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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Na base da chinela!

Mundo Cariri e Maria Fumaça apresentam:

“Na Base da Chinela e seus convidados!”

- Nos Intervalos, DJ Daniel Batata!

“Na Base da Chinela”
Geraldo Junior – Voz, flauta e percussão
Ranier Oliveira – Sanfona e voz
Flauberto Gomes – Zabumba e Voz
Michel Leocaldino – Triangulo, percussão e voz

Muita música brasileira e Forró de Raiz!

“A música instrumental, o samba, choro e principalmente o forró, são representados pelo grupo através de suas músicas autorais e nomes como: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, João do Vale, Luis Fidelis, Abdoral Jamacaru, Ermano Morais, Jacob do Bandolim, Hermeto Pascoal, Trio Nordestino, Jacinto Silvia, Dorival Caymmi, Sivuca, Dominguinhos, Elomar, entre outros.




Onde é isso? Maria Fumaça (RFFSA, crato-ce)
Que horas? 22h
Quando é? 03 de junho (sexta-feira)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

OSWALDINHO DO CEARÁ - FORRÓ DO CRATO PARA O MUNDO


Contar a história de Oswaldinho é contar a história de alguém cuja vida está ligada à música desde sempre. Nada difícil para alguém que viveu num ambiente onde música era o prato do dia. Nascido na cidade de Crato, no sul do Ceará, distante 560 km da capital, não é difícil imaginar que o rádio foi o seu maior incentivador; pois foi através de um programa na Rádio Araripe de Crato, do radialista e folclorista Eloi Teles de Morais (in memorian) que Oswaldinho teve o seu primeiro encontro com a musicalidade nordestina. O autentico forró. Foi ouvindo o programa “COISAS DO MEU SERTÃO” que o sanfoneiro ouviu e se apaixonou pela musica de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, Sivuca, Jacinto Silva, Os Três do Nordeste, Marinês, entre tantos outros. Foi paixão à primeira vista.

Seu pai, jornalista conhecido na região, sempre o levava à tiracolo em suas viagens. Assim, Oswaldinho pode conhecer de perto e ter uma amistosa convivência com artistas do naipe de Nozinho do Xaxado, Bilinguim (Os Três do Nordeste), Patativa do Assaré, Severino Januário (irmão de Luiz Gonzaga), o violeiro Pedro Bandeira, as Bandas de Pífaros e do saudoso Luiz Gonzaga, em cuja residencia teve o seu primeiro encontro com a sanfona. A sua paixão se consolidou ouvindo Asa Branca tocada pelo grande mestre do baião Luiz Gonzaga.

Aos oito anos de idade, a cidade do Crato se encantava com a música clássica tocada por camponeses na Orquestra do Padre Ágio, o saxofone do Maestro Azul, comandando a banda de música da cidade, ou a musica popular no sax de Idelgardo Benicio nas tertúlias de antanho, com a poesia de Patativa do Assaré (que frequentava a sua casa) ou toque alegre da Banda Cabaçal dos Irmãos Anicetos. O próprio Oswaldinho destaca que “nascendo na Capital da Cultura o sangue tinha que ser verdadeiramente poético e recheado de influências musicais que iam do Jazz ao verdadeiro forró popular Nordestino, passando pela musica de radio e os dobrados marciais das bandas de música...”

Foi nesse tempo que o músico ouviu uma garota da vizinhança estudando acordeon. A garotinha, também com oito anos, tocava a musica “Tico-Tico no Fubá”. Foi a gota d`àgua. Ao chegar em casa o músico chamou os pais e pediu: “Quero uma sanfona”.

Os Pais o queriam com uma formação acadêmica e não viam com bons olhos o fato de que ele seguisse a carreira musical. Diziam que sanfoneiro não tinha futuro, apesar de gostarem bastante da musica nordestina principalmente de Luiz Gonzaga. “ O meu Pai e a minha Mãe queriam que o estudo estivesse em primeiro lugar, porém, nas viagens jornalísticas com meu pai sempre que tinha alguma inauguração, novena, etc, lá estava eu, levado por ele, tocando em palanques improvisados, em cima de carrocerias de caminhão”... O pedido foi atendido com uma exigência: a prioridade seria os estudos.

