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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Exposição O Nosso Borges

Exposição O Nosso BorgesMostra homenageia um dos grandes mestres das culturas populares em Recife

Será aberta nesta sexta-feira, dia 7 de maio, no Espaço da Cultura Popular do Recife, situado no Mercado de São José, a exposição O Nosso Borges. A mostra, apoiada pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, é uma homenagem ao Mestre J. Borges, xilogravurista e cordelista brasileiro, e fica em cartaz até o dia 10 de julho.
José Francisco Borges nasceu em 1935, na cidade de Bezerros, agreste de Pernambuco, e começou a escrever cordel aos 29 anos. J. Borges, que já havia fabricado brinquedos artesanais, resolveu fazer, ele mesmo, as ilustrações dos mais de 200 livros de cordel usando a técnica de entalhar a madeira das matrizes. A exposição é composta por fotografias que contam a história do trabalho realizado pelo pernambucano, que também foi oleiro e começou a trabalhar com o pai, aos oito anos, como agricultor. O roteiro da mostra começa pelo primeiro cordel publicado com xilogravura, cunhada pelo artista, que tem como título O Verdadeiro Aviso de Frei Damião.
De acordo com a curadora da exposição, Fabiana Bruce, a escolha do local do evento, foi uma forma de levar J. Borges ao lugar, que além de ter sido muito frequentado pelo artista, foi tema dos seus trabalhos. “Queremos ainda provocar uma reflexão sobre o Mercado São José, local de muita efervescência cultural e inspiração e onde a voz do cordel e da xilogravura parece se adequar tão bem”, justifica Bruce.
A realização da mostra no Mercado, segundo ela, tem também como objetivo fazer uma aproximação do mestre da cultura popular com a sua comunidade e com o extenso público que circula pelo local. “Esperamos, desta forma, contribuir para a valorização dos saberes de tão expressivo espaço da cultura viva”, afirma a curadora.
A iniciativa desta exposição é parte de um projeto, realizado em parceria com o Núcleo de Empreendimentos em Ciência, Tecnologia e Artes (NECTAR), a Prefeitura do Recife e o SESC Santa Rita, e prevê, ainda para 2010, a realização de mais duas exposições. Elas terão temáticas familiares ao ambiente do Mercado de São José, tendo como elementos de ligação o homem que vê, circula, e está no mercado; o espaço da venda, de comercialização, e relações de trabalho; e, o objeto de fruição e energia cultural.
Exposição O Nosso Borges
Local: Espaço da Cultura Popular do Recife - Mercado de São José
Data: 07/maio a 10/julho de 2010
Horário de Visitação: 9h às 17h
Informações ao Público: (81) 3232-2319
Email: cultura@mercadosaojose.org.br

sábado, 8 de maio de 2010

UMA MULHER CARIRI...WILSON BERNARDO.

AGRESTES ACORDEONS.
De peito aberto o corpo sôfrega
Em magoas
Teclas
Semi tons
Sanfona
Sanfoneiro degustador de ritmos
Baixo os oito caminhantes
Harmônico
Hino agreste
Lamentos da seca
Asa branca
Carcarás

Os bois cantarolam nos semblantes
Dos pastos
Acordeons de sensibilidades sertanejas.

Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Manto da Ordem Santa Cruz - Penitentes- Igreja Rural Laica


Luiz Domingos de Luna *

É incrível ver a história humana solver no espaço tempo como uma estrela a emitir a sua luz na infinitude do cosmo, porém, se ela existe ou não é uma abstração e objeto de estudo dos cientistas astrônomos, pois é interesse da ciência.

Quando o assunto é norteado para a atuação da Ordem Santo Cruz – Penitentes – Santa Igreja de Roma, tudo vira um imbróglio generalizado, os escritores e abnegados do assunto via de regra, usam uma linguagem laica para explicar o sagrado, e o sagrado na sua constância atemporal, com justa razão, guarda no cofre do mundo espiritual os mistérios de fé, na constância da linha inalterada da alma humana em projeção de fé em expansão.

A matéria a vagar, um fragmento ao martírio, como semente de fé para os que professam um ponto de referência, uma luz, um ponto de segurança neste espaço tempo dissolvido em momentos, dúvidas para uns, mistérios para outros, certeza, incertezas um manto a cobrir todo o aparato existencial como um carrossel giratório sem um eixo lógico, parece que a tônica do tema, o alimento do debate é sempre a dúvida, a certeza parecer ser o que menos importa, até parece que o grande objetivo é a criação de versões.

