sábado, 13 de fevereiro de 2010

Rapadura!


É típica do Nordeste do Brasil e de diversas outras regiões da América Latina, onde recebe diferentes nomes como panela (Colômbia, Venezuela, México, Equador e Guatemala), piloncillo (México), papelón (Venezuela e Colômbia), chancaca (Bolívia e Peru), empanizao (Bolívia) ou tapa de dulce (Costa Rica). O nome rapadura (ou a variação raspadura) é utilizado também na Argentina, na Guatemala e no Panamá. Seu uso também é disseminado na Índia. Sua utilidade é extensa e varia de acordo com os hábitos culturais de cada região que utiliza. No Brasil é basicamente utilizada em substituição ao açúcar ou para consumo direto, em lascas, como sobremesa.

Em outras regiões da América Latina pode ser usada como medicamento, na receita básica de determinados drinks ou até de molhos para acompanhar pratos salgados.

  • A cana é moída para extrair o caldo de cana;
  • Logo depois, um tacho é limpo para a recepção do caldo;
  • Depois o caldo é colocado no tacho para ser fervido;
  • Com a elevada temperatura do caldo, as impurezas irão "boiar" por cima da água, onde são retiradas com uma espumadeira;
  • Do tacho, o caldo escorre em um cano e vai parar em um balaio, onde é coado para a retirada de algumas impurezas;
  • Depois da retirada dessas impurezas, o caldo é colocado em uma espécie de caixa de depósito;
  • O caldo é fervido novamente para engrossar e para retirar algumas impurezas que ainda não foram retiradas;
  • No momento que o caldo se torna melado, é retirado, coado e colocado em vasilhas;
  • Depois, o caldo é retirado das vasilhas bem mais engrossado, daí, vai direto para as "canoas";
  • Nas "canoas", o caldo é batido para obter uma liga e para que fique bem grosso;
  • Ao ser retirado das "canoas", é colocado no estandarte para ganhar a forma de rapadura;
  • Depois que a rapadura já endureceu, esfriou e ganhou a sua forma, pode ser retirada do estandarte.

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