quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

IEC inicia trabalho com Mulheres do Coco

Com o objetivo de realizar de visitas e registros audiovisuais das atividades nos terreiros dos brincantes da cultura popular da região do Cariri para produção de documentários e disponibilizar às escolas públicas, incentivar as “Rodas de Conversa” entre pesquisadores, estudantes, artistas e brincantes (in lócu) e criar pagina virtual para divulgação das pesquisas desenvolvidas na universidades sobre as temáticas Cultura/ Grupos da Tradição Popular/Identidade/Patrimônio Imaterial , Religiosidade e questões correlatas, o Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA, inicia na manhã deste sábado, dia 27, o Projeto “No Terreiro dos Brincantes”.

A primeira ação acontece junto às Mulheres do Coco da Batateira, no bairro Gizelia Pinheiro no Crato. O Coco das Mulheres da Batateira teve inicio no final da década de setenta do século passado, a partir de uma curso de alfabetização de jovens e adultos e atualmente reúne cerca de 20 mulheres entre 50 a 80 anos. As mulheres se dividem entre cavalheiros e damas, tendo em vista, que na época, os homens não queriam participar.

Para a mestra Edite Dias (foto) essa será uma oportunidade importante para divulgar o trabalho do grupo. “Nunca ninguém fez um documentário sobre a gente” destaca. A Mestra enfatiza que uma das lutas do grupo é conseguir um terreiro para que a comunidade tenha um local para os ensaios dos grupos. As Mulheres do Coco ainda mantém um grupo mirim de Coco e de Maneiro Pau e na comunidade existem outras manifestações como a Capoeira e os Irmãos Aniceto. Mestra Edite se orgulha da brincadeira “temos um trabalho bonito e bem feito”, mas frisa que é preciso existir apoio para a manutenção do grupo.

Para a acadêmica de Ciências Sociais da URCA, Ruth Rodrigues, que é monitoria do Projeto, a proposta possibilita mostrar a pluralidade da região do Cariri no que se refere as manifestações da cultura popular.

A acadêmica de Pedagogia, Cícera Araújo, também monitora, enfatiza que esse projeto é importante para valorização da cultura popular e para mostra a educação não formal praticada nos terreiros.

O professor Alexandre Lucas, idealizador da iniciativa destaca que um dos principais proveitos sociais do projeto “No Terreiro dos Brincantes” é contribuir com a memória e a disseminação da diversidade de manifestações da cultura do povo.

O Projeto será desenvolvido até dezembro deste ano e a intenção é produzir 11 vídeos com manifestações de outras cidades da Região do Cariri.


Serviço:
Informações adicionais na PROEX
(88) 3102 1200

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