terça-feira, 15 de março de 2011

Banda cabaçal Irmãos Aniceto!

Irmãos Aniceto



A banda cabaçal dos Irmãos Aniceto surgiu no século XIX com o agricultor José Lourenço da Silva, que transmitiu seus conhecimentos musicais para filhos e netos. O grupo, sustentado por instrumentos de sopro e percussão, como pífanos, zabumba, caixa e pratos de metal, compõe inspirado no trabalho da roça e na observação do cotidiano da vida do sertão.


Conforme Mestre Raimundo, filho de José Lourenço da Silva, o grupo vem treinando seus herdeiros para montar a banda cabaçal infantil, com meninos de 6 e 7 anos, e assim como aprenderam com o pai, não deixarão a música dos Aniceto desaparecer. Os instrumentos da banda são fabricados por eles mesmos, conforme os segredos que passam de geração para geração.

fonte: http://coletivocamaradas.blogspot.com/



O som que veio da roça e dos Cariris
José Lourenço da Silva, índio Cariri do Ceará, possuía a alcunha de Aniceto e conhecia o Pife havia tempos. Fundou a Banda Cabaçal Irmãos Aniceto ainda no século XIX.
Foi ouvindo o pai tocar que os filhos aprenderam. Raimundo, Antônio José, João José, Benedito e Cícero tocam adiante hoje a banda. (Cabaçal é sinônimo de banda de Pife naquela região do país)
Os integrantes levam a tradição familiar adiante e ensinam os parentes próximos. Segundo o filho Raimundo, já tem gente da quarta geração da banda tocando. Recentemente criaram a banda-mirim, com as crianças que já demonstram incrível talento.
Raimundo fabrica os instrumentos do grupo, que já tocou no exterior apresentando a cultura do Pife. As apresentações do grupo incluem danças incríveis, com agilidade impressionante, apesar da idade avançada de alguns dos integrantes.
O jornalista Pablo Assumpção escreveu um livro chamado “Anicete – quando os índios dançam” que diz que a banda reúne “atores que desempenham uma performance única e que mescla o passo matreiro e intuitivo de cada um com modos ancestrais de dançar e imitar animais, aprendidos com as gerações indígenas da família. É essa performance que evolui em danças e trejeitos bem particulares que os diferencia de qualquer outra banda. Uma espécie de ritual secular que apresenta a força das coisas inéditas”.





(Foto: Antônio Vicelmo, Diário do Nordeste)
Homem simples da roça, seu Raimundo deu entrevista à página virtual Overmundo (Aqui: http://www.overmundo.com.br/overblog/mestre-raimundo-irmao-aniceto). Aqui estão alguns trechos:


“Foi meu pai quem me ensinou como os índios dança. Meu pai ensinou o Corta Tesoura, o Pula Cobra, o Trancelim…
A gente toca pra tudo, a gente toca pra igreja, a gente toca em procissão, nós temos nove noites de novena, em capela a gente toca, em renovação, toca em casamento, pra batizado, aniversário… Nós toca pra tudo, até pra quem já morreu…
Rapaz, eu tenho um comerciozinho, é fraquinho, é só comércio de farinha e goma. Tá fraco, não tem mais comércio não, tá fraquinho. Cinco horas da manhã eu tô armando a barraquinha na feira, fico até cinco horas da tarde, é o dia todim…
A música não sustenta não. A gente ama a música que a gente aprendeu, mas pra viver não dá não. A maior força da gente é a roça, a cultura. Os cachê é pouquinho, não dá pra sobreviver não. Um cachê da banda vai todim. A roça é a maior força da gente…
A roça era na terra dos outros. Nós não tem terra não. Nós pega um pedacinho de terra e planta na terra dos outros.Mas trabalhar na terra dos outros é fraco, viu? Porque a gente não tem condições de comprar um pedacinho de terra pra trabalhar, aí é o jeito trabalhar na terra dos outros”


FONTE: http://pifebrasileiro.wordpress.com/2008/06/12/banda-cabacal-irmaos-aniceto/
As bandas cabaçais, como a dos Irmãos Aniceto, são assim chamadas porque, antigamente, a zabumba era feita de cabaça e coberta com pele de bode ou carneiro

REPERTÓRIO DO DVD GRAVADO  COM A ORQUESTA DE CÂMARA ELEAZAR DE CARVALHO


Título das obras, autores e arranjadores
1- Asa Branca-(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Arr. Liduino Pitombeira)

2- Mulher Rendeira (Radamés Gnatalli)

3- Marcha de Chegada

4- Alvorada Cabocla

5- Forró do Mestre Antonio (Irmãos Anicetos - Arr. Tarcísio Lima):


6- Bendito de São José

7- Marcha Batida


8- Choro Esquenta Muié


9- Baião Velho. (Irmãos Anicetos - Arr. Tarcísio Lima)


10- Forró Pesado(Irmãos Anicetos - Arr. Marco César)


11- Baião Pescador (Irmãos Anicetos - Arr. Marco César)


12-Macha estradeira


13-Baião trancelim


14-Dança do marimbondo


15-Severino Brabo


16-Briga de Galo


17-Quilariô


18-Macha Saideira

Um comentário:

  1. eu sou do crato e há um tempo atrás os anicetos me ensinou a tocar pifanos,eu toco todos intrumentos,nós tinhamos uma banda que era chamada banda cabaçal febemce projeto crato,eramos a banda mirim dos anicetos,se apresentamos na antiga exposição do crato junto com os anicetos,viajamos para fortaleza fizemos varios shows, a banda era formada assim... eu AILTON=pifano,JOSE MORAIS=pifano,NENEM=zabumba.ZÉ=caixa,RONALDO=pratos,fiquei sabendo que nenem e ronaldo faleceram,o resto eu não sei como estão vim morar em são paulo em 1990 e perdi todos os contatos,então pessoal para quem não conhecia agora conhece a banda mirim dos anicetos..um forte abraço a todos amantes da cultura cratense

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