Exigência acatada, saíram à vizinha cidade de Juazeiro do Norte onde a pai comprou um acordeon de oito baixos. O inusitado desta história é que ao receber o acordeon, no caminho de volta para o Crato, dentro do carro do Pai, Oswaldinho passou a tocar Asa Branca sem nunca ter tocado nenhum outro instrumento desta natureza.

Coisas da vida? Ou coisas do talento? Reflitam.
Na cidade de Crato passou a estudar musica e instrumento com Dona Leda, uma professora de musica da cidade, vindo a formar a sua primeira banda com o filho da professora, Rogério Proença e os amigos de infância Doquinha, Telito e Susa. A partir daí vieram as primeiras apresentações em festas no colégio, aniversário de amigos, festinhas em casa de parentes; oportunidade em que exibia o seu talento no acordeon e também como baterista.

O estudo da musica o levou à SCAC – Sociedade de Cultura Artística do Crato, sob a direção da maestrina Divani Cabral, mantenedora de um Coral Infantil. Lá, Oswaldinho aprimorou os estudos de voz, piano e bateria. Pois passou a ser, por vários anos, o baterista oficial do Pequeno Coral do Crato, continuando a tocar acordeon nas festas do seu colégio, o Colégio Diocesano do Crato. Nesta época, um outro instrumento passou a fazer parte do seu dia a dia: o violão. Oswaldinho Passou a estudar o segredo das cordas com um professor chamado Batista; um excelente músico da minha terra que hoje continua animando várias festa por lá.

O tempo foi passando e os estudos o obrigaram, aos 16 anos, a migrar para Fortaleza, capital do Estado. O período em que cursou o pré-vestibular até concluir a faculdade de Fisioterapia, aliado a um período de dois anos na faculdade de Música, passou longe do acordeon. Confessa que não foi fácil suportar a situação mas, as atividades profissionais preenchiam o vazio deixado pela distancia do seu instrumento.

Foi exatamente no exercício da profissão que se deu o reencontro com o acordeon. Anos se passaram até que num presente do destino, fui levado a atender um casal de idosos: Dona Ana e Seu Farias. Certo dia Dona Ana me pegou pelo braço, me levou até o seu guarda roupa, abriu a porta e me disse: “meu filho toquei acordeon quando era jovem, como você enche os olhos toda vez que fala da sua infância tocando acordeon então este instrumento é seu...”

São palavras do músico Oswaldinho: “Algo muito forte me tocou naquele momento e eu senti a presença muito forte de Luiz Gonzaga. A única coisa que me veio à cabeça naquele momento”.

CONTINUA...

OSWALDINHO DO CEARÁ - FORRÓ DO CRATO PARA O MUNDO


...CONTINUAÇÃO

O presente de Dona Ana estava escrito. A decisão de voltar a tocar foi imediata. Agora, dono da sua vontade, poderia decidir seu destino. Estudou por muito tempo com um professor chamado Rodolf Forte, um dos nossos grandes mestres do acordeon e que teve brilhante contribuição na sua formação, estudando também com Valmir do Acordeon que foi professor do músico Waldonys quando era criança.

O reinicio foi despretensioso. Conta o músico que não pensava em montar banda ou ocupar os palcos, a exemplo de tantos ídolos seus. Pretendia tocar em ambientes familiares e reuniões com amigos. No entanto, numa reunião de família, onde estava presente o professor Walmir do Acordeon, Oswaldinho passou a tocar zabumba para acompanhá-lo, e foi seguido pelo triângulo de um primo. “Era uma festa na casa de Tia Loura, ficamos tocando eu, seu Walmir e um primo meu chamado Paulinho, no triangulo”...

Foi o estopim.

Oswaldinho passou a dividir a atividade profissional como médico fisioterapeuta e músico. Ressalte-se, estre as suas proezas, a ocupação de Professor universitário. Oswaldinho é ainda inventor e criador de diversos equipamentos na área médica. O aparelho desenvolvido atualmente é um biofeedback RD5( REEDUCADOR MUSCULAR DIAFRAGMÁTICO). Haja tempo prá tocar.

