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terça-feira, 12 de abril de 2011

Dia de Preto Velho, Por: Silvana Nunes no Blog: Foi desse jeito que ouvi dizer...




13 DE MAIO COM MUITO AXÉ !
SALVE OS PRETOS-VELHOS DE ZAMBI! 
SALVE ANGOLA! 
SALVE A GUINÉ !

“Nêgo está moiado de suó, mas tá feliz porque Deus o liberto (bis); Ô sinhá, sinhá, segura a chibata num deixa batê, faz uma prece prá nêgo morrê, nêgo num qué mais sofrê (bis)”.

O dia 13 de maio vem celebrar louvação aos Pretos-Velhos que são espíritos de velhos africanos ou descendentes destes que viveram nas senzalas e, como escravos, morreram no tronco ou de velhice.

Pretos-Velhos têm grande importância na preservação da cultura de afrodescendência porque são eles que mantém a herança da tradição oral, da culinária e da medicina rústica aliada ao misticismo - receitando auxílios, remédios e tratamentos caseiros para os males do corpo e da alma. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos". A despeito de sua idade avançada tiveram, o poder e o segredo de viver longamente, apesar da rudeza do cativeiro demonstrando qualidades insuperáveis para suportar as agruras da vida, conseqüentemente são espíritos guias de elevada sabedoria, trazendo esperança e quietude aos anseios da consulência que os procuram para amenizar suas dores; são mandingueiros poderosos, com seu olhar perscrutador sentados em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, aspergindo sua água fluidificada, assim demandam contra o baixo astral para aniquilar os perigosos kiumbas. 

São os Mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o Amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por sí só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são Mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em suas benzeduras.

(Fonte: Nações e Cultura da cor)
Desconheço a autoria da imagem publicada acima

terça-feira, 5 de abril de 2011

O GORDO E O MAGRO VÃO PARA O CÉU



"O Gordo e o Magro vão para o céu”

Terça – feira que vem.

Dia 12 de Abril de 2011

Teatro SESC IRACEMA ( Vizinho ao Dragão do Mar)
Fortaleza – Ceará

Peça encenada por um grupo gaúcho, de expressão nacional, que conta no elenco com o ator cratense HEINZ LIMAVERDE

segunda-feira, 4 de abril de 2011

OSWALDINHO DO CEARÁ - FORRÓ DO CRATO PARA O MUNDO


Contar a história de Oswaldinho é contar a história de alguém cuja vida está ligada à música desde sempre. Nada difícil para alguém que viveu num ambiente onde música era o prato do dia. Nascido na cidade de Crato, no sul do Ceará, distante 560 km da capital, não é difícil imaginar que o rádio foi o seu maior incentivador; pois foi através de um programa na Rádio Araripe de Crato, do radialista e folclorista Eloi Teles de Morais (in memorian) que Oswaldinho teve o seu primeiro encontro com a musicalidade nordestina. O autentico forró. Foi ouvindo o programa “COISAS DO MEU SERTÃO” que o sanfoneiro ouviu e se apaixonou pela musica de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, Sivuca, Jacinto Silva, Os Três do Nordeste, Marinês, entre tantos outros. Foi paixão à primeira vista.

Seu pai, jornalista conhecido na região, sempre o levava à tiracolo em suas viagens. Assim, Oswaldinho pode conhecer de perto e ter uma amistosa convivência com artistas do naipe de Nozinho do Xaxado, Bilinguim (Os Três do Nordeste), Patativa do Assaré, Severino Januário (irmão de Luiz Gonzaga), o violeiro Pedro Bandeira, as Bandas de Pífaros e do saudoso Luiz Gonzaga, em cuja residencia teve o seu primeiro encontro com a sanfona. A sua paixão se consolidou ouvindo Asa Branca tocada pelo grande mestre do baião Luiz Gonzaga.

