sábado, 28 de abril de 2012

O CARIRI TEM SAMBA

O nosso querido e amado Cariri tem artista por tudo que é canto. Como disse certa vez minha querida amiga Izaira Silvino, por onde você anda nessa região esbarra com um artista. Eu diria que, graças a Deus que é mesmo assim. Para todas as tendências de arte, o maior destaque sem dúvida que é a música. Nela estão inseridos diversos ritmos, indo do coco, embolada, forró autêntico, baião, samba, xote, mpb, passando pelo rock, pop-rock, blues, jazz e todas as variações desses ritmos. É um cenário deslumbrante, riquíssimo e de primeira qualidade. Dentre os já citados ritmos, quero aqui dar uma ênfase ao samba, um dos ritmos mais brasileiros e que, durante algum tempo andou meio esquecido pelos nossos músicos. Aqui e acolá, algum artista coloca um samba em seu repertório, mas sem dar maior destaque e importância devida. Agora esse delicioso ritmo está tendo um merecido reconhecimento através de um grupo recém formado aqui no Crato. É o "SAMBA DE MINUTO", formado por jovens artistas e músicos do Cariri, e que vem fazendo a diferença em suas apresentações. O grupo, formado com a maravilhosa voz de Janinha Brito, o delicioso violão de Cidinho, o fino pandeiro de Walesvick Pinho, a batida perfeita da percussão de Rodrigo Moura e o ritimado cavaquinho de Savio Souza, tem animado e muito as noitadas caririenses e nos brinda com deliciosos sambas dos mais respeitados compositores brasileiros. É ouvir e sentir o pulsar do coração chamando para a dança, a festa e a alegria. Samba é o nosso ritmo mais festejado, cultuado e admirado e agora aqui no Cariri o grupo "SAMBA DE MINUTO" está o levando para o nosso prazer.

Se você quer ouvir o "SAMBA DE MINUTO", nesta próxima segunda-feira, dia 30, véspera de feriado, o grupo vai se apresentar no "TERRAÇUS - Bar e Petiscaria", um maravilhoso espaço que fica no triângulo do Grangeiro em Crato. Lá vai rolar o SAMBA DE PÉ (de serra), com o grupo. Começa por volta das 20h, mais cedo para não perturbar tanto a vizinhança, e vai ser cobrado cinco reais por pessoa de couvert artístico. Vai ser uma noitada regada a muito samba, cerveja e feijoada, além da alegria do encontro com pessoas bacanas. Vamos nessa?

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Palco Giratório




- Título : Este Lado Para Cima
- Gênero: Teatro de Rua
- Duração: 1h20Min

Sinopse: ESTE LADO PARA CIMA, que tem o subtítulo: “*isto não é um
espetáculo*”, é a montagem mais recente da Brava Companhia, resultado de
uma pesquisa que teve como mote inicial o questionamento sobre o “mundo de
imagens e de aparências” no qual a sociedade se encontra imersa hoje,
atordoada pela excessiva espetacularização da vida que, em função do
capital, obriga todos a uma rotina de produção e de consumo de mercadorias,
transformando o próprio homem em mercadoria. Essa temática, complexa e de
interesse público, é encenada na rua ou em espaços alternativos, com muita
agilidade e de forma épica, abusando do humor e da ironia para desfilar uma
série de questionamentos, provocações e críticas ao capitalismo e suas
práticas predatórias de exploração do trabalho, criando uma divertida
metáfora da vida contemporânea com suas contradições e absurdos,
aparentemente, naturalizados.

Domingo na RFFSA teremos:

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Hoje começa o Abriu pra Juventude!

Toda a comunidade Cratense está convidada a participar desse evento que visa oportunizar o intercâmbio cultural e desportivo e promover assim um grande encontro de Jovens da nossa tribo Cariri e de suas artes. Participem! Maiores informações na Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude,  no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA. Fone- 3523 2365.

Primeira Mostra de Poesia!

Aniversário do Manél D'jardim!

O Blog Cultura no Cariri parabeniza um dos maiores ícones da música da região!
Manél, saúde, sucesso e paz!
foto: Arquivo Neto Menezes

Samba no Pé!

Próxima segunda-feira é véspera do 1º de maio, feriado nacional. O grupo SAMBA DE MINUTO vai fazer uma apresentação bem bacana no TERRAÇUS - Bar e Petiscaria. Vai ser uma noite bem bacana, regada cerveja, feijoada, e muito samba de raiz. O SAMBA DE MINUTO é um grupo daqui do Cariri formado por Janinha Brito na voz, Rodrigo Moura na percussão, Walesvick Pinho no pandeiro, Cidinho no Violão e Sávio Souza no cavaquinho. Vá curtir esse dia bem diferente, que inclusive vai ser em horário diferenciado também, pois vai começar por volta das 20h.

COUVERT ARTÍSTICO: R$ 5,00 - pago na entrada.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pingo de Fortaleza - Uma chuva de musicalidade comprometida




Compositor, músico, brincante, pesquisador  e produtor cultural Pingo de Fortaleza é um artista  que nasceu um ano antes do Golpe Militar e que se envolveu com a música  e com outras linguagens artísticas na adolescência. Recebe esse pseudônimo por ter nascido prematuro. Com uma grandeza de olhar ele destaca que definir o que é  popular e  contemporâneo  está cada fez mais é difícil e perigoso usar estas compartimentações no campo da cultura e da arte. 


Alexandre Lucas – Quem é Pingo de Fortaleza?

Pingo de Fortaleza - João Wanderley Roberto Militão, nascido prematuro em Fortaleza no dia 08 de fevereiro de 1963, músico desde a adolescência e um eterno apaixonado pela arte da vida e pelas artes.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória?

Pingo de Fortaleza - Comecei ainda menino tocando violão no bairro José Walter e em seguida junto aos amigos da ETFCE onde cursei meu segundo grau, depois fui cursar música na UECE e neste tempo já havia me envolvido com parceiros do teatro e da poesia. Ali no universo do movimento estudantil do inicio da década de 1980 fiz minhas primeiras apresentações e meus primeiros espetáculos individuais. Depois gravei meu primeiro LP em 1986 e nunca mais parei de produzir e seguir nesta viagem musical.

Alexandre Lucas – Como se deu sua relação com a música?

Pingo de Fortaleza - De forma natural, recebendo informações de todas as formas e linguagens e se fortaleceu na adolescência com a audição das músicas do Pessoal do Ceará.




Alexandre Lucas – você é autor do livro Maracatu Az de Ouro – 70 anos de memórias, loas e batuques. O que representa a publicação deste livro para o Maracatu Cearense?

Pingo de Fortaleza - Tenho mantido um envolvimento com o universo da cultura do maracatu do Ceará desde 1990 quando criei a canção Maculelê, acho que o livro traduz um pouco todo o meu aprendizado neste segmento e revela através da história do Maracatu Az de Ouro que ainda precisamos de muitos registros para reconhecer profundamente à rica e significativa presença do maracatu na cidade de Fortaleza.

Alexandre Lucas – Além de pesquisador, você é brincante de Maracatu. Isso possibilitou um olhar diferenciado para produção do seu livro?

