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quarta-feira, 7 de março de 2012

Alysson Amancio - Por uma dança que transforme





Pesquisador, artista e professor, Alysson Amancio vem nos últimos anos contribuindo para a consolidação da dança contemporânea no Cariri. Inquieto e viajado, Alysson não se conteve apenas em aprender a dançar e busca cotidianamente elementos para alimentar a sua percepção e produção estética e artística. Ele acredita ser possível lutar por um mundo mais humano, digno e igualitário e que as artes são impreterivelmente os melhores caminhos para as conquistas nesse embate social.

Alexandre Lucas - Quem é Alysson Amancio?

Alysson Amancio - É sempre difícil falar quem eu sou, pois, todos nós seres humanos temos diversas facetas e mudamos o tempo o inteiro as nossas ideologias de acordo com as experiências nas quais somos atravessados.
Nas minhas características imutáveis, sou um caririense, criado por uma família unida e trabalhadora e que me deu a base e liberdade para ser um sonhador e realizador ao mesmo tempo.
Sou um artista, professor, pesquisador. Um homem do bem que realmente acredita ser possível lutar por um mundo mais humano, digno e igualitário e que as artes são impreterivelmente os melhores caminhos para as conquistas nesse embate social.

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Alysson Amancio - Meu primeiro contato com o teatro foi na escola, no ensino fundamental. Apaixonei-me completamente pelas artes cênicas e nunca mais parei. Da escola fui para grupos amadores, depois procurei oportunidades para trabalhar com grupos mais profissionais, paralelamente fiz duas graduações em Dança. Participei de vários festivais nacionais e internacionais. E após retornar para Juazeiro do Norte, iniciei a produção da minha própria companhia de dança, meu projeto de formação e difusão da dança através da Associação Dança Cariri e meu trabalho como docente na Universidade.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Alysson Amancio - Atuando como artista e professor tudo me interessa e influencia o meu trabalho desde as culturas populares até as intervenções mais contemporâneas. Leio muito, vejo muitos filmes em casa, observo atenciosamente as pessoas que convivo e procuro estar cotidianamente concatenado mesmo que virtualmente com a dança cênica produzida no mundo hoje. Em relação a profissionais de dança mais especificamente, amo a vida e obra da coreógrafa Martha Graham. E sobre as minhas influencias atuais: dos brasileiros admiro muito o trabalho do Flávio Sampaio, Andrea Bardawill, Fauller, Wilemara Barros, Ana Vitória, Alejandro Ahmed, Henrique Rodovalho, Rodrigo Pederneiras, Isabel Marques, Roberto Pereira e estrangeiros William Forsythe, Maguy Marrin, Pina Bausch.

Alexandre Lucas – Como foi esse contato com a dança contemporânea?

Alysson Amancio - Sempre gostei de dança contemporânea mesmo quando não sabia o que era essa linguagem. Na minha adolescência ficava fascinado quando via Elina Feitosa ou a companhia de Danielle Esmeraldo em cena. Ainda fiz algumas aulas de dança no Crato com Elina, mas o meu primeiro contato de fato foi em 1997 na cidade de Fortaleza nas aulas com Andrea Bardawill e na Companhia de Dança Janne Ruth. Desde então o contemporâneo tem sido meu principal objeto de estudo, fonte de pesquisa e área de ensino. Essa possibilidade infinita de conceitos e estéticas que a dança contemporânea permite, me instiga profundamente.


Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Alysson Amancio - Considero o Grupo de Teatro Expressões Humanas da Herê Aquino e a Companhia de Dança Janne Ruth como sendo minhas primeiras experiências profissionais nas artes cênicas. Depois disso trabalhei na Adão Companhia de Dança e posteriormente no Rio de Janeiro na Cia de Dança da Cidade e na Esther Weitzman Companhia de Dança. Entretanto, creio que o divisor de aguas na minha trajetória sem dúvida foi o Colégio de Dança do Ceará e a minha graduação em dança no Rio de Janeiro. Estreitar os laços entre a minha dança e o pensamento acadêmico me impulsionou a querer ser mais que um bailarino. Projetou-me para coreografar, pesquisar e escrever sobre dança. Entendendo que essa linguagem artística é extremamente poderosa e capaz de transformar a sociedade de forma avassaladora. É com esse pensamento que desde que retornei para Juazeiro do Norte em 2006, que procuro desenvolver minhas atividades, difundindo e aplicando a Dança com todo o potencial que ela aglomera.