Aos oito anos de idade, a cidade do Crato se encantava com a música clássica tocada por camponeses na Orquestra do Padre Ágio, o saxofone do Maestro Azul, comandando a banda de música da cidade, ou a musica popular no sax de Idelgardo Benicio nas tertúlias de antanho, com a poesia de Patativa do Assaré (que frequentava a sua casa) ou toque alegre da Banda Cabaçal dos Irmãos Anicetos. O próprio Oswaldinho destaca que “nascendo na Capital da Cultura o sangue tinha que ser verdadeiramente poético e recheado de influências musicais que iam do Jazz ao verdadeiro forró popular Nordestino, passando pela musica de radio e os dobrados marciais das bandas de música...”

Foi nesse tempo que o músico ouviu uma garota da vizinhança estudando acordeon. A garotinha, também com oito anos, tocava a musica “Tico-Tico no Fubá”. Foi a gota d`àgua. Ao chegar em casa o músico chamou os pais e pediu: “Quero uma sanfona”.

Os Pais o queriam com uma formação acadêmica e não viam com bons olhos o fato de que ele seguisse a carreira musical. Diziam que sanfoneiro não tinha futuro, apesar de gostarem bastante da musica nordestina principalmente de Luiz Gonzaga. “ O meu Pai e a minha Mãe queriam que o estudo estivesse em primeiro lugar, porém, nas viagens jornalísticas com meu pai sempre que tinha alguma inauguração, novena, etc, lá estava eu, levado por ele, tocando em palanques improvisados, em cima de carrocerias de caminhão”... O pedido foi atendido com uma exigência: a prioridade seria os estudos.

Exigência acatada, saíram à vizinha cidade de Juazeiro do Norte onde a pai comprou um acordeon de oito baixos. O inusitado desta história é que ao receber o acordeon, no caminho de volta para o Crato, dentro do carro do Pai, Oswaldinho passou a tocar Asa Branca sem nunca ter tocado nenhum outro instrumento desta natureza.

Coisas da vida? Ou coisas do talento? Reflitam.
Na cidade de Crato passou a estudar musica e instrumento com Dona Leda, uma professora de musica da cidade, vindo a formar a sua primeira banda com o filho da professora, Rogério Proença e os amigos de infância Doquinha, Telito e Susa. A partir daí vieram as primeiras apresentações em festas no colégio, aniversário de amigos, festinhas em casa de parentes; oportunidade em que exibia o seu talento no acordeon e também como baterista.

O estudo da musica o levou à SCAC – Sociedade de Cultura Artística do Crato, sob a direção da maestrina Divani Cabral, mantenedora de um Coral Infantil. Lá, Oswaldinho aprimorou os estudos de voz, piano e bateria. Pois passou a ser, por vários anos, o baterista oficial do Pequeno Coral do Crato, continuando a tocar acordeon nas festas do seu colégio, o Colégio Diocesano do Crato. Nesta época, um outro instrumento passou a fazer parte do seu dia a dia: o violão. Oswaldinho Passou a estudar o segredo das cordas com um professor chamado Batista; um excelente músico da minha terra que hoje continua animando várias festa por lá.

O tempo foi passando e os estudos o obrigaram, aos 16 anos, a migrar para Fortaleza, capital do Estado. O período em que cursou o pré-vestibular até concluir a faculdade de Fisioterapia, aliado a um período de dois anos na faculdade de Música, passou longe do acordeon. Confessa que não foi fácil suportar a situação mas, as atividades profissionais preenchiam o vazio deixado pela distancia do seu instrumento.

Foi exatamente no exercício da profissão que se deu o reencontro com o acordeon. Anos se passaram até que num presente do destino, fui levado a atender um casal de idosos: Dona Ana e Seu Farias. Certo dia Dona Ana me pegou pelo braço, me levou até o seu guarda roupa, abriu a porta e me disse: “meu filho toquei acordeon quando era jovem, como você enche os olhos toda vez que fala da sua infância tocando acordeon então este instrumento é seu...”

São palavras do músico Oswaldinho: “Algo muito forte me tocou naquele momento e eu senti a presença muito forte de Luiz Gonzaga. A única coisa que me veio à cabeça naquele momento”.

CONTINUA...