Pingo de Fortaleza - Ser brincante me deu mais felicidade em conseguir produzir este trabalho, pois vivo este universo e procuro recriá-lo sempre.

Alexandre Lucas – você é um dos fundadores do Maracatu Solar. Como vem sendo desenvolvido esse trabalho?

Pingo de Fortaleza - O Maracatu SOLAR é um Programa de Formação Cultural Continuada da ONG SOLAR (ONG criada por mim e alguns parceiros em 2005) e de certa forma essa atividade deu mais visibilidade e articulação a SOLAR e também nos possibilitou uma prática mais livre desta manifestação.

Alexandre Lucas – Você agrega na sua musicalidade o popular e o contemporâneo?

Pingo de Fortaleza - Em minha arte agrego sempre aquilo que me vem de inspiração e atualmente tenho usado pouco essas nomeclaturas, por compreender que todas os gêneros estão de certa forma conjugados e que está cada fez mais é difícil e perigoso usar estas compartimentações no campo da cultura e da arte.

Alexandre Lucas – Como você ver a relação em entre arte e política?

Pingo de Fortaleza - Acho que no campo filosófico a arte é parte integrante das relações humanas na sociedade, portanto qualquer fazer artístico é uma ação política, contudo não me refiro à política de estado ou governo.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos.

Pingo de Fortaleza - Depois dos cds Prata 950 (2009), Ressonância Instrumental (2010) e Axé de Luz(2011), pretendo lançar um novo livro sobre os universo rítmico do maracatu do Ceará e estou trabalhando num projeto intitulado "Pérolas do Centauro - 40 Anos da Música Cearense e 30 Anos da Musicalidade de Pingo de Fortaleza (1972-2012, Compositores e Intérpretes)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Bandas alternativas buscam espaço na região do Cariri, Matéria de Yaçanã Neponucena

Muitas vezes, os trabalhos das bandas precisam ser pagos pelos próprios integrantes
Os grupos reclamam da falta de apoio do poder público
A expectativa é de que mais de cinco mil pessoas participem desta edição do evento
O grande diferencial do Armazém do Som é que a programação dá oportunidade para as bandas menos favorecidas da região se apresentar





Na região, cerca de 70% das bandas produzem trabalhos autorais e 30% fazem cover, mas elas são pouco divulgadas.
Crato Atualmente, existem Crato Atualmente, existem mais de 100 bandas e grupos musicais alternativos na região do Cariri. Eles apresentam seus shows nos mais variados formatos, com performances que vão desde a tradição regional até o rock. Entretanto, todas as vertentes sofrem uma concorrência desleal com a música de massa, principalmente a produzida pelas bandas de forró eletrônico.

Para os grupos alternativos, os espaços para divulgação de seus trabalhos em emissoras de comunicação ainda é restrito, uma vez que a programação da maioria delas é voltada para o gênero do forró eletrônico.

Para apresentar seus shows, os grupos musicais alternativos caririenses dispõem de espaços em instituições que trabalham a contracultura, como o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) ou as secretarias municipais de Cultura, em que os aspectos fogem do foco da cultura consumida pela grande massa e privilegiam as demais iniciativas artísticas e culturais.

Considerando que, em Fortaleza, há uma rotatividade maior de público e mais espaço para shows, a frequência de bandas que fazem cover é maior, se comparada com outras regiões do Interior do Estado.

Trabalhos autorais

No Cariri, o número de bandas que produzem trabalhos autorais é predominante. Estima-se que apenas 30% delas fazem cover. As mais conhecidas são a Rei Bulldog, Dead Rose e Los The Os. Já para os artistas com trabalhos autorais, o destaque é para Abidoral Jamacaru, Dr. Raiz, Glory Fate, Nightlife, Dudê Casado, Al Capone, Tá é Bebo, Sabunbeiros Cariris e Cantigar.

Apesar do pouco espaço na mídia, na região existem cerca de dez produtoras musicais que trabalham com o cenário alternativo, como a Sertão Pop e a Mundo Cariri, que esporadicamente promovem eventos e produzem álbuns. Os trabalhos precisam, muitas vezes, ser pagos pelos próprios componentes das bandas. Os custos dos investimentos em instrumentos, em equipamentos, gravações e pessoal são altos e, por não ter muito espaço para tocar, a realidade dos músicos acaba ocultando o glamour das apresentações.

Diante da falta de recursos e de um mercado consumidor que não oferece muitas possibilidades, a maioria deles não utiliza a música como forma de sobrevivência, e são quase que obrigados a trabalhar também em outros setores.

De acordo com o gestor técnico do Programa Cultura do Sesc, Antônio Queiroz, para a valorização dos trabalhos alternativos, autorais ou cover, falta iniciativas do poder público no que diz respeito à instalação de equipamentos que ofereçam espaços para que as apresentações aconteçam de uma forma digna.

"A gente vê que existem vários projetos legais que não são consolidados por falta de investimentos. Atualmente, as verbas para a cultura são insuficientes. É preciso que haja um pouco mais de interesse dos gestores públicos quanto ao reconhecimento da importância dos grupos culturais. A iniciativa privada também precisa dar sua contribuição", considera.

Falta de estrutura

Na região do Cariri há uma necessidade latente por espaços adequados para realização de apresentações culturais. Os locais que hoje são disponibilizados estão sem incrementos, adaptações e recursos técnicos satisfatórios e por isso permanecem sem qualquer utilidade.

Além do Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, em Crato, do Parque de Eventos Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, e do Parque da Cidade, em Barbalha, tomados pela iniciativa privada para a realização de eventos que agradam aos consumidores da cultura de massa, ainda não existe nenhum espaço público voltado especificamente para a realização de eventos culturais de grande porte.

O Governo do Estado iniciou a construção de um Centro de Convenções no Cariri, mas, desde 2009, a obra está em andamento e sem previsão para término. O equipamento está orçado em R$ 9,6 milhões e, quando estiver pronto, terá capacidade para acolher, além de grandes eventos culturais, como apresentações de música, teatro e dança, seminários e fóruns de negócios. Na cidade do Crato, no Centro Cultural do Araripe, raramente acontecem ações. O espaço está sendo mal utilizado.

A frequência de shows alternativos de bandas autorais nos Municípios caririenses é pequena, chegando a ser de apenas duas apresentações por mês. Alguns grupos fazem apenas uma a cada seis meses. A remuneração dos artistas também é baixa. Os cachês são bem mais inferiores do que os pagos a bandas conceituadas pelas emissoras de rádio. A desvalorização artística está diretamente atrelada à demanda de mercado.

Grupos se apresentarão em mostra

Entre os próximos dias 2 e 12 de maio, o Serviço Social do Comércio (Sesc) de Juazeiro do Norte irá promover a Mostra de Bandas Armazém do Som. O evento é um desdobramento do projeto mensal de música da instituição, que acontece nacionalmente em todas as unidades.

O formato já vem sendo realizado há quatro anos no Cariri. O período das inscrições aconteceu até o último mês de março, quando foi realizada a curadoria das bandas. Desta vez, o Sesc deu oportunidade aos grupos que nunca participaram da mostra e aos que estão com novo trabalhos, como foi o caso da banda Glory Fate, que lançou seu terceiro CD recentemente.

