiculadas pela Internet, os autores deixaram clara sua DISCORDÂNCIA de PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS DA ATUAL GESTÃO DA FUNARTE, a exemplo de decisões que contrariam a orientação do Governo Federal, especificamente sobre a questão LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO,não disponibilizando dados daquilo referente ao ritual de todos os Editais. Pois bem, neste dia 15/05 o presidente da Instituição, Antonio Grassi publicou PORTARIA determinando que essas “NFORMAÇÕES são consideradas, RESERVADAS e não deINTERESSE PÚBLICO”. Quem considera? O Congresso Nacional; a Presidenta; o STF; o próprio Antonio Grassi; ou, quem sabe, sua Assessoria jurídica? Sob o juízo dos autores desse texto a piada só não teve grande repercussão porque a PORTARIA ficou ESCONDIDA DENTRE MILHARES DE PÁGINAS DO DOU, publicadas mensalmente, NÃO CIRCULOU NA IMPRENSA, o que pretendemos nesse momento.

ESPANTOSO é que MINISTRAS ou (secretarias com status de ministério) do mesmo governo tem nas últimas semanas se destacado, como Maria do Rosário e Izabella Mônica Vieira Teixeira, respectivamente Secretária dos Direitos Humanos e Ministra do Meio ambiente, vem a público dando ÊNFASE À TRANSPARÊNCIA discutindo cada detalhes dos assuntos relacionados a suas pastas, sem nenhuma censura. Mais grave do que reprimir, como se fazia nos tempos sórdidos da Ditadura, a Portaria significa que gradativamente está sendo semeado bem como o conformismo e a autocracia burocrática, na relação com os Artistas E Produtores Culturais, como se a burocracia estatal tivesse vida própria e que a mesma emanasse dos deuses e não de homens, com responsabilidade de prestar contas sobre seus atos. A sonegação de informações a tempo de se evitar fatos consumados como osRESULTADOS DOS ATUAIS EDITAIS que consolidam no mínimo uma AFRONTA, considerada a REALIDADE PROFISSIONAL DE MAIORIA DOS ARTISTAS. Destacamos, aqui, algumas dasPROGRAMAÇÕES QUE FORAM APROVADAS NÃO PUDERAM SER CONFRONTADAS COM OUTROS CONCORRENTES, que gostariam de recorrer a estas decisões, até porque A FUNARTE SE NEGOU A REVELAR O CONTEÚDO DAS PROPOSTAS INSCRITAS NOS EDITAIS, sendo uma delas o mini-curso, "Marxismo e História” (no Teatro de Arena-SP), além de UM GRUPO DE ATORES DO NORDESTE que vem a São Paulo ministrando OFICINAS PARA ATORES (na Sala Carlos Miranda) ENSINANDO COMO FAZER TEATRO nos dias de hoje. Isto, talvez, tenha motivado a “Lei do Silêncio” imposta pela PORTARIA.

Lamentamos que os tempos modernos (do aqui agora) tenham esvaziado todo e qualquer esforço pelo bem estar coletivo, das categorias profissionais dos artistas. A quem recorrer neste momento? A maioria das ENTIDADES ESTÁ DIRECIONADA AO ENGAJAMENTO DE UMA LUTA POLÍTICA PARTIDÁRIA fratricida que está completamente distante das necessidades desses mesmos indivíduos, hoje CADA VEZ MAIS ÓRFÃOS DE REPRESENTAÇÃO.


(*) A Lei de número 12.5527 NÃO EXISTE. Talvez, estejam se referindo à LEI DE NÚMERO 12.527, de novembro de 2011.

(**) O que diz o ARTIGO 27, E O INCISO VI (GRIFADO):

Art. 23.  São consideradas imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, passíveis de classificação as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam:
I - pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do território nacional;
II - prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros Estados e organismos internacionais;
III - pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população;
IV - oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País;
V - prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégicos das Forças Armadas;
VI - prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e desenvolvimento científico ou tecnológico, assim como a sistemas, bens, instalações ou áreas de interesse estratégico nacional;
VII - pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares; ou
VIII - comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações.

 Suely Pinheiro Jornalista e Jair Alves dramaturgo


Gafieira Bad Vibe

terça-feira, 29 de maio de 2012

A melhor forma de ganhar flores!

Obra de George Macário!
*Janinha Brito, a obra é minha, as flores são suas. 

Paul Cadden

Desenhos Hiper Realistas feito à Lápis e papel!
Gênio!

Programação Festa de Barbalha 2012

03 de Junho (Pau da Bandeira)
Italo e Reno, Elba Ramaho, Flávio Leando, Mauricio Jorge, Leonardo D’Luna, Chico Pessoa.
06 de Junho
Jorge de Altinho, Nando Cordel, Joguinha Gonzaga
07 de Junho
Mastruz com Leite e Cavalo de Pau e Baby Som
08 de Junho
Jerry Adriano, Barto Galeno
09 de Junho
Forró Real, Desejo de Menina e Fivela de Bronze
10 de Junho
Patati e Patatá e Palhaço Risadinha
11 de Junho
Leo Magalhães
12 de Junho (Dia dos Namorados)
Fábio Junior, os Águias e Pagode Lá de Casa
13 de Junho
Anjos de Resgate

Quando Acabar o Maluco Sou eu!