OSWALDINHO DO CEARÁ - FORRÓ DO CRATO PARA O MUNDO


...CONTINUAÇÃO

O presente de Dona Ana estava escrito. A decisão de voltar a tocar foi imediata. Agora, dono da sua vontade, poderia decidir seu destino. Estudou por muito tempo com um professor chamado Rodolf Forte, um dos nossos grandes mestres do acordeon e que teve brilhante contribuição na sua formação, estudando também com Valmir do Acordeon que foi professor do músico Waldonys quando era criança.

O reinicio foi despretensioso. Conta o músico que não pensava em montar banda ou ocupar os palcos, a exemplo de tantos ídolos seus. Pretendia tocar em ambientes familiares e reuniões com amigos. No entanto, numa reunião de família, onde estava presente o professor Walmir do Acordeon, Oswaldinho passou a tocar zabumba para acompanhá-lo, e foi seguido pelo triângulo de um primo. “Era uma festa na casa de Tia Loura, ficamos tocando eu, seu Walmir e um primo meu chamado Paulinho, no triangulo”...

Foi o estopim.

Oswaldinho passou a dividir a atividade profissional como médico fisioterapeuta e músico. Ressalte-se, estre as suas proezas, a ocupação de Professor universitário. Oswaldinho é ainda inventor e criador de diversos equipamentos na área médica. O aparelho desenvolvido atualmente é um biofeedback RD5( REEDUCADOR MUSCULAR DIAFRAGMÁTICO). Haja tempo prá tocar.

A partir daquela reunião familiar o seu recomeço na musica. Oswaldinho procurou se inserir no ambiente artístico da capital cearense. Sem medir esforços passou a tocar em bares, restaurantes, festas em ambientes fechados, comemorações de amigos, enfim, tratou de ocupar espaços e trilhar caminhos até então desconhecidos por ele. Estava definitivamente na estrada com uma banda formada por um grupo de amigos. Confiantes, eles buscavam o espaço que lhes era devido pela qualidade que apresentavam nos seus trabalhos.

Foram dias, meses, anos de ensaio e boa vontade. Acreditavam no que faziam. Confiavam na força e no talento daquele abnegado músico que agora, cheio de vontade, carregava pendurado nos ombros, fora do peito, o instrumento que sempre carregou dentro desse mesmo peito...no coração: UM ACORDEON. Daí em diante, o talento e a objetividade foram decisivos para a sua carreira. A força de vontade lhe rendeu bons frutos.

Passou a receber convites para apresentações e, assim, veio o primeiro CD intitulado SER NORDESTINO, gravado no ano de 2007. A partir daí, Oswaldinho passou a ter contatos profissionais com aqueles que eram antes os seus ídolos. Cantores, músicos, sanfoneiros famosos que até então achava distante da sua realidade, pois que já eram artistas renomados como Waldonys, a saudosa Marinês, Dominguinhos, Flávio José, Dorgival Dantas, entre outros.

Afirma que foi um felizardo ao receber do grande compositor, saudoso José Clementino, uma fita com várias canções e poder dividir com ele por telefone, ideias, poesias músicas, chegando a fazer uma parceria em uma canção bastante conhecida na região do Cariri chamada “Hino da Exposição do Crato”.

O segundo trabalho, também em CD, foi gravado em 2007 produzido por Dorgival Dantas com o tema Dois Lados da Paixão. Já atuando no cenário da musica no Nordeste, foi batizado musicalmente por Dorgival Dantas como o “DOUTOR DA SANFONA”, recebendo tambem o nome artístico “OSWALDINHO DO CEARÁ” pelo grande sanfoneiro e cantor Flávio José.

Entre a atividade profissional, e já convidado a fazer shows pelo Nordeste, gravou o seu terceiro trabalho no ano de 2009. Em 2010, passou a trabalhar na produção do seu primeiro DVD que será lançado em Abril de 2011, com o titulo PALAVRAS DE AMOR. Nele o músico reúne o que há de melhor no seu trabalho como músico e compositor alem de relembrar sucessos do Rei Luiz Gonzaga e musicas de amigos.

É forró autêntico, do bom, qualidade à mostra. Eu indico. Vale a pena conferir.