Alexandre Lucas – A dança no Cariri é marcada pela diversidade de estilos?

Alysson Amancio - Existe uma ideia muito cristalizada que o Cariri é o celeiro da cultura popular. Temos realmente uma cultura popular riquíssima e que precisa ser valorizada e reconhecida, todavia essa não é a única possibilidade de arte produzida na região. Esse imaginário, lamentavelmente, contribui para que outras manifestações da dança que não seja o reisado, a lapinha e a banda cabaçal não sejam vistos também como representantes da dança caririense.
Aqui nós temos reisados, lapinhas, banda cabaçais, coco, mas também temos balé clássico, dança contemporânea, dança de rua, quadrilhas juninas, dança do ventre, dança de salão, danças sagradas, dentre outros. Enfim, são muitos os estilos para o nosso deleite.
Estou escrevendo um livro sobre a história da dança cênica caririense que será lançado ainda no primeiro semestre de 2012. Espero que a partir dessa publicação novas pesquisas sejam feitas para documentar a dança local, pois, até hoje não existe nada que eu conheça que tenha esse foco.

Alexandre Lucas – Como é trabalhar dança contemporânea na região do Cariri?

Alysson Amancio - Ninguém gosta daquilo que não conhece. O grande trabalho atualmente na região do Cariri é estimular o maior número possível de produções e circulação de espetáculos de dança contemporânea. Quanto mais grupos ou artistas independentes produzirem trabalhos contemporâneos, mais ampliaremos o número de apreciadores e consequentemente o mercado de trabalho. Quando voltei, em 2006, era tudo muito mais difícil, todas as pessoas que produziam dança contemporânea estavam paradas. Felizmente ao longo de varias ações, criou-se um circulo ativo nessa área. Seis anos depois, eu enxergo com muita alegria mudanças concretas no que se refere a produção de dança contemporânea caririense, inclusive em relação ao olhar de fora sobre a nossa fomentação. Os profissionais de dança mais renomados do Brasil me enviam currículo e propostas para vir dançar ou ministrar oficinas em Juazeiro do Norte.

Alexandre Lucas - Qual o papel social do artista?

Alysson Amancio - Essa frase soará um tanto clichê, mas não vejo como escrever outra coisa. O principal papel do artista é transformar o mundo em algo melhor.

Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?

Alysson Amancio - Não trabalho sozinho, eu trabalho com uma equipe que busca cotidianamente ampliar essa rede e agrupar mais pessoas nesse coletivo. Pensamos grande: queremos projetar a dança do/no cariri para o mundo inteiro. Produzir e fortalecer a dança cênica caririense é a nossa grande motivação. Por isso iniciamos esse trabalho exatamente aqui. Toda grande mudança acontece de dentro para fora. Queremos que o garoto do Bairro João Cabral aprecie os espetáculos de dança locais, e num futuro próximo os Cariocas e depois os Parisienses.

Alexandre Lucas - O que representou e representa para você o trabalho de pesquisa?

Alysson Amancio - Não existe arte sem pesquisa. O artista não pode ser medíocre e acomodado. A curiosidade e coragem devem ser os motores da sua arte. Por isso a minha grande luta é para a criação do Curso Superior de Dança no Cariri. Nós já temos as três linguagens da arte. Música na UFC – Cariri e Teatro e Artes Visuais na URCA. Por que não temos dança?
Em 2008, a Associação Dança Cariri fez um abaixo-assinado com os artistas da dança caririenses e recolhemos mais de 2600 assinaturas, entre estudantes e profissionais da dança reivindicando a criação desse curso.
Em 2011, o Centro de Artes Reitora Arraes de Alencar Gervaiseau aprovou o projeto para a criação do Curso Superior de Dança. Agora falta apenas o Conselho Superior da Universidade Regional do Cariri aprova-lo e o Governador Cid Gomes assinar o termo de criação. Infelizmente isso será o mais difícil, pois a sua politica tem demonstrado pouquíssimo interesse em fortalecer nem o ensino, a extensão e a pesquisa no âmbito acadêmico.