Não há seriedade no aprofundamento dos assuntos pertinentes ao estudo da Ordem Santa Cruz por quê? Ora, o estado brasileiro é laico, porém nada impede um estudo feito ou direcionado para um setor religioso, com a finalidade do engrandecimento da epistemologia genética da humanidade para o bem

Qualquer cova perdida no matagal da ignorância laica é motivo para parar o processo, ou mesmo, o estudo a que se pretende, por quê. Existe uma dívida, um débito material, um débito espiritual uma guerra entre o mundo material e o mundo espiritual.

Dá para conciliar um estudo sério com um ponto de partida entre estes dois mundos, ou a natureza humana precisa desta cisão para existir.

Até quando temos que conviver com este manto.

É um manto Laico

-Não sei

É um manto Religioso

-Não sei

Se soubesse diria?

-Com certeza não

Mas é assim que a coisa funciona.
(*) Professor –Aurora- Ceará
(*) Colaborador do blog Cultura no Cariri

Doada Biblioteca de Hilário Lucetti Por: Manoel Severo

Hilário Lucetti


Hilário Lucetti, grande escritor radicado em nosso cariri, possuia três paixões: A família, o Crato e o Cangaço. Um dos homenageados "in memorian" no Cariri Cangaço 2009, Hilário Lucetti, se destacou pela determinação e zelo que emprestou por toda sua vida a essas três paixões.


Neste último mês de Abril, a família do inesquecível Hilário, passou ás mãos do Presidente da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; escritor Ângelo Osmiro, através de doação; a posse da Biblioteca do inesquecível Hilário Lucetti, composta por mais de cem volumes, todos eles voltadas ao tema Cangaço e adjacentes. Na oportunidade foi confirmada junto à Dona Meire Lucetti, viúva do escritor e sua filha, Andréa Lucetti, a produção de uma nova obra, sob a coordenação de Ângelo Osmiro, reunindo todos os artigos publicados por Hilário nas revistas e periódicos, Itaytera e A Província.


Manoel Severo



segunda-feira, 3 de maio de 2010

Poesias de Vinicius de Moraes na Internet

Quinze livros do escritor foram digitalizados e estão disponíveis ao público no site da Biblioteca Brasiliana USP