URCA realiza Semana de Extensão


I Semana de Extensão - SEMEX/PROEX De 11 a 14 de maio de 2011

Com o tema Extensão Universitária e Sociedade será realizada no período de 11 a 14 de maio, a I Semana de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA, o evento realizado pela Pró-Reitoria de Extensão constará de Oficinas, mini-cursos, palestras, mesa-redonda, apresentações artísticas e de trabalhos científicos.

Normas para inscrições de trabalhos científicos
INSCRIÇÕES NA PROEX Até 15 de abril de 2011

1.Inscrições de Trabalhos

• Para participar da apresentação de trabalhos, o(s) autor(es) deverá(ao) estar inscrito(s) na I Semana de Extensão da URCA – SEMEX;

• As inscrições dos trabalhos terão início no dia 31/03/2011 e se encerram no dia 15/04/2011;

• Para a inscrição dos trabalhos, deve-se preencher a ficha com o resumo conforme modelo em anexo. É de exclusiva responsabilidade dos autores a adoção das providências quanto às autorizações especiais de caráter ético;

• Todos os autores devem ter conhecimento da submissão do resumo, apondo sua assinatura na ficha de inscrição a ser entregue na PROEX;

• Recomenda-se que antes da submissão do resumo seja efetuada rigorosa revisão gramatical, ortográfica e de digitação do conteúdo, pois, caso contrário, o texto poderá ser utilizado sem correção posterior;

• Não serão aceitos trabalhos fora do padrão (ver item 2);

• Os trabalhos deverão ser entregues, em cópia impressa, na PROEX/URCA e outra cópia encaminhada para o e-mail: proex@urca.br, anexado a uma cópia do comprovante de inscrição da SEMEX do autor apresentador;

2. Sobre a Formatação do Trabalho

a) Os trabalhos deverão ser submetidos para apreciação na forma de resumo e devem ter as seguintes características:

Formato Word for Windows;

Fonte Times New Roman, tamanho 12;

Espaçamento 1,5 entrelinhas;

Tamanho da página A4;

Margem superior = 3cm;

Margem inferior = 2cm;

Margens direita e esquerda = 3cm;

No mínimo duzentas (200) palavras e no máximo quatrocentas e cinqüenta (450). Para checar os limites em seu resumo, utilize o comando do Word: Ferramentas/Contar palavras e verifique o resultado em “Palavras”;

Título do trabalho em letras maiúsculas; Autores com a letra inicial maiúscula e as outras maiúsculas – deve sempre estar indicado, para o caso de trabalho de alunos, o nome do professor. Este deve vir depois do nome do aluno, como co-autor; (titulação, nome do curso, núcleo, etc., ao qual o autor está vinculado, entre parênteses e e-mail).

b)O resumo deverá apresentar obrigatoriamente a seguir sequência: IDENTIFICAÇÃO (deve-se dar um espaçamento simples entre o título e o resumo); INTRODUÇÃO, OBJETIVO(S), METODOLOGIA, RESULTADOS, CONCLUSÃO e três palavras-chave em parágrafo único. INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; OBJETIVO(S): definição dos objetivos do trabalho de forma clara, identificando a finalidade da pesquisa. METODOLOGIA: como o trabalho foi realizado (procedimentos/estratégias/sujeitos/documentos/equipamentos/ambientes); RESULTADOS: os resultados obtidos; se for o acaso, fazer referência a medidas e cálculos estatísticos aplicados; CONCLUSÃO: basear-se nos dados apresentados no item Resultados, referindo-se aos objetivos do projeto.

3. Sobre a Forma de Apresentação dos trabalhos Aprovados

a) Os trabalhos deverão ser apresentados na forma de painel ou apresentação oral, sendo a modalidade de apresentação indicada pelos autores no ato da inscrição. Em casos de adequação técnica, ficará a critério da Comissão Científica, redefinir a forma de apresentação.
b) Os trabalhos que serão apresentados em forma de painel deverão utilizar o padrão do evento: 1,20m (comprimento) x 0,90m (largura).
c) Os painéis serão afixados pelos autores no local da apresentação no dia e horário comunicado pela Comissão Científica.
d) A apresentação oral será de 15 minutos. Caso sejam necessários recursos audiovisuais, devem ser informados no ato da inscrição.


