
O grupo é composto de 32 membros e visitou espaços importantes da cultura popular do Cariri, como o Memorial Patativa do Assaré FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS
Durante este final de semana os confrades visitaram espaços culturais da região, com o Memorial do Patativa, além de museus de Santana do Cariri e Nova Olinda. E o que não falta é alegria para os participantes que recitavam a poesia de Patativa, agora poderem estar no ambiente em que viveu o seu patrono. A marca do grupo é forte. São as três letras ´c´ que formam o símbolo da confraria. E fazer parte da irmandade significa incorporar o nome, literalmente. O velho chapéu de couro dos vaqueiros do sertão está nas cabeças de homens e mulheres da confraria, com o registro do nome e a marca feita a ferro quente. O jornalista e documentarista Roberto Bonfim tem chapéu número um. Inspirou o grupo. Ele fala do sentido informal em que foi criada a confraria, entre amigos, mas uma coisa séria, que não era reservada apenas a reuniões de grupo para "bebericar". Era algo mais, que merecia uma amplitude que pudesse também levar o conhecimento e a valorização das raízes do povo nordestino.
Palestras
E isso tem acontecido, nos últimos, segundo Bonfim. Alguns dos próprios profissionais confrades se encarregam de fazer palestras e eles seguem uma pauta de atividades.
A ideia, segundo o atual presidente do grupo, Paulo André Viana, é produzir todo esse material e publicá-lo dentro de um breve espaço de tempo.
Ele disse que está sendo criado um site da Confraria, no intuito de ampliar esse conhecimento. Estar na terra de Patativa, conforme ele, é um motivo de realização para todos os confrades. Esse trabalho não se resume apenas a incursão pelo lugar onde nasceu o poeta, mas uma pesquisa sobre a cultura popular.
Roberto destaca que a confraria tem a finalidade de valorizar, cultuar e estudar as raízes nordestinas, e principalmente do Ceará. "Nós nos reunimos há quatro anos, e por conta do nosso aniversário, estamos vindo ao Cariri e chegarmos à casa do nosso patrono", diz ele. Mesmo algumas pessoas do grupo já tendo o conhecimento do Memorial do Patativa, a visita deste final de semana foi diferente. Agora não é só a poesia que inspira os confrades, mas o ambiente onde e viveu Patativa do Assaré.
Outro aspecto importante para os componentes do grupo é a valorização da gastronomia. "Pesquisamos nessa área, por vemos uma riqueza variada no cardápio nordestino", diz o jornalista. O grupo foi iniciado por quatro amigos cearenses.
Choque
As conversas sempre eram diversificadas e Roberto Bonfim, como documentarista, com o seu usual chapéu de couro, trazia assuntos relacionados aos seus documentários e a cultura nordestina. Daí, veio a ideia da confraria. "Era uma brincadeira. Não tínhamos a intenção de ser o que nos tornamos", afirma.
Choque
Desse momento, segundo Paulo André, veio o choque no início de algo que se tornou realmente algo sério.
Foi criado estatuto, regimento, marca e a adoção do chapéu de couro, marca registrada, além das reuniões periódicas, no segundo sábado de cada mês. O grupo sai Ceará afora com o estandarte feito em couro, com a marca e a imagem do poeta Patativa do Assaré.
Para se tornar integrante da confraria não é tão simples. É preciso identificação, conhecimento de algum dos integrantes para receber o convite, além de frequentar três reuniões seguidas, e depois ser submetido a uma votação para ser parte do grupo. Depois é usar a blusa e o chapéu nas reuniões e encontros de forma obrigatória.
A Confraria Chapéu de Couro mantém sócios correspondentes em outros estados, como Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Pernambuco e ainda em Brasília.
Mais informações:
Confraria Chapéu de Couro
Fortaleza - CE
Telefone: (085) 8744.8106
ELIZÂNGELA SANTOSREPÓRTER
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