A Biblioteca Brasiliana USP diponibilizou nesta segunda-feira, 26 de abril, o acervo completo de poemas de Vinicius de Moraes para leitura e acesso livre pela Internet, na página www.brasiliana.usp.br.
Toda a poesia de Vinicius de Moraes reúne 15 livros do poeta, que foram doados ao projeto pelo bibliófilo José Mindlin. O lançamento da obra digitalizada ocorre no âmbito da programação do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, promovido pelo Ministério da Cultura, Casa da Cultura Digital e Brasiliana USP, até o dia 29, em São Paulo.
Entre os livros que compõem a coleção destacam-se O caminho para a distância (1933), o primeiro livro publicado; a primeira edição de Orfeu da Conceição (1956), peça em três atos premiada no Concurso de Teatro do IV Centenário de São Paulo; e Livro de sonetos (1957), uma das mais populares publicações do poeta.
O público poderá conhecer a obra num ônibus-biblioteca de 1928, inspirado pela Biblioteca Circulante de Mário de Andrade, dos Anos 30. O veículo ficará estacionado na Rua Martins Fontes, no centro da cidade de São Paulo - local de realização do Simpósio -, adaptado com cinco e-books e som ambiente na voz do próprio Vinicius declamando seus poemas.
A publicação para livre acesso pela Internet só foi possível depois de autorização da VM Empreendimentos Artísticos e Culturais, que detém os direitos sobre a obra do autor. Pela Lei de Direitos Autorais em vigor na época do falecimento de Vinicius de Moraes, esses poemas só entrariam em domínio público 60 anos após sua morte, ou depois da morte do último herdeiro direto, ou seja, apenas em 2040.
Perfil – Em 2010 completam-se 30 anos da morte de Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 1913-1980). O Poetinha, como era chamado, deixou um legado dos mais significativos à cultura brasileira. Foi diplomata e escritor - autor de teatro, crítico de cinema, cronista de colaboração constante na grande imprensa do país. A partir dos Anos 50, com o advento da Bossa Nova, Vinicius tornou-se uma das figuras centrais da música popular brasileira como compositor e letrista. Das diversas parcerias que fez na música, destacam-se grandes nomes como Antônio Carlos Jobim, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Confira, abaixo, os livros que fazem parte do projeto Toda a poesia de Vinicius de Moraes, com resumo do professor Marcelo Sandmann:
O caminho para a distância (1933) - Trata-se do primeiro livro de Vinicius de Moraes, publicado em 1933. Compõe-se ao todo de quarenta poemas, a maior parte em versos livres. Sob o influxo do catolicismo militante de Jackson de Figueiredo, Tristão de Athayde e Octavio de Faria, a estreia do autor põe em cena uma poesia às voltas com os temas do espiritualismo cristão, de tom elevado e solene, distante do humor e da irreverência que predominavam no Modernismo de 1922.
Forma e exegese (1935) - Publicado em 1935, o segundo livro de Vinicius de Moraes recebeu, nesse mesmo ano, o prêmio Filipe d’Oliveira. Seus vinte e sete poemas, escritos todos em versos livres e distribuídos em cinco seções numeradas, apresentam uma poesia de caráter hermético, onírico e visionário, tributária da escola simbolista e sua impregnação na poesia do início do Século XX.
Ariana, a mulher (1936) - Publicado originalmente no ano de 1936, em edição limitada de trezentos exemplares, numerados e fora do comércio, Ariana, a mulher apresenta um único e extenso poema, de título homônimo ao do livro, datado de maio de 1935. Escrito em longos versos livres, à maneira de versículos bíblicos, o poema distribui-se em dezoito estrofes de seis versos cada uma, com exceção da última, em destaque, com cinco versos.
Novos poemas (1938) - O quarto livro de poesia de Vinicius de Moraes, saído a público em 1938, traz em epígrafe verso de Poética, de Manuel Bandeira: Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis. De fato, o poeta apresenta neste volume uma poesia bastante variada, com textos em versos livres, outros com recurso a metros e formas tradicionais (como o decassílabo e a redondilha, o soneto e a balada), e ainda poemas em prosa. O tom elevado convive aqui com uma linguagem mais despojada e coloquial.
Cinco elegias (1943) - O livro é dedicado a Octavio de Faria, José Arthur da Frota Moreira e Mário Vieira de Mello, colegas do poeta durante seus anos de estudante na Faculdade de Direito do Catete, entre 1930 e 1933. No prefácio, escrito pelo autor, registra-se que as cinco elegias foram concebidas e realizadas entre o sítio do escritor Octavio de Faria, em Itatiaia, em 1937, e Londres e Oxford, na Inglaterra, onde Vinicius, com bolsa do Conselho Britânico, estudou língua e literatura inglesas entre 1938 e 1939. Merece destaque a de número 5, escrita em português e inglês, com seus neologismos e explorações gráficas.
Poemas, sonetos e baladas (1946) - Os quarenta e sete poemas contidos no volume, publicado em 1946, vêm acompanhados de vinte e dois desenhos de Carlos de Leão. Predominam textos metrificados e escritos dentro das formas da tradição, com especial destaque para o soneto. Encontram-se aqui algumas das mais celebradas realizações de Vinicius de Moraes dentro do gênero, como Soneto de fidelidade e Soneto de separação.
