segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Por que cantar, parece com não morrer!




Definir a música não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza no tempo. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, a música já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é simultaneamente físico e emocional. Como "arte do efêmero", a música não pode ser completamente conhecida e por isso é tão difícil enquadrá-la em um conceito simples. A música também pode ser definida como uma forma linguagem que se utiliza da voz, instrumentos musicais e outros artifícios, para expressar algo à alguém.
Temos na nossa região grandes artistas que desenvolvem a prática da música, compositores e intérpretes louváveis, mas faltam oficinas para o ensino de técnicas vocais, escolas formadoras de profissionais.Com o avanço do número de cursos universitários, faculdades diversas, a sensação é de esquecimento no ensino das artes, somos conhecidos por nossa espontânea fonte cultural, mas há carência de projetos e mais ainda de incentivo na área. A dança, música, teatro estão sem rumo, sem as manifestações de poucas pessoas, o Cariri estaria “parado”, mesmo transbordando talento.
A busca de apoio financeiro para realização de eventos na área chega a ser mesquinha, causando desestímulo a quem trabalha na elaboração de projetos e tem visão de mercado por saber que um dos que mais crescem é o do turismo cultural, um povo sem acesso à cultura é um povo sem alma ou identidade, quem visita uma cidade está em busca de saber o que a identifica. Tratar a arte como supérflua é sinônimo de ignorância, já que somos racionais e necessitamos da expressão, temos percepção, idéias, emoções que precisam fluir, e para os artistas a forma que esses sentimentos se manifestam é através da transcendência, ou seja, manchas de tinta sobre uma tela ou palavras escritas sobre um papel simbolizam estados de consciência humana, que abrangem emoção e razão.
A “casa grande” em Nova Olinda é um exemplo de como a arte é transformadora, não só tirou da ociosidade crianças e adolescentes, mas mudou naturalmente através do ensino de história, música e arte, as idéias, perspectivas, da população daquela cidade, fazendo com que a nova geração tenha mais auto estima, despertando a curiosidade e talento, trabalhando com iniciativas como a “formação de platéia”, em que é dada a oportunidade de conhecer grandes trabalhos artísticos musicais e teatrais, educando jovens para um mundo mais amplo que só a arte e a leitura podem despertar numa sociedade.
O canto, a interpretação, a religiosidade, a poesia precisam ser prioridades nos planos governamentais, cabe a cada um de nós exigir que isso aconteça!
*Eu não imagino a minha vida sem arte!

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