Durante a mostra, além das bandas locais que passaram pela seleção, haverá apresentações de artistas convidados, indicados por meio de pesquisas ou que enviaram material ao Sesc.

Nesta edição, irão se apresentar Artur Menezes, guitarrista que está consolidando sua carreira em São Paulo e no exterior; a banda de reggae Dona Lili, que traz um trabalho cultural; a Prowler, do Piauí que faz cover do Iron Maiden; Hardvolts, cover do ACDC; Damage Inc, cover do Metallica e a Ghost Rider, cover do Rush. Paralelamente ao evento, acontecerá o III Seminário de Música e Comportamento, em que serão realizadas ações temáticas, workshops, palestras e shows, além da exibição de filmes e documentários sobre o tema em pauta.

Programação

Toda a programação pretende trabalhar a formação e melhoramento do senso crítico dos participantes e músicos. As oficinas serão de técnica vocal, de bateria, que terá como facilitador o baterista internacionalmente conhecido por fazer parte da banda Almah e Burning in Hell, Marcelo Moreira. A de contrabaixo elétrico será ministrada por Marcelo Randermarck, baixista, compositor e arranjador e de guitarra, que terá como instrutor Artur Menezes.

As inscrições para o seminário são gratuitas e acontecem no mesmo período da Mostra de Bandas. Já o projeto Som das Tribos, que será promovido nos intervalos entre as bandas, trará exibições de clipes e shows, respeitando o gênero do dia.

Ao todo, estão sendo esperadas mais de cinco mil pessoas durante o evento. O grande diferencial do Armazém do Som é que a programação dá oportunidade para as bandas de garagens da região se apresentarem.

Atualmente, ainda não há espaço para que elas tenham uma boa visibilidade na dinâmica de apresentações. Sem espaço nas emissoras de rádio, os grupos ficam limitados apenas aos ensaios. A mostra já se configura como a porta de entrada no cenário musical. Por meio das apresentações, as bandas adquirem público e experiência com a troca de informações com outros músicos. Os grupos que se destacam durante a mostra acabam entrando em outros projetos promovidos pelo Sesc e também por outras instituições.

Diversidade

Pela sua duração, quantidade de apresentação e público diversificado, a Mostra de Bandas Armazém do Som representa um dos maiores eventos de música da região do Cariri. Na edição anterior, mais de seis mil pessoas puderam conferir 30 bandas, desde as que estavam em sua primeira apresentação até aquelas mais experientes e com carreira já consagrada, como Simone Soul e a banda Almah.

Neste ano, as apresentações mais aguardadas são as dos grupos que vão fazer tributos a bandas internacionais. A banda Prowler, por exemplo, está sendo uma das mais aguardadas pelo público que curte rock.

A programação que é inteiramente gratuita acontecerá através da distribuição de senhas para os shows de cada noite

Mais informações

Serviço Social do Comércio (Sesc)

Rua da Matriz, 227,

Bairro Centro - Crato

Região do Cariri

Telefone: (88) 3581.1065

YAÇANÃ NEPONUCENA
REPÓRTER

fonte: Diário do Nordeste Regional!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Aniversário de Pixinguinha!

Hoje, dia 23 de abril, comemora-se o aniversário de Pixinguinha, um dos maiores gênios da história da música brasileira! Por conta desta data, também é comemorado o dia nacional do choro, feliz dia do choro para todos!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Carta aos pretensos candidatos à Prefeitura do Crato


Outro olhar para políticas públicas para cultura

Pensar numa “Cidade da Cultura” no Crato pressupõe existirem cidades sem cultura. Logo essa indagação nos faz pensar sobre que conceito de cultura nos referimos e o que essa afirmação provoca no âmbito das discussões das políticas públicas para a cultura.

Podemos afirmar que o termo “Crato: Cidade da Cultura” é uma invenção das elites econômicas e intelectuais conservadoras da década de 50 do século passado, para se contrapor ao crescimento urbano, estético, econômico e social de Juazeiro do Norte, numa disputa que ainda hoje ronda as visões barristas que nos separam e nos atrofiam. Essa afirmação teve a serventia de colocar os cratenses num falso patamar de superioridade cultural e artística.

Apesar de este conceito ter permanecido, ele foi reinventado, negado e hibridizado ao longo dos anos, a partir de concepções diversas e divergentes, mas que comungam com a ideia de defesa do território simbólico e espacial.

A região do Cariri, notadamente as cidades de Crato e Juazeiro do Norte tem uma produção estética e artística efervescente, criativa e misturada em que o tradicional se mescla do contemporâneo, em que o popular e o erudito se hibridam fazendo frente à hegemonia da cultura de massa. Em que a tradição e os novos tradutores da cultura, arte e estética se brindam nos terreiros e nas conexões cibernéticas.

O discurso sobre o “artista da terra” e da “cultura de raiz” deve ser substituído por uma compreensão mais ampla e consistente, que considere os agentes da produção simbólica (artistas), como seres dotados de identidade e história, que dialogam constantemente com o seu umbigo social e o mundo e que não rastejam em terras úmidas, como as minhocas. Mas que são voadores e andarilhos, dóceis e bravos, resistentes e frágeis. Trabalhadores que trocam a sua mão de obra manual/intelectual pela sua subsistência. A produção intelectual e artística não deve ser vista com um hobby ou uma vitrine gratuita de apresentações. Por lado a cultura não é vegetal e por isso não pode ter raízes. A cultura é viva, é dinâmica, se reinventa, se hibrida, criar teias, se modifica constantemente e não se enclausura em padrões fixos ou determinações institucionais.

Essas colocações desapontam as concepções de gestão cultural ou de políticas públicas para a cultura que assinalam como caminhos visões que privilegiem determinadas produções simbólicas em detrimentos de outras perfazendo muitas vezes o percurso ilusório do discurso da “Cidade da Cultura”. Por lado, é inviável pensar que a gestão da cultura é um banco de financiamento público para todos e tudo.

Para pensar a gestão da cultura e das políticas para cultura no Crato se deve considerar as conquistas alcançadas, visando consolidar-las e aprofundar-las para evitar retrocessos e atropelos pelas gestões posteriores.

Outro fator, importante neste aspecto é que o Crato não ficou a margem dos processos de discussões da conjuntura nacional no tocante a políticas públicas para cultura e deu inicio a alguns aspectos jurídicos que devem ser reforçados e tornados triviais para a população e o poder público.
Diante do exposto, apresento algumas questões que são essenciais para refletir sobre as políticas públicas e a gestão da cultura na cidade do Crato. Para facilitar o entendimento se compreende como políticas publicas, ações que tem caráter “permanente” e são amparadas por aspectos jurídicos e gestão da cultura como formas organizacionais de gerir o setor e normalmente tem um caráter efêmero e se modificada de gestor para gestor.

