quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Índios do Ceará

Tornou-se rotineira nos livros de história a idéia de "descobrimento do Brasil". Refere-se ela à chegada dos portugueses a terras até então desconhecidas. Contudo, em 1500 esse país foi descoberto somente para o branco europeu, visto que já era habitado por milhões de índios. Tal ano marca, por certo, o início da invasão, da conquista e da exploração dessa terra.

O território cearense, na época de seu descobrimento, era habitado apenas por dois povos selvagens: os tupis e os cariris. Essas duas nações se subdividiam em mais de sessenta tribos que possuíam quase os mesmos costumes dos demais povos selvagens que povoavam o Brasil.

O primeiro contato do branco europeu com o nativo foi amistoso; é só lembrar o escambo (troca de produtos). Contudo os maus tratos, o egoísmo e a imoralidade de alguns colonizadores causaram o ódio e a revolta nos índios, originando um tremendo conflito.

Milhões foram mortos em nome do capitalismo, do comércio, do lucro, da fé. E o pior de tudo, tentou-se justificar esse holocausto propagando a idéia que o índio era "selvagem, pagão, inferior, indisciplinado, sujo, preguiçoso e que precisava adaptar-se à missão progressista e cristã do branco civilizado".

Dos 4 milhões de índios do ano de 1500, restam hoje pouco mais de 150 mil, dispersos pelo país, sujeitos à extrema miséria, a doenças, à exploração de grileiros, de garimpeiros, de multinacionais, perdendo a própria cultura e identidade - discriminados, sem assistência do governo, sem nada.

Não obstante imprecisões, devido as ações de expulsão e extermínio dos nativos terem sido feitas quase sem registros ou documentação, conforme as línguas faladas pelos nativos, o historiador Carlos Studart Filho aglutinou-os em 5 grupos: Tupis, Cariris, Tremembés, Tarairius e Jês.

Os Tupis cearenses compunham-se basicamente de duas grandes nações, a dos Tabajaras (parentes dos Tupiniquins) e a dos Potiguares (próximos dos Tupinambás), inimigas radicais.

Os Tabajaras, que provavelmente vieram da Bahia, habitavam a serra da Ibiapaba. Guerreiros valorosos, segundo alguns, antropófagos, chegaram a dominar outras tribos (como a dos Tucurijus), oferecendo feroz resistência à penetração do conquistador (foram eles que, em aliança com traficantes franceses, combateram Pero Coelho em 1603).

Os Potiguares, originários do Rio Grande do Norte, de onde foram expulsos pelos colonizadores, localizavam-se principalmente no Baixo Jaguaribe e em alguns pontos ao longo do litoral. Também combateram a bandeira de Pero Coelho, embora alguns do grupo "já mansos", tenham servido como flecheiros na expedição deste conquistador e na dos jesuítas Pinto e Filgueiras. Um de seus líderes, Jacaúna, foi importante aliado de Soares Moreno, ajudando-o no combate a outros indígenas e até a piratas estrangeiros.

Do grupo Cariri ou Quiriri, que ocupava áreas dispersas entre os rios São Francisco (BA) e Parnaíba (PI), poderíamos citar as nações dos Inhamuns (habitantes dos sertões de igual nome e aldeados por frades carmelitas em São Mateus, hoje Jucás), dos Cariús (localizados sobretudo na serra do Pereiro e nas terras compreendidas entre os rios Cariús e Bastões, foram "amansados" na missão do Miranda, atual Crato), dos Cariris propriamente dito (uns dos que, vivendo no extremo sul da capitania, reagiram intensamente à invasão branca; foram catequizados em Missão Velha) e dos Caratéus ou Crateús (que se localizavam na bacia superior do rio Poti).

O grupo dos índios Tramenbés ocupava uma faixa litorânea que ia da baía de São Jorge, no Maranhão às margens do rio Curu. Acabaram aldeados pelos jesuítas na Missão de Nossa Senhora da Conceição de Almofala, hoje município de Itarema.

Dentre as nações que compunham o grupo Tarairiu, destacaram-se os Janduins (habitantes originais do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, mas que incursionavam amiúde pelas terras do Baixo Jaguaribe), os Canindés e os Jenipapos habitantes das Margens dos rios Banabuiú, Quixeramobim e cabeceiras dos Cariús. Outros Tarairius eram os Baiacus, também chamados de Paiacus ou ainda de Pacajus, os Arariús, os Quixelôs e os Tacarijus ou Tucurijus, responsáveis pelo trucidamento do jesuíta Francisco Pinto em 1607.

Do grupo Jê, ao que parece, nas terras do Ceará, apenas habitavam os Aruás em área próxima ao rio Jaguaribe.

FOhttp://br.oocities.com/helderx/indios.htmNTE:

3 comentários:

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