domingo, 17 de julho de 2011

DEFENDAMOS A EXPOSIÇÃO DO CRATO!


Alguns pontos não esclarecidos ou propositalmente escondidos do grande público nos fazem duvidar da seriedade da insistência do governo estadual em mudar de local o Parque de Exposições do Crato, a saber: 
1. Quem são os tais criadores que querem a mudança?; 
2. Por que o novo local seria um terreno no alagado Palmeiral, por onde passa o Rio Grangeiro e a única via de acesso (a Av. Perimetral) é de tráfego perigosíssimo?; 
3. Alguém consegue justificar por que o terreno a ser comprado é de propriedade de um dos "criadores" que defendem a saída do parque, sendo ainda membro do Grupo Gestor do ExpoCrato?; 
4. Por que o governador Cid Gomes, junto com o promotor Leitão, não analisam a proposta do prefeito do Crato Samuel Araripe que, com espírito colaborativo e democrático, apresenta soluções para os problemas de acessibilidade, modernização e gestão adequada do Parque de Exposições do Crato sem que este seja transferido para outro local?; 
5. Quem disse ao repórter dessa matéria que o prefeito defende que o recurso (25 milhões, SEGUNDO CID GOMES) deveria ser destinado à criação de três novas avenidas? O que o prefeito propõe é que o dinheiro que seria gasto na "compra" de um novo terreno (cerca de 7 milhões) sirva às despesas de construção das citadas avenidas e o restante na modernização do Parque; 
6. É muito estranho e duvidoso o descuido da gestão da feira em permitir uma espécie de favelização do espaço, espremendo as vias destinadas ao público com barracotes de todo tipo de comércio, muitos alheios ao objeto central do evento; 
7. Num espaço que deveria ser explorado por negócios ligados ao setor agropecuário e derivados, não se pode ter exposição de panelas, colchões, perfumes, serviços de cabeleireiro, móveis domésticos e outros artigos que, embora de utilidade e importantes à população, seria mais adequado que fossem expostos em outro tipo de feira ou em outro lugar; 
8. Outro aspecto de grande significação, o setor cultural e artístico, é relegado ao plano do mercenarismo consumista e doado à iniciativa privada que despreza a identidade nordestina, a ligação cultural da feira com as manifestações artísticas tradicionais, nega espaço aos artistas locais e promove um besteirol depreciativo da alma regional e brasileira com programação de péssima qualidade, visando apenas o lucro fácil...

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