A intenção não é recriar a roda, mas reforçar concepções que vem sendo defendidas pelos diversos agentes da produção simbólica e intelectual do campo progressista no país e que ganhou conteúdo e forma mais encorpada a partir do governo Lula, tendo como referencial dessas concepções figuras como Celio Turino, Juca Ferreira, TT Catalão, Gilberto Gil, Sergio Mamberti, Américo Córdula e Marilena Chaui, dentre outros e que teve como caixa de ressonância e empoderamento os diversos segmentos organizados do povo brasileiro que cotidianamente se reinventam, se pluralizam, se diversificam e se hibridizam, em cada ponto vivo das culturas do Brasil.

Quais são, portanto esses norteadores para se pensar as políticas e a gestão da cultura no Crato?
É preciso ter um norte que não seja fechado, mas que carregue um direcionamento que compreenda a cultura e a produção simbólica como direitos humanos, capaz de possibilitar que as pessoas possam se desenvolver e participar plenamente da vida.

Portanto é imprescindível que as políticas públicas para cultura sejam refletidas de forma intersetorial, pois ela deve ter ligação com o desenvolvimento econômico, social, educacional, turístico, comunitário, agrário e desportivo da cidade e da população.

Outra questão fundamental é garantir a acessibilidade da população as diversidades de linguagens estéticas e artísticas e as manifestações culturais de caráter tradicional e contemporâneo visando o entrelaçamento do popular e do erudito, do regional e do universal, sem hierarquias ou segmentações.

O patrimônio histórico, cultural, arquitetônico e artístico da cidade deve se tornar patrimônio vivo da população, o que só possível com a interação e processos educativos baseados em relações de identidade e pertencimento.

É necessário criar mecanismos de consulta permanente com os diversos segmentos para vislumbrar e efetivar políticas públicas, bem como possibilitar a criação de uma rede formada a partir do reconhecimento dos trabalhos de grupos e artistas nas comunidades rurais e urbanas como elemento de potencializar a troca de saberes e fazeres e o empoderamento político dos agentes culturais numa tentativa de redescobrir a produção simbólica do nosso povo.

Outra questão fundamental é agilizar o funcionamento do Fundo Municipal de Cultura e uma política de edital que incentive a produção artística de forma desburocratizada.

Criação de uma política de ocupação dos equipamentos culturais de forma permanente e adequação das necessidades técnicas.

Continuidade e consolidação dos eventos que vem sendo desenvolvido no Município pelo Poder Público Municipal, em especial o Festival Cariri da Canção, Abril prá Juventude e o Festival de Quadrilhas Juninas e incentivo aos demais eventos que já fazem parte do calendário turístico da cidade.

Revisão, discussão e aplicabilidade das resoluções da Conferência Municipal da Cultura.

Reconhecer as escolas como centros privilegiados de fruição e disseminação da cultura, da estética e das artes no sentido de transformar/adaptar esses equipamentos em espaços vivos de estudos, vivências, experimentações e circulação dos saberes e fazeres tradicionais e contemporâneos, regionais e universais, eruditos e populares. É primordial que as escolas possam atender as determinações da resolução estadual 411/2006 que fixa normas para o componente curricular Artes, no âmbito do Sistema de Ensino do Estado do Ceará, que vem sendo severamente descumprido pelo Governo Estadual e pelos Governos Municipais.

Esse é um ensaio para esboçar uma perspectiva mais abrangente que possa perpassar gestões e entregar ao povo o legitimo direito de protagonizar suas escolhas estéticas, artísticas e culturais de forma ativa e permanente.



Alexandre Lucas
Coordenador do Coletivo Camaradas, integrante do Coletivo Nacional Programa de Interferência Ambiental – PIA, pedagogo e artista/educador.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Jaquelina Rolim – Uma visão além dos olhos



Deficiente visual, massoterapeuta, fotografa e presidenta do Centro Educativo do Cariri de Apoio as Pessoas com Deficiência Visual - CEC, Jaquelina Rolim de Oliveira consegue enxergar além do seu umbigo e diz que qualquer deficiência só tem dificuldade quando não existe acessibilidade e acrescenta que não se admite a inclusão social sem o acesso à formação pessoal e profissional.

Alexandre Lucas – Quem é Jaquelina Rolim de Oliveira?

Jaquelina Rolim - Sonhadora com um mundo igualitário onde “ser diferente é normal”. Com baixa visão decorrente da perda gradual da visão na área central da retina, luto por uma sociedade justa e inclusiva, sem indiferença e com melhorias de vidas. Humilde serva de Deus com fé para enfrentar os desafios do dia a dia crendo na vitória.

Alexandre Lucas – Como teve inicio seu contato com a fotografia?

Jaquelina Rolim - Lendo alguns livros do fotógrafo cego EvgenBavcar despertou em mim o interesse pela fotografia.Espelhada no seu exemplo de superação decidi ir além dos meus limites e entrar no universo da arte.O primeiro contato foi no curso de fotografia ministrado pela professora Nívea Uchôa no SENAC Crato-CE.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Jaquelina Rolim - Comecei a fotografar a partir das experiências adquiridas no curso básico de Fotografia Digital, promovido pelo SENAC do Crato – CE e após fazer o curso de aperfeiçoamento, ministrado pelo renomado professor e profissional de fotografia, Dimang Kon Beu, radicado em Minas Gerais.

Alexandre Lucas - O que você gosta de fotografar?

Jaquelina Rolim - Prefiro registrar imagens do dia a dia que muitas vezes passam despercebidas para a maioria das pessoas. Imagens de lugares, pessoas e situações que nos remetem a sensações de tranquilidade, quietude e vida.

Alexandre Lucas - Você acha que a fotografia é um instrumento político?

Jaquelina Rolim - Com certeza. A fotografia apresenta e denuncia situações de lugares e pessoas no seu cotidiano.

Alexandre Lucas – Você tem deficiência visual e é fotografa. Quais as dificuldades?

Jaquelina Rolim – Qualquer deficiência só tem dificuldade quando não existe acessibilidade. As melhores câmaras digitais ainda não oferecem acessibilidade completa, sendo a principal dificuldade encontrada.

Alexandre Lucas – Os deficientes visuais criaram o Centro Educativo do Cariri de Apoio as Pessoas com Deficiência Visual e você é a presidenta. Qual a função desse Centro?

Jaquelina Rolim - O CEC é uma Associação de Utilidade Pública, sem fins lucrativos.
Objetiva se estabelecer na região do Cariri, como referência na prestação de serviços de apoio para pessoas com deficiência visual. Através da educação, cultura e lazer oferece atendimentos de formação com reforço escolar, atendimentos psicológicos, oficinas de música, teatro, dança, gastronomia, esporte, cursos de braille, informática, esculturas em argila, fotografia entre outros.
Não se admite a inclusão social sem o acesso à formação pessoal e profissional. Esse é o caminho para alcançar o sucesso.

Alexandre Lucas – Quais as principais bandeiras de lutas dos deficientes visuais do Cariri?

Jaquelina Rolim - Inclusão no mercado de trabalho, acessibilidade na educação e em ambientes culturais com a presença de um profissional audiodescritor.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Jaquelina Rolim - Continuarei com a Exposição Fotográfica Olhar do Coração. Em parceria com o CEC lutando pela inclusão. Estaremos na Expocrato 2012 com stand mostrando nossa proposta e acolhendo os deficientes.