Alexandre Lucas – No Ensino Básico do Estado do Ceará existem profissionais habilitados para trabalhar a dança no Ensino de Artes?

Alysson Amancio - Em Fortaleza sim, já que lá existe o Curso Técnico de Dança e o Curso Superior de Dança da Universidade Federal do Ceará. Além disso, o Vila das Artes, da Prefeitura Municipal de Fortaleza através da Secretaria de Educação financia o Projeto “Dançando na Escola”, proporcionando profissionais capacitados atuarem nas escolas formais de ensino.
Nos interiores cearenses a realidade é completamente diferente. No Cariri, por exemplo, são raríssimas as escolas que oferecem dança além das montagens coreográficas em datas comemorativas. As poucas que se arriscam nessa empreitada desconhecem profissionais realmente qualificados para tais funções e acabam empregando profissionais de outras áreas, que muitas vezes fazem um desserviço no que se refere ao ensino de dança.

Alexandre Lucas – O que representa a dança na sua vida?

Alysson Amancio - A dança é a minha vida. Paixão, razão e profissão. Tenho a grande felicidade de trabalhar com o que eu amo. Portanto, defendo e luto diariamente para a valorização e reconhecimento dessa linguagem artística. A dança pode ser utilizada como entretenimento, terapia, atividade física e profissão. São tantas e possibilidades e benefícios, que eu acho muito triste o homem que nunca se permitiu essa vivencia na sua vida.

terça-feira, 6 de março de 2012

Dia 8 de março, dia Internacional da Mulher!

Quinta feira, 8 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER, cantarei com Cidinho no Cantinho do pimenta, será uma noite agradável com encontro de músicos parceiros para fazermos um som!
Todos convidados!
 

domingo, 4 de março de 2012

O CARIRI - UM CELEIRO DE ARTISTAS ( Por: Dihelson Mendonça )


O Cariri é reconhecido nacionalmente e internacionalmente por ser um verdadeiro Celeiro de Artistas e de Cultura. Destas terras já brotaram e brotam dezenas e até centenas de personalidades fantásticas que com seu nome e a sua obra se destacam e se destacaram nas mais diversas formas artísticas. Somos abençoados por pertencermos a uma região que é modelo para o Brasil, quando se refere à produção de arte. A prova disso é a programação inesgotável que temos do Centro Cultural Banco do Nordeste e dos SESC da região, que não conseguem "dar vencimento", mesmo trabalhando todos os dias no sentido de mostrar o que o Cariri tem de melhor através de exposições, shows e oficinas. O Cariri tem o privilégio de nunca ter dependido de qualquer fonte de inspiração externa, muito menos das capitais para ter a sua própria identidade cultural e artística. Pelo contrário! Daqui é que exportamos para o mundo por sermos verdadeiro manancial e capital das artes.

Outro dia, a cantora Janinha Brito tentava relacionar as pessoas que desenvolveram e desenvolvem trabalhos nas diversas áreas das artes e que pertencem ao Cariri. A própria confecção da lista em si, mostrou-se inexequível, dada a imensa quantidade de nomes que foram aparecendo nas mais diversas áreas e as sugestões dos próprios participantes da lista, que lembraram de outros nomes ainda maiores. Aliás, diga-se de passagem, o site Cultura no Cariri, comandado pela Janinha, é um ponto de referência. Recomendo!

Só a título de curiosidade, há uns 2 anos houve uma confraterminação no Crato Tênis Clube, organizada pelo L. C. Salatiel e Carlos rafael, onde se pretendeu premiar os artistas do cariri que se destacaram em suas respectivas áreas, e fazer justiça aos grandes trabalhos. Chegou-se a uma lista de mais de 500 pessoas atuantes e atuando no mundo das artes no Cariri. A quantidade de artistas plásticos, escritores, poetas, músicos de alcance nacional é simplesmente fantástica considerando o pequeno espaço geográfico.

