sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Enviado por :Luiz Benuí Taveira

CRÔNICA DE OLIVAL HONOR

A GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE

É a seguinte a apresentação da iniciativa de nossos artistas, que transcrevo ipsis literis: “Grupos de resistência realizam a mais audaciosa operação de defesa das artes cênicas do Cariri cearense. Os guerrilheiros reúnem dezesseis espetáculos de teatro e dança, demonstrando enorme poder artístico e já conquistaram a simpatia de amplas massas populares. Durante o movimento, as companhias serão premiadas com o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior.”

Ao tentar resumir nesta crônica a grandiosidade e o significado desse movimento cultural de silencioso e já vitorioso protesto, quero iniciar com os seguintes destaques, cujas meritórias atuações foram decisivas para a concretização do movimento:

DIVANE CABRAL, mentora e diretora maior do Teatro Raquel de Queiroz, de cuja inauguração tive a honra de participar, como ator nos ensaios da peça “A Raposa e as Uvas”, do escritor Guilherme de Figueiredo. Divane dispensa apresentação, componente ilustre de famosa família de nossa terra, conhecida e admirada por todos os cratenses, que muito lhes devem na difusão da arte musical e de nossa cultura em geral. Ela concedeu gratuitamente aos guerrilheiros as trincheiras do Teatro Raquel de Queiroz, para que lhes servissem de anfiteatro durante a grande batalha.

CACÁ ARAÚJO, intelectual, autor, diretor e ator teatral, ao lado de Orleina Moura, Flávio Rocha (Tio Flavinho) e o Tio Bibi, entre outros cangaceiros e guerrilheiros famosos nas batalhas da guerra santa das artes, todos também conhecidos e muito amados pelo imenso público que tem esgotado os ingressos para participar das batalhas, superlotando suas galerias. Para se ter uma idéia, a apresentação da peça “A Comédia da Maldição”, de Cacá, teve de ser reapresentada ontem mesmo, tal o número de pessoas querendo assistir.

Resta apenas dizer o porquê de tudo isso: discriminação na seleção dos grupos para o festival do SESC, que excluiu os nossos de suas exibições, provocando a guerrilha de protesto. Bendita guerrilha!

Fazemos um apelo ao seu Comando para que, além de “Os Três Porquinhos” e “O Pecado de Clara Menina”, seja reprisada também a peça “Fogo Fátuo”, encenada com enorme sucesso, no último sábado, pela Companhia Teatral Anjos da Alegria.



17.11.2009

Olival Honor

3 comentários:

  1. Eu sou apreciadora desse movimento: a guerrilha, ja pensei que podia haver uma guerrilha na mesma época com a música também, já que não vemos nossos músicos de fato representados, isso ta ficando feio, como colocam João do Crato num show em horário totalmente inconveniente? como deixar de fora músicos como: Abidoral Jamacaru,Pachelly Jamacaru,Cleivan,Dihelson Mendonça, entre tantos artistas?
    Senti uma distância por partes dos artistas de fora em relação a nós, caririenses, claro! não temos representatividade, não somos respeitados, na verdade é um lindo evento, mas poderia mudar o nome para:Mostra para o Cariri de cultura,tem mais pernambucano que cearense, é uma pena mesmo!

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  2. Oi, Janinha!
    Já em dezembro começaremos a trabalhar no formato da guerrilha para o próximo ano.
    Penso que uma guerrilha musical poderia ser realizada no período da Exposição do Crato. Vamos procurar o pessoal pra ver se dá certo.
    Beijos!

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  3. que idéia genial...esse movimento tem tudo pra crescer cada vez mais!podemos conversar sobre isso mesmo!

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