A partir daquela reunião familiar o seu recomeço na musica. Oswaldinho procurou se inserir no ambiente artístico da capital cearense. Sem medir esforços passou a tocar em bares, restaurantes, festas em ambientes fechados, comemorações de amigos, enfim, tratou de ocupar espaços e trilhar caminhos até então desconhecidos por ele. Estava definitivamente na estrada com uma banda formada por um grupo de amigos. Confiantes, eles buscavam o espaço que lhes era devido pela qualidade que apresentavam nos seus trabalhos.

Foram dias, meses, anos de ensaio e boa vontade. Acreditavam no que faziam. Confiavam na força e no talento daquele abnegado músico que agora, cheio de vontade, carregava pendurado nos ombros, fora do peito, o instrumento que sempre carregou dentro desse mesmo peito...no coração: UM ACORDEON. Daí em diante, o talento e a objetividade foram decisivos para a sua carreira. A força de vontade lhe rendeu bons frutos.

Passou a receber convites para apresentações e, assim, veio o primeiro CD intitulado SER NORDESTINO, gravado no ano de 2007. A partir daí, Oswaldinho passou a ter contatos profissionais com aqueles que eram antes os seus ídolos. Cantores, músicos, sanfoneiros famosos que até então achava distante da sua realidade, pois que já eram artistas renomados como Waldonys, a saudosa Marinês, Dominguinhos, Flávio José, Dorgival Dantas, entre outros.

Afirma que foi um felizardo ao receber do grande compositor, saudoso José Clementino, uma fita com várias canções e poder dividir com ele por telefone, ideias, poesias músicas, chegando a fazer uma parceria em uma canção bastante conhecida na região do Cariri chamada “Hino da Exposição do Crato”.

O segundo trabalho, também em CD, foi gravado em 2007 produzido por Dorgival Dantas com o tema Dois Lados da Paixão. Já atuando no cenário da musica no Nordeste, foi batizado musicalmente por Dorgival Dantas como o “DOUTOR DA SANFONA”, recebendo tambem o nome artístico “OSWALDINHO DO CEARÁ” pelo grande sanfoneiro e cantor Flávio José.

Entre a atividade profissional, e já convidado a fazer shows pelo Nordeste, gravou o seu terceiro trabalho no ano de 2009. Em 2010, passou a trabalhar na produção do seu primeiro DVD que será lançado em Abril de 2011, com o titulo PALAVRAS DE AMOR. Nele o músico reúne o que há de melhor no seu trabalho como músico e compositor alem de relembrar sucessos do Rei Luiz Gonzaga e musicas de amigos.

É forró autêntico, do bom, qualidade à mostra. Eu indico. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A experiência e a juventude de um dos trios de forró pé-de-serra mais empolgantes do Brasil



Criado há 10 anos, o Trio Araripe carrega as origens nordestinas na história de seus integrantes, no som e no próprio nome. O título do grupo, aliás, é motivo de orgulho por tratar-se de uma homenagem à região onde o grande Rei do Baião, Luiz Gonzaga, nasceu. Mais orgulhoso ainda fica Tiziu, o criador, trianguleiro e vocalista do trio, que é praticamente conterrâneo do velho Gonzagão, pois nasceu em Iguatú-CE, ali bem próximo da serra do Araripe, de onde partiu toda a história do legítimo forró nordestino.

Experiência é o que não falta a Tiziu, que tem em seu nome mais de 200 composições gravadas. Aos 15 anos de idade, já dava os primeiros passos no meio musical em Fortaleza, Ceará. Em 1976, criou o Trio Nortista, com o qual ficou 12 anos, e depois seguiu em carreira solo. Quando foi para São Paulo, em 1985, chegou a cantar no primeiro salão de forró do sudeste e participou de trabalhos com Carmélia Alves – a Rainha do Baião -, Martinho da Vila e, claro, Luiz Gonzaga. Em 1998, reuniu-se com o amigo Cicinho Alves e montou o Trio Araripe, que mais tarde teve Chiquinho como sanfoneiro.

