sábado, 13 de novembro de 2010

O QUE È MITO?

DO SITE: http://pt.shvoong.com/humanities/

As antigas religiões que atualmente não mais existem, foram grandes reguladoras do sagrado, pois, constantemente, estavam em contato com as forças invisíveis através de sacrifícios que possuíam a sua ritualização própria. O mito é um dispositivo utilizado pelos antigos, para contar os fatos acontecidos em relação sua vivência cotidiana, utilizando-se da linguagem simbólica. O rito, já é concretização do mito, por exemplo: O casamento; A purificação de jovens meninas para entrarem numa tribo na África, cortando o hímen. No rito a palavra e os gestos ganham a sua sacralidade, e é por isso que muitas tradições existem até hoje, especificamente o Cristianismo. O mito no seu sentido de origem: “O mito é a mais antiga forma de conhecimento, de consciência existencial e ao mesmo tempo, de representação religiosa sobre a origem do mundo, sobre os fenômenos naturais e a vida humana. Deriva do grego mythos, palavra, narração ou mesmo discurso, e dos verbos mytheyo (contar, narrar) e mytheo (anunciar e conversar). Sua função, por tanto é a de descrever, lembrar e interpretar todas as origens, seja ela a do cosmo(cosmogonia), dos (teogonia) , das forças e fenômenos naturais (vento, chuva, relâmpago, acidente geográfico, seja ela a da causas primordiais que impuseram ao homem as suas condições de vida e seus comportamentos. Em síntese, é a primeira manifestação de um sentido para o mundo”.[1] O mito no dicionário: Mito sm. 1. Relato sobre o seres e acontecimentos imaginários acerca dos primeiros tempos ou de épocas heróicas 2. Narrativa de significação simbólica, transmitida de geração em geração dentro e determinado grupo, e considerada verdadeira por ele. 3. Idéia falsa, que distorce a realidade ou não corresponde a ela. 4.Pessoa fato ou coisa real valorizados pela imaginação popular, pela tradição, etc. 5. Fig. Coisa ou pessoa fictícia, irreal; fábula.[2] O mito na realidade humana: O mito, porém, não é só forma de expressão; os símbolos e as imagens coligadas no mito refletem a realidade verdadeira existente, porém tão profunda e vasta que não poderá ser apreendida por conceitos próprios. Por isso, o mito não nasce do nada, mas, sim, de uma experiência profunda.(....) O mito, porém, será vivido e vestido como material representativo de cad época. De tempos em tempos, morreram os mitos. Mas a realidade que os fez nascer está sempre aí a desafiar os homens e buscando irromper na consciência do espírito. Por isso, nascem de novo outros mitos, que por sua vez serão outras tantas tentativas de apreender o inapreenssível, de formular o informuláve, e deixar falar o que é de per si, indizível (BOOF: 197 pág. 62-63). O mito na história: “Na ciência das mitologias - se é que podemos chamar assim nos referir -, encontra-se a clássica definição de Mircea Eliad, quem conceitua o mito, inserindo-o em uma categoria da história sagrada, uma história em que ele, o mito, toma forma de seres que se assemelham à imagem humana. O mito é identificado por Eliade como Deus ou como Herói Civilizador. Nessa perspectiva, seria o mito a tentativa descritiva das origens das coisas e da existência. Seria – visto por outro prisma – o fator capaz de preservar e transmitir paradigmas e exemplos de que se utiliza a natureza humana”.[3] O mito na linguagem: Definido com recurso ideológico o mito não se constitui em negação das coisas. Ao contrário, ele penetra na linguagem para falar delas – as coisas -, fornecendo-lhes fundamentação da natureza e a eternidade. Podemos observar que as ideologias que influenciam uma determinada civilização, assim como a teologia, ao assumir um caráter oficial, vale-se dessa condição para a manutenção ou transformação do “statuto quo”. O mito se apresenta como responsável pela indagação que o ser humano faz em torno de sua própria eternização. [4] Enfim, o mito cria uma compensação simbólica e imaginária para dificuldades, tensões e lutas reais tidas como insolúveis; omito se refere a esse fundo invisível e tenso e o resolve imaginariamente para garantir a permanência da organização. O mito na cultura da sociedade conta uma história (real) dramática, na qual a ordem do mundo (o reino animal, mineral, vegetal e humano) foi criada e constituída.
Bibliografia: BOOF, Leonardo. O Evangelho do Cristo Cósmico. A realidade de um mito: O mito de uma realidade . Centro de investigação e divulgação, teologia/I. Petrópolis - Rio de Janeiro: Vozes, 1971. [1] Texto: Mito e mitologia, extraído do site: Htpp://wwwvideotextoinfo /mito_mitologia.html. Editora Perspectiva S.A.; à L&M Editores S/A e Editora videotexto.tv, acessado no dia 26/04/05 ás 15:30. [2] Cf. o míni Aurélio, 6º edição revista e atualizada, 2004. [3] Artigo “Da Ritualização da Sociedade ao Fetiche Consumogômico”, escrito por: Ruy dos Santos, teólogo, arte-educador, mestrando em Ciência da Religião na universidade Metodista de São Paulo, Membro da Igreja Cristã da Brasília e Professor de Ética no CEUB (Brasília DF), p.

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