Ficha de Inscrição


I SEMANA DE EXTENSÃO DA URCA – SEMEX
11 A 14 DE MAIO DE 2011

SEMEX DA URCA – MODELO – RESUMO DE TRABALHO (de 200 a 450 palavras)

TÍTULO DO TRABALHO – FONTE 12 E CENTRALIZADO

Nome (s) do (s) Autores (as)
Titulação
Fonte 12 e espaço simples Curso

Nome Orientador
Titulação
Curso
Espaço 1,5 entrelinhas

INTRODUÇÃO:...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
OBJETIVO(s):......................................................................................................................................................................................................................................
METODOLOGIA:.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
RESULTADOS:....................................................................................................................................................................................................................................
CONCLUSÃO:.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
PALAVRAS – CHAVE: 3 (três) em ordem alfabética e separadas por vírgula.

ELEIÇÃO DO JUDAS 2011


SUS É ELEITO JUDAS NO CRATO-CE
11ª FESTA POPULAR DA MALHAÇÃO DO JUDAS 2011 
RESULTADO DA ELEIÇÃO

Depois de mais de treze mil votos apurados, o SUS - SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE foi eleito Judas 2011 na cidade do Crato-Ceará, com 4.607 votos. O segundo colocado, obtendo 3.645 sufrágios foi POLITICUS HYPÓCRITAS CORRUPTUS. Em terceira posição aparece MUAMMAR KADAFI, com 2.476 votos. TISSUNAMINUS EXTERMINÓDIUM foi marcado por 1.034 eleitores, enquanto CANDIDATOS PARAQUEDISTAS ficou em última colocação com apenas 846 votos.

O SUS destacou-se na antipatia popular devido à precariedade de seu funcionamento, condenando o povo brasileiro a uma situação de indigência e desespero, expondo o caos na saúde pública brasileira.

A apuração foi realizada nos dias 2 e 3 de abril no Bar do Evandro – Escritório Central da Malhação do Judas, sito à rua Ratisbona, n.º 375, Crato-CE, sob a coordenação do dramaturgo e folclorista Cacá Araújo.  Concluída a contagem, não havendo nenhum recurso impetrado por quaisquer dos indicados reclamando para si o direito de subir à forca no dia 23 de abril do corrente ano, Sábado de Aleluia, no Largo da RFFSA – Centro Cultural do Araripe /  Crato, em virtude de haver traído o povo com requinte de maior sacanagem e ou maldade, gozando de maior índice de antipatia, o Presidente da Junta Eleitoral do Judas 2011, Evandro Saraiva Primo, proclamou o resultado da eleição, ficando autorizada a severa malhação do eleito. 

A brincadeira tradicional é realizada pela Sociedade Cariri das Artes e Cia. Cearense de Teatro Brincante, com o apoio da Prefeitura Municipal do Crato. O resultado da eleição, única no país, está sendo distribuído a toda a imprensa, seja ela falada, escrita, televisada, internetizada, psicografada, gesticulada ou fuxicada.

JUNTA ELEITORAL DO JUDAS: Presidente – Evandro Saraiva Primo; Secretária – Mariana Nunes; Orador Oficial – Chico Morais; Coordenador de Trânsito de Urnas – Emerson Rodrigues; Delegado da Fronteira Crato-Juazeiro – Edilberton Menezes Joquinha; Chefe de Segurança – Franciolli Luciano; Registrador do movimento: Antonio Toyota Wideny; Peritos da judança: Alexandre Lucas, Zé Wellington Gouveia e Roberto Brito; Fiscais do anel-do-juda: Gil do Bar, Rapaz Véi, Malhada, Joaquim Justo e Luciano Luna. 

domingo, 3 de abril de 2011

Rafael Vilarouca - Entre a fotografia e a moda


Intervir nos espaços urbanos com figurinos inusitados para fotografar é uma das ações freqüentes no trabalho do fotografo Rafael Vilarouca.


Alexandre Lucas - Quem é Rafael Vilarouca?