Contatos:

Jaquelina Caldas Rolim de Oliveira
E-mail: jmjkea1@gmail.com

Exposição Fotográfica Olhar do Coração
www.olhardocoracao.com
E-mail: olhardocoracao@gmail.com

CEC
www.cecariri.com
E-mail: ceccariri@gmail.com

Abriu P'ra Juventude


A Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato Promove "Abriu pra Juventude
 No Largo da REFFSA a partir das 19hs
 dia 26.04, encontro de Corais intercalado com números de dança e teatro, Banda: Nigth Life
 dia 27.04, Competição de Skate
 e bandas: AR 51, SideShow Bob, na estrada

PROGRAMAÇÃO SEMANA D 4a edição II FESTIVAL DE DANÇA DO CARIRI

 
 
Estimados, É com imensa alegria que a Associação Dança Cariri apresenta a Semana D da Dança 4ª edição – II Festival Nacional de Dança do Cariri, de 13 a 21 de abril na cidade de Juazeiro do Norte. A Semana apresentará espetáculos nacionais e estaduais, performances, work in progress, vídeo-dança no Teatro Patativa do Assaré - SESC Juazeiro. Palestras, debates e oficinas na sede da Associação. Idealizada inicialmente para ser uma mostra alusiva as comemorações do dia Internacional da Dança, o evento iniciou timidamente em 2008 (primeira edição em parceria com SESC – Juazeiro do Norte/CE). No ano de 2010 (segunda edição em parceria com CCBNB - Cariri) teve suas ações acentuadas com participações de grupos da capital e ações formativas, levando a o público local legitimar a “Semana D da Dança” como o principal evento de dança da Região do Cariri. Em 2011 veio a consolidação com a conquista do premio Festivais de Artes Cênicas 2011. A Semana da Dança 3ª Edição ganha um novo formato e realiza o I Festival Nacional de Dança do Cariri trazendo ao Cariri importantes grupos e nome da dança Nacional. Para a realização da quarta edição, não conseguimos parceiros nas instâncias federais e estaduais, nem em editais públicos como nas outras edições, mas como resistência e fortalecimento das ações desenvolvidas pela Associação e segmento da dança realizaremos da melhor forma possível a mostra que é uma importante ação deste coletivo que discute e fomenta: • Políticas públicas para dança • Circulação nacional e estadual de grupos e cias; • Visibilidade da diversidade da produção de dança local; • Troca de experiências; O II Festival Nacional de Dança tem o tema: corpo, performance e política e para tanto convidamos trabalhos com este recorte da produção contemporânea do Ceará e Brasil, tais como: A2 Cia de Dança, Alysson Amancio Cia de Dança, Cia da Idéia – RJ, Cia Dita, Dakini Cia de Dança e Teatro, Grupo de Pesquisa Teatro/Dança e Novas tecnologias –URCA, Joubert Arraes e Marcos Moraes – SP, Silvia Moura, Academia Carolina Rocha, Ballare Academia, Daniel Telles Cia de Dança, Zabumbeiros Cariris, Afoxé Filhos do Vento, DJ Diego Linard. Sempre com a entrada gratuita em todas as atividades, o projeto pretende democratizar o acesso à cultura e fomento aos apreciadores da dança. Como ação política e social, no dia 13/04 ocorre a Manifestação DANÇA CARIRI. Consideramos este ato como abertura da Semana. O 2 Cortejo Cultural continua sendo a reivindicação de políticas públicas para a Dança na região. A programação completa estará no blog Solicitações http:// Solicitaçõessemanadquartaedicao.blogspot.co Solicitaçõesm.br/bem Solicitações como as informações. Desde já, Muitíssimo obrigado! 
 Alysson Amancio Coordenação Geral (88) 9985 6324/ Jota Júnior Santos Produção Executiva (88) 9981 7700 Luciany Maria Mendes de Souza Produção Executiva (88) 9974 2793/ (88)3511 0790 Solicitações

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Nonato Luiz comemora 35 anos de carreira com shows no Cariri!



    Auditório da Rádio Educadora do Cariri (Crato) e Memorial Padre Cícero (Juazeiro)
    O violonista Nonato Luiz está vindo ao Cariri comemorar os 35 anos de carreira de um trabalho bastante significativo para a música brasileira, e porque não mundial. O Cariri é a casa de Nonato e aqui ele não poderia deixar de nos dar a alegria deste brinde e desta comemoração tão marcante. Serão dois shows, um em Crato, no auditório da Rádio Educadora, no dia 20 de abril, sexta-feira, e o outro em Juazeiro do Norte, no Memorial Padre Cícero, no dia 21 de abril, sábado. Ambos os shows começarão as 20h e as entradas serão gratuitas. Quem quiser participar desta maravilhosa comemoração, deixe aqui o seu recado para separarmos os convites, inclusive dizendo em que cidade você quer ver o show. Vamos juntos abraçar o Nonato Luiz nesta noite de muita música de qualidade no nosso Cariri.

domingo, 15 de abril de 2012

TV Chapada do Araripe está de Cara Nova e prepara programas semanais de Entrevistas e Shows


Novidade no Ar...




A TV Chapada do Araripe ( Antes referenciada como TVCrato ) é uma coleção crescente de vídeos, reportagens, entrevistas e apresentações musicais direcionadas a mostrar a Arte, Cultura e a Informação na região do Cariri Cearense. Estamos trabalhando atualmente no sentido de disponibilizar novos programas semanais, que estrearão em breve. O novo site abriga as produções da WEB-TV Chapada do Araripe exibidos ao longo de vários anos, e pode ser acessado pelo link: www.tvchapadadoararipe.com

Veja as novas vinhetas da TV Chapada do Araripe:

Uma das novas vinhetas do canal:



Vinheta do Programa "DM STUDIO", que está em fase de pré-produção:



Já está em fase de pré-produção o mais novo programa da TV Chapada do Araripe, o "DM STUDIO", apresentado pelo pianista Dihelson Mendonça, o programa será mais que um Talk Show; Trará toda semana um convidado para entrevista, reportagens sobre os assuntos que foram destaque durante a semana no Cariri, no Brasil e no Mundo. Em breve!

Dihelson Mendonça
Administrador do Sistema Chapada do Araripe de Comunicação

www.tvchapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.chapadadoararipe.com ( Portal de notícias do cariri )
www.blogdocrato.com ( o maior acervo do Crato na Internet )
www.filhoseamigosdocrato.com ( Comunidade do Crato no facebook )

sábado, 14 de abril de 2012

Samba de Minuto, no Cantinho do Pimenta

Apostando na boa música, o Cantinho do Pimenta traz hoje muito samba, já consagrado o sucesso do chorinho que acontece aos sábados, o espaço alterna  hoje com o samba de raiz, a partir das 20:00h, com o grupo "samba de minuto", que tem na sua formação Janinha Brito, Cidinho, Savio Souza, Rodrigo Moura, Vinicius Pinho.
Cantando Cartola, Noel Rosa, Chico Buarque e toda a raiz do samba!
Hoje é dia de cerveja, samba e sorrisos!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Carlos Corda!