Para tocar a zabumba, Tiziu convidou alguém também cheio de energia nordestina, Zé Neto. Nascido em Alagoas (terra de Mestre Zinho), ele herdou o talento do pai, cantor, compositor e sanfoneiro, Benício Guimarães, e foi mostrar o que sabia em São Paulo, com 12 anos. Em seu currículo, Zé Neto traz participações ao lado de Jackson Antunes, Marinês, Anastácia, Cilene Araújo e Israel Filho. Enquanto Tiziu e Zé Neto carregam a experiência na bagagem, Clayton Gama não precisou de muito tempo para provar que é um dos maiores sanfoneiros da nova geração.

Aos 20 anos, o paulistano filho de pernambucano já está há oito tocando forró e há quatro no Trio Araripe. Sua juventude e seu talento contagiam o público e os companheiros do grupo, que, juntos, carregam todas as características que um autêntico trio de forró pé-de-serra deve ter: talento, experiência e alegria. No repertório do grupo, além de composições próprias, há músicas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Mestre Zinho, Marinês e outros. Canções como "Forró Pesado", "O Fole Roncou" e "Vamos Xamegar" não ficam de fora dos shows.

terça-feira, 16 de março de 2010

Forró autêntico no café estação!

O Cariri conta agora com a ACF - Associação Cearense de Forró, onde trabalharemos com grupos e artistas que valorizam o autêntico forró.
Esse forró que vc está sendo convidado, é o início de uma série

QUINTA-FEIRA TEM FORRÓ DE PRIMEIRA Horário: 18 março 2010 às 21:00 a 19 março 2010 às 2:00
Local: CAFÉ ESTAÇÃO - Crato - Ceará
Organizado por: Kaika Luiz

Descrição do evento:
Nesta quinta-feira, dia 18, no Café Estação (Triângulo do Grangeiro), vai ter um forró de primeira. Venha curtir um forró autêntico com as presenças de MESSIAS HOLANDA, NEO PI NEO, ADELSON VIANA, TARCÍSIO SARDINHA, BANDA HERDEIROS DO REI, e mais alguns músicos forrozeiros do Cariri. Um evento único, onde juntaremos a nata do forró, aproveitando o feriado da sexta-feira.
O ingresso custa apenas R$ 10,00 (dez reais) para homens e mulher não paga.
Qualquer dúvida ou informações ligue para (88) 8816.3062

PRODUÇÃO: Sertão Pop Produções
REALIZAÇÃO: ACF - Associação Cearense de Forró.


Ver mais detalhes e RSVP em Cafe Historia:
http://cafehistoria.ning.com/events/event/show?id=1980410%3AEvent%3A312561&xgi=1PmaaEdBlSgeUs&xg_source=msg_invite_event

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Forró - a festa que virou gênero musical!