Sexta-feira no Canteiros Comedoria e Petiscaria!
A partir das 21:00h
Aquiles Salles cantando o lado B e os outros lados do
rock-blues, reggae-jazz, pop minimalista
grunge alternativo, punk pós-moderno, mpb surrealista,
vulgar, chique, troncho, neotropicalista
violento violão louco e repentista.

À Rua São Jorge com Rua do Seminário
Próximo à Praça da Estação dos Franciscanos!

Água pra que te quero!

Marcha das vadias!


domingo, 27 de maio de 2012



TAMBORES DE OGANS

Ouçam longe os tambores
Ouçam o som dos tambus
Ogans de larga mandinga
Tambus  guias e protetores
Invicando seus eguns
Candongos de bela ginga
Nas mãos dos seus batedores
São eles... são os tambores
São deles a nossa alma
São deles nossos amores
Por quem soam os tambores?
No seu batucar rasteiro
Por quem cantam os seus louvores?
No seus versos loroteiros
Por quem velam os tambores?...
É à noite que eu escuto
Eles chegam na madrugada
 Ritimado, ouço o seu bater astuto
Numa rica e seca batucada


Por quem soam os tambores?
Por quem canta essa madeira?
Quem são os adoradores?
Que acompanham  a batedeira
Espalmando, jogando flores...
De quem são esses tambores?
Essa turba candongueira
Vai em noite enluarada
Por vielas becos e guetos
Vai em festa e brincadeira
Pela risca da estrada
Dessa terra brasileira 
De quem são esses tambores?
E estes cantos verdadeiros
Que em festa negra encantam
Batidos por candongueiros
Pouco a pouco se agigantam


São dos negros coroados
Lá dos guetos do além mar
Dos sem terra aqui trazidos
Amarrados e cativos
Pra sofrer, não prá cantar
São tambores corajosos
São vozes no seu rufar
São candongos insistentes
Gritos negros renitentes
Que não querem se entregar
Que Rufem os nossos tambores
Do  nosso povo guerreiro
Indio, Mulato, Cafuso
Negro, amarelo e Luso
Viva o povo  candongueiro

Dedê
(imagens da internet)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Armazém do Som

Armazém do som dose dupla no SESC Crato! Quem vem?

Release Bela Orquídea:

Com a pretensão de combinar poesia com arranjos musicais a banda, Bela Orquídea, mistura suas influências que pegam emprestadas harmonias diversas dos ritmos brasileiros e outras influências como Jazz, rock e blues para dar vida às suas canções. Seguindo fortes influências de violonistas brasileiros o guitarrista, Anderson Matos, combina suas técnicas de guitarra com arranjos limpos de violão. A banda, nascida em Crato no final de 2011 começa suas composições e ensaios na garagem de casa e tem seu parto prematuro para os palcos. Com uma formação simples de guitarras, baixo e bateria, a banda conta com a experiência musical de veteranos dos palcos regionais como o baixista da Mary Roots (Rodolfo) e o ex-integrante da Nightlife (Anderson Matos, por muitos, conhecido como JOE). Juntam-se a Hitalo Mikael (guitarra e violão) e AC. Matos (bateria) e formam a Bela Orquídea.
Tocamos nossos instrumentos em função de nossas almas. Compomos nossas músicas pra tocar sua alma através da nossa.

Release Gafieira Bad Vibe:

A banda Gafieira Bad Vibe traz em seu repertório o diversificado samba rock , tocando assim um pouco de tudo como: Seu Jorge, Jorge Ben , Sandra de Sá etc. Mas o segredo da pegada da banda está em tocar releituras de bandas como "Funk como le gusta" e na falta de tempo transformar os mais conhecidos sambas de mesa em Rock , formando assim a pegada groove do grupo. Podemos resaltar como estilo próprio a levada das músicas, contando assim com o swing do violão de Cidinho, a sutileza do cavaco de Walesvick Pinho , a pegada groove e precisa do baixo de Ricardo, a loucura e levada da bateria de Rodrigo Moura e os sopros fortes e arrepiantes de Junior e Antônio !


Programa Cultura SESC Cariri
(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)
(88) 3523 4444 (SESC Crato)

Ana Rosa Dias Borges - A perseguidora de memórias


Vasculhar,compreender e socializar as histórias de narrativas orais populares do Cariri cearense é um dos prazeres da historiadora e pesquisadora cultural Ana Rosa Dias Borges. A Professora reconhece que  “ao preservarmos nosso patrimônio cultural imaterial estamos contribuindo para o aprendizado da cidadania, tão necessário em nossos dias”. Autora do livro “Narrativas Orais no Barro Vermelho” que é um exemplo da importância do resgate da história a partir das relações de pertencimento e identidade 


Alexandre Lucas - Quem é Ana Rosa Dias Borges?   

