terça-feira, 17 de agosto de 2010

Almas Gêmeas- Barbalha 100 anos - José Joaquim Teles Marrocos.

Luiz Domingos de Luna*
Qual o dispositivo mágico, que acionou, quando do pretenso noivado entre a rica barbalhense, Ana Grangeiro Chaves, filha de Antonio Sampaio, proprietário do maior empório comercial do Cariri – Casa Sampaio, com o primo pobre e caixeiro da Casa Sampaio – Salustiano Grangeiro de Luna, ao tiro certeiro de José Joaquim Teles Marrocos, ao abade Geral do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, em 1901, Dom Gerardo Van Caloen, à solicitação do Caipira do Cariri, Salustiano Grangeiro de Luna ao ingresso na multissecular ordem Beneditina.
Em janeiro de 1902, a sociedade Barbalhense, assiste a partida do Jovem Salustiano Grangeiro de Luna para, do vínculo nupcial quebrado, ao manto protetor da Ordem de São Bento,uma nova história, deixando para trás uma jovem linda, noiva graciosa e apaixonada, em lágrimas ardentes, aos olhos lacrimejantes , de toda uma comunidade, que, em espanto, não conseguia entender o porquê da ruptura do sentimento nobre que une os seres humanos
Pobre Ana! Pobre Salustiano, o amor dissolvido na fumaça de um mistério, a sondar nos mais longínquos espaços das grandezas emocionais e sentimentais, Uma ruptura, ou uma união eterna?
Na Revolta dos fuzileiros Navais, chamada revolta da Chibata, em dezembro, 1910. Salustiano perde dois dedos da mão direita, o indicador e o médio, na defesa da abadia de Nossa Senhora de Monte Serrati, porém, já com ordenação sacerdotal no dia 04 de Janeiro, 1910, na mesma Abadia, pela imposição das mãos de Dom Gerardo Van Caloen abade Geral do Mosteiro de São Bento Rio de Janeiro.
67 anos de vida monástica, graças ao semeador, José Joaquim Teles Marrocos, nasce finalmente, o primeiro prior do Mosteiro de São Bento da região do Cariri Cearense – D. Joaquim Grangeiro de Luna, a assumir a Abadia de nossa Senhora de Monte Serrati no Rio de Janeiro, deixa para trás o seu nome de Batismo, Salustiano Grangeiro de Luna. Ainda hoje no mosteiro a Lápide Dom. Joaquim Grangeiro de Luna falecido aos 22 de novembro, 1969.
O Grito mágico de José Joaquim Teles Marrocos, a ecoar nos ouvidos de Ana Grangeiro Chaves,/ Prima Bandu/ pois, também, encontra acolhida na congregação das missionárias beneditinas, na qual viveu longa existência em Olinda, vindo a falecer em 1968. Por ai se vê, que ambos Salustiano e Bandú / Dom Joaquim e Madre Benta/, se realizaram plenamente na vocação que o senhor lhes indicou, através do abalizado mestre, José Joaquim Teles Marrocos.
(*) Professor – Aurora – Ceará
(*) É colaborador do Blog CULTURA NO CARIRI
Email: deuteronomioarte@ig.com.br
Livro Pesquisa: Um menino Caipira que se Fez Monge { Dom Joaquim Grangeiro de Luna} Notas Sobre o Tio Monge, Escritas por Padre Luna. Missão Velha -1979.

Um comentário:

  1. sou da familia Grangeiro de Barbalha, passei uma temporada no mosteiro são bento de olinda, o meu abade Dom Basílio Penido Burnier osb me presenteou com um livro escrito por dom Joaquim Grangeiro de Luna osb. Sou parente de Dom Joaquim, motivo de alegria e orgulho para mim.Antônio Epitacio Grangeiro Xavier-antoniochurros@hotmail.com

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