O nome forró deriva de forrobodó, "divertimento pagodeiro", segundo o folclorista Câmara Cascudo. Tanto o pagode (que hoje designa samba) como o forró são festas que foram transformadas em gêneros musicais. O forrobodó, "baile ordinário, sem etiqueta", também conhecido por arrasta-pé, bate-chinela ou fobó, sempre foi movido por vários tipos de música nordestina (baião, coco, rojão, quadrilha, xaxado, xote) e animado pela pé de bode, a popular sanfona de oito baixos. Uma versão fantasiosa chegou a atribuir a origem do forró à deturpação da pronúncia dos bailes for all (para todos), que no começo do século os engenheiros ingleses da estrada de ferro Great Western, que servia Pernambuco, Paraíba e Alagoas, promoviam para os operários nos fins de semana.
Com a imigração de grandes camadas da população nordestina para a região sudeste, inúmeras casas de forró foram abertas geralmente nas periferias antes de tornar-se modismo entre parte da juventude e estabelecer seus domínios nas regiões mais abastadas. No Rio, um dos mestres da matéria, o compositor maranhense João do Vale, pontificava no Forró forrado no bairro central do Catete, no final dos 70. No nordeste, as cidades de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) disputam hoje a cada festa junina o título de capitais do forró com festejos de longa duração capitalizados como eventos turísticos que arrebanham multidões de visitantes.
Gonzaga e Jackson, os difusores
Pioneiro na difusão da música de sua região no eixo Rio-São Paulo, o sanfoneiro Luiz Gonzaga do Nascimento (1912–1989) pode ter sido o primeiro a registrar o termo em disco no Forró de Mané Vito, parceria com Zé Dantas, em 1949. Entre outros temas desenvolvidos no mesmo ambiente, ele perpetuou Derramaro o Gai e Forró do Quelemente, ambos com Zé Dantas, nos anos seguintes. E mais:Forró no Escuro (1958), Numa Sala de Reboco (1964), com José Marcolino, Forró de Pedro Chaves (1967), Fole Roncou (um forrock com Nelson Valença, em 1973), Retrato de um Forró (com Luis Ramalho, no mesmo ano), Forró de Ouricuri (1983), Forrofiar, Danado de Bom (1984), Forró do Bom (1985), Forró de Cabo a Rabo (1986), Forró Gostoso (1988), os últimos seis em parceria com João Silva. Emérita forrozeira, a cantora Marinês (e sua Gente) atribui ao paraibano Jackson do Pandeiro (José Gomes Filho, 1919-1982) a responsabilidade pela implantação do forró no mercado sulista a partir do estouro de sua gravação de Forró em Limoeiro (Edgar Ferreira), em 1953. Clássicos criados por ele como Sebastiana (Rosil Cavalcanti), A Mulher do Aníbal (Genival Macedo/ Nestor de Paula) e Um a Um (Edgar Ferreira), regravados de Gal Costa aos Paralamas do Sucesso, e os específicos Forró em Casa Amarela, Na Base da Chinela, Forró em Caruaru, Forró de Surubin, Forró na Gafieira, Forró do Zé Lagoa ao lado da imagem dançarina – em dupla com sua mulher na época, Almira Castilho – contribuíram para fixá-lo como rei do ritmo.
A influência de Jackson, celebrada em Jacksoul Brasileiro pelo pernambucano Lenine, motivou um grupo, o Cascabulho, a especializar-se em sua obra e resultou no CD tributo Revisto e Sampleado com participações de Gal Costa, Chico Buarque, Zeca Pagodinho a Fernanda Abreu, Paralamas e O Rappa. Já no tributo Baião de Viramundo grupos do movimento mangue beat e adjacências como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, Sheik Tosado, Stela Campos, Mestre Ambrósio, Otto, DJ Dolores, Comadre Florzinha reagravaram um Gonzaga de pique eletrônico. Os discípulos da dupla contam-se de Gilberto Gil, Antonio Barros & Cecéu a Alceu Valença, Fagner, Nando Cordel, Jorge de Altinho, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho.
Também o pernambucano José Domingos de Morais, o Dominguinhos, contribuiu para estabelecer o primado semântico do forró que acabaria engolindo outros estilos. Apadrinhado por Luiz Gonzaga, incentivado pelos tropicalistas (seu parceiro em Lamento Sertanejo e Abri a Porta, Gilberto Gil estourou Eu Só Quero um Xodó, de Dominguinhos & Anastácia), o sanfoneiro de Garanhuns sempre reservava em seus shows uma parte para improviso instrumental de sanfona. Esse trecho apresentado como "forrózinho do Dominguinhos" ajudou a cristalizar o gênero formado por vários estilos e praticado há anos na periferia do mercado por sanfoneiros como Abdias, Pedro Raimundo, Zé Calixto, Zé Gonzaga e Zenilton, entre muitos.
De Sivuca e Chiquinho do Acordeom a Oswaldinho, Severo e Waldonys, além de recém-chegados como o híbrido (sertanejo paulista) Miltinho Edilberto e os grupos do Rio, Forroçacana, Trio Forrozão e Para Todos, o espírito gregário e extrovertido do gênero dançarino mantém um idioma comum. Hoje há até uma contrafação diluída (com tecladaria substituindo a sanfona), apelidada ó xente music, onde reinam grupos de grandes vendagens como Mastruz com Leite, Limão com Mel e solistas como Frank Aguiar, vulgo Cãozinho dos Teclados.
 
Fonte: Tárik de Souza
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