Ana Rosa Dias Borges - Cratense, contadora de historias para crianças, avó, historiadora, professora, pesquisadora cultural, amante da arte literária, uma misturança só.

Alexandre Lucas – Você já vem desenvolvendo há muitos anos um trabalho de incentivo a leitura. Fale sobre esse trabalho.

Ana Rosa Dias Borges  - Quando trabalhava com editoras comecei a contar histórias para crianças na Rede de Ensino do Recife. Encantei-me com o que vi e senti ao contar histórias. A necessidade de aprofundamento no tema levou-me a cursar uma especialização em Literatura Infanto- Juvenil, que versou sobre os contos orais, das comunidades narrativas orais da Chapada do Araripe. E assim, de posse desse conhecimento teórico , que empiricamente já me seduzia, intensifiquei as ações de incentivo a leitura, publicando artigos em revistas especializadas em Literatura Infanto- Juvenil e Educação, contando as histórias compiladas da Serra do Araripe em bibliotecas e escolas em geral, oferecendo oficinas de formação para educadores em parceria com secretarias municipais de educação e na rede privada de ensino, prestando assessorias pedagógicas, ministrando palestras, sempre disseminando o encantamento que os contos fantásticos provocam naqueles que estão em processos construtivos literários.

Alexandre Lucas – Você é uma pessoa que busca a partir das suas pesquisas sobre narrativas orais criar relações de identidade e pertencimento com o povo.  Qual o significado disso?

Ana Rosa Dias Borges - O sentimento de pertença e identitário inerente ao ser humano são compartilhados por um mesmo grupo social, ou seja, o mesmo imaginário social. De forma que as idéias, os costumes, as tradições e os mitos fundam uma realidade social e deveriam estar presentes nos processos construtivos educacionais escolares, pois ao preservarmos nosso patrimônio cultural imaterial estamos contribuindo para o aprendizado da cidadania, tão necessário em nossos dias. E as narrativas populares orais, tem esse poder. Elas carregam consigo toda essa gama de simbolismo, valorizam no ser sua identidade cultural o que desencadeia os questionamentos necessários relacionados àquilo que somos e o porque do que somos.

Alexandre Lucas – Você lançou o livro “Narrativas Orais no Barro Vermelho”. Como foi esse trabalho? 

Ana Rosa Dias Borges - A artesania do livro Narrativas Orais no Barro Vermelho teve início quando o projeto que enviei ao MINC foi aprovado. Um programa denominado, Micro Projetos Mais Cultura, que contempla iniciativas culturais de cunho popular e abrangência comunitária.

Assim como eu já tinha desenvolvido a pesquisa dos contos populares na Chapada do Araripe e encontrava-me completamente envolvida com o tema narrativas orais populares, decidi dar continuidade ao trabalho, agora na cidade do Crato. A escolha do Alto da Penha, antes Barro Vermelho, se deu em função de ser essa uma comunidade emblemática, estigmatizada, uma das primeiras áreas periféricas da cidade, com um imaginário coletivo repleto de mitos, lendas, assombrações e também a formação de um tecido social interligada a formação histórica do Crato. Ademais, na minha infância, morei muito próximo e desenvolvi laços afetivos e identitários com o bairro.  

Alexandre Lucas – Você desenvolveu um trabalho de resgate da história dos  Dramas na cidade do Crato. Conte essa história.  

Ana Rosa Dias Borges - Quando criança, no Sitio Guaribas, localizado no Sopé da Capada do Araripe, tive a alegria e o imenso prazer de viver toda a magia dos Dramas. As moças do lugar, antes das festas natalinas, apresentavam os Dramas, que eram duetos cantados, em um palco improvisado, ora em cima de um caminhão, ora em cima de uma grande mesa, ora em uma calçada alta

Alexandre Lucas – Você acredita que a história da nossa ancestralidade vem sendo perdida?

Ana Rosa Dias Borges - Embora ocorram movimentos educativos e culturais com vistas a deter esse processo, percebe-se que são iniciativas tímidas e de abrangência diminuta. Muito da nossa ancestralidade histórica se perdeu. Entretanto, os aprofundamentos e as discussões acadêmicas, as ações dos organismos não governamentais nesse sentido e a implantação dessa temática no Sistema de Ensino Regular, vislumbram a contra mão dessa constatação.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?  

Ana Rosa Dias Borges - De certo estarei sempre envolvida em pesquisas que versam sobre as temáticas populares em memória. No momento estou amadurecendo a idéia de outra publicação. Faltam apenas os recursos. Mas estamos na busca e a concretização dessa ideia muito me fascina.





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