Ei galera tô passando pra divulgar o 1° trabalho de musica autoral que tem cd concluído antes de ser apresentar em qual quer espaço www.palcomp3.com/carloscorda passem aí e se possivel me ajude na divulgação compartilhando com seus amigos em breve estarei postando mais 04 faixas que completam o cd POBRES CANÇÕES de Carlos Corda & os Intrusos abração aí.


Carlos Corda & os Intrusos trata-se da necessidade de um compositor com mais de trinta e menos de quarenta, autodidata, inquieto e com altíssimo teor de Rock’n’Roll correndo nas veias de externar uma faceta musical que tem como principal fonte de inspiração a música rotulada como “Brega”.


Usando como combustível para suas canções histórias de amores mal resolvidos, momentos insóbrios e noites de boemia, o musico tem a intenção de remeter os ouvintes a um clima de descontração com sabor de cerveja, sinuca e papo com amigos que quando juntos servem como remédio para quase todos os males.


E para compor essa formula Carlos Corda transporta para as altas temperaturas das válvulas do Rock’n’Roll a forte influência romântica e displicente de: Odaír José, Márcio Greyck, MopTop, David Bowie, Diana, Amado Batista, Arnaldo Antunes, Rolling Stones, Roberto Carlos e Frank Sinatra.
carlos corda e os intrusos | Palco MP3
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terça-feira, 10 de abril de 2012

CIA. CEARENSE DE TEATRO BRINCANTE NO 15º PALCO GIRATÓRIO DO SESC


Cia. Cearense de Teatro Brincante
15º Festival Palco Giratório do SESC
Fortaleza-Ceará 



"A DONZELA E O CANGACEIRO"
Texto e Direção de Cacá Araújo
Música de Lifanco


11.Abril.2012 - 20h
Teatro SESC Emiliano Queiroz 


SINOPSE:
A ambição desmedida do homem rico, a ganância cruel do norte-americano e a trama infernal vinda das trevas ameaçam o Sítio Fundão, importante reserva ecológica brasileira. As forças do mal, lideradas pelo Bode-Preto, entram em disputa ferrenha pelo domínio da área, mas são enfrentadas pela legião do bem, comandada pela Caipora, deusa protetora da natureza. Somente o amor pode salvar o sítio da destruição total. Um enigma, proferido pela esfinge de Seu Jefrésso, contém o segredo capaz de restabelecer a paz e a harmonia. Donzela Flor, símbolo de pureza, precisa ser desencantada. O cangaceiro Edimundo Virgulino, valente e destemido, luta com bravura para salvar o sítio e conquistar o coração da donzela.


ELENCO: 
Mateus (Cacá Araújo), Catirina (Françoi Fernandes), Pafúncio Pedregôso e Seu Jefrésso (Franciolli Luciano), Cafuçú (Paulo Henrique Macêdo), Feiticeira Catrevage (Jonyzia Fernandes), Vicença (Joseany Oliveira), Dona Colombina (Rosa Waleska Nobre), Donzela Flor (Charline Moura), Caipora (Orleyna Moura), Troncho Sam (Márcio Silvestre), Edimundo Virgulino (Paulo Fernandes), Bode-Preto (Joênio Alves). 

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"A COMÉDIA DA MALDIÇÃO"
Texto e Direção de Cacá Araújo 
Música de Lifanco


12.Abril.2012 - 20h
CUCA Che Guevara


13.Abril.2012 - 19h
Praça da Juventude da Serrinha


14.Abril.2012 - 17h
Praça da Juventude do Bom Sucesso


SINOPSE:
Num pequeno povoado do interior nordestino, a linda jovem Ana Expedita, louca de paixão pelo Vigário Felizberto, vale-se de uma infalível simpatia para conquistar o coração do amado: serve-lhe café coado no fundo da calcinha. Com ele amancebada, é condenada à terrível maldição de virar Mula-sem-cabeça. 

Sabendo da desgraça da filha, a rica Viúva Fantina encarrega os homens da cidade da tarefa de descobrir como desfazer o encantamento e ganhar muita riqueza. É aí que o cachaceiro Tandô, antigo namorado da viúva, se transforma em herói. Mas a menina não podia ver batina e...

ELENCO: 
Vigário Felizberto (Márcio Silvestre), Ana Expedita (Jonyzia Fernandes), Tandô (Cacá Araújo), Irmã Francilina e Ladra (Charline Moura), Beata Carmélia (Joseany Oliveira), Cibita (Lorenna Gonçalves), Zulmira e Leide Zefa (Rosa Waleska Nobre), Dono da Bodega (Paulo Fernandes), Fotógrafo Jorjão (Paulo Henrique Macêdo), Viúva Fantina (Orleyna Moura), Mãe Luzia (Joênyo Alves), Violeiro (Lifanco), Brincante da Mula (Josernany Oliveira), Padre Sebastião (Franciolli Luciano). 

Secult-PE e Fundarpe lançam convocatória nacional para o FIG 2012



22º edição do Festival acontece de 12 a 21 de julho e recebe propostas artísticas e de formação cultural até 27 de abril

A partir do próximo dia 9 até 27 de abril, artistas e produtores culturais de todo país poderão enviar suas propostas artísticas para participar do Festival de Inverno de Garanhuns 2012. O edital da Convocatória (em anexo) tem por objetivo democratizar o acesso dos artistas a este que é um dos festivais de arte e cultura mais importantes do país. É também uma forma da comissão responsável pela montagem da programação tomar conhecimento dos novos projetos artísticos que estão sendo realizados no país, em todos os segmentos: música, teatro, dança, circo, artes visuais, formação, entre outros; formando, com isso, uma grade diversificada e de qualidade.


A programação cultural do 22º FIG – que acontecerá de 12 a 21 de julho – contará com oficinas, shows, cortejos, performances, intervenções, espetáculos, palestras, exposições, mostras, encontros, ações de patrimônio, entre outras atividades. As propostas devem ser entregues no protocolo da Fundarpe (Rua da Aurora, 463/469 – Boa Vista – Recife) ou enviada pelos Correios. O resultado será divulgado no dia 11 de junho.

Nonato luiz: Por: kaika Luiz

Nos próximos dias 20 e 21 estaremos comemorando, aqui no Cariri, nas cidades de Crato e Juazeiro, os 35 anos de carreira do grande violonista Nonato Luiz. Serão dois shows: dia 20 no auditório da Rádio Educadora, e dia 21 no Memorial Padre Cícero. Agendem-se. Um show emocionante que marcará muito as atividades culturais no nossa Cariri. A entrada é gratuita e os ingressos são limitados. Vamos nessa?

VENDE-SE! Intervenções!

Arte
 Exposição
 Instalações
 Intervenções
 Performances
 Vídeos
 Consumação
 Música



 14 de abril; Rua São Miguel, 45 -sede do PSTU. A partir das 15 horas.

 Entrada R$ 7,00 reais [ 2,00 + 5,00 para consumação] - Os interessados em garantir logo sua presença no evento, entrem em contato com alguém do bando. coletivo.