Rafael Vilarouca - Fotógrafo, produtor e estudante de direito.
Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Rafael Vilarouca - Minha atividade profissional se iniciou há cerca de dois anos quando ganhei minha câmera. Daí tinha umas idéias em mente, já com influência em trabalhos de fotografia de moda, mas dando a isso um caráter lúdico, meio fantasioso. Reuni uma galera que acreditava na proposta e comecei meu trabalho profissional.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Rafael Vilarouca - Minhas maiores inspirações vêm de retratos antigos... me influência o trabalho de fotógrafos da região como Telma Saraiva, ícone de uma proposta estética bem particular e autoral, como também as fotografias de Haruo Ohara e Bruno Veiga, ou mesmo as pinturas de Dégas, dentre muitos outros que vez ou outra me inspiram um ensaio. Atualmente, sempre me inspira a fotografia do Bob Wolfenson e do Jacques Dequeker e os trabalhos surreais do David Lachapelle.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória.

Rafael Vilarouca - Minha primeira exposição foi em 2009 e se chamou A vida em Gramame, eram fotografias minhas e de Yasmine Moraes.
Posterior a isso iniciei um projeto de estudo e registro fotográfico nos terreiros de candomblé e umbanda da região do Cariri junto com o pesquisador Ridalvo Felix. Esse trabalho, o Bombojira, foi exposto durante a XII Mostra SESC Cariri de Cultura, através de uma exposição de rua itinerante, em 2010.
Esse ano já fiz exposição no SESC- Juazeiro, chamada Jardins de Vaidade e trata-se de um misto de imagens de personagens fantasiosos femininos, tendo como base a fotografia de moda, e poesias que unem-se as imagens, de autoria de Hermínia Raquel Saraiva.

Alexandre Lucas – Como você caracteriza seu trabalho fotográfico?

Rafael Vilarouca - Quando estou fotografando e quando monto exposições gosto que os expectadores se sintam bem com minha arte. É a idéia de apreciação que me instiga a estar sempre produzindo, trabalho quase como um pintor na busca dos elementos certos de figurinos, modelos e cenários nas minhas fotos.

Alexandre Lucas – Como você vê a relação entre o olhar fotográfico e a técnica?

Rafael Vilarouca - Acredito sempre que o olhar fotográfico é o primordial para se aventurar como fotógrafo. Com o tempo, a técnica bem elaborada aparece como necessidade de aprimoramento e amadurecimento. Eu, particularmente, prefiro sempre zelar pela luz perfeita e pelo enquadramento certo em meus trabalhos.

Alexandre Lucas - O que é e como surgiu a idéia do Coletivo Café com Gelo?

Rafael Vilarouca - O Coletivo Café com Gelo surgiu da idéia minha e de uma amiga, a fotógrafa Yasmine Moraes, de se montar um site de divulgação de nosso trabalho fotográfico e poético, usando nossa própria imagem como fundo para divulgação. Atualmente o site reúne também fotografias de Allan Bastos, o trabalho do maquiador Malan Amaro e dos estilistas Dukke e Salvide Rocha presentes como parceiros na construção de meus ensaios, além de inúmeros colaboradores que estão sempre por perto e creditados no site.
Acreditamos que é através das parcerias em Coletivo que se faz um trabalho mais primoroso e bem acabado, com cada pessoa especialista em algo fazendo uma parte no projeto em busca de um produto final.

Alexandre Lucas - Como você vê a relação entre arte e política?

Rafael Vilarouca -A arte que possui engajamento político quando bem concebida ou bem escrita ela pode surtir grandes efeitos de conscientização de massa. Acredito que é o poder do coletivismo que faz a diferença quando o assunto é a união entre política e arte.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Rafael Vilarouca - Atualmente, estou finalizando um projeto de exposição chamado Veias Urbanas que trata da intervenção masculina dos espaços na região do Cariri. Tenho produzido também um outro projeto, o Carnavália, com modelos femininos, cuja idéia é fotografar alegorias carnavalescas com o uso de elementos cênicos nas fotos. E, além disso, tenho feito também o Era uma Vez..., projeto meu e de Dukke, estilista e modelo, que trata-se de uma releitura de contos de fada e outras histórias em fotografia de moda.

Confira os trabalhos de Rafael Vilarouca no blog: http://www.coletivocafecomgelo.com/





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