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terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre os índios Cariris - Por: Evandro Rodrigues de Deus

O Crato é uma cidade pacata situada na região do Cariri, mais precisamente ao sul do Ceará, ao sopé da Serra do Araripe. Berço da tribo Cariri, índios que habitaram a localidade durante muito tempo. Esta é basicamente a informação que a maioria das pessoas tem a respeito da história do município. Porém, iremos mostrar mais detalhadamente os fatos que marcaram época e os cidadãos ilustres que dedicaram sua vida ao bem estar da comunidade cratense e ao desenvolvimento do seu povo. Buscando conhecer um pouco mais acerca de nossas raízes nos surpreendemos com a beleza e a riqueza dos acontecimentos. Expomos aqui um resumo que pode ser de muita ajuda para aqueles que por ventura possam se interessar pelo assunto. A região era uma aldeia habitada pelos índios Cariris, um povo pacato, característica que os batizou com esse nome porque no falar de Porto Seguro, Kiriri significa: Calado, tristonho, sincero. A tribo subdividia-se em grupos de diversas denominações, de acordo com os dialetos falados: Quixeréus, curianêses, Calabaças, Cariús, Tremembés, Pacajus, Icós, Cariris, Carirés, Jucás, Jenipapos, Jandaias, Sucurus, Garanhuns, Chocos, Fulniês, Acenas e Romaria. Qualquer índio da região era conhecido como Cariús, por ser a maior tribo existente na época. Os índios Cariris eram originários da Ásia e chegaram ao novo mundo pelos rios Amazonas e Tocantins. Dois tipos étnicos chegaram à América no período neolítico: os Sudésticos e os Brasilídios, a procura de um lugar que lhes dessem melhores condições de vida. Os Brasilídios geraram 12 tribos que se espalharam e povoaram quase que completamente o continente sul americano. Uma dessas tribos foi a nação Cariri que chegou ao sul do Ceará nos séculos IX e X da era Cristã em busca de terras férteis, úmidas, quentes e de fácil plantio, de onde pudesse retirar o sustento da família e conseqüentemente melhor a qualidade de vida. Encontraram no Cariri, mais precisamente no Crato, o ambiente propício às suas aspirações; com suas fontes e riquezas naturais a região propiciou-lhes uma vida fácil e primitiva, retirando da natureza, em abundância, uma diversidade de alimentos como macaúba, babaçu, piqui e araçá, dentre outros. Dedicaram-se ainda ao plantio da mandioca, do milho e do algodão. A caça e a pesca farta nas matas e rios faziam do ambiente um verdadeiro paraíso tropical onde suas famílias puderam viver em paz durante muito tempo.

A vida na tribo era tranqüila. Suas residências eram construídas com a palha da palmeira. Usavam utensílios feitos de forma artesanal como cabaças, cuias e coités. Fabricavam seus utensílios domésticos. Dentre eles destacamos o pilão de socar, a arupemba, o abano, esteiras de palha de palmeira e artigos feitos em cerâmica como vasos, pratos e panelas onde podiam fazer seus cozidos provenientes da farinha de mandioca, (produzida em estilo rudimentar, em casas de farinhas primitivas). e do milho. O bejú, a tapioca, a puba, a canjica, o cuscuz e muitas outras receitas nutritivas vieram dos nossos antepassados indígenas. A maioria destes costumes, comidas e ambientes foram e são utilizados pelas comunidades, até mesmo nos nossos dias. Nos séculos XVII e XVIII, na Serra do Araripe, os índios cariris foram descobertos pelos povoadores do ´Ciclo do Couro` de Sergipe, Pernambuco e possivelmente da Torre da Bahia. Missões Indígenas espalhados pelos Sertões Pernambucanos catequizaram e civilizarão a tribo Cariri. Documentos antigos relatam a presença dos missionários na região a partir de 1730. È aí que se inicia a história do Crato.