Artistas promovem turnê em 11 Municípios do Cariri!



O grupo, que tem raízes no Cariri, circula por várias cidades brasileiras
FOTO: DIVULGAÇÃO

O evento começa neste sábado e segue até o próximo dia 18 de abril com apresentações diárias na região

Juazeiro do Norte Cinema, teatro, arte popular e encantamentos mil com a presença da Cia. Carroça de Mamulengos, um dos últimos grupos mambembes que circula o Brasil e que tem raiz também no Cariri. Desta vez, o grupo volta à região para fazer uma turnê que inclui 12 cidades, 11 delas na região, com a Turnê Cariri 2012, em parceria com o Cinearte Sarau.

Um festival de arte acessível ao povo, com oficinas de perna-de-pau, cinema ao ar livre, e um espetáculo inesquecível. Começa neste sábado de Aleluia, pela cidade de Jardim, embarcando do dia 7 até o dia 18 com apresentações diárias na região e, somente no dia 21, em Olinda, no Estado de Pernambuco.

As palhaceatas ao ar livre, com as apresentações teatrais e as oficinas rendem praticamente um dia inteiro em cada cidade, com a presença mágica da família, que, no ano passado, esteve realizando turnê pelo Cariri, em junho. O projeto conta, mais uma vez, com o patrocínio da Petrobras, proporcionando ao público uma programação inteiramente gratuita.

Para a atriz Maria Gomide, integrante do grupo, é com muita alegria que o grupo retorna à região, considerada um dos grandes redutos da cultura nordestina e do Brasil. Ela informa que, na programação, além das oficinas de perna-de-pau, palhaceatas, haverá apresentação do espetáculo Felinda, da Cia. Carroça de Mamulengos, e exibição do filme O Palhaço, de Selton Mello, além da projeção de imagens produzidas com a população local durante o dia. Toda a programação será realizada nas ruas e praças das cidades.

"A ideia é não apenas levar o espetáculo, mas inserir o público de cada cidade nesse contexto", diz Maria Gomide. Segundo a artista, a Turnê Cariri 2012 - Cinearte Sarau e Cia. Carroça de Mamulengos será registrada em foto e vídeo e, diariamente, será editado um curta de dez minutos, projetado na telona no final de cada noite.

Tradição

Os espetáculos acontecerão, além da cidade de Jardim, em Crato, Barbalha, Santana do Cariri, Nova Olinda, Saboeiro, Campos Sales, Caririaçu, Assaré, Iguatu e Araripe, no Cariri. Já são 36 anos de estrada, circulando o Brasil inteiro. Maria Gomide é a filha mais velha do criador do grupo, Carlos Gomide, iniciado em 1976, em Brasília, e Schirley França, que encontrou com Carlos em 1982.

Maria Gomide diz ter nas veias a arte circulando e a missão de levar os valores desta nação por onde passa, mas destaca que não tem sido fácil fazer esse tipo de arte pelo Brasil.

O Cinearte Sarau tem levado cinema de qualidade para os lugares mais distantes e inusitados do País, sempre em telas infláveis instaladas ao ar livre, em praças e espaços públicos. Como o próprio nome sugere, o projeto remete aos antigos saraus, nos quais as pessoas se reuniam para desfrutar de boa música, poesia, arte e literatura.

Parceria

A história da Cia. Carroça de Mamulengos com o Cariri cearense vem de longe: além da cidade de Juazeiro do Norte ter sido escolhida como uma das sedes da companhia, no ano passado, a trupe realizou, com o patrocínio da Petrobras, uma turnê por oito cidades da região, atingindo mais de oito mil espectadores com oficinas e apresentação de espetáculos.

Não por acaso, os dois grupos estarão realizando as apresentações, tendo o Cariri como palco principal da maior parte delas. "E com o objetivo de levar arte a comunidades que, muitas vezes, não tem acesso a bens culturais, além de incentivar manifestações artísticas regionais e ofertar um fazer artístico, na busca de preservar saberes e fortalecer a identidade cultural da população", diz Maria Gomide.

Além do patrocínio da Petrobras, a turnê Cariri 2012 conta com o apoio de todas as Prefeituras das cidades que serão visitadas. O espetáculo "Felinda" é o mais recente trabalho da companhia, que conta a história de uma moça, nem feia e nem linda, que fugiu do circo e foi deixada para trás.

A oficina de perna-de-pau tem como objetivo apresentar esse brinquedo popular e suas diversas formas de equilíbrio a quem quiser experimentar a emoção de andar mais próximo das nuvens. Os participantes serão convidados a subir nas pernaltas, maquiar o rosto, vestir um figurino e integrar a palhaceata que vai percorrer as ruas.

O Cinearte Sarau, que integra as apresentações, foi criado em 2006. Durante esse período, já percorreu cerca de 450 Municípios em 19 Estados brasileiros, tendo atingido um público de mais de 250 mil pessoas.

Mais informações

Cia. Carroça de Mamulengos
Telefone: (21) 3251.1699
Cinearte Sarau
Telefone: (31) 9744.1900
Região do Cariri

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER


Fonte:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1123554

Everardo Oliveira!

O guitarrista Everardo de Oliveira (Vevé – músico de Juazeiro do Norte - CE) traz em seu currículo a importância de ter sido um dos primeiros professores do LEG (Laboratório de Estudo de Guitarra da Universidade Federal do Ceará - UFC) e já tendo passado por várias bandas na região do Cariri, tais como: Curtametragem, Alquimia, 18 Brumário, Nostravamus e Raiz de Um. Agora atua como Guitarrista da Banda Nóia - onde divide o palco com músicos como Neto Menezes e Manel d’jardim. Na sua bagagem, a forte influência da música popular brasileira também divide lugar com a expressividade do virtuosismo do Rock in Roll.

Hoje, o guitarrista trabalha com gravações e como músico Free-Lance. Everardo fora aluno de professores notórios como Jair Santos (Conservatório Raquel de Queiroz-Crato) Luizinho Duarte (ex-baterista de Maria Betânia e Zeca Baleiro) e Manel D’Jardim. Com estes músicos pôde assimilar um conteúdo tanto teórico quanto prático para sua formação musical. Nos últimos dois anos, acompanha vários músicos da região do Cariri e se apresentara nos lugares mais notórios como SESC e Festival Rock Cordel- BNB. Suas noções de técnica e harmonia foram apresentadas no workshop: “Composição e Progressões Harmônicas” realizado pelo LEG/ UFC recentemente no SESC Juazeiro.  Atualmente, tem dado ênfase a gravação de seu primeiro disco solo intitulado Um Manual Pra Quem Se Engana. Neste disco aparecem somente canções compostas pelo próprio músico caririense. Em seu repertório, o disco apresenta boas canções que partem do rock alternativo em português, samba-canção e forró pé de serra.