Pátria minha (1949) - Trata-se da publicação do poema inédito Pátria minha, em edição limitada de cinquenta e cinco exemplares, realizada por João Cabral de Melo Neto, em sua prensa manual, em Barcelona, Espanha, no ano 1949. Desde 1946, Vinicius ocupava o cargo de vice-cônsul em Los Angeles, Estados Unidos, onde permaneceria durante cinco anos sem retornar ao Brasil.
Orfeu da conceição (1956) - Com ilustrações de Carlos Scliar, esta é a primeira edição em livro, no ano de 1956, da peça Orfeu da conceição. Escrita em três atos e com o subtítulo Tragédia Carioca, a peça atualiza o mito grego de Orfeu e Eurídice, ambientado-o no contexto contemporâneo de uma favela de morro, com protagonistas negros e de origem popular, em pleno carnaval. O texto, premiado no Concurso de Teatro do IV Centenário de São Paulo, foi encenado pela primeira vez no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em setembro de 1956, com direção de Leo Jusi, cenografia de Oscar Niemayer e música de Antônio Carlos Jobim, entre outros colaboradores.
Livro de sonetos (1957) - Com este livro de 1957, Vinicius de Moraes consagra-se como um dos principais cultores modernos de uma das formas fundamentais da tradição lírica luso-brasileira. Reúnem-se aqui trinta e sete sonetos, alguns já publicados em outros livros. Com poucas exceções, predominam aqueles dentro dos moldes do soneto italiano, em versos decassílabos. Na temática, destacam-se as homenagens a outros poetas e artistas e o lirismo erótico e amoroso característico do autor. Abre o volume o ensaio O soneto na obra de Vinicius de Moraes, de Luiz Santa Cruz.
Receita de mulher (1957) - Edição volante e ilustrada do poema Receita de mulher, com data de outubro de 1957, Recife. O texto, um dos mais conhecidos de Vinicius de Moraes, iria integrar posteriormente o volume Novos Poemas II, de 1959.
Novos poemas II (1959) - Publicado em 1959, o volume reúne dezessete poemas, escritos entre 1949 e 1956. Entre eles, encontram-se alguns dos mais celebrados do poeta, como Receita de mulher e Soneto do amor total, na vertente lírico-amorosa, e O operário em construção, de engajamento social e político.
Antologia poética (1960) - Esta é a segunda edição, revista e aumentada, da Antologia poética, originalmente publicada no ano de 1954, que reunia uma seleção de poemas presentes nos primeiros volumes do autor e outros inéditos em livro até aquela data. Nesta segunda edição, acrescentam-se textos extraídos do volume Novos Poemas II, de 1959. Na Advertência, o autor reconhece a existência de duas fases em sua poesia, ambas contempladas na antologia: uma primeira, “transcendental, frequentemente mística, resultante de sua fase cristã”; e uma subsequente, “de aproximação do mundo material, com a difícil mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos”.
O mergulhador (1968) - Este volume, publicado em 1968, apresenta uma antologia de dezesseis poemas, entre eles alguns dos mais conhecidos do poeta, ilustrados com fotos de seu filho Pedro de Moraes. Da edição de dois mil exemplares, os cinquenta primeiros foram numerados e assinados por seus autores.
A casa (1975) - Com capa de Carlos Bastos, esta é a publicação do poema homônimo A casa, pela Edições Macunaíma, de Salvador, no ano de 1975. Neste poema em versos livres, datado 19 de outubro de 1974, Vinicius de Moraes toma como tema a casa por ele mandada construir na praia de Itapuã, em Salvador, onde viveu com a atriz baiana Gesse Gessy, a quem o texto é endereçado.
Um signo, uma mulher (1975) - Trata-se da edição em livro, datada de setembro de 1975, composta e impressa em Buenos Aires, de doze pequenos poemas, cada um deles intitulado e escrito a partir de um dos signos do zodíaco, com as características amorosas da mulher de cada signo, à maneira de horóscopo. Os poemas haviam sido originalmente publicados, sob encomenda, no primeiro número da Revista Manchete de 1971, como presente de Ano Novo aos leitores. A edição apresenta ilustrações de Aldary Toledo e reproduz xilogravuras do Século XVI.
Informações à imprensa: (61) 2024-2280, com Ismália Afonso, na Ascom da SPC/MinC; e 2024-2407, com  Susanna Scarlet ou Marcelo Lucena, na Comunicação Social/MinC.

Seminário da música do Cariri

Palestrantes e produtores, pessoal da ABRAFIN, assossiação brasileira dos festivais independentes, SEBRAE, ESPAÇO CUBO, Feira de música de Fortaleza, BM&A e exportação da música brasileira.
Enrosca na pele
Tatua a alma
Terce com agulhas de veludo
O brilho na face
Atira com sopros
Cócegas na vida
Assim constrói
Entre olhos de carrossel flutuante
Uma rede aconchegante de lua
Um tempero de sol
A poesia nua
Poesia guardada com cuidado
Para resguardar a cor
Do som do tambor
E a leveza das nuvens
Eis nosso buquê escorpiano
Esculpido sutilmente em dia de Baco
Balacobaco comunal
Cheiro que faz dança
Em musica fraternal.

Alexandre Lucas

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