Portanto, quando às vezes vejo certos comentários de pessoas que nem moram por aqui dizerem que o Cariri tem "poucos grandes artistas" só podemos compreender isso como a mais patente comprovação de ignorância, de uma visão míope e distorcida das coisas, daqueles que só tem acesso ao Cariri através das lentes deturpadas de pessoas mais desinformadas ainda, que fornecem dados incorretos sobre o que de fato, é o Crato e o Cariri hoje.

Gostaria de fazer um brinde aos artistas maravilhosos, verdadeiros representantes da cultura genuinamente caririense, exportada para o mundo. A lista seria imensa ( mais de 500 ) e nem caberia neste pequeno comentário. Porém gostaria de saudar de forma simbólica, pelo menos uma meia-dúzia de pessoas que se destacam. O meu abraço para Joseny Lacerda, Ulisses Germano, Mestre Aldeny, Bola Bantim, Rosemberg Cariry, Tiago Santana ( Cratense, um dos maiores fotógrafos Brasileiros, reconhecido mundialmente ), Pachelly Jamacaru ( Além de compositor, ainda é o maior Fotógrafo nascido em terras Caririenses que reside na região ), Cacá Araújo nas artes cênicas, José Flávio Vieira, Emerson Monteiro, Antonio Morais, Luiz Domingos Luna, escritores...Viva esse gênio das artes visuais chamado "Reginaldo Farias" ( que pouca gente conhece ), viva ainda Daniel Bloc Boris, Artista George Macário, Claude Bloc, a grande poetisa... Antonio Sávio ( Poeta )...Abração para os promotores culturais, para gente que sempre representou bem o Cariri, como Divani Cabral, e viva as dezenas de xilogravuristas, poetas, Pintores, Escultores, Cordelistas, Escritores, Compositores, Músicos, viva o nosso Abidoral Jamacaru, nome reconhecido nacionalmente, grandes músicos do Cariri como Cleivan Paiva, João do Crato, Manel D´Jardim, e tantos outros que circulam com seus shows pelo Brasil afora. A lista seria imensa e peço desculpas pelo exíguo espaço e pelo pequeno exemplo.

No Cariri, certamente que temos uma das maiores concentrações de artistas por metro quadrado do Brasil. Quando alguém desconhece este fato ou não reconhece a sua existência existência, de duas uma:

01 - Ou essa pessoa esta completamente desinformada acerca do que acontece no Brasil
02 - Ou está muito mal intencionada.

Salve, Artistas Caririenses - Grandes e Maravilhosos.
Ah! você se acha diferente por produzir arte ? Venha para o Cariri e entre na FILA !

Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com
Há 7 Anos, o Crato na Internet

Zé do Alumim será lançado no Crato agora em março


Agora em março será lançado mais um filme de Franciolli Luciano (agurdem a divulgação da data). O ator, radialista, teatrólogo e cineasta Franciólli Luciano lançará em março o filme “Zé do Alumin”, um longa de 60 min. rodado em Antonina do Norte na região do Cariri-CE, nos meses de outubro e novembro de 2011.





Todo cearense é batalhador e acostumado às adversidades da vida, buscando sempre um meio honesto de levar conforto para seus familiares, chegando a superar barreiras para muitos intransponíveis superando-as e alcançando êxito em suas empreitadas. Esta é a história do filme Zé do Alumin do cineasta Franciólli Luciano que terá sua avan premier em Crato no Teatro Municipal Salviano Arraes.





O filme é estrelado por:Adelmir Barbosa, Valdirene Cordeiro,Paula Samara Amorim,Jiliciano Lima e Fábio Lemos. Participações especiais; Franciólli Luciano e Fabiana Vieira e do povo de Antonina do Norte.





O filme conta a estória de um vendedor de alumínio, que anda os sertões afora vendendo suas panelas e outros produtos para as donas de casa.





Zé do Alumin, vivido pelo ator Adelmir Barbosa é do tipo que está sempre alegre e encanta seu público fazendo suas performances em cordel, oferecendo seus produtos e alegrando a todos por onde passa.
É muito querido pelos seus colegas de trabalho e pelo seu patrão por ser um excelente vendedor, porém está sempre devendo a firma, conseqüência dos vales feitos quase que diariamente, fazendo seus colegas pensarem que se trata de “mulheres” ou farras constantes.