Contatos: (88)9638-3092 – (88)8808-3983

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Auci Ventura - A artista de Cara pro mundo





Compositora, pesquisadora, educadora, cantora e "viajada". Auci Ventura se contagiou pela música ainda na infância, a partir das cantigas das brincadeiras de criança. Para a artista “é chegada à hora da reeducação do ouvido, de aprender e ensinar com prazer, abrir o caminho que devemos trilhar na descoberta dos sons. A propósito, o que deve fazer de todos nós, ouvintes atentos do nosso meio ambiente”. Uma artista preocupada com o mundo e com o conteúdo da sua musicalidade.


Alexandre Lucas - Quem é Auci Ventura?



Auci Ventura - Uma pessoa comum que ousa sobreviver daquilo que mais gosta de fazer: CANTAR, que acredita em Deus, gosta de privacidade e de silêncio, amante incondicional da paz e da justiça!
Detesta pessoas desonestas e abomina qualquer tipo de violência, assim como, todo e qualquer tipo de preconceito. Uma pessoa que separa seu lixo a mais de 30 anos e que acredita nessa atitude para ajudar o planeta.



Alexandre Lucas - Como se deu seu contato com a Música?



Auci Ventura - Acho que se deu meio que por acaso, desde criança por volta dos 7 anos nas brincadeiras de calçadas, era muito comum nos anos 70 as cantigas de roda do universo infantil aqui no Cariri.
Aos 8 anos fiz minha primeira apresentação no rádio, com Senhor “Eloia”, aos 9 já estava em São Paulo, aos 16 fiz minha primeira música, (toquei meus primeiros acordes no violão), fiz teatro. Aos 20 já cantava profissionalmente, aos 24, graduada em Educação Artística. O tempo voa kkkkkk.

Alexandre Lucas - Como Caracteriza sua Musicalidade?

Auci Ventura - Como uma propriedade natural inerente a meu ser, que tem por necessidade expansão e divisão. É inquietante e sempre em busca de novas emoções, advindas do universo de sons naturais e artificiais do todo existencial.



Alexandre Lucas - Qual a diferença em tocar em barzinhos e palcos?



Auci Ventura - Palcos Alternativos= Público pré selecionado, convocado.
Barzinhos = Público Livre e diverso (muda só o público, o trabalho em si para mim é igual). O que me importa é mostrar o trabalho, amo todo tipo de público de leigos a críticos.

Alexandre Lucas – Você compôs uma música de protesto contra a Indústria Cultural, qual sua análise das músicas tocadas nos veículos de comunicação de massa?



Auci Ventura - Já fiz várias musicas de protesto, principalmente nos anos 80, a que fiz atualmente trata de questões urgentes da contemporaneidade, lamentavelmente a música tocada para o grande público é de uma qualidade de enlatados para consumo imediato, ainda bem que são descartáveis, não permanecem.
A indústria cultural de enlatados artísticos, lança sem análise qualitativa seus produtos para um público alienável, sem educação auditiva que se condiciona com facilidade pela execução exagerada que a mídia propicia através dos jabás, que dá no que dá: LIXO!



Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre Arte e Política?

Auci Ventura - A Arte está para Política, assim como o farol está para escuridão! É o Norte que dirige o olhar através das diferentes expressões para o acerto final. Que ousa, contesta e segue em frente adaptando-se as diferentes marés sejam cheias ou mansas, que percebe o movimento e cria estratégias para mudar o absurdo.

Alexandre Lucas - Qual a sua percepção sobre a musicalidade produzida na região do Cariri?

Auci Ventura - O Conceito de Musicalidade e Musicalidade Cariri:O que tenho a acrescentar nesse sentido, é que de fato são poucos os artistas da região que mostram em seus trabalhos musicais, elementos dessa musicalidade regional, o que de fato na verdade não tem nada de excepcional em sua estética formal. As referências históricas quanto à etnomusicologia local seguem os mesmo padrões de pesquisas antropológicas de diversas regiões do Brasil, o que afasta a idéia de ineditismo, exceto pela corrente gonzagueana que já faz parte do movimento modernista. Não quero aqui desmerecer os talentos regionais, que alias cito com muito carinho na pesquisa. Apenas quero focar no que realmente ficou na memória.
Tenho percebido através do Teatro, da literatura e das artes visuais produzidas no Cariri, uma representação mais fiel dos caracteres da cultura cariri, a música ainda deixa muito a desejar, mesmo porque em sua origem primitiva, o registro que temos de partituras chega a ser melodias enfadonhas e sem graça. (Auci Ventura apresentou a monografia com o tema: “MUSICALIDADE CARIRI:” UMA PROPOSTA EM ARTE – EDUCAÇÃO)



Alexandre Lucas - Quais os seus próximos trabalhos?

Deixo aqui um pouco do meu momento, que é de muito isolamento e concentração, entre Chapada do Araripe (Silêncio) x Urbanidade perturbada (Barulhos Urbanos), estou no limite, penso em dar uma volta novamente pelo mundo e levar um pouco da escola que pratiquei aqui para outros territórios do planeta. internacionais e nacionais. Me preparando para qualquer proposta descente. kkkk!!!!

terça-feira, 3 de abril de 2012

O som do Geraldo Junior, nosso Caboclo de Asas!

http://soundcloud.com/geraldojunior/ancestrais

Ela me dará outra canção?
Meu peito involuntário se contrai
Aguardando em paciência e oração
Ela me consome o coração

Mas o que construí
Não se desfez
(Ai!) Não se desfaz
E ha de não se desfazer jamais!

O passado, os ancestrais
Deuses tortos
O Horto, um cais.
Da igreja da sé à matriz do juazeiro
É o caminho de um mundo inteiro

A partida, a chegada
O reencontro, o confronto
O crescendo na orquestra!
Eu fico tonto.

Me prometeste uma existência longa e de prazer
Viver o amor, a bel felicidade
Warakidzã, o sonho, o rito de passagem
Rompendo os ciclos de nossa imortalidade

Que nos atrai
E se refaz
E nos disfarça
Só para nos reconhecermos mais

Ancestrais!
Minha menina, te dou tudo o que quiser!
Porque por ti, conheço o perfume da flor
Sou cariri minha sina me fez cantador
Vi a mãe d’água! Sei teus segredos, mulher!

Ela me dará outra canção?...

Mas o que construí
Não se desfez
Ah! Não se desfaz
E ah de não se desfazer jamais!

Funarte lamenta a morte da ‘Rainha do Chorinho’

Rainha do Chorinho’
Publicado em 29 de março


Consagrada como a maior intérprete do choro, Ademilde Fonseca nasceu em Pirituba, no Rio Grande do Norte, e desde os três anos já cantava choro seresteiro. Ainda na infância, Ademilde aprendeu com um colega de escola a letra de “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu.

A cantora, que veio para o Rio de Janeiro em 1941, logo se destacou como a nova intérprete do choro, gênero que até então era pouco cantado. E fez um sucesso sem precedentes ao gravar “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo e Pereira da Costa. Na série Seis e Meia, no Rio, a artista conquistou um novo público: os jovens que não conheciam seu talento.

Em 2009, Ademilde Fonseca foi homenageada pelo programa Estúdio F, da Funarte.Em 1977, ela foi uma das atrações do Projeto Pixinguinha, com apresentações pelo Brasil ao lado do clarinetista Abel Ferreira
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