TEXTO: Evandro Rodrigues de Deus


fonte: http://acessogeral.blogspot.com

* Irmãos Aniceto, grupo de música cabaçal do Crato com forte influência dos grupos indígenas.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Exposição O Nosso Borges

Exposição O Nosso BorgesMostra homenageia um dos grandes mestres das culturas populares em Recife

Será aberta nesta sexta-feira, dia 7 de maio, no Espaço da Cultura Popular do Recife, situado no Mercado de São José, a exposição O Nosso Borges. A mostra, apoiada pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, é uma homenagem ao Mestre J. Borges, xilogravurista e cordelista brasileiro, e fica em cartaz até o dia 10 de julho.
José Francisco Borges nasceu em 1935, na cidade de Bezerros, agreste de Pernambuco, e começou a escrever cordel aos 29 anos. J. Borges, que já havia fabricado brinquedos artesanais, resolveu fazer, ele mesmo, as ilustrações dos mais de 200 livros de cordel usando a técnica de entalhar a madeira das matrizes. A exposição é composta por fotografias que contam a história do trabalho realizado pelo pernambucano, que também foi oleiro e começou a trabalhar com o pai, aos oito anos, como agricultor. O roteiro da mostra começa pelo primeiro cordel publicado com xilogravura, cunhada pelo artista, que tem como título O Verdadeiro Aviso de Frei Damião.
De acordo com a curadora da exposição, Fabiana Bruce, a escolha do local do evento, foi uma forma de levar J. Borges ao lugar, que além de ter sido muito frequentado pelo artista, foi tema dos seus trabalhos. “Queremos ainda provocar uma reflexão sobre o Mercado São José, local de muita efervescência cultural e inspiração e onde a voz do cordel e da xilogravura parece se adequar tão bem”, justifica Bruce.
A realização da mostra no Mercado, segundo ela, tem também como objetivo fazer uma aproximação do mestre da cultura popular com a sua comunidade e com o extenso público que circula pelo local. “Esperamos, desta forma, contribuir para a valorização dos saberes de tão expressivo espaço da cultura viva”, afirma a curadora.
A iniciativa desta exposição é parte de um projeto, realizado em parceria com o Núcleo de Empreendimentos em Ciência, Tecnologia e Artes (NECTAR), a Prefeitura do Recife e o SESC Santa Rita, e prevê, ainda para 2010, a realização de mais duas exposições. Elas terão temáticas familiares ao ambiente do Mercado de São José, tendo como elementos de ligação o homem que vê, circula, e está no mercado; o espaço da venda, de comercialização, e relações de trabalho; e, o objeto de fruição e energia cultural.
Exposição O Nosso Borges
Local: Espaço da Cultura Popular do Recife - Mercado de São José
Data: 07/maio a 10/julho de 2010
Horário de Visitação: 9h às 17h
Informações ao Público: (81) 3232-2319
Email: cultura@mercadosaojose.org.br

sexta-feira, 16 de abril de 2010

UM BRASIL DE VIOLA

Projeto Um Brasil de Viola




Já está no ar o Blog do Projeto UM BRASIL DE VIOLA – Tradições e Modernidades da Viola Caipira - www.umbrasildeviola.blogspot.com - , coordenado pelo violeiro e produtor Cacai Nunes, que também é responsável pelo blog Acervo Origens.



O Projeto tem como missão retratar o Brasil que toca Viola Caipira. O sertão, a cidade. O Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e o Sul. A equipe está visitando várias regiões do país a fim de registrar e documentar mestres, aprendizes, estudiosos que perpetuam a arte de pontear este belo instrumento musical. Desse modo, servirá como ponto de encontro virtual, onde mestres e aprendizes poderão trocar conhecimentos, fortalecendo a comunidade de violeiros que se encontra espalhada pelo território brasileiro.



Além disso, o Blog disponibiliza informações sobre antigas tradições do instrumento, a magia que o envolve, sua ligação com o homem e a natureza, as formas rústicas e artesanais de construção, seus mestres, a tradição oral no sertão brasileiro. Tudo isto, correlacionando com um novo jeito de tocar viola, com instrumentistas que se destacam por composições contemporâneas, professores violeiros que ensinam em Escolas de Música e modernas formas de lutheria (fabricação de instrumento com mais requinte).

fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/

No blog, vocês podem assistir a vídeos com depoimentos, toques tradicionais, músicas, entrevistas com mestres do sertão, professores, músicos, alunos que fazem do instrumento a sua maior forma de expressão.



Podem também fazer download de músicas executadas pelos violeiros registrados. Todo material está sendo devidamente catalogado e aos poucos sendo disponibilizado no Blog http://www.umbrasildeviola.blogspot.com/ que servirá de Diário do Projeto, permitindo comentários de visitantes e estabelecendo uma interatividade contínua durante a execução do Projeto.



Este projeto foi contemplado pela Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre as Interfaces dos Conteúdos Artísticos e Culturas Populares.
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