Zé sempre desconversa quando é questionado sobre os constantes vales e resolve guardar consigo o real motivo dos vales e atrasos na firma.





Se seu problema é sério, ele guarda a sete chaves, achando que todos já têm seus problemas para resolver e por isso não deve levar mais um e causar preocupações.





O fato é que sua mãe sofre de uma doença grave e ele, entre suas horas de folga do trabalho dedica-se a tratar dela indo aos postos de saúde e as farmácias comprar remédios na tentativa de curá-la e nas em que está junto a ela dando seus remédios, aproveita para estudar, alimentando o sonho de um dia ser médico.





Tudo desanda para o Zé do Alumin, quando sua mãe morre uma vez que ela era tudo que ele tinha e sem animo para viver Zé vira mendigo e perambulando pelas, faminto encontra uma moça que um dia lhe dera um caldeirão que lhe dá um copo de leite salvando lhe da fome e com uma frase ela reacende a vida do Zé “Deus disse fazei o bem sem olhar a quem que em dobro vem”!





Zé some das ruas em que vendia seus alumínios e elas agora são vazias dos versos e da alegria que levava as donas de casa e até mesmo seus colegas de trabalho sentem sua falta sem saber do seu paradeiro.





Tempos depois a mesma moça que ganhára do Zé um caldeirão, encontra-se internada em um para curar a sua doença e que no final de tudo, depois de curada recebe a conta e no final das notas está escrito: tudo pago, há muito tempo com um copo de leite! assinado; dr. Zé do Alumin.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Coletivo Camaradas promove Laboratório de Arte Contemporânea




Por Leylianne Alves

Se você tem interesse por arte e estuda em alguma escola de ensino médio da rede pública do Crato, poderá se inscrever, entre os dias 12 e 13 deste mês, no Laboratório de Estudos, Vivências e Experimentações em Arte Contemporânea (LEVE Arte Contemporânea), que será organizado pelo Coletivo Camaradas e terá suas atividades iniciadas no próximo dia 14.


O laboratório tem o objetivo de aproximar os jovens das novas formas de organização artística e da arte contemporânea. Durante os trabalhos, acontecerão visitas a espaços de arte, tais como galerias, teatros, ateliers e mesmo espaços urbanos. Além disso, os participantes também terão contato com artistas, produtores, curadores, pesquisadores e artistas/educadores.

O laboratório terá seis monitores e serão ofertadas 20 vagas por escola de ensino médio. Todas as escolas do Crato serão visitadas durante o período de inscrições. As experiências realizadas neste espaço serão, em especial, as intervenções urbanas e performances. Também haverá espaço para universitários da região do Cariri.

Uma experiência piloto deste trabalho vem sendo realizada, desde o ano passado, no Colégio Estadual Wilson Gonçalves e na Escola Teodorico Teles de Quental. Estas atividades resultaram em sei vídeos que têm a finalidade de auxiliar os professores de Artes e que estão em exibição na Galeria de Artes do SESC Juazeiro do Norte, na Exposição de Não Artistas.


Os trabalhos acontecerão no Auditório do Centro Cultural do Araripe, localizado na RFFSA - Crato. As reuniões acontecerão duas vezes por semana, até o mês de dezembro. O Leve Arte Contemporânea é uma realização do Coletivo Camaradas e tem a parceria da Secretária de Cultura, Esporte e Juventude do Crato, da Sociedade Cariri das Artes, do Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA e o Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA.

Livro sobre narrativas orais do Barro vermelho será lançado no Crato



O bairro do Alto do Penha na cidade do Crato ganha livro contando as histórias de memórias sociais e imaginárias da comunidade. O livro foi organizado pela professora Ana Rosa Dias Borges e será distribuído gratuitamente nas bibliotecas escolares da Cidade e na comunidade.





O projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura, através do Edital Micro Projetos Mais Cultura em 2010. Além do livro, o projeto propiciou a realização junto aos jovens da localidade, oficinas de produção textual, fotografia, desenho, pintura e identidade cultural, o que serviu de suporte para edição do livro.


De acordo com a professora Ana Rosa a ideia deste trabalho surgiu quando realizava seu trabalho monográfico que versou sobre a oralidade, por meio dos contos populares coletados nas comunidades narrativas orais da Chapada do Araripe. Ela destaca que a partir desta pesquisa sentiu a necessidade de ampliar o seu trabalho investigativo composto das memórias das pessoas mais velhas do lugar para evidencia fragmentos históricos que nunca foram evidenciados na historiografia oficial e cita que a escolha do Bairro Alto da Penha, se deu porque na sua infância residia próximo a localidade e isso proporcionou uma ligação afetiva com o bairro. Ana Rosa enfatiza que o Barro Vermelho que se encontra atualmente subdividido geograficamente em decorrência da urbanização e que o lugar descreve parte da história econômica, social e cultural da cidade do Crato.


O Lançamento do livro acontecerá em dois momentos, no dia 10 de maço, às 19h00, na sede da Pastoral do Menor dentro da Programação do evento cultural “O Alto Mostra a Sua Cara” coordenado pela geógrafa Sibelle Elpidio que é moradora do bairro e no dia 15 de março, às 19h00 horas, no salão de Atos da Universidade Regional do Cariri – URCA e tem a parceria do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC.

Serviço:
Livro “Narrativas Orais no Barro Vermelho” organizadora Ana Rosa Dias Borges
(88)96196988 - Email: rosasacci@yahoo.com.br

Hoje é o Aniversário do Poeta Maldito - Wilson Bernardo


O Magnata da Paradoxalidade

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https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6cODMiTfUM5YoYnrPqtOhI5Bv-mrqDRIP4ifKJxuHI_LEpRmBTEDsWi3fSYm_ovd-NStOxH-k6QJVA6mdC6i1P8hdpGaeTwqHvxF4pHwsYfxUb4dXUG7W9lDOxP0m5WmJ0kgjROskBlQ/s1600/WB03.jpg


Hoje tenho o prazer em anunciar um dos mais esperados aniversários do ano; Não de um político, uma autoridade eclesiástica, mas de uma pessoa do povo, um cidadão simples, que só anda pelas ruas da cidade, trajando bermudas, fotografando, registrando a história da nossa era para a posteridade, através de inúmeros projetos, dando a sua contribuição valiosa para o desenvolvimento da nossa sociedade através de muitas mídias: Fotografia, Poesia, Crônicas, e até Música. Wilson Bernardo, ou como costumamos chamá-lo por aqui pelas iniciais WB, é um cara muito querido pela população. MUITO MESMO! - Ele é o único "doido" de carteirinha que a cidade ama de verdade.

É bem verdade que existe aí uma meia-dúzia de detratores que nutrem grande inveja por esse "baluarte da cultura maldita dos guetos", mas ele, idiossincrasicamente, quer é mais...rs rs rs

Wilson é irreverente. Em si mesmo, paradoxal. Nunca se sabe com certeza o que ele pensa, e seus escritos causam sempre surpresa, além do desleixo "proposital" que nutre pela forma escrita clássica da língua portuguesa, não diferenciando por exemplo, Conserto e Concerto como formas distintas e várias outras particularidades, sendo a sua forma peculiar de escrita algo por si só a ser estudado, imitado, porém nunca igualado.

A este fã de carteirinha da vida boa, do Calçadão, das eternas biritas dos boêmios do Crato, mas sobretudo, pelo imenso amor e dedicação que tem para com os verdadeiros amigos, levemos a nossa mensagem de Feliz Aniversário, de uma vida plena de realizações, de conquistas e de boa saúde.

WB, em nome do Blog do Crato e Blog Cariricaturas, receba os nossos sinceros parabéns!

Dihelson Mendonça

quinta-feira, 1 de março de 2012

Semana SESC de Artes Cênicas - SESC Juazeiro

A Semana SESC de Artes Cênicas congrega artistas e público numa celebração que evoca e marca o Dia Mundial do Teatro como importante acontecimento na esfera cultural em todo o Estado. No intuito de fomentar um pensamento crítico e gerar transformação junto à clientela, este ano a temática que se configura é “O Teatro em Diálogo com o Tempo Atual”, com diferentes níveis de profundidade e abordagem, pensados em função de distintos públicos-alvo, tendo como matriz as várias disciplinas e atividades que